Terça-feira de manhã. Angela desceu as escadas arrumada, mala na mão, como sempre. Deu um beijo rápido em mim, outro em Neide e acenou para Maycon, que fingia estar no celular.
— Volto sexta à noite. Se cuida, amor — disse ela, antes de entrar no Uber.
Assim que o carro virou a esquina, o ar da casa mudou completamente.
Fechei a porta e me virei para os dois. Neide e Maycon estavam parados na sala, me olhando.
— Precisamos conversar. Agora.
Levei os dois para o escritório e fechei a porta. Sentei na cadeira e fui direto:
— Eu tenho quase certeza que a Angela tá me traindo. E acho que é com o Julian.
Maycon arregalou os olhos. Neide ficou paralisada por um segundo, depois colocou a mão na boca.
Contei tudo: os olhares, os toques, o abraço demorado, a história do quarto de hotel, o jeito como Julian me provocava. Quanto mais eu falava, mais a expressão de Neide se transformava — de surpresa para raiva pura.
— Aquela … — murmurou ela, quase cuspindo as palavras. — Depois de tudo que eu ensinei pra ela… depois de tudo que passamos juntos. Trair o marido? Com aquele viadinho falso?
Maycon estava mais frio, calculista:
— Eu te falei, pai. Sempre desconfiei daquele filho da puta. O jeito “gay” dele é fachada, certeza.
Neide andava de um lado para o outro, nervosa.
— Eu não imaginava isso da minha própria filha… Eu criei ela pra ser diferente. Ensinei valores, ensinei respeito… e agora ela faz isso? Com um cara que finge ser gay pra disfarçar?
Ela parou, respirou fundo e disse com determinação:
— Vamos descobrir a verdade.
A partir dali, começamos a investigação.
Maycon sentou no computador e começou a fuçar as redes sociais de Angela. Entrou no Instagram dela (tinha a senha guardada), olhou stories antigos, mensagens diretas. Não achou nada comprometedora, mas notou que Julian curtia quase todos os posts dela e comentava com frequência.
Depois, o golpe mais pesado: Maycon clonou o WhatsApp dela usando um programa que ele “baixou na internet”. Demorou uns 40 minutos, mas conseguiu. As mensagens começaram a aparecer na tela.
Neide ficou ao lado dele, lendo tudo em silêncio. Quanto mais lia, mais seu rosto se contorcia de decepção.
Depois disso, Neide decidiu ir para o quarto do casal. Abriu o guarda-roupa de Angela, vasculhou gavetas, bolsas, até a nécessaire de maquiagem. Encontrou lingerie nova que ela nunca tinha usado , perfumes caros e um envelope com recibos de hotéis.
Eu, por minha vez, peguei o telefone e liguei para um investigador particular que um amigo meu havia recomendado tempos atrás. Marquei uma reunião para o dia seguinte.
Quando voltei para o escritório, Neide estava sentada na cadeira, olhando para o nada. Parecia realmente abalada.
— Eu não criei ela assim, Beto… — disse ela, voz embargada. — Eu sempre falei pra ela: “seja fiel, seja honesta, valorize seu casamento”. E agora… olha o que ela tá fazendo. Trair você. Trair a família. Com aquele… aquele verme.
Maycon, ainda olhando as mensagens clonadas, falou sem tirar os olhos da tela:
— Tem várias conversas com o Julian. Nada explícito ainda… mas tem muita mensagem fora de horário de trabalho. “Já chegou?”, “Tô pensando em você”, “Saudade da nossa conversa de ontem”. Coisas assim.
Eu me sentei pesadamente na cadeira.
O peso da traição estava começando a cair sobre mim. Não era mais só desconfiança. Eram provas se acumulando.
Neide se levantou, veio até mim e segurou meu rosto com as duas mãos. Seus olhos estavam úmidos, mas havia raiva neles.
— Se ela estiver mesmo te traindo… eu te ajudo no que der e vier e aquele Julian aff. Ninguém mexe com a minha família e sai impune.
Maycon olhou para nós dois e completou, frio:
— E se for verdade… a Gabi vai ser só o começo. A gente vai ter muito mais putas nessa casa.
Desaprovei ele e fiquei em silêncio, olhando para o chão.
A casa que eu construíra com Angela estava desmoronando. E o mais triste era perceber que eu, Maycon e Neide estávamos do mesmo lado — do lado errado.
E que, pela primeira vez, eu não sabia se queria salvar meu casamento… ou se queria destruí-lo.
A semana passou como um borrão pesado.
