Nós nos recompomos e saímos do banheiro.
Assim que começamos a voltar para a piscina, algumas pessoas olharam pra nós e abriram aquele sorriso automático de quem já tinha entendido exatamente o que tinha acontecido lá dentro. Um ou outro cochichava baixo, outros só trocavam olhares divertidos entre si. O clima não era pesado nem desconfortável. Pelo contrário. Parecia quase uma torcida silenciosa depois de finalmente ver nós dois acontecendo.
O som da água, da música e das conversas misturadas preenchia o ambiente enquanto passávamos entre as cadeiras molhadas e as latinhas espalhadas perto da piscina.
Então virei o rosto para o outro lado.
Mayara estava me olhando.
Ela continuava sentada, mas a expressão tinha mudado completamente. O sorriso de antes tinha desaparecido. Agora ela estava séria, com a mandíbula travada e os braços cruzados, me encarando sem nem tentar disfarçar. A luz azulada da piscina refletia nos olhos dela, deixando aquele olhar ainda mais duro.
O Lauro nem percebia nada.
Continuava perto da churrasqueira, distraído no meio da conversa com o pessoal, rindo alto enquanto virava a carne na grelha e segurava a cerveja na outra mão.
Mayara se levantou devagar sem tirar os olhos de mim. Até o jeito que ela caminhava parecia irritado. Passou por algumas pessoas sem falar com ninguém e foi direto até o Lauro.
Ela começou a falar baixo com ele, rápida, séria demais pra ser uma conversa normal. Lauro franziu a testa algumas vezes, claramente sem entender de onde aquilo tinha surgido. Ele ainda tentou responder alguma coisa, mas Mayara cortou antes, falando de novo num tom contido, daqueles que ficam ainda mais tensos justamente por serem baixos.
Então ela segurou a mão dele e saiu puxando.
O Lauro ainda olhou pra trás uma vez, perdido, tentando entender o que tinha acontecido tão de repente, antes dos dois desaparecerem pelo corredor lateral da casa.
Karina e Letícia perceberam tudo primeiro.
As duas acompanharam a cena em silêncio por alguns segundos. Depois se olharam quase ao mesmo tempo. E aí veio aquele sorriso que elas claramente estavam tentando segurar.
Karina foi a primeira a se aproximar.
— Cuidado, amiga… cuidado pra andar na rua, senão você vai acabar apanhando.
Letícia soltou uma risada na hora, jogando o cabelo molhado pra trás enquanto balançava a cabeça.
Karina começou a rir junto também.
— Ué… ela acha que é dona dele? — Letícia falou ainda divertida. — Aquela menina não tem vergonha na cara. Tem noivo e fica de olho em outros caras.
Olhei pra Karina e balancei a cabeça, rindo pelo nariz.
— A culpa é sua. Quem mandou você me apresentar pra ela?
— Ah, engraçadinho… agora a culpa é minha, né? — ela rebateu na mesma hora. — Porque na hora de comer ela, mesmo sabendo que ela tinha noivo, você não reclamou tanto assim, né?
Eu abri a boca pra responder, mas nem consegui.
As duas começaram a rir de novo antes mesmo que eu falasse qualquer coisa.
Então Letícia me olhou daquele jeito provocador dela, com um sorriso lento surgindo no canto da boca.
— É, colega… aquela hora que ela tava fazendo propaganda sua na cozinha, ela tinha razão. Não é só bebida que você faz bem.
Por um segundo ficou silêncio.
Karina arregalou os olhos na mesma hora.
Eu passei a mão no rosto tentando segurar a risada.
E então nós três caímos na gargalhada juntos, alto mesmo, sem conseguir parar, enquanto algumas pessoas perto da piscina olhavam pra nós sem entender nada.
Zeca estava na churrasqueira, mas mesmo com a música alta e o barulho da piscina, acabou ouvindo nossa gargalhada. Ele virou o rosto na nossa direção na mesma hora, tentando entender o que estava acontecendo, e depois veio andando até nós com a cerveja na mão e aquele sorriso desconfiado surgindo no rosto.
Assim que chegou perto, olhou primeiro para as meninas, depois pra mim.
Aí começou a rir também.
— Já até sei do que vocês tão rindo — falou balançando a cabeça. — Meu primo é um trouxa mesmo.
Karina praticamente dobrou de tanto rir depois daquilo, e Letícia apoiou a mão no meu ombro tentando se controlar, mas piorando ainda mais a própria crise de riso.
— Coitado do Lauro — ela conseguiu falar no meio da gargalhada.
— Coitado nada — Zeca respondeu na hora. — O cara namora uma menina daquela e ainda acha que ela é santa.
Eu passei a mão no rosto tentando recuperar o fôlego de tanto rir, enquanto o cheiro da carne assando misturado com cerveja e cloro da piscina deixava aquela bagunça toda com ainda mais cara de festa.
E foi assim que nós quatro acabamos ficando ali por um bom tempo, entre risadas, comentários e piadinhas sobre tudo que tinha acabado de acontecer.
Depois de um tempo, Zeca acabou voltando pra churrasqueira quando alguém chamou ele pra ajudar com a carne que estava queimando. Ainda saiu rindo, balançando a cabeça sozinho antes de pegar a cerveja e voltar pro meio do pessoal.
Karina ficou mais quieta depois disso.
De vez em quando eu percebia ela olhando na direção do Caio. Primeiro eram só olhares rápidos, discretos, mas aos poucos aquilo virou um jogo cada vez menos escondido. Caio encostado perto da piscina, segurando o copo na mão, encarava ela de volta com aquele sorriso torto de quem já tinha entendido o convite sem precisar ouvir nada.
