50 anos, 25 anos (parte 17 e 18 de 40)

Da série 50 anos, 25 anos
Um conto erótico de Nino e Gustavo
Categoria: Gay
Contém 2616 palavras
Data: 29/05/2026 10:38:28
Assuntos: Gay

17. Dia 17 (quinta) - Nino

Um homem chegou no meu trabalho, eu estava cansado de chorar, de sofrer, foram dois meses terríveis e eu estava disposto a parar de choro, de sofrer, ainda que doesse, mas se eu não me apegasse à dor, talvez ela fosse embora. E o tal homem chegou com o seu filho, talvez; homem alto, parecia um caminhoneiro, um coroa da voz grossa, careca de entradas grandes, cabelo raspado e barba farta e bem cuidado, minha vontade de sentir ele me comendo de quatro e fazendo meu cu vira boceta… é… minha dor do término tava indo embora.

Minha chefe não queria por nada, fazer uma turma extra para eles e outro, de sete às oito, ele dizia que podia pagar por quatro, uma matrícula fantasma, ela disse que não era questão de dinheiro, era funcionário, não ia colocar nenhum de nós que trabalhamos oito horas para fazer um extra a noite de modo permanente. Passei meu pé na panturrilha dela até o joelho, nosso código para ‘eu quero dar pra esse macho’, ela sorriu e perguntou se eu ficaria, sabendo que era um pedido meu, era para flertar apenas, sem interesse real, ela sabia, ia me ajudar a superar. Eu a amo.

Aulas terças, quartas e quintas, vieram: Marcelo - o gostoso bruto, Felipe - o bruto gostoso, Eloi. Eloi estava incomodado, olhava pra mim como se eu fosse um rival (e eu sem saber, era), el não tinha aquele metro e oitenta e cinco, oitenta e sete dos outros dois, era quase um e setenta como eu, por que pensei que aquela passiva fosse filho de Marcelo? A primeira aula foi tranquila, expliquei como funcionava, eles me falaram os objetivos que tinham, desentrevar para depois começar musculação, eu disse que eles iam acabar alternando um dia lá e outro aqui. Saíram satisfeitos e moídos, resolveram pagar um sanduíche para mim, e eu topei, fingindo inocência, como se não estivesse na esperança de que acabasse com um deles fodendo colado em minhas costas e outro em Eloi.

Comi um hambúrguer artesanal e a maionese escorreu por minha boca, Felipe limpou com um guardanapo e disse para todo mundo da mesa ouvir que tava com vontade era de lamber essa sujeirinha, eu sorri e fiquei morto de vergonha, ele com a barba bem ralinha, máquina um, cabelo com topete, cabeludo como o outro macho da mesa, ai que vontade de lamber, chupar e… ai, pelos dois. Felipe passa a mão nas costas de Eloi e diz que quer que ele trepasse comigo, ia me pedir para ser um garoto obediente e atender o titio, ir pra casa com Eloi, afinal eu não tinha onde dormir. Aff, como um idiota contei minha vida toda em vinte minutos de papo entre a explicação de um exercício e outro.

Rezei para ele não me pedir para ele me pedir para fazer sexo lésbico com Eloi, pedi, rezei, implorei por dentro, mas Felipe pediu com um sorrisão e eu disse não, claro, mas obvio que minha boca disse sim, sibilando como língua de cobra; Eloi também não estava nada satisfeito com meu sim. Marcelo disse que ia pedir um uber para nós dois assim que pagasse a conta, enquanto falava para eu ser paciente com Eloi, ele descobriu havia poucas horas que a esposa estava grávida de outro, fiquei de queixo caído, pensei um monte de frases muito idiotas, claro que ele podia namorar com mulheres, assim como eu não gosto de ser tratado como moça, ele também deveria se sentir ofendido. Pegamos o táxi em silêncio, mas estava irresistível e eu perguntei de quantos meses, três para quatro, uau.