Maycon mergulhou de cabeça na investigação, mas sua obsessão por Gabi só aumentava. Quase todos os dias, depois da escola, ele a trazia para casa. Eu ouvia os gemidos abafados vindos do quarto dele à tarde — 2, às vezes 3 vezes por dia. Gabi saía de lá com as pernas bambas, rosto vermelho e olhar perdido, cada vez mais submissa. Maycon, no entanto, ainda tinha energia de sobra. À noite, quando Angela não estava, ele e Neide transavam com fome. Eu ouvia os gritos dela do meu escritório.
Eu mal dormia. Passava as noites pensando no que o investigador poderia encontrar.
Na quinta-feira à noite, meu celular tocou. Era ele.
— Sr. Adalberto, tenho material. Fotos e vídeos. Quer que eu envie?
Meu coração acelerou. Fiz um PIX de R$ 1.000,00 na hora. Cinco minutos depois, o link chegou.
Chamei Maycon e Neide para o escritório. Tranquei a porta. A casa estava em silêncio absoluto. Angela viajando, como sempre.
Sentamos os três em frente ao computador. Maycon abriu o arquivo.
As primeiras fotos foram um soco no estômago.
Angela e Julian se beijando na beira de uma piscina à noite. Ela usando um biquíni vermelho extremamente pequeno — o mesmo que eu nunca tinha visto antes. Julian segurava a cintura dela, mão descendo para a bunda. Outra foto: ele beijando o pescoço dela enquanto ela ria, cabeça jogada para trás.
Neide apertou minha mão com força. Maycon respirava pesado.
Depois vieram os vídeos.
O primeiro era curto: Angela e Julian se beijando dentro de um quarto de hotel. Línguas se enrolando, mãos dele apertando os seios dela por cima do vestido.
O segundo vídeo foi a gota d’água.
30 minutos de gravação.
Angela estava de joelhos no chão do quarto do hotel. Julian, completamente nu, segurava o pau preto grosso e longo — possivelmente maior que o meu. Angela olhava para cima com olhos cheios de desejo e chupava ele com vontade. Lambia toda a extensão, passava a língua nas bolas pesadas, depois engolia o máximo que conseguia, engasgando, baba escorrendo no queixo. Julian segurava o cabelo loiro dela e fodia sua boca com estocadas firmes.
— Isso, sua vadia… chupa gostoso — ouvia-se a voz dele.
Angela gemia, mamando com fome, olhos lacrimejando, mas sem parar.
Depois ele a colocou de quatro na cama. Angela empinou a bunda, gemendo alto enquanto Julian enfiava o pau preto nela. Metia com força, segurando a cintura dela, socando fundo. O barulho molhado ecoava no vídeo. Angela gritava de prazer:
— Ai, Julian… mais fundo… me fode… você é gostoso…
Julian ria, dava tapas fortes na bunda dela e acelerava.
— Isso… diz que sou seu gay diz que meu pau e melhor que pau de macho…
— É melhor… porra, é muito melhor… me arromba!
O vídeo terminou com Julian gozando dentro dela, Angela tremendo em orgasmo, gemendo o nome dele.
A sala ficou em silêncio absoluto por quase um minuto inteiro.
Neide chorava baixinho, lágrimas escorrendo pelo rosto. Maycon estava com o maxilar travado, punhos cerrados. Eu sentia um ódio tão grande que mal conseguia respirar.
Maycon quebrou o silêncio, voz rouca:
— Pai… eu tô do seu lado. Se quiser largar dela, eu apoio. A gente cuida de você.
Neide, ainda chorando, limpou o rosto e falou com a voz embargada:
— Eu não acredito que minha filha… depois de tudo…
Maycon olhou para mim novamente, olhos brilhando com algo perigoso:
— Pai… e se a gente transformar ela em nossa puta também?
Eu virei o rosto para ele, chocado.
— Como assim, Maycon? Sua mãe não vai cair nessa.
Neide, ainda com lágrimas nos olhos, soltou uma risada amarga e seca.
— Cai sim… — disse ela. — Vocês acham que eu não sabia que aquela história da “doença” do Maycon era mentira? Eu sempre soube. Desde o começo. Mas eu entrei na brincadeira… porque eu queria. Porque eu gostei.
Ela olhou para mim, o olhar duro:
— Se a Angela tá traindo você… então ela não merece mais respeito. Podemos usar isso contra ela. Devagar. Com paciência. Até ela virar nossa puta também.
Fiquei em silêncio por um longo tempo, o ódio queimando no peito como ácido.
Olhei para a tela congelada do vídeo — Angela gemendo com o pau do Julian dentro dela.
Respirei fundo e falei, a voz baixa e fria:
— Não custa nada tentar.