Até que Karina terminou a bebida, colocou o copo na mesa devagar e levantou.
Nem falou nada.
Só lançou mais um olhar pra ele antes de sair andando em direção ao banheiro.
Caio esperou alguns segundos só pra não ficar tão na cara… e foi atrás.
Eu acompanhei os dois com os olhos até desaparecerem no quartinho, e quando virei de novo, Letícia já estava me olhando.
Ela se aproximou devagar, já sorrindo daquele jeito provocador. O cheiro de cloro ainda estava nela, mas agora misturado com suor, perfume e o ar friozinho da noite, contrastando com tudo que tinha acontecido no banheiro.
Então segurou minha nuca e me puxou pra perto outra vez.
O beijo veio forte e apressado, mais vontade do que romantismo. As bocas se encontrando sem calma, enquanto ela mordia meu lábio de leve entre um beijo e outro só pra provocar.
Minhas mãos apertavam a cintura dela com força, sentindo o corpo quente colado no meu. Letícia soltou uma respiração pesada contra minha boca e se aproximou ainda mais, sem se importar com a música alta, com as pessoas em volta ou com quem podia estar olhando.
Parecia que, quanto mais a noite passava, menos a gente tentava esconder qualquer coisa.
Depois de um tempo voltamos para a piscina e continuamos nos beijando. Devagar, o clima começou a esquentar de novo.
Os beijos ficavam mais demorados, mais intensos, enquanto a música alta e o barulho da água se misturavam com as nossas respirações cada vez mais pesadas. O gosto de cerveja ainda estava na boca dela, misturado com o cheiro de cloro, perfume e o calor abafado daquela noite.
Durante os beijos, nossas mãos começaram a passear pelo corpo um do outro outra vez.
Ela deslizava os dedos pelo meu peito, pela minha nuca, às vezes arranhando de leve só pra provocar, enquanto minhas mãos apertavam sua cintura e subiam devagar pelas costas dela, sentindo a pele quente arrepiar sob meus dedos.
E quanto mais a gente se beijava, mais parecia que aquela tensão entre nós voltava a crescer sem nenhum esforço.
Nossas bocas se moviam devagar, quase preguiçosas, mas cada vez mais profundas. As línguas se encontravam com calma, deslizando uma na outra, enquanto o barulho da festa continuava ao nosso redor — gente gritando, pulando, música alta. Ninguém parecia prestar atenção no canto mais escuro da piscina onde estávamos.
Letícia colou o corpo no meu por baixo da água. Senti os bicos dos seios dela roçando meu peito através do biquíni fino. Minha mão desceu pela curva da cintura dela e apertou a bunda com vontade, puxando ela mais contra mim. Ela soltou um suspiro baixo contra minha boca e, em resposta, deslizou a mão pela minha barriga até entrar devagar por dentro da bermuda.
Os dedos dela me encontraram já duro. Envolveu o pau com a mão quente e começou a me masturbar bem devagar, apertando de leve na subida, o polegar roçando a cabeça. Tudo escondido pela água e pelo movimento constante das ondas.
Eu não fiquei atrás.
Minha mão direita desceu pela frente da coxa dela, subiu por dentro e empurrou o tecido do biquíni pro lado. Os dedos deslizaram pela buceta dela, sentindo como já estava molhada — e não era só da piscina. Rocei o clitóris inchado em círculos lentos, depois desci e enfiei um dedo devagar, depois dois. Letícia tremeu contra mim, mas segurou o gemido, mordendo meu lábio inferior.
— Devagar… — ela sussurrou no meu ouvido, a voz rouca e trêmula.
Comecei a mover os dedos dentro dela com um ritmo constante, curvando eles pra cima enquanto o polegar continuava trabalhando o clitóris. Ela abriu um pouco mais as pernas na água, tentando disfarçar o movimento. A testa dela encostou no meu ombro, a respiração quente e acelerada no meu pescoço.
Enquanto isso, a mão dela não parava na minha bermuda. Os movimentos eram curtos, mas firmes, apertando a cabeça toda vez que subia. Era uma tortura deliciosa ter que ficar quieto, com o risco de alguém olhar pro nosso canto.
Os gemidos dela começaram a escapar mais difíceis de controlar, abafados contra minha pele. Senti o corpo dela ficando mais tenso, as paredes internas apertando meus dedos ritmadamente.
— Eu tô perto… — ela murmurou quase sem voz, o quadril se movendo discretamente contra minha mão.
Aumentei um pouco a pressão no clitóris, mantendo o movimento dos dedos. De repente ela travou, o corpo inteiro tensionando. Gozou forte, mas em silêncio — só um gemido longo e abafado contra meu pescoço, as coxas tremendo ao redor da minha mão enquanto pulsava em volta dos meus dedos. Ficou assim por vários segundos, respirando rápido, mordendo meu ombro de leve pra não fazer barulho.
Quando ela relaxou um pouco, ainda ofegante, olhou pra mim com os olhos pesados de tesão. A mão dela acelerou na minha bermuda, mais firme, mais rápida, mas ainda discreta. O polegar dela girava na cabeça do pau a cada subida.
Eu encostei a boca no ouvido dela:
— Continua assim… tô quase…
Letícia mordeu o lóbulo da minha orelha de leve e apertou mais. Não aguentei. Gozei dentro da água com um gemido rouco baixo, o corpo contraindo enquanto ela continuava me masturbando devagar, tirando tudo. Jatos quentes se misturaram com a água morna entre nós.
