Uma semana se passou desde aquela noite infernal na cela. Meu corpo ainda doía. O cu latejava de vez em quando, a buceta ficava inchada com qualquer esforço maior. Eu andava devagar pela casa, fingindo pra mim mesma que estava tudo normal. Henrique tinha voltado da viagem e eu sorria, cozinhava, transava com ele de olhos fechados, sentindo cada estocada fraca dele como uma piada depois do que vivi.
Até que o celular tocou numa tarde chuvosa. Número desconhecido.
— Alô?
— Sou eu, cunhada. — A voz rouca de Rafael soou baixa, urgente. — A gente saiu. Eu, o Jorge e o Marcelo. Tamo num rancho velho perto de Itu. Vem pra cá agora. Tô louco pra te ver.
Meu estômago deu um nó. Medo. Excitação. Vergonha.
— Vocês fugiram? Meu Deus, Rafael…
— Não pergunta merda. Só vem. Tem mais gente aqui. Mas você aguenta. Eu sei que aguenta.
Ele mandou a localização e desligou.
Eu fiquei tremendo no meio da sala. Sabia que não devia ir. Mas duas horas depois deixei Henrique dormindo e estava dirigindo pela estrada de terra, o coração na boca, sem calcinha como ele tinha pedido na mensagem.
O rancho era isolado, cercado por mato alto. Uma casa grande caindo aos pedaços, várias construções velhas e uns carros roubados estacionados atrás. Mais de trinta homens esperavam. Presos fugidos, comparsas, gente da rua. Olhos famintos quando eu desci do carro.
Rafael me puxou pra dentro pela nuca e me beijou bruto, apertando minha bunda por cima do vestido.
— Hoje não tem limite, Laura. Você vai ser a puta da fuga inteira.
Dentro da casa principal, o cheiro era forte: cigarro, cerveja barata, suor e tesão. No meio da sala grande tinha dois colchões sujos no chão. E ali estavam elas: duas travestis altas, peitos grandes, bundas empinadas, maquiagem pesada. Uma se chamava Sabrina, morena, cabelo liso até a cintura. A outra, Jéssica, loira, boca carnuda e olhar safado.
Sabrina se aproximou de mim primeiro, passou a mão no meu rosto com certa delicadeza.
— Relaxa, gostosa. A gente vai te ajudar. Esses machos são brutos demais. A gente chupa e dá o cu pra aliviar um pouco pra você.
Não teve mais conversa.
Rafael rasgou meu vestido na frente de todos. Fiquei nua no meio do círculo. Os homens já tiravam as calças, paus duros pra fora. Mais de trinta. Alguns enormes.
Começaram pesado.
Dois me jogaram de quatro no colchão. Um enfiou na buceta sem lubrificante, socando fundo. Outro forçou meu cu. Eu gritei, o corpo ainda sensível da semana anterior. Eles metiam sem piedade, rindo quando eu choramingava.
— Olha a mulherzinha do ricaço levando rola de bandido — um gritou.
Sabrina se ajoelhou ao meu lado e começou a chupar um dos caras que esperavam, mamando com vontade pra tirar um pouco da pressão. Jéssica foi pra trás de um grandão e ofereceu a bunda pra ele, gemendo alto enquanto levava no cu.
Mas não aliviava muito.
Eles me viravam o tempo todo. Um gozava na minha boca, outro na buceta, outro no cu. Depois colocavam outro no lugar. Em certo momento me levantaram, me seguraram no ar com as pernas abertas enquanto dois metiam ao mesmo tempo — um na buceta, outro no cu. A dor era lancinante. Eu soluçava, baba e porra escorrendo pelo queixo.
— Chora não, vadia — Rafael rosnava, segurando meu cabelo. — Você pediu isso quando começou a me visitar.
Os travestis tentavam ajudar. Sabrina enfiava 2 pau na boca de alguns enquanto eu era comida, Jéssica deixava vários gozarem na cara dela pra distrair. Mas os homens queriam era eu. A mulher casada. A rica. A esposa perfeita sendo destruída.
Eles me fizeram andar de quatro pela sala toda, paus batendo no meu rosto enquanto eu engatinhava. Gozavam nas minhas costas, no cabelo, dentro de mim. O chão ficava escorregadio de porra.
Em uma hora eu já estava irreconhecível. Corpo todo melado, branco, inchado. Sabrina se deitou ao meu lado e me beijou na boca, tentando me acalmar enquanto um cara metia forte no meu cu.
— Aguenta, mana… respira — ela sussurrou.
Mas eles não davam trégua.A noite virou madrugada e a madrugada virou dia. Eu perdi a noção de tudo.
Em certo ponto me colocaram sentada no colo de um homem enquanto ele me fodia fundo no cu. Dois outros enfiavam na minha boca ao mesmo tempo, esticando meus lábios. Sabrina chupava meu clitóris pra tentar me fazer gozar no meio da dor, e eu gozei — um orgasmo fraco, dolorido, quase humilhante.
Eles me usaram de todas as formas. Me fizeram lamber porra do chão. Me fizeram chamar cada um de “dono”. Me fizeram dizer alto que eu era melhor puta que a esposa do Henrique jamais seria.
Jéssica e Sabrina tomaram muita porra também, especialmente no cu e na boca, pra aliviar um pouco. Mas mesmo assim, a maior parte caiu em mim. Mais de trinta homens. Muitos repetindo várias vezes. Meu corpo era só um buraco inchado, vermelho, escorrendo sem parar.
Quando o sol já estava alto, eu estava caída num dos colchões, nua, tremendo. Porra seca e fresca cobria quase cada centímetro de pele. O cu não fechava mais. A buceta pulsava inchada. A garganta doía.
Rafael se agachou perto de mim, passou a mão no meu cabelo melado.
— Você foi perfeita, Laura. Mas agora a gente tem que sumir. Eu vou pro Paraguai amanhã. Não sei quando volto.
Ele me ajudou a tomar um banho frio num banheiro improvisado. Sabrina e Jéssica me limparam com cuidado, passando pomada nos lugares mais machucados.
Voltei pra casa à tarde, dirigindo devagar, o corpo destruído. Tomei um banho longo, esfreguei até a pele arder. Coloquei uma roupa limpa e me olhei no espelho.
Estava lá de novo. A esposa perfeita. Cabelo arrumado, maquiagem leve, sorriso pronto.
Henrique chegou à noite e me deu o beijo na testa de sempre.
— Saudade de você — disse ele.
Eu sorri, sentindo o cu ainda latejar por baixo da calcinha.
— Eu também, amor.
Mas por dentro eu estava rachada. As cicatrizes não eram só no corpo. Era na cabeça. Toda vez que fechava os olhos via aqueles mais de trinta homens. Sentia o cheiro. Ouvia as risadas e os xingamentos.
Eu tinha virado outra pessoa. Uma que sorria pro marido enquanto carregava dentro de si o vício por algo sujo, perigoso e destruidor.
E no fundo, mesmo com medo… eu sabia que se o Rafael ligasse de novo um dia, eu iria.
Fim da história.