Estou em estado de abstinência depois de Vanessa ter me apresentado à sua droga. Sádica, ela parece gostar de me manter assim — um viciado desesperado, implorando por mais uma dose do prazer que só ela pode dar. Não sei quantos dias fazem desde que recebi meu único e extraordinário orgasmo completo nesse resort; a sensação de absoluto êxtase ainda está viva em minha mente, aquele calor profundo explodindo em ondas que pareciam não ter fim. Mas tudo o que recebi de lá para cá foram orgasmos arruinados dentro da gaiola de castidade: usando o vibrador pressionado contra o acrílico, agora com a adição de outro brinquedo para inserir na minha bunda. Eles trazem um alívio imediato, mas rapidamente sou colocado de volta no mesmo estado de carência e desespero.
Já não sei mais o que fazer para convencer Vanessa a me fornecer aquele orgasmo novamente. Meu comportamento está impecável: uso as roupas e lingeries mais bonitas e sensuais, faço religiosamente a sua rotina de treino com exercícios aeróbicos, e os anaeróbicos focados em cintura e coxa, sempre sem reclamar, sempre com um “sim, senhora” doce e obediente. Mas o critério para conseguir aquilo como recompensa parece ter subido bastante, e preciso desesperadamente descobrir o que fazer para conseguir.
Hoje pela manhã, chegando toda montadinha para a sessão com Vanessa, aparece a oportunidade que estava esperando.
“Bom dia, querida,” ela diz assim que passo pela porta, a voz suave e cheia de intenção. Vejo que tem uma roupa diferente em cima de sua mesa: um vestido preto curto, um avental branco rendado e mais alguns acessórios.
“Bom dia, senhora,” respondo o mais cordial possível.
Conforme me aproximo, Vanessa continua: “Querida, quero te fazer um convite. Estamos precisando de camareiras aqui no resort, e gostaria de saber se você tem interesse em ajudar. O serviço é voluntário, é claro — como a senhorita está em processo de reabilitação, não podemos fazer um contrato formal. Mas eu ficaria muito grata se aceitasse.”
“Eu aceito, senhora.” Digo rapidamente, quase sem pensar. É claro que eu aceito — certamente isso fará Vanessa mais suscetível a fornecer o orgasmo que tanto preciso.
Vanessa sorri satisfeita, os olhos brilhando com aquela malícia que eu já conheço tão bem. “Que menina mais solícita. Muito bem, querida, você começa hoje mesmo. Quem sabe depois do seu expediente eu possa fazer aquela visitinha no seu quarto que a senhorita sugeriu assim que chegou aqui…”
Sim! Naquela época a minha ideia era outra, mas agora essa visita é ainda mais desejável. Ansioso e excitado, balanço a cabeça frenética e positivamente.
Vanessa pisca para mim. “Temos um encontro, então. Suas sessões de reabilitação passão para o período da tarde. Vou te fornecer o seu uniforme.”
Vanessa me entrega as roupas que estavam sobre a mesa. Diferente das do meu guarda-roupas, essas são bem vulgares: o vestido preto é justo no busto e na cintura; a saia é fluida, mas tão curtinha que mal cobre a metade das coxas. O avental rendado, a tiarinha com laço e as meias 7/8 brancas contrastantes com meus saltos altos pretos completam o look clássico de camareira… só que extremamente provocante.
Isso não é mais problema para mim. Visto o traje completo ali mesmo na frente dela, a saia do vestido subindo perigosamente quando me inclino para calçar as meias. O espelho na parede me mostra uma versão excitante de mim mesmo — ainda mais provocante, e totalmente submissa.
Vanessa me observa com um sorriso, aprovando cada detalhe. “Perfeita. Vou te acompanhar na organização do primeiro quarto.”