Ficamos abraçados por um tempo, ainda dentro da água, respirando pesado, trocando beijos preguiçosos e molhados. O coração dela batia forte contra o meu peito.
Ninguém parecia ter percebido nada.
Ainda estávamos agarrados na piscina, meio ofegantes, presos naquele mundinho só nosso, quando o clima foi cortado de repente por uma voz feminina chamando ela alto do outro lado da área.
— Letícia, minha filha!
Nós dois viramos na mesma hora.
A mãe dela estava parada perto da piscina olhando na nossa direção.
Naquele instante, senti o coração acelerar forte no peito. Por um segundo passou pela minha cabeça que ela podia ter visto alguma coisa antes de chamar.
Letícia, porém, nem pareceu se abalar tanto.
Só virou o rosto e respondeu normalmente:
— Oi, mãe! Fala!
A mãe dela então olhou pra mim. E, pra minha surpresa, abriu um sorrisinho simpático antes de voltar a atenção pra Letícia.
— Filha, sua avó e seus tios querem ir embora. Já são quase dez horas. Sua avó precisa dormir. Vamos cantar parabéns?
— Já vamos! — Letícia respondeu.
Então ela soltou minha nuca devagar e começou a se recompor ali mesmo dentro da piscina, ajeitando o biquíni enquanto prendia o cabelo molhado para trás com as duas mãos. Depois saiu da água comigo logo atrás.
Assim que pegou o celular perto das cadeiras, desligou a música e gritou alto na direção do pessoal espalhado pela área:
— Ô, gente! Vamos cantar parabéns! Minha avó quer ir embora já!
Cantamos parabéns e depois ela mesma começou a cortar o bolo enquanto o pessoal se juntava perto da mesa conversando e rindo. O cheiro doce do bolo se misturava com o cloro da piscina e o resto do churrasco que ainda vinha da churrasqueira.
Depois disso, os parentes dela começaram a ir embora aos poucos. O clima foi ficando mais leve outra vez, sobrando praticamente só a galera mais nova pela área da piscina.
Alguns minutos depois, Letícia simplesmente levantou do nada e deu um grito animado:
— Uhul!
Pegou o celular, colocou música novamente e saiu correndo em direção à piscina. Assim que chegou na borda, saltou sem pensar duas vezes.
A água explodiu ao redor dela com força, espalhando gotas geladas pela varanda e fazendo ondas fortes atravessarem a piscina inteira. A luz azul refletia na superfície agitada enquanto o som do mergulho se misturava com a música alta voltando a tomar conta do ambiente.
Quando ela voltou pra cima, jogou o cabelo molhado para trás rindo.
Depois de alguns segundos, virou o rosto na minha direção, me encarou com aquele sorriso provocador de sempre, piscou pra mim e gritou:
— Vem, colega… volta pra piscina!
Voltamos para a piscina e, dessa vez, Letícia praticamente obrigou todo mundo a entrar também. Ela puxava um, jogava água em outro, gritava chamando o pessoal, e em poucos minutos a piscina já estava lotada.
Tinha gente pulando na água sem pensar duas vezes, outros espalhados pelas bordas conversando alto, alguns dançando mesmo dentro da piscina enquanto a música tocava, e vários casais se agarrando pelos cantos entre risadas e empurrões brincando.
O clima estava leve, quente, gostoso. Aquele tipo de bagunça boa de festa que parece ficar ainda melhor conforme a noite vai passando.
As luzes refletiam na água agitada o tempo inteiro, misturando brilho, sombras e gotas espalhando pra todo lado enquanto as vozes e gargalhadas ecoavam pela varanda.
E no meio daquela bagunça toda, eu e Letícia continuávamos nos beijando intensamente, grudados um no outro dentro da piscina, como se toda hora acabássemos esquecendo que existia mais alguém ali em volta.
Continuamos assim, nos divertindo, bebendo e nos agarrando na piscina até perto da meia-noite. O pessoal ainda ria alto, a música seguia tocando e a água já estava morna de tanta gente entrando e saindo o tempo inteiro.
Mas o cansaço começou a bater aos poucos.
Então olhei pra Letícia, aproximei a boca do ouvido dela por causa da música alta e falei:
— Ei… preciso dormir. Amanhã vou dirigir.
Ela fez uma cara de desapontada na mesma hora.
— Ah, sério, colega? Já vai dormir? Fica mais um pouco.
Eu ri pelo nariz e balancei a cabeça.
— Não dá. Minha tia fez eu prometer que eu ia beber pouco e dormir pra poder dirigir amanhã.
— Ah, mas São Paulo é pertinho — ela rebateu manhosa, ainda grudada em mim dentro da piscina.
Karina, que estava do lado agarrada com o Caio perto da borda, acabou escutando a conversa e entrou no meio na mesma hora:
— Amiga, deixa ele dormir, viu? Você não conhece a minha mãe. Se ela descobrir que ele não dormiu, ela vai ficar muito brava.
Na hora nós acabamos rindo.
Letícia revirou os olhos fazendo drama enquanto Karina ria junto com Caio, ainda abraçada nele.
Então ficamos ali conversando mais um pouco, entre piadas, provocações e risadas jogadas no meio da música alta e da bagunça da piscina.
Até que, depois de alguns segundos em silêncio, Letícia se aproximou devagar outra vez, encostou a boca perto do meu ouvido e falou baixo:
— Espera um pouquinho… eu vou com você.
