As Primeiras Memórias Anais

Um conto erótico de Pensador Profundo
Categoria: Gay
Contém 1244 palavras
Data: 31/05/2026 04:01:58

Quando me masturbo, às vezes minha memória me leva para muito longe. Não para os amores que tive na vida adulta, nem para as experiências mais intensas, mas para uma época em que eu ainda estava tentando entender quem era e onde cabia no mundo.

Cresci em uma família fragmentada. Meus pais se separaram quando eu era pequeno, e durante muito tempo carreguei a sensação de estar sempre ocupando espaço demais na vida dos outros. Os novos companheiros dos meus pais nunca foram cruéis comigo, mas eu também nunca me senti verdadeiramente pertencente. Era como se eu estivesse sempre de passagem.

Eu era tímido, sensível e tinha dificuldade para fazer amizades. Por isso, quando alguém demonstrava interesse em passar tempo comigo, eu me esforçava para agradar. Queria ser aceito. Queria ser escolhido. E foi assim que, no pátio, nos fundos da casa da vizinha que cuidava de mim, de quatro atras do tanque de lavar roupa, dei o cuzinho pela primeira vez.

Foi assim que conheci o menino que morava perto da casa onde eu costumava passar as tardes. Não éramos exatamente parecidos. Ele era extrovertido, impulsivo e parecia atravessar a vida sem medo de nada. E isso me incomodava, éramos o posto um do outro.

Passávamos horas juntos a pedido de sua mãe, ela acreditava que eu seria uma boa companhia para ele, eu não sabia dizer não, então acatava com o seu pedido. Conversando nos fundos da casa, inventava histórias tentando impressionar o menino. Eu queria deixar claro a nossa diferença de idade, que era apenas de dois aninhos, mas para mim era muita coisa, então exagerava minhas aventuras para parecer mais interessante. Ele parecia acreditar.

Com o tempo, nossa amizade ganhou uma intimidade diferente. Não aconteceu de uma vez. Foi uma aproximação lenta, feita de curiosidade, confiança e da sensação de que, pela primeira vez, alguém realmente me enxergava.

Certo dia, meu amigo começou a falar de sexo, fiquei perdido, ele perguntou se eu já tinha feito, eu respondi que sim mesmo não sendo verdade, ele começou a falar de comer cu, eu fingia concordar com o que ele falava, nisso ele deu a ideia de fazer um troca-troca, eu topei porque tudo que ele falava me deixou curioso.

Eu e ele fomos para perto do tanque de lavar roupa, aqueles de concreto que ficam nos pátios. Ficamos próximos à casa, escondidos pelo tanque. Ele baixou a calça e eu pude ver o pintinho dele duro, eu baixei minhas calças imitando-o, mas o meu pintinho estava mole. Ele me pediu para começar a me comer, eu, sem maldade, disse que sim.

Ele pediu para eu ficar de quatro, eu o observei sem entender, mas não disse nada. Ele pediu para que eu me virasse de bunda para ele, eu virei de costas para ele, mas não fiquei de quatro, estava ajoelhado. Ele colou atrás de mim, aquilo me deixou todo arrepiado, uma sensação diferente.

Ele começou a passar o pauzinho entre as minhas nádegas, acho que ele estava tentando encontrar meu cuzinho. Ele continuou me pincelando por mais um tempo e, em seguida, mandou que eu ficasse de quatro novamente. Quando ele começou a empurrar meu corpo para frente, apoiei as mãos para não cair. Enquanto eu estava de quatro, ele me disse para arregaçar o cu e, com uma mão, agarrou um lado da minha bunda, abrindo, eu fiz o mesmo do outro lado, deixando meu cu livre para ele.