Limpar os quartos do resort não é um serviço fácil. Vanessa me acompanhou durante toda a organização do primeiro, e não me deixou finalizar até que estivesse em seu padrão extremamente exigente — não bastava cama arrumada e privada limpa; ela exigia que eu passasse pano na parte interna dos lustres, limpasse cada centímetro das molduras dos quadros, e esfregasse os rodapés das paredes até não restar um grão de poeira.
Já estou no quinto, e mesmo sozinho a partir do segundo, arrumei todos eles com atenção redobrada. Vanessa receber uma reclamação sobre a limpeza de algum quarto que eu arrumei não é uma opção. Estou trocando a roupa de cama agora, atento mas tranquilo, o tecido fresco dos lençóis deslizando entre meus dedos, o cheiro de lavanda do desinfetante preenchendo o ar.
Até que sou surpreendido pela presença de outra pessoa.
“Olá, docinho,” ele diz, a voz grave e rouca.
Eu me viro rápido demais, o coração dando um salto. Vejo um homem mais velho, bigodudo, porte largo, os botões de cima da camisa abertos, revelando um peitoral peludo. Seus olhos percorrem meu corpo sem qualquer discrição.
A vergonha de ser visto nesses trajes me consome instantaneamente, ainda mais tratando de um homem. Meu rosto queima.
“Er… Olá, senhor. O quarto ainda não está pronto para a entrada.”
Ele sorri, dá alguns passos em minha direção cheio de simpatia, sua proximidade aumentando o meu nervosismo.
“Eu imaginei que não, mas a senhorita de cabelos ruivos disse que eu poderia incluir um serviço extra na minha estadia caso a camareira estivesse disponível.”
Gaguejo ainda sem entender: “Q-Que tipo de serviço extra?”
Sou surpreendido quando ele me pega pela cintura com mãos firmes e me joga na cama do quarto, vindo para cima de mim logo em seguida. Seu cheiro — loção pós-barba amadeirada misturada a suor masculino — invade minhas narinas.
O que é isso? Vanessa pretende que eu faça sexo com um homem? Não… eu não estou disponível, isso já é demais. Eu não tenho interesse em homens. Nunca tive e nem nunca terei.
Fico me perguntando, então, porque estou correspondendo ao seu beijo, porque estou deixando ele acariciar o meu corpo, e apertar os meus mamilos. Eu poderia gritar, bater em seu rosto, tentar fugir… então porque eu sigo aqui com um sorriso no rosto? Apreciando os seus toques fortes e possessivos?
Ele puxa o meu vestido para o lado, inclina a cabeça, e chupa o biquinho do meu mamilo exposto. A mão, agora desocupada, desce para as minhas bolas. Ele aperta meus testículos sensíveis, sem muita força, só o suficiente para aumentar ainda mais o fogo que sobe pelo meu corpo, fazendo a gaiola latejar.
Sua boca desce um pouco mais, apenas para dar uma única lambida rápida em minha glande pelo orifício central da gaiola — a língua quente e áspera roçando a carne sensível, me fazendo arrepiar.
Ele acaricia as minhas coxas enquanto olho para ele amedrontado, com seu corpo mais distante a vergonha reaparece pesada.
O que estou fazendo? Tenho que fazer isso parar.
“Vire-se,” ele diz com calma, a voz rouca de desejo.
E eu obedeço. O tesão e a submissão arrebentando as minhas travas. Viro-me na cama e empino bem a bundinha, a saia curtinha subindo sozinha, expondo tudo o que tenho à oferecer.
Ele me dá alguns tapas leves nas nádegas, o som ecoando no quarto silencioso, depois tira minha calcinha com um puxão firme. Retorna com carícias na minha polpa e mais alguns tapas já não tão leves assim, cada impacto faz minha pele formigar.
“De quatro.”
Eu rapidamente assumo a posição, joelhos afundando no colchão, mãos espalmadas nos lençóis que eu mesmo acabei de esticar. Recebo mais alguns tapas firmes, as nádegas agora realmente começando à arder.