Saímos da piscina e, assim que chegou perto da churrasqueira, Letícia foi direto até a caixa de som. Pegou o celular, pausou a música novamente e falou alto para o pessoal espalhado pela área:
— Gente, eu vou pro quarto, mas podem ficar à vontade, viu? A festa é de vocês!
Na mesma hora começaram as reclamações e brincadeiras.
— Ahhh, mas já?
— Que isso, pô!
— A dona da festa abandonando nós!
Letícia começou a rir enquanto passava cumprimentando o pessoal.
Foi aí que Karina gritou lá da piscina, ainda abraçada no Caio:
— Ei, amiga! Só pra lembrar, viu? Não abusa muito dele não, porque amanhã ele tem que dirigir!
Na hora todo mundo caiu na gargalhada.
Eu ri meio sem jeito, balançando a cabeça, enquanto Letícia escondia o rosto por um segundo, rindo e fingindo uma vergonha que claramente não sentia.
Então fomos nos despedindo da galera devagar, entre piadas e brincadeiras jogadas de todos os lados.
Depois pegamos as toalhas, nos enrolamos nelas e começamos a nos secar enquanto entrávamos para dentro da casa. O contraste do piso frio nos pés depois de horas dentro da piscina fez o corpo arrepiar na mesma hora.
A casa estava bem mais silenciosa agora. Dava pra ouvir só algumas conversas baixas vindo da cozinha e o som abafado da música lá fora.
Subimos a escada juntos e fomos para o quarto dela.
Quando chegamos lá, seguimos direto para o banheiro para tomar banho.
Quando entramos no box do banheiro ela já foi desamarrando o biquíni e ficando toda nua na minha frente. Aquela visão me deixou maluco na hora. Meu pau já começou a dar sinal. Tirei minha bermuda rapidão e entrei com ela. Letícia abriu a torneira e a água quente começou a cair sobre nós, enchendo o box de vapor denso.
Ela colou o corpo molhado no meu imediatamente, me beijando com fome. O beijo era molhado, urgente, quase agressivo. Nossas línguas se enrolavam enquanto a água escorria pelos nossos rostos e corpos. Minhas mãos apertavam a bunda dela com força, puxando o quadril contra o meu. Meu pau duro latejava preso entre nós, roçando na barriga macia dela.
Letícia desceu a mão e segurou meu pau, começando a me masturbar devagar, apertando firme na base e subindo até a cabeça. Eu retribuí, deslizando a mão entre as pernas dela, abrindo os lábios da boceta com os dedos e roçando o clitóris inchado em círculos lentos. Ela gemeu contra minha boca, o quadril se movendo contra minha mão.
Nós dois nos tocávamos sem pressa, mas com bastante tesão. Eu enfiava dois dedos nela devagar, depois três, fodendo com ritmo constante enquanto o polegar continuava trabalhando o clitóris. Letícia acelerava a mão no meu pau, masturbando com vontade, o polegar espalhando o pré-gozo que escorria. A água quente deixava tudo escorregadio, o vapor deixava o ar pesado e o cheiro de pele molhada e excitação preenchia o box.
— Porra, você tá molhada pra caralho… — murmurei no ouvido dela, mordendo o lóbulo.
Ela sorriu safada e apertou meu pau mais forte em resposta. Continuamos assim um bom tempo, nos beijando, gemendo baixo, nos masturbando mutuamente, mas segurando o orgasmo. Era uma tortura gostosa. Eu tirava os dedos e esfregava a cabeça do pau na boceta dela, passando entre os lábios, roçando o clitóris, mas sem penetrar. Letícia rebolava contra mim, pedindo mais com o corpo.
— Para de me provocar… — ela reclamou rouca, mas sorrindo.
Desligamos o chuveiro, nos secamos por alto e fomos pro quarto enrolados nas toalhas, os corpos ainda queimando de tesão.
No quarto, a luz do abajur estava fraca e amarelada. Caímos na cama. Eu peguei a camisinha na mochila, rasguei a embalagem e coloquei enquanto ela me observava. Letícia abriu as pernas pra mim, me puxando pela nuca pra um beijo molhado.
Eu me posicionei entre as pernas dela e comecei a pirraçar. Passei a cabeça do pau devagar no clitóris dela, esfregando em círculos, descendo entre os lábios molhados e subindo de novo. Letícia gemia, rebolando contra o pau, tentando fazer ele entrar.
— Para de pirraçar e me come logo… — ela pediu, a voz cheia de tesão.
Eu sorri e continuei provocando mais um pouco, batendo a cabeça do pau no clitóris inchado. Só depois segurei o quadril dela e entrei devagar, centímetro por centímetro, até enterrar tudo. Começamos devagar, profundo, olhando um pro outro. Metia inteiro e girava o quadril, sentindo ela apertar ao meu redor.
Depois de um tempo, virei ela de lado. Levantei uma perna dela e entrei por trás, colado no corpo. Meti mais firme, uma mão apertando o seio, a outra esfregando o clitóris enquanto entrava e saía. O ritmo aumentou. Letícia gemia alto, empinando a bunda contra mim.
— Assim… bem fundo… caralho… — ela pedia.
Senti o corpo dela tensionar. O primeiro orgasmo veio forte. Ela gemeu longo, a boceta apertando meu pau em espasmos, o corpo tremendo inteiro. Continuei metendo devagar, prolongando o prazer dela.
Quando ela relaxou um pouco, tirei e coloquei ela de quatro. Segurei firme na cintura e meti com força. O som dos nossos corpos batendo enchia o quarto. Letícia empinava a bunda, rebolando, gemendo cada vez mais alto.