Chegamos e ele agradeceu ao motorista, enquanto ele abria a porta eu fiz outra pergunta e ele respondeu que sabia que eu havia ido para bajular Felipe e pela fofoca, correto demais, mas eu detesto ser esse mexeriquento, disse que havia uma razão melhor e o beijei, ele levou uns minutos de espanto, mas depois retribuiu o beijo, disse que eu beijava bem, eu estava cansado e contei a ele que estava a semanas sem trepar e que sou um cara caralho dependente, gosto de porra em quantidades absurdas e fazia semanas que estava na seca, precisava de rola, e se ele quisesse fazer a misericórdia de me foder ia agradar aos caras com quem ele anda e salvar um gayzinho de se jogar do alto de uma torre de dominó, eu disse que ia me matar com uma lixa de unha se ele não deixasse eu segurar numa piroca que não fosse a minha. Ele riu, disse que eu era engraçado, e voltou a me beijar, perguntou se eu não queria tomar banho com ele.

Foi banho mesmo, xampu, sabonete e água morna, eu desanimado, ele pega no meu pau e diz que Marcelo ia gostar de ver mu pau sem pelos, eu depilei a laser, ele perguntou se doía, eu disse que era uma queimadura, mas meu ex detestava pelos, eu fazia por amor, ele me beijou e depois ajoelhou, chupou meu pau um pouco e logo pediu para chupar meu cuzinho, caramba, que delícia, eu disse que pensei que ele fosse passivo, ele disse que era, mas eu não era ativo, se algo tinha de acontecer era assim, duas bichinhas sem macho, e voltou a enfiar a boca na minha bunda, de repente a surpresa, um tapa xoxo na minha raba redondinha, eu dei um saltinho de susto, era delicado demais para chamar de tapa, mas ele gostou de meu saltinho, me mordeu o pescoço e disse que ia me foder.

Mesmo se Eloi treinar muito, nunca vai foder alguém, óbvio que ele me comeu gostoso, gostoso demais, eu senti um prazer enorme e ele sentiu que eu não mentia, Eloi não sabe foder, ele faz amor, todo o corpo dele abraça, protege, doa carinho quando puxa o cabelo devagar, eu me dissolvia sem palavras, meu ar fugia e eu precisava que ele me mandasse respirar, me mandasse relaxar e me entregar, eu sou uma putinha, me apaixonando só porque estou desprezado e carente. Quando ele gozou foi que notei a falta de porra me enchndo por dentro, estava de camisinha e eu nem notei ele levar, ele por… subestimei Eloi.

Me lavou novamente a bunda e o pau, eu ainda não havia gozado, mas ele encostou na minha pica e eu enchi a boca dele, ele engoliu e depois me beijou, nos enxugamos e dormimos, a cama cheirava a Marcelo e Felipe, essa parte do cheiro na cama eu não contei a ninguém, mas todo o resto eu disse às meninas do estúdio, disse que de manhã eu fui ativo pela primeira vez na vida. Elas ficaram sem acreditar, eu também não sabia dessa minha capacidade, as pernas dele nos meus ombros, beijando aquela boca e comendo aquela bunda.

Na quarta ele e eu demos a bunda para Marcelo e Felipe no estúdio, depois da aula, depois a gente foi para a casa dos caras e lavamos a louça e fizemos boquete em ambos, amor com Eloi e sexo com os senhores que me deram uma coleira, literalmente, comemos em tigelas no chão, de coleira, dormimos com um plug de rabo de unicornio no cu, ditados num edredom no chão um de cada lado da cama deles, pela manhã da quinta fizemos o café e fizemos um boquete, Marcelo encheu minha boca de porra, mas eu não tive autorização para beber, Felipe gozou na boca de Eloi, depois Felipe me beijou para beber o leite do marido, até nisso ra bom servir a eles. Ficamos de ir para o shopping depois da aula de Pilates, eles têm muito interesse em minhas aulas, ali eu mando, vamos ao shopping, numa sex-shop comprar chicotes e palmatórias para sermos disciplinados, estou só ansiedade. Levei muita porrada estúpida, Felipe disse que eu mandava, minha palavra de segurança é Verde, falou que eu ia dizer os meus limites, eu confio.