Bolamos o plano com frieza e detalhes. Era arriscado, sujo e definitivo. Mas depois de assistir aos vídeos de Angela chupando e sendo fodida pelo Julian, eu já não sentia mais remorso — só ódio e uma vontade doentia de vingança.
Angela chegou mais cedo na sexta-feira, por volta das 16h10. Assim que abriu a porta, Neide já estava na sala, com cara de preocupação.
— Angela! Graças a Deus você chegou mais cedo. O Maycon passou mal de novo.
Angela franziu a testa, largando a mala no chão.
— Como assim “de novo”? Ninguém me falou nada!
— O Beto tá lá em cima falando com o médico no telefone agora. Ele não quis te preocupar enquanto você viajava.
Angela subiu as escadas correndo. Eu estava no quarto do Maycon, com o celular no ouvido, fingindo uma conversa séria com o “médico”.
— Sim, doutor… ele tá com muita dor de novo. Tá inchado… Sim, eu entendo. Vou levar ele na zona hoje mesmo se for necessário… Tá bom, obrigado.
Desliguei o telefone no exato momento em que Angela entrou no quarto.
Maycon estava deitado na cama, suado, gemendo baixo, fingindo dor. Eu me virei para ela com cara de cansado.
— Amor… o Maycon teve outra crise. O médico disse que tá piorando. Falou que o ideal é levar ele pra uma casa de mulheres limpas o quanto antes. Senão pode complicar.
Angela ficou pálida. Olhou para o filho, que gemia segurando a barriga.
— Meu Deus… por que vocês não me contaram antes?
— Não queríamos te preocupar durante a viagem — respondi. — Mas agora tá sério.
Maycon gemeu mais alto, contorcendo o corpo.
— Mãe… tá doendo muito… parece que vai explodir…
Angela ficou nervosa, andando de um lado para o outro. Eu saí do quarto dizendo que ia à farmácia buscar um remédio que o médico indicou. Na verdade, desci, peguei meu celular e abri o link da câmera que Maycon tinha instalado no notebook do quarto dele. A imagem estava nítida.
Neide saiu de casa dizendo que ia comprar algo na padaria, mas na verdade só deu uma volta no quarteirão para não atrapalhar.
Pelo celular, vi Angela se aproximando da cama. Maycon estava com o short abaixado, o pau semi-duro para fora, segurando ele com a mão.
— Mãe… tá doendo demais… eu não consigo… — choramingou ele, voz sofrida.
Angela estava visivelmente desesperada. Olhava para o pau do filho, depois para o rosto dele, em pânico.
— Maycon… meu filho… eu não sei o que fazer…
— Mãe… por favor… só me ajuda…… eu tô implorando… tá doendo pra caralho… acho que vou infartar…
Angela cobriu a boca com a mão, lágrimas nos olhos. Hesitou por quase dois minutos inteiros, andando de um lado para o outro. Depois sentou na beira da cama, tremendo.
— Meu Deus… me perdoa… — sussurrou ela.
Com as mãos trêmulas, ela segurou o pau do filho. Maycon soltou um gemido de alívio. Angela começou a masturbar ele devagar, olhando para o lado, envergonhada. Aos poucos, o pau dele endureceu completamente na mão dela.
— Assim, filho? — perguntou ela, voz falhando.
— Mais rápido, mãe… por favor…
Angela acelerou o movimento, respirando pesado. Maycon gemia, empurrando o quadril para cima.
— Mãe… não tá descendo… tá travado… precisa de boca… por favor…
Angela negou com a cabeça várias vezes, lágrimas escorrendo. Mas o desespero do filho e a culpa a venceram. Ela se inclinou, abriu a boca e colocou a cabeça do pau do Maycon entre os lábios.
Começou a chupar devagar, insegura. Maycon segurou o cabelo loiro dela com carinho.
— Isso, mãe… chupa… tá melhorando…
Angela foi tomando mais fundo, engasgando, baba escorrendo. Chorava enquanto chupava o próprio filho, mas não parava.
Maycon gemeu mais alto:
— Mãe… eu preciso sentir buceta… por favor… só um pouco…
Angela tirou o pau da boca, olhou para ele com desespero e vergonha. Levantou o vestido, tirou a calcinha e subiu na cama. Sentou devagar sobre o filho, segurando o pau dele e posicionando na entrada da buceta.
— Me perdoa, meu filho… — sussurrou, antes de descer.
Maycon gemeu alto quando entrou nela. Angela soltou um gemido sofrido, cobrindo a boca. Começou a subir e descer devagar, lágrimas caindo no peito do filho.
Eu assistia tudo pelo celular, o ódio e o tesão misturados de forma doentia.
Maycon segurou a cintura dela e começou a meter de baixo, cada vez mais forte. Angela gemia, tentando segurar os gemidos, mas o prazer traía ela.