Seus dedos então vão até meu cuzinho, e com um movimento de pinça abrem o buraquinho. Meu coração está a mil, pulsando na garganta. Então ele aproxima a sua cabeça e começa a me dar algumas lambidinhas.
Eu não esperava algo assim, a sensação é surreal. A língua quente, molhada e macia roça minha entrada com trajetos lentos e verticais, acariciando a borda sensível. É como se ele estivesse acendendo pequenas fontes de incêndio dentro de mim, um calor úmido e delicioso que se espalha para as bolas, para o pênis preso, e para cada terminação nervosa do meu corpo. Tento relaxar o ânus para apreciar ainda mais os seus toques, meus gemidos começam a sair sozinhos da garganta, a vergonha ainda queima no meu peito, mas o prazer é maior.
Ele se afasta novamente, me dando mais palmadas — várias delas, e essas fortes de verdade, o som seco ecoando sem parar junto com os meus gritos contidos. Minhas nádegas começam a ficar quentes e vermelhas, o ardor se espalhando como fogo. Mesmo assim meu tesão só aumenta.
Depois das bofetadas vem mais carícias, dessa vez no períneo. Então ele solta um pouco de saliva quente bem no meio da minha entrada, e seu dedão começa a escorregar para dentro, abrindo caminho devagar. Logo em seguida vêm o dedo médio, mais fino mas mais profundo, começa a entrar e sair devagar, roçando aquele ponto que me faz ver estrelas. Ele começa a desatar sua calça e meu coração bate forte de antecipação.
“Vem com a boquinha, princesa,” ele pede, carinhoso, a voz rouca de desejo.
Olho para trás por cima do ombro, o coração martelando. Seu pênis já está parcialmente rígido, a cabeça rosada brilhando convidativa. Mesmo nervoso, não hesito. Abaixo o corpo, apoio os cotovelos no colchão e abocanho a cabecinha quente. O gosto salgado e almiscarado invade minha língua imediatamente. Minhas mãos vão para as bolas pesadas dele, acariciando-as com cuidado enquanto chupo devagar, sentindo o membro crescer dentro da minha boca, inchando, pulsando, o cheiro forte e masculino enchendo minhas narinas.
Ele leva a mão para trás da minha cabeça, dedos grossos entrelaçando nos fios, e puxa com firmeza, enfiando mais fundo. Engasgo, lágrimas brotam nos cantos dos olhos, preciso me afastar dele para conseguir respirar. Mas não desisto. Uso o acúmulo de saliva para lubrificá-lo melhor, engolindo o excesso, e retorno concentrado — chupando, sugando, passando a língua na cabeça sensível. Cada vez com mais maestria, testando a profundidade até conseguir recebê-lo com mais conforto na garganta.
Confiante, ele segura minha cabeça com as duas mãos e fode minha boca com vontade, estocadas curtas e profundas que transformam minhas amígdalas em saco de pancadas. Quando finalmente me solta, estou vermelho, ofegante, com lágrimas escorrendo pelas bochechas e baba pelo queixo, mas orgulhoso por ter conseguido suportar.
“Ah…” ele geme, me pegando pelo pescoço com uma mão firme. “Virgem, né? É cada uma que inventam pra cobrar a mais… mas não tem problema, mocinha. Eu gostei de você. Vira esse rabinho pra mim, vira?”
Aceno com a cabeça, obediente, ainda zonzo de tanto tesão, e após um beijo carinhoso, me viro de quatro novamente para recebe-lo para dentro. Sinto a cabeça grossa pressionando minha entrada apertada, abrindo-me devagar. As primeiras investidas são lentas, mas chegam até o fundo. Isso é diferente do brinquedo de borracha de Vanessa, não pelo tamanho, mas pela intensidade. É muito mais real. Cada vez que ele afunda a carne quente dentro de mim, sinto meu cuzinho muito menos meu, percebo que ele é agora um brinquedo alugado por Vanessa. Mas esse brinquedo pulsa vivo, receptivo, e está claramente adorando ser usado.