— Me fode… mais forte… assim!
O segundo orgasmo dela veio mais intenso. Ela quase enterrou o rosto no travesseiro, gemendo alto enquanto o corpo convulsionava, apertando meu pau com força. As pernas tremiam visivelmente.
Por último, deitei ela de frente novamente. Abri bem as pernas, segurei uma coxa e voltei a meter olhando nos olhos dela. O ritmo ficou rápido e pesado. Letícia cravava as unhas nas minhas costas, o corpo arqueando.
— Goza pra mim… — ela pediu rouca, ainda ofegante do orgasmo anterior.
Não aguentei mais. Meti fundo algumas vezes e gozei forte dentro da camisinha, gemendo rouco, pulsando enquanto segurava ela bem apertada. Letícia me abraçou com as pernas, sentindo tudo.
Caímos lado a lado, respirando pesado, suados e exaustos. Letícia passou a perna por cima da minha, ainda com a respiração irregular, um sorriso satisfeito no rosto. O quarto cheirava fortemente a sexo.
Eu percebi que a festa ainda continuava rolando lá embaixo. A música chegava abafada , misturada com algumas gargalhadas e vozes espalhadas pela área da piscina.
Então olhei pra Letícia e falei:
— Eu preciso dormir… mas você não. Desce lá, fica com seus amigos.
Ela negou na mesma hora.
— Ah, não… vou ficar aqui com você.
Eu ri baixo e balancei a cabeça.
— Vai lá aproveitar sua festa, colega.
Ela ainda tentou insistir mais um pouco, mas acabou cedendo. Então levantou da cama e começou a procurar as roupas espalhadas pelo quarto enquanto soltava uma risadinha lembrando de coisas que tinham acabado de acontecer.
Antes de sair, se aproximou da cama, segurou meu rosto e me deu mais um beijo rápido.
— Dorme então, motorista.
— Engraçadinha.
Ela riu e saiu do quarto.
Então fiquei sozinho ali. Coloquei só uma cueca e me joguei de volta na cama dela, ainda sentindo o cheiro do perfume misturado nos lençóis bagunçados e no travesseiro.
A música continuava vindo baixa lá de baixo enquanto meu corpo finalmente começava a relaxar depois daquela noite inteira.
Fiquei olhando pro teto por alguns minutos até apagar já perto da uma da manhã.
Não faço ideia de quanto tempo passou depois disso.
Só lembro de sentir alguém me chacoalhando pelo ombro.
Abri os olhos ainda completamente grogue e dei de cara com Karina parada do lado da cama.
Ela estava com os olhos arregalados e uma expressão acabada de quem claramente não tinha dormido nada.
Mesmo dali ainda dava pra ouvir um pouco da música vindo lá de baixo, só que agora mais distante e baixa.
— Meus pais já estão aqui. Vamos! — ela falou apressada.
Passei a mão no rosto tentando acordar.
— Caralho… mas já? Cinco e meia da manhã?
Karina soltou uma risada cansada.
— Você sabe como é seu tio. Ele não quer pegar trânsito. E surgiu um compromisso na fábrica ainda hoje.
Soltei um resmungo baixo e levantei da cama ainda morto de sono.
Enquanto eu me trocava, Karina ficou encostada perto da porta me olhando com aquele sorriso debochado de quem sabia exatamente o motivo do meu cansaço.
Então perguntei:
— E a Letícia?
— Ainda tá lá embaixo na festa.
Na hora eu comecei a rir sem acreditar.
— Caramba… vocês ficaram até agora?
Ela deu risada também.
— Sim. A galera tá muito animada hoje. E acho que ainda vai longe.
Terminei de me arrumar, escovei os dentes e depois descemos juntos.
Quando chegamos lá embaixo, a festa já tinha outra cara. Tinha menos gente, algumas pessoas espalhadas pelas cadeiras conversando baixo, outras sentadas na borda da piscina mexendo no celular enquanto a música continuava tocando ao fundo.
Karina foi se despedindo do pessoal e eu fiz o mesmo.
Então saímos pra frente da casa.
Letícia veio logo atrás.
Assim que chegou perto de mim, segurou minha mão e me puxou de leve antes de me dar um beijo demorado.
Depois encostou a boca perto do meu ouvido e falou baixinho:
— Você teve sorte que precisava acordar cedo hoje, viu, colega? Senão você ia ver só.
Olhei pra ela rindo.
— Vamos ter outras oportunidades, colega.
Ela sustentou meu olhar por alguns segundos, ainda segurando minha mão.
— Espero que sim.
Então me deu mais um beijo rápido antes de me soltar devagar.
Fui até o carro e troquei de lugar com meu tio. Ele passou pro banco do passageiro enquanto eu sentei no volante tentando espantar o sono.
Karina entrou atrás com uma cara completamente destruída e começou a levar esporro da minha tia quase na mesma hora.
E eu só conseguia rir da situação.
Então minha tia olhou pra mim.
— E você, meu filho? Não dormiu, também?
Ri de canto.
— Dormi, tia. Não vou mentir pra senhora… não muito, mas dormi.
Meu tio me encarou por alguns segundos antes de perguntar:
— Consegue levar o carro?
— De boa.
Coloquei o cinto, liguei o carro e conectei o celular no Bluetooth. A regra no carro do meu tio sempre foi simples: quem dirige escolhe a música.
Então coloquei minha playlist preferida pra estrada e saímos.
