São José do Rio Preto, ontem à noite. O calor da cidade parecia se misturar à frustração de uma noite que quase não aconteceu. Depois de lidar com conversas vazias e um "bolo" que me deixou no veneno, o brilho da tela do celular trouxe a solução. Um cara direto, sem jogos: "Quero te mamar agora". Foto enviada, rosto limpo, perfil de quem sabe o que quer. Ele era Uber, estava na rua e confessou que o tesão acumulado no volante estava prestes a explodir.
Marcamos. Em poucos minutos, o carro parou na frente de onde eu estava. O clima de sigilo absoluto já se instalou no momento em que bati a porta. Não precisávamos de apresentações formais; o magnetismo entre o meu desejo bruto e a fome dele era palpável no ar condicionado do veículo.
Rodamos pela cidade como se fôssemos cúmplices. Ele conhecia os cantos, e logo nos vimos em um loteamento afastado, um deserto de asfalto novo cercado pela escuridão total das obras inacabadas. O silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo estalo metálico do meu zíper descendo. Sem dizer uma única palavra, ele se posicionou. Ajoelhou-se entre minhas pernas com a reverência de quem encontrou um tesouro. Quando ele abaixou meu calção e libertou meu pau, o contraste do ar frio da noite com a respiração quente dele foi o estopim.
O cara parecia faminto, um animal caçando a última fonte de prazer da terra. Ele abocanhou cada centímetro com uma voracidade absurda. A boca era um abismo quente, úmido, que envolvia meu pau com uma pressão milimetricamente perfeita. Enquanto eu vigiava os retrovisores, atento a qualquer movimento externo, ele trabalhava incansável. De vez em quando, ele parava por um segundo, olhava para cima com os olhos vidrados de desejo e implorava silenciosamente para que eu não tivesse pena.
"Soca fundo", ele parecia dizer com o olhar, querendo sentir o limite da própria garganta.
Eu não tive dó. Minhas mãos encontraram a nuca dele, os dedos se entrelaça no seu cabelo e eu ditei o ritmo. Comecei a meter com vontade, sentindo o vácuo da garganta dele aceitando tudo, sem engasgar, apenas recebendo a pressão. O cara era um mestre na arte; alternava entre lambidas profundas explorando cada veia e punhetas rápidas que faziam o sangue latejar na cabeça do meu pau.
Como eu demoro a chegar lá, a sessão se transformou em um ritual de resistência e luxúria. O tesão subiu a um nível insuportável, o suor brotando apesar da brisa noturna. Quando senti que o ápice era inevitável, segurei a cabeça dele firme contra meu corpo. Não houve escapatória: descarreguei um jato quente e volumoso, gozando fundo na garganta dele. Ele não recuou um milímetro. Aceitou cada gota, limpando tudo com uma satisfação que só quem ama o prazer bruto entende.