Senti a cabeça quente do pintinho dele se posicionando na entrada do meu cuzinho e forçando passagem. Fiquei um pouco assustado e estranhei, mas ele estava agarrado em mim; não tive tempo de desistir. Ele empurrou com força, rompendo minhas preguinhas. Apenas soltei um "ai", soltando minha bunda e apoiando as mãos no chão. Tentei me afastar, mas ele estava agarrado na minha cintura. Assim que sentiu o pauzinho me invadindo, começou o vai e vem frenético.

Eu apenas suspirava suavemente, ocasionalmente soltava um gemido de desconforto, mas não reclamei nem pedi para parar. Suportei cada estocada ligeira, mantendo-me imóvel e olhando fixamente para o chão, enquanto ouvia o som do quadril dele batendo na minha bunda. Para ser sincero, estava gostando muito. Ele segurava minha cintura com força, e quanto mais ele me penetrava, mais me apertava, como se seus dedinhos fossem furar minha pele.

Não sei quanto tempo passamos ali, mas levamos um bom tempo com ele colocando em mim. Era tão prazeroso sentir aquele corpo atrás de mim, as mãos me segurando, a penetração, que quando ele parou e tirou o pau de dentro de mim, eu permaneci de quatro, esperando que ele voltasse a me penetrar. Só quando ele mandou eu me vestir que saí da posição e olhei para ele. Ele já estava vestido, suado e com o rosto vermelho. Fiquei de joelhos e comecei a puxar minhas calças. Então percebi que estava excitado, e estava tão rígido que doía. Quando me vesti, meu pauzinho latejava dentro das calças, parecia que ia explodir. Meu amigo perguntou se eu tinha gostado, e eu fiz que sim com a cabeça. Ele pediu para eu voltar no outro dia para me comer de novo.

Meu amigo entrou em casa e me deixou ajoelhado no pátio. Depois, me levantei e fui para casa. Durante o trajeto, refleti sobre o que havia acontecido e comecei a sentir uma sensação estranha no meu cuzinho. Era uma sensação de vazio, um vazio de um cuzinho que havia sido usado, dilatado e com vontade de ser preenchido novamente.

Quando cheguei em casa, minha mãe pediu que eu tomasse banho. Durante o banho, comecei a passar os dedos pelo meu cu, sentindo ele abertinho. Então, me penetrei com um dedo e me fodi no banho. Que sensação agradável, meu corpo fervia, peguei meu pintinho pulsando de tesão e esfreguei. Enquanto me apoiava na parede do banheiro, batia minha primeira punhetinha com uma mão e me comia o cu com a outra. Não conseguia ficar em pé, minhas pernas tremiam e, pela primeira vez, gozei.

Apoiado na parede, deslizei até o chão sem energia. Sentei-me de lado, exausto e ofegante. Permaneci imóvel por um tempo, apaguei de tão relaxado que estava. Despertei com minha mãe batendo na porta, ouvindo gritos de que eu estava demorando muito e que precisava sair do banho imediatamente.

Na minha juventude, essas práticas se tornaram recorrentes, e eu nunca considerei comer meu amigo; para mim, sexo era ficar de quatro para que ele me desfrutasse. A sensação de vazio após o sexo me dava a certeza de que eu precisava ser preenchido; só conseguia superar essa sensação de falta quando estava sendo penetrado por alguém.

Hoje percebo que o que mais me marcou não foi o desejo em si, mas a sensação de ser desejado. A sensação de ser escolhido por alguém.

Anos depois, ainda consigo lembrar daquele sentimento. Não do lugar exato, nem das palavras ditas, mas da impressão de pertencimento que experimentei por alguns instantes.

Talvez seja por isso que essas memórias retornem. Não porque eu queira reviver o passado, mas porque aquela versão de mim mesmo ainda procura o que procurava naquela época: acolhimento, intimidade e a certeza de que existe um lugar onde não preciso lutar para ser aceito.

Às vezes penso que o vazio que senti durante tantos anos nunca teve relação com sexo. O sexo apenas oferecia uma linguagem para algo mais profundo.

O que eu procurava era conexão.

E talvez ainda esteja procurando.

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