— Ai… Maycon… devagar… meu Deus…
Foi nesse momento que eu abri a porta do quarto.
Angela congelou em cima do filho, pau dele enterrado dentro dela, olhos arregalados de pavor ao me ver parado na porta.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.
Angela parou de se mover abruptamente.
Ainda sentada no colo de Maycon, com o pau dele dentro dela, ela virou o rosto para a porta onde eu estava. Seus olhos, antes cheios de desespero e culpa, mudaram em questão de segundos. Havia algo diferente neles agora.
Desconfiança.
Ela desceu devagar do Maycon, o pau dele saindo dela com um som molhado. Puxou o vestido para baixo rapidamente, tremendo. Maycon tentou segurar o braço dela, mas Angela se afastou como se tivesse levado um choque.
— Sai de perto de mim — disse ela, voz baixa e gelada.
— Mãe… espera… — tentou Maycon.
Angela olhou para ele, depois para mim. Seus olhos estavam vermelhos, mas a expressão não era mais só de vergonha. Era de fúria contida.
— Vocês… armaram isso, né conheço vocês?
O silêncio que veio em seguida foi sufocante.
Ela saiu do quarto e desceu as escadas. Eu e Maycon fomos atrás. Neide, que tinha acabado de voltar da “padaria”, estava na sala. Angela parou no meio da sala, virando-se para nós três.
— Como vocês puderam fazer isso comigo? — a voz dela começou baixa, mas foi subindo. — Usar o próprio filho pra me manipular? Vocês armaram essa merda toda da “doença”? Vocês me enganaram… me fizeram chupar meu filho… me fizeram transar com ele… tudo armado!
Ela estava tremendo. Lágrimas de raiva escorriam pelo rosto.
— O que vocês pensam que eu sou? Uma puta? Vocês queriam me transformar numa vadia da família é isso? É isso? Você quer ser corno, Beto? Quer ver sua mulher sendo comida pelo próprio filho? É isso que te excita agora?
Eu dei um passo à frente, peguei meu celular e abri o vídeo. Sem dizer uma palavra, coloquei o vídeo dela com Julian na tela e entreguei o aparelho para ela.
Angela pegou o celular. No começo, não entendeu. Depois seu rosto foi mudando conforme o vídeo rodava: ela beijando Julian na piscina, o biquíni minúsculo, ela de joelhos chupando o pau preto dele com vontade, gemendo alto enquanto ele metia nela de quatro.
O celular tremeu na mão dela. Angela ficou branca como papel. Sentou no sofá, sem forças.
A sala ficou em silêncio absoluto por quase um minuto. Só se ouvia o som do vídeo ainda rodando baixo.
Angela levantou os olhos para mim. A dor, a raiva e a humilhação estavam todas ali.
— Então é isso… — disse ela, voz rouca. — Vocês descobriram… e resolveram se vingar me fazendo transar com o nosso filho. Vocês são doentes. Todos vocês.
Neide tentou falar:
— Filha… você que começou traindo o seu marido. Com aquele homem…
— Cala a boca! — gritou Angela, explodindo. — Você… minha própria mãe… participou disso né com certeza deve ter dado pra eles. Deixou eles usarem você e ainda ajudou a armar pra cima de mim? Que tipo de mãe é você?
Neide ficou quieta, lágrimas escorrendo.
Maycon tentou se aproximar:
— Mãe, eu…
— Não chega perto de mim! — ela gritou, levantando a mão. — Você fodeu sua avó?… e agora quis foder a própria mãe? Vocês são monstros.
Eu fiquei parado, sentindo o peso de tudo.
— Angela… você me traiu primeiro. Com aquele filho da puta. Eu vi os vídeos. Ouvi você gemendo o nome daquele arrombado.
Angela se levantou, limpou as lágrimas com raiva e olhou para nós três como se fôssemos estranhos.
— Eu errei. Traí você. Isso é verdade. Mas o que vocês fizeram… usar nosso filho, mentir, manipular, me fazer transar com ele… isso não tem perdão. Vocês destruíram tudo. Tudo.
Ela respirou fundo, tentando se controlar.
— Eu vou pro quarto. Amanhã eu vou embora. Não quero mais ver nenhum de vocês por enquanto.
Angela subiu as escadas sem olhar para trás. A porta do quarto bateu com força.
Ficamos os três na sala em silêncio.
Neide sentou no sofá, chorando baixinho. Maycon estava pálido. Eu me sentei na poltrona, olhando para o chão.
A casa, que antes era nosso lar, agora parecia um campo de guerra.
E o pior era saber que, independentemente do que acontecesse a partir dali, nada nunca mais seria como antes.