O céu ainda estava escuro, quase amanhecendo, e a rua vazia deixava tudo mais silencioso. Só o som baixo da música preenchia o carro enquanto eu tentava acordar de vez depois de dormir tão pouco.
Karina já tinha apagado no banco de trás quase imediatamente, jogada de lado com cara de quem nem lembrava mais o próprio nome.
Quando fui ajeitar o espelho retrovisor interno, percebi minha tia me olhando com uma risadinha claramente tentando se segurar.
Na hora eu já sabia exatamente do que ela estava rindo.
Mesmo assim perguntei:
— O que foi, tia?
Ela soltou uma risada baixa e balançou a cabeça.
— Que beijão, hein, sobrinho.
Eu comecei a rir na mesma hora.
— Ah, tia…
— Eu não sabia que você e a Letícia estavam ficando.
Mantive os olhos na estrada enquanto respondia:
— Não estávamos. Ficamos hoje.
— Hmmm… sei — ela respondeu segurando outra risada. — Mas ela é bonita, hein.
Acabei soltando uma risada pelo nariz.
Então meu tio, que estava quieto até aquele momento, virou um pouco no banco e entrou no assunto:
— É claro, meu bem. Ele puxou pro tio. Tem bom gosto pra escolher mulher.
— Ah, pronto… começou — minha tia respondeu dando um tapa leve no braço dele.
Eu balancei a cabeça rindo enquanto meu tio abria aquele sorriso convencido dele.
— Ué, tô mentindo?
— Tá se achando demais pro meu gosto.
— Mas fala aí se eu não tenho razão.
Minha tia revirou os olhos segurando o riso enquanto eu continuava dirigindo já mais acordado, ouvindo os dois começarem aquela implicância divertida de casal do meu lado.
Continuamos a viagem e por mais algum tempo os dois ficaram implicando um com o outro, naquela brincadeira de casal que nunca acabava. Meu tio fazia um comentário, minha tia respondia atravessado, ele retrucava rindo… até que os dois resolveram começar a me zoar de novo.
— Quero ver agora — minha tia falou olhando pra mim. — Vai ficar apaixonadinho.
— Ihhhh… pior que tá com cara mesmo — meu tio completou rindo.
— Vocês viajam demais.
— Sei.
Fomos nesse clima leve e gostoso por boa parte da estrada. A música tocando baixa, o céu clareando aos poucos pela janela e Karina apagada no banco de trás sem participar de nada.
E toda vez que o carro ficava em silêncio por alguns segundos, minha mente acabava voltando pra noite com Letícia. Vinham flashes rápidos dela rindo na piscina, me puxando pela mão, falando no meu ouvido… pequenas cenas aparecendo do nada enquanto eu dirigia.
Depois de algumas horas chegamos em São Paulo.
Pegamos um pouco de trânsito já perto da cidade, aquele movimento começando cedo mesmo de manhã, e depois de mais um tempo finalmente chegamos na casa dos meus tios.
Assim que coloquei o carro na garagem, minha tia virou pra trás e deu um tapinha no ombro da Karina.
— Acorda, cachaceira. já chegamos.
Karina acordou assustada e sonolenta ao mesmo tempo, com os olhos inchados e a voz toda arrastada.
— Hã? Já?
Eu comecei a rir na mesma hora enquanto ela tentava entender onde estava ainda completamente destruída de sono.
Karina entrou direto pra dentro de casa quase se arrastando.
Minha tia foi pra padaria da esquina comprar pão pra fazer café pra gente, enquanto eu e meu tio começamos a tirar as malas do carro.
O corpo inteiro parecia pesado depois de praticamente virar a noite acordado.
Depois que terminamos, entrei em casa e me joguei no sofá da sala enquanto meu tio ficou mexendo no celular sentado na poltrona.
Karina já tinha sumido pro quarto dela.
Pouco tempo depois minha tia voltou da padaria e foi direto pra cozinha. O cheiro de café fresco começou a se espalhar pela casa quase imediatamente.
Eu ainda tentei ficar acordado, mas acabei cochilando no sofá.
Então, algum tempo depois, minha tia apareceu na sala chamando a gente pra tomar café.
Karina surgiu do quarto praticamente dormindo em pé. Sentou na mesa quieta, com cara de quem ainda estava bêbada e podia apagar ali mesmo a qualquer momento.
Até meu tio começou a rir da situação.
Tomamos café naquele clima silencioso de puro cansaço depois da viagem e da festa.
E assim que terminei, voltei direto pro sofá pra dormir mais um pouco antes de ir embora pro meu apartamento.
Depois de algumas horas dormindo no sofá, comecei a sentir aquele cheiro bom de comida vindo da cozinha. Mesmo sem abrir os olhos direito, dava pra perceber minha tia andando pela casa, abrindo panela, mexendo nas coisas e preparando o almoço.
Meu tio assistia televisão baixinho na sala, claramente tentando não fazer barulho pra não me acordar.
Eu ficava naquele meio termo estranho entre sono e consciência. Às vezes acordava um pouco, escutava o som da TV, o barulho das panelas ou alguma conversa baixa vindo da cozinha… mas nem abria os olhos direito antes de acabar dormindo de novo.
Quando deu por volta de uma da tarde, minha tia foi até o quarto acordar a Karina e depois passou pela sala me chamando também.
— Bora levantar, vocês precisam comer.
Levantei ainda meio lento e Karina saiu do quarto com uma cara bem melhor do que mais cedo, embora ainda estivesse claramente com sono.
Fomos pra mesa almoçar.
