Quem acompanha meus escritos, sabe que estou sempre contando minhas histórias de dominação trazendo o nome de uma flor, e agora chega a vez de Jasmin, que aliás, foi minha última sub, boa leitura.
A chuva fina de outono batia contra os vidros do café no bairro Batel, em Curitiba, emoldurando o silêncio tenso que se instalara na mesa de canto. Entre eles, dois cafés pretos já frios e um notebook aberto exibindo a análise cinematográfica da Nouvelle Vague francesa que justificava aquela monitoria tardia.
Thiago tinha 36 anos e a imponência de um lenhador urbano.
A barba densa, bem aparada mas rústica, exibia os primeiros fios brancos que combinavam com seus olhos severos e a postura inabalável de um professor de cinema respeitado. Ele vestia uma camisa de flanela escura com as mangas dobradas até os antebraços, revelando veias saltadas e uma tatuagem sutil de uma onda sonora no pulso.
Do outro lado, Clara parecia ter saído diretamente de um clássico europeu. Aos 20 anos, ela carregava a doçura e a excentricidade de Amélie Poulain: o cabelo preto cortado em um chanel curtíssimo com franja reta, os olhos expressivos e escuros que pareciam engolir o ambiente, e uma delicadeza quase vintage, vestindo um cardigã verde-musgo que parecia grande demais para seus ombros miúdos.
O som de Arctic Monkeys ecoava baixo no sistema de som do ambiente, pontuando a provocação silenciosa que já durava meses nos corredores da faculdade. Thiago arrastou a cadeira, aproximando-se um centímetro a mais do que a ética profissional recomendaria. O perfume amadeirado dele, misturado ao cheiro de café, invadiu o espaço pessoal de Clara.
— Você está sendo deliberadamente pretensiosa nessa linha de raciocínio, Clara — a voz dele era um barítono baixo, firme, que vibrava no peito dela. — Sabe que a estética não sustenta o roteiro se não houver conflito real.
Clara sentiu um arrepio subir pela espinha, mas sustentou o olhar. Ela umedeceu os lábios devagar, notando como os olhos de Thiago desceram imediatamente para a sua boca antes de voltarem, famintos, para os seus.
— O conflito está subentendido, professor — ela provocou, a voz mansa, quase um sussurro. — Às vezes, o maior desejo do personagem é justamente aquilo que ele sabe que vai destruí-lo. É a tensão do proibido que prende o espectador.
Thiago cerrou os dentes, os nós dos dedos ficando brancos ao redor da xícara. A culpa era um peso constante na sua mente de 36 anos; ele era o homem maduro, o mentor, o mestre. Ela era sua aluna. Mas o tesão acumulado em semanas de olhares atravessados, de toques acidentais na entrega de trabalhos e de discussões acaloradas sobre séries e rock alternativo estava cobrando o seu preço.
— Você acha que é um jogo? — Thiago inclinou-se para frente. O tom durão e autoritário vacilou por um segundo, engolido por um desejo puramente primitivo. — Acha divertido testar os meus limites?
— E se eu achar? — Clara inclinou a cabeça, a franja retilínea emoldurando a audácia em suas pupilas dilatadas. Ela sabia o efeito que causava. Sabia que sua fragilidade física contrastava com o poder que tinha nas mãos naquele momento.
Thiago esticou a mão espalmada sobre a mesa, os dedos longos e fortes parando a milímetros dos dedos delicados de Clara. Ele não a tocou, mas o calor emanando de sua pele era quase insuportável.
— Se você soubesse metade do que passa pela minha cabeça quando você me olha assim na sala de aula... — ele murmurou, a mandíbula travada, os olhos fixos na fragilidade do pescoço dela, imaginando suas mãos ali. — Você teria medo de mim, garota.
— Eu não tenho medo de você, Thiago — o uso do primeiro nome dele, sem o título de professor, foi como um estalo no ar.
O mundo ao redor — Curitiba, o café, a chuva, as outras pessoas — simplesmente desapareceu. O ritmo do rock alternativo ao fundo parecia ditar a pulsação acelerada de ambos. O ar ficou espesso, difícil de respirar.
Thiago respirou fundo, o peito largo subindo e descendo de forma pesada. O desejo de puxá-la pela cintura, de prensar aquele corpo pequeno contra a parede escura do café e calar aquela boca atrevida com um beijo devastador quase o fez perder o controle. Ele podia ver o pulso de Clara acelerado na base do pescoço dela, a respiração curta, os lábios entreabertos esperando o inevitável.
Ela deslizou a mão, os dedos finos finalmente roçando na