18. Dia 19 (sábado) - Gustavo

Foi uma violação. Eu não tinha a menor ideia de o que fazer com a cara daquele cara, ele mostrou um vídeo dele espancando o noivo, porra! Luis ficou vidrado, tomou o celular da mão dele e disse que tinha de ver de perto, depois perguntou para quantas pessoas ele mostrou, (eu estava desconhecendo Luiz), perguntou se haviam outros vídeos como aquele, fotos, algo, e o desgraçado disse que infelizmente não, não deu tempo de maltratar mais a putinha, disse que já estava pensando em coisas mais pesadas, arrancar o couro do moleque.

Luiz me segurou, disse para eu parar de ser carola de igreja, pediu o telefone do filho da puta, era nossa vez de esculachar o veadinho, eles riram, o imbecil passou o telefone orgulhoso e depois ouviu o conselho de Luiz e deletou tudo o que tinha de Nino, cada foto, cada áudio, tudo, deletar da nuvem, da lixeira. Alertou que se o putinho um dia o processasse, nada de prova seria encontrado.

O desgraçado agradece rindo e vai embora, Luiz sem olhar pra mim e rindo para o patife que ia embora, disse para eu ter sangue de barata, depois me explicava.

Faz uns dias que isso aconteceu, Luiz fez ele apagar tudo o que pudesse oferecer atenuante para si, digitalmente apagou o rosto e a voz de Nino, no vídeo que ele copiou para seu telegram, depois vazou o vídeo no hospital, mostrou o residente do último ano espancando o rapaz com um cabo de vassoura, chamando ele de… dizendo que iria matar a puta suja e sem valor que N era. Como o vídeo foi divulgado em grupos informais do hospital, a coordenação não o podia censurar formalmente, só disse que casos assim deveriam ser comunicados à direção. Luiz rebateu disse que existe uma rede de silenciamento e ele não estava dizendo que era esse o caso, mas pensava o contrário da direção, quanto mais exposição melhor para uma punição dos bandidos. Mas ouviu calado quando foi perguntado se todos o que viram o vídeo sentiram repugnância e se o ‘bandido’ não estaria agora recebendo apoio e aplauso de novos e antigos abusadores que se sentiriam legitimados.

Isso acontecendo durante aulas importantes. Maldita hora que ele e eu fomos para aquela suruba, que contratamos duas putas para impressionar gente escrota e chata. Desde então eu estou fascinado por Nino, desde então já fodi com um cara meio disfarçado de hétero, com um afeminado, com uma travesti, mas nenhum dos três tem a essência de Nino, um homenzinho que quase afunda no feminino durante o toque mas continua homem, ahh, Nino, ahh, delícia.

Luiz está em situação parecida, acabou o namoro sem motivo, disse que ia passar um tempo sem xereca, tinha de focar nas notas, mentira, as notas dele são excelentes, ele anda ainda mais desfocado e foi aí que eu o chamei pra conversar. A gente precisava falar sobre Nino, falar sobre ele e depois com ele. Levou um tempo para Luiz admitir que, assim como eu, ele estava morrendo de tesão em Nino, e por não poder repetir a melhor foda da vida dele (assim como foi da minha) ficava fantasiando esse reencontro, e essas fantasias estavam fazendo ele e eu nos apaixonarmos pelo ruivinho baixinho.

Luiz chorou que ia decepcionar seus pais, que não sabia o que estava acontecendo, mas não era gay, eu disse que também não era, mas estava lendo sobre isso, pesquisando, havia ido em um psiquiatra, trepei com dois homens e uma travesti, e gostei, eu estou certo que não sou gay, sou pan, é confuso, muitas vezes conflituoso, mas eu não gosto de me martirizar, meu pai morto não ia se revirar no túmulo como zumbi, e minha mãe não precisa saber de todos os detalhes. Ele me olhou perplexo, eu disse que chupei um cacete enquanto eu tentava fechar o punho dentro do cu do segundo cara, Luiz ficou pálido com a boca escancarada.