O cheiro da comida espalhado pela cozinha inteira praticamente obrigava qualquer um a acordar de vez.
Enquanto almoçávamos, meu tio não perdeu a chance de continuar zoando Karina.
— E aí, cachaceira, sobreviveu?
Karina fechou os olhos por um segundo e balançou a cabeça.
— Nossa, pai… cala a boca.
Na hora todo mundo começou a rir.
O almoço foi naquele clima tranquilo e gostoso , com conversa jogada fora, televisão ligada baixa na sala e aquele cansaço bom depois de uma viagem e de uma noite longa.
Depois que terminamos de comer, voltei pra sala, sentei no sofá e peguei o celular pela primeira vez com calma desde que tinha acordado.
Foi aí que mandei mensagem pra Fran avisando que já tinha chegado.
Eu: Ei, gostosa, cheguei 😏
Fran: Até q enfim hein gato 😌 achei q n vinha mais
Eu: E aí, tá de pé nosso rolê de hj ainda? 👀
Fran: Claro gatinho 😏 vc tá achando q a gnt vai desistir? qdo falei pra Estefânia ela ficou toda empolgada
Eu: Mas e aí, oq vamo fazer? vamo pra um barzinho msm ou pra um motelzinho? 😏
Fran: Nós vamo nos 2 gato 😌 primeiro happy hour no barzinho… dps motel
Eu: Me manda a hora certinha então. Tenho q passar em casa ainda, deixar minhas coisas e me arrumar
Fran: Agora é 1 da tarde 🕐 vamo lá pras 5. dá tempo de vc chegar em casa
Eu: Dá sim 👍
Fran: Então tá. A Estefânia tá por aí perto da sua casa resolvendo umas coisas. dps ela passa aí e te pega. só n vão se divertir sem mim vcs 2 hein 😏
Eu: Kkkkk n vou te prometer nada gostosa 😌
Então fechei a conversa e percebi que tinha várias outras mensagens acumuladas.
Vanessa tinha mandado mensagem de novo.
Ignorei.
Helena também.
Ignorei igualmente.
Mas então vi uma mensagem da Letícia.
Letícia: Oi colega 😏 e aí, chegou bem? amei nossa noite. já tô ansiosa pra repetirmos
Acabei sorrindo de canto antes de responder.
Eu: Oi colega 😌 chegamos sim. tbm adorei. ansioso tbm 😉
Depois disso me levantei do sofá e comecei a me preparar pra ir embora.
Eu até iria de ônibus, mas meu tio acabou pedindo um carro por aplicativo pra mim.
Então fui pra casa.
Quando cheguei lá, mal deu tempo de tomar banho, guardar as coisas e colocar as roupas na máquina antes do celular vibrar novamente.
Era mensagem da Estefânia avisando que já estava perto.
Então passei perfume, tranquei a casa e desci outra vez.
Fiquei na frente do prédio esperando. Depois de uns quinze minutos, Estefânia chegou. Antes mesmo de parar o carro, ela me viu e abriu um sorrisão. Assim que estacionou, eu entrei.
Antes mesmo de eu conseguir me acomodar no banco do passageiro, Estefânia veio na minha direção e me beijou com vontade. Era um beijo cheio de saudade acumulada, intenso, apressado, quase desesperado. Nossas bocas se encaixavam como se estivéssemos tentando recuperar o tempo perdido, enquanto ela segurava meu rosto com firmeza e deixava a respiração escapar quente contra mim.
Ela parou de me beijar, me olhou e disse:
— Nossa, gatinho... sentimos muita saudade de você.
— E eu senti muita falta de vocês também.
Então ela voltou a me beijar da mesma forma que antes. Nossas línguas se encontravam freneticamente enquanto eu começava a explorar aquele corpo maravilhoso com as mãos. Passei pela cintura devagar, subi até os seios e, quando eu ia enfiar a mão por dentro da roupa, ela parou o beijo.
Mesmo assim, dava para ver claramente no olhar dela que queria continuar.
— Gato... eu queria muito, mas prometi pra Fran que não iríamos nos divertir sem ela. E você sabe como ela é, né?
Olhei para ela, dei uma risadinha safada e falei:
— Mas nem um pouquinho?
Com um olhar de quem queria ceder, ela sacudiu a cabeça negativamente.
— Nem um pouquinho. Se ela descobrir, ela me mata.
Então ela colocou uma mão no volante e voltou a dirigir, enquanto a outra segurava a minha o caminho inteiro. Fomos conversando até chegar na frente do apartamento da Fran.
Ela já estava esperando.
Assim que me viu dentro do carro, abriu um sorriso lindo, tão grande quanto o de Estefânia quando chegou. Quando o carro parou, eu desci, e Fran praticamente correu até mim. Ela pulou no meu colo, passando as pernas em volta da minha cintura, e me abraçou tão forte que eu senti o corpo dela inteiro se apertando contra o meu, como se quisesse ter certeza de que eu realmente tinha voltado. O rosto dela afundou no meu pescoço por alguns segundos antes de levantar de novo, ainda sorrindo daquele jeito cheio de intimidade e carinho que só ela tinha comigo.
— Que saudade... achei que você não ia voltar mais.
Ainda no meu colo, com as pernas em volta da minha cintura, ela segurou meu rosto e começou a me beijar. Diferente do beijo apressado e cheio de provocação da Estefânia, o beijo da Fran era mais íntimo, mais encaixado, como se ela já conhecesse cada detalhe meu de cor. Ela me beijava sem pressa nenhuma, mordendo meu lábio de leve entre um beijo e outro, enquanto os dedos passeavam pela minha nuca e pelo meu cabelo de um jeito natural, acostumado. O corpo dela continuava grudado no meu, e dava para sentir a saudade na forma como ela me puxava para mais perto toda vez que o beijo diminuía por um segundo.