As coisas vão se intensificando rápido. Ele apoia uma das mãos no meu ombro e dá mais tapas fortes em minhas nádegas já vermelhas, grunhindo junto com cada estocada. O som molhado de pele contra pele enche o quarto, misturado aos meus gemidos finos.
Ele então se despluga de mim de repente, deixando um vazio repentino. Me posiciona de ladinho na cama, levanta uma das minhas pernas e apoia em seu ombro. Suas investidas continuam, agora comigo mais aberto e vulnerável, rapidamente retomando o ritmo intenso.
Ele vem para cima de mim, empurrando minha coxa com o peito enquanto seus braços se apoiam na cama de cada lado do meu corpo, penetrando com mais força e me prendendo com seu peso. Gemo alto e fino enquanto ele grunhe grosso, seu corpo pairando pouco acima do meu, olhos fixos com um brilho selvagem, seu suor pinga sobre mim a cada estocada feroz.
Ele ergue o corpo novamente, põe uma mão em cada uma das minhas pernas, abrindo-me bem, o ritmo se intensifica mais ainda, estocadas intensas que fazem a cama ranger. Então, com uma investida final e um grunido rouco, sinto seu membro pulsando forte dentro de mim — jatos quentes e grossos enchendo meu interior, o calor se espalhando profundo, marcando-me por dentro.
Ele remove o pênis com cuidado, mantendo minha perna levantada, e ainda brinca com meu anelzinho melado — os dedos circulando a entrada inchada, tocando o sêmen que começa a escorrer. Depois desce para minhas bolinhas cheias, apertando de leve, antes de bater o pau ainda semi-duro na minha coxa e se afastar.
“Pode terminar o seu serviço, mocinha. Não vou atrapalhar mais.” Ele sorri, malicioso. “Não por hoje.”
Coloca suas roupas calmamente e vai embora, fechando a porta com um clique.
Minha respiração está pesada e em euforia. Sim, eu gostaria muito de poder ter gozado também, mas Vanessa é justa, vai cumprir a sua palavra e fornecer o que preciso mais tarde. Aqui eu só estou para servir.
Removo o sêmen do meu ânus utilizando lenço umedecido, como uma prostituta que acabou de ser usada faria, e finalizo a limpeza do quarto do rapaz.
Epílogo
Estou arrumando mais um quarto, o lençol fresco se alinhando sob minhas mãos enquanto o estico sobre o colchão. Eu nem estava mais vendo o tempo passar, nem sabia a quanto tempo estava aqui, mas há alguns meses, Vanessa me informou que minha pena tinha acabado e que eu estava livre para ir. Foi estranho relembrar da minha antiga vida: o escritório luxuoso, as festas regadas a álcool, as mulheres que eu via como objetos de prazer. Não faz tanto tempo assim, mas parecia algo tão distante, e tão… inadequado…
Vanessa então me informou que eu poderia ficar se quisesse, mas ela não seria mole comigo. Como já deu para perceber, eu aceitei. E ela realmente não foi: ainda utilizo a gaiola de castidade, e só ela tem o controle dos meus orgasmos. O último já faz um bom tempo, semanas de tesão acumulado que me deixam ofegante, as bolas pesadas e sensíveis, molhando todas as minhas calcinhas a cada provocação sutil. Espero que ela me libere logo… talvez hoje, se eu deixar tudo perfeito.
Quando estou dando uma última espanadinha na cama, ouço uma voz masculina atrás de mim. Me viro assustada, erguendo a coluna para manter a postura.
“Caramba… Esse é meu quarto? Melhor pena impossível! Essa camareira gostosa também está incluída?”
Vanessa, logo ao lado dele, não o responde. Apenas me encara com um sorriso.
“Muito bem, querida, pode ir. Mais tarde conversamos.”
“Sim, senhora” Digo, com a voz baixa e obediente, e saio do quarto do novo inquilino.
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