A cela parecia um forno. O ar estava denso, difícil de respirar, cheio daquele cheiro forte de homem suado, cigarro e sexo. Eu já não sabia mais quanto tempo tinha passado. Meu corpo era só um buraco molhado e latejante. Eles não paravam. Um saía, outro entrava. Buceta inchada, vermelha, escorrendo porra sem parar. Cu ardendo, já fodido várias vezes.
Rafael ainda controlava um pouco as coisas, mas eu via nos olhos dos outros que a fome tava maior que o medo dele.
Em certo momento me colocaram de quatro no colchão sujo, joelhos ralados no concreto. Um preso grandão, de pele bem escura, metia no meu cu com força. Cada estocada fazia meu corpo balançar pra frente. Outro veio por baixo, enfiando na buceta. Eu gemia rouca, voz quase sumindo.
Aí o careca — o mesmo da outra vez — se ajoelhou atrás, junto com o que já tava no meu cu.
— Vamos arrombar esse cuzinho de rico de vez — ele rosnou, cuspindo na mão e passando no pau.
Eu gelei. Tentei virar o rosto.
— Não… por favor… dois não… vai rasgar — implorei, voz tremendo, lágrimas escorrendo. — Tá doendo muito já… não aguento…
Rafael, que fumava encostado na grade, deu um passo à frente. Vi um lampejo de pena no olhar dele.
— Deixa, porra. Já tá destruída. Não força o cu dela assim não.
Mas os caras tavam loucos de tesão. O careca nem ligou. Pressionou a cabeça grossa contra o meu cu já ocupado. Empurrou. A dor foi cegante. Eu gritei, o corpo inteiro se contraindo.
— Aaaahhh! Não! Rafael, por favor!
Rafael xingou baixo, mas não interferiu mais. Os outros riram daquele jeito sujo, humor negro de cadeia.
— Olha ela pedindo pro cunhado salvar… que fofo.
Conseguiram enfiar só as duas cabeças. Meu cu queimava como se tivesse rasgando de verdade. Eu soluçava, corpo tremendo violentamente, suor frio misturado com o calor da cela. Eles não meteram fundo, mas o suficiente pra me destruir. Ficaram ali, pressionando, esticando ao máximo enquanto outro fodia minha boca pra calar os gritos.
Depois disso, desistiram da dupla no cu, mas não pararam. Continuaram metendo em tudo. Buceta, cu, boca. Um atrás do outro. Sem parar. Sem misericórdia. Eu virava de posição o tempo todo. De quatro, de lado, sentada no colo de um enquanto outro entrava por trás, de pé contra a grade sendo fodida enquanto os da cela da frente assistiam.
Minha voz já tinha quase sumido. Só gemidos fracos, roucos. O corpo todo marcado de dedos, tapas, mordidas. O vestido rasgado, jogado num canto como trapo sujo.
Quando finalmente pararam, eu estava acabada. Deitada de lado no colchão, nua, pernas abertas sem força pra fechar. Porra escorrendo de todo lugar — buceta, cu, boca, cabelo, peitos, barriga, coxas. Uma bagunça pegajosa, branca, grossa. O chão da cela tinha poças. Meu rosto inchado, olhos vermelhos de tanto chorar e engasgar.
Rafael se agachou perto de mim, passou a mão no meu cabelo melado.
— Aguentou bastante, hein… — murmurou, quase carinhoso.
A porta da cela abriu com um estrondo.
O guarda da noite, o mesmo que tinha me trazido, olhou pra dentro e riu baixo.
— Hora de trabalhar um pouco mais, dona. A cela da frente tá inquieta. Vai ajudar eles também.
Eu mal conseguia me mexer. Tentei falar, mas só saiu um sussurro.
— Eu… não aguento mais…
Ele não se importou. Segurou meu braço e me puxou pra fora da cela. Nua. Completamente nua. Porra escorrendo pelas pernas enquanto eu cambaleava no corredor frio.
A porta da cela da frente abriu. Os doze presos estavam lá, paus já pra fora, olhos brilhando de expectativa. O guarda me empurrou pra dentro e fechou a grade por fora.
— Chupa um por um. E engole o que der.
Fiquei ali, nua, no meio da cela vizinha, pernas tremendo, sentindo o sêmen de dezenas de homens escorrendo pelo meu corpo. Os doze me cercaram devagar. Não tinha mais força pra resistir. Ajoelhei no chão frio, concreto rachado machucando meus joelhos já doloridos.
Eles não meteram em mim. Só queriam a boca.
Um por um.
O primeiro segurou meu cabelo e enfiou o pau até o fundo da garganta. Fodeu minha boca com força, lágrimas escorrendo pelos meus olhos. Gozou rápido, enchendo minha boca. Engoli o que consegui, o resto escorreu pelo queixo.
O segundo mirou no rosto. Jatos quentes acertaram minha testa, bochecha, pingando no olho. O terceiro quis nos peitos. Depois outro na boca de novo. Eles revezavam. Alguns gemiam baixo, xingando, chamando de vadia, puta da cadeia, mulher do playboy.
Eu chupava um enquanto punhetava outro. Meu rosto, cabelo, colo, peitos… tudo ia sendo coberto de novas camadas de porra. O cheiro era insuportável. Azedo, forte, masculino. Meu corpo inteiro brilhava sob a luz fraca, inundado. Eu já tinha perdido completamente a conta. Mais de cem gozadas dentro e fora de mim. Talvez muito mais. Não queria nem pensar.
Em certo momento eu estava ajoelhada, boca aberta, língua pra fora, enquanto três gozavam ao mesmo tempo no meu rosto. Porra escorria pelos cílios, entrava no nariz, descia pelo pescoço em fios grossos. Eu tossia, engasgava, mas continuava.
Quando o último gozou, eu estava irreconhecível. Um monte de carne suada e melada ajoelhada no chão. O guarda abriu a porta.
— Chega. Vamos.
Ele me ajudou a levantar com uma certa delicadeza surpreendente. Me levou até um banheiro imundo no final do corredor. Abriu um chuveiro que mal funcionava — água fria, quase gelada, saindo fraca.
Eu entrei debaixo da água tremendo. A água fria batia na pele quente, fazendo arder todos os lugares inchados. Ele ficou do lado de fora, só olhando pra garantir que eu me limpasse. Não encostou em mim. Não fez piada. Não abusou.
— Lava bem o cabelo — disse ele baixo. — Tá todo grudado.
Eu obedeci, esfregando o que conseguia. A água levava embora parte da porra, mas o cheiro ainda ficava. Quando terminei, ele me entregou um uniforme cinza de detento, dobrado.
— Sua roupa não tem mais jeito. Veste isso.
Vesti o uniforme largo por cima do corpo molhado. O tecido áspero arranhava meus mamilos sensíveis e minha buceta inchada. Ficava ridículo em mim, largo demais, mas cobria.
Ele me acompanhou até a saída dos fundos, sem dizer muita coisa. Pegou o celular e chamou um Uber.
— Vai pra casa. Toma um banho quente quando chegar. E não fala nada disso pra ninguém.
Eu entrei no carro do Uber ainda com o uniforme da prisão, cheiro de sexo e água fria impregnados na pele. O motorista me olhou estranho pelo retrovisor, mas não falou nada.
Durante o caminho, encostada no banco, sentindo cada buraco doer, as lágrimas desceram quietas.
Eu estava destruída. Arrombada. Humilhada como nunca.
Mas no fundo, bem no fundo… uma parte doente de mim já pensava na próxima mensagem do Rafael.