Depois do beijo, ela desceu do meu colo, pegou minha mão e me puxou para o banco de trás.
Estefânia olhou pelo retrovisor e falou:
— Ué... os dois aí atrás?
Fran se agarrou no meu braço na mesma hora e respondeu:
— Sim. Nem vem com ciúme, Estefânia. Eu conheço ele há mais tempo.
Então ela deu uma risadinha safada olhando para ela.
Estefânia revirou os olhos e soltou uma risada curta.
— Tonta.
Ela ligou o carro e saiu dirigindo.
Fomos conversando e brincando durante o caminho, mas depois de alguns minutos comecei a perceber que ela estava entrando em ruas cada vez mais vazias, cercadas por prédios antigos e abandonados. A iluminação fraca dos postes deixava tudo com um clima estranho e silencioso. Fiquei observando aquilo pela janela, mas não falei nada.
Então Estefânia parou o carro em uma rua completamente deserta. Desligou o motor, olhou para nós dois pelo retrovisor com um sorriso malicioso e veio para o banco de trás.
Fran já puxou ela pela cintura, e as duas vieram na minha direção quase ao mesmo tempo. O beijo começou bagunçado, cheio de risadas no meio, bocas se encontrando sem ordem nenhuma, mãos se misturando entre cabelos, rostos e pescoços. Às vezes eu beijava Fran enquanto sentia Estefânia colada no meu pescoço; em outros momentos, as duas me puxavam ao mesmo tempo, disputando espaço com provocações e risadinhas abafadas.
O banco de trás ficou pequeno rápido demais para nós três. O calor dos corpos grudados, a respiração pesada e os beijos intensos deixavam o clima cada vez mais carregado. Fran segurava minha nuca com intimidade, me puxando sempre de volta para ela, enquanto Estefânia provocava com beijos rápidos e mordidas leves, como se estivesse tentando provocar ciúme de propósito. Entre risadas e provocações, nós três continuávamos nos beijando sem conseguir parar.
O espaço apertado do banco de trás tava ficando cada vez mais quente. As risadas baixaram e o clima pesou. Fran e Estefânia se olharam com aquela cara de quem já sabia o que ia rolar.
Eu ainda tava de calça quando Fran passou a mão na minha coxa e apertou o volume que já tava duro pra caralho. Estefânia sorriu e abriu minha calça rápido, puxando junto com a cueca só o suficiente pra meu pau pular pra fora, latejando.
Fran foi a primeira. Se inclinou e deu um beijo molhado bem na cabeça do pau. Estefânia veio do outro lado, passando a língua quente pela lateral toda, subindo até encontrar a língua da Fran bem na ponta.
As duas línguas se enrolaram ali, molhadas e quentes, lambendo a cabeça do meu pau ao mesmo tempo. Elas se beijavam com meu pau no meio, línguas se esfregando, se enroscando, babando tudo. Um fio grosso de saliva já escorria pelo pau abaixo.
Fran abriu a boca e desceu, engolindo metade do pau com um gemido gostoso que vibrou forte. Enquanto isso, Estefânia lambia a base toda, depois chupava minhas bolas devagar, puxando com os lábios. O som molhado das bocas delas enchia o carro inteiro.
Elas não paravam de trocar. Quando Fran chupava fundo, apertando as bochechas, Estefânia lambia o que sobrava e beijava o pau. Depois trocavam. Às vezes as duas subiam juntas até a cabeça, línguas se enrolando num beijo sujo bem em cima do meu pau, olhando pra mim com cara de safada.
— Porra, que delícia... — soltei, segurando o cabelo das duas.
O calor das bocas, a baba escorrendo pelas minhas coxas, os gemidinhos delas... Tava difícil aguentar. Meu quadril subia sozinho, empurrando mais pra dentro da boca de quem tava chupando.
Estefânia segurou a base do pau e bateu devagar enquanto Fran chupava só a cabeça, girando a língua sem parar. Depois Estefânia desceu fundo, quase engolindo tudo, olhos lacrimejando. Fran aproveitava pra beijar minha barriga e sussurrar:
— Goza pra gente... a gente quer tudo.
Eu tava no limite. As duas sentiram e aceleraram. Uma chupava fundo, a outra lambia e beijava a cabeça, línguas se tocando o tempo todo.
— Tô gozando... caralho... — avisei, quase sem voz.
O primeiro jato saiu forte, bem quando as duas tinham as línguas enroladas na cabeça do pau. Elas não tiraram. Fran pegou bastante na boca, Estefânia recebeu o resto, gemendo baixinho enquanto sentiam o gozo quente pulsando na língua delas. Meu pau ficava dando pulo atrás de pulo entre as bocas das duas até esvaziar tudo.
Ainda com o pau roçando nos rostos molhados, Fran e Estefânia se viraram uma pra outra. Com a boca cheia do meu gozo, elas se beijaram fundo. O beijo era lento, molhado e safado pra caralho — línguas se misturando, passando meu esperma de uma boca pra outra. Um fio branco escorreu pelo canto da boca da Estefânia. Elas gemiam baixinho, se lambuzando, dividindo tudo.
Quando separaram os lábios, um fio fino ainda ligava as duas bocas. As duas olharam pra mim, sorrindo satisfeitas, lambendo os cantos da boca devagar.