Ele perguntou quando essas coisas aconteceram. Eu passei uma semana furando a academia, ele olhou pra baixo, eu perguntei se ele estava se masturbando vendo pornô gay, ele baixou os olhos. Relembrei que o filho da empregada e do motorista tem um irmão, Luiz abriu o sorriso, era assim que os pais dele me colocam em meu lugar, como filho único digo que tenho um irmão - Luiz.

Ele sempre foi meu amigo, no ensino médio me arrastou para um bom colégio, forçou os pais a bancarem esse gasto comigo, e eu estudei, estudei muito, ele passou de primeira em medicina na Federal, eu fui o primeiro do remanejamento, mas fui o laureado, sempre me esforcei, eu queria estar à altura dele, disse isso a ele, depois disse que era curioso estarmos apaixonados pelo mesmo carinha sem competir, ele riu, gargalhou, disse que temos de procurar um apartamento pra nós dois, ia contar aos pais e logo seria expulso de casa. Morar junto com Luiz, não por favor, sim.

Ele falou que queria saber sobre minha vida gay. Eu falei que era coisa comum, peguei o primeiro, um cara bombado como ele e eu, o cara tinha uns 30, chegou brabo, mostrei que a marra era minha, comi com ele de quatro, Luiz perguntou o nome dele, e eu sei?… não saber o nome do primeiro?, o primeiro foi Nino, meu e dele. Luiz ficou mudo, do nada ele pergunta se esse foi o do fisting, foi não. Comecei a contar…

O primeiro foi um negão marrento, bonito, chegou brabo, pensei que se eu vacilasse quem levava pica era eu, dominei, ele facilitou, sentiu que eu não tava blefando quando disse que queria meter. Ele beijou e eu deixei, comi frango assado, ele de joelhos na cama com a mão na parede, ele pedia rola, gemia de um jeito másculo, era outra pegada, eu disse que ia gozar, ele perguntou se eu ia gozar na camisinha ou na boca dele, dei leitinho pro marmanjo, ele foi ao banheiro e na volta me encontrou no telefone, eu falava com Luiz, perguntou se era meu namorado, Luiz riu. Eu achei lindo ele gargalhando, dizia que eu merecia coisa melhor.

Tomei duas cervejas com o cara e depois ia tomar uma ducha, falei que ia mijar e ele pediu pra eu mijar nele, acho que eu tive a reação de Luiz, o cara abria a boca, gargarejava, jogava num esguicho o mijo de volta em meu peito, tomamos banho juntos na palhaçada, paguei e ele foi embora antes de mim. O cara do fisting fez o fist, mas não me empolgou, faltou química. Com a moça foi diferente, rolou uma paixão de duas horas, fiz boquete e ela gozou na minha cara, comi ela também, depois eu quis que ela me comesse, mas travei, medo, ela me ensinou como me preparar, disse que sempre corremos risco, cu é feito pra uma necessidade bem específica. Não rolou dela me enrabar, mas ela pincelou meu rabo e me masturbou enquanto eu chupava os peitos dela. Deixei ela enfiar dois dedos, mas isso eu não contei.

Luiz perguntou porque eu não dei, estava numa onda de descobertas… eu lembrei que minha primeira vez com homem, não foi com Nino, foi com Nino e ele, que talvez tivesse sido fantástico porque ele estava comigo, meu coração acelerado, então eu disse que estava a fim de ter minha primeira enrabada, mas queria que fosse com ele. Luiz me beijou, eu estava nervoso demais, agradeci poder parar de falar.

Ele me comia em minha cama e disse que era um momento mágico. Minhas pernas em sua cintura e minha boca na dele, mas os olhos, as mãos dele, o rosto dele, ele dizendo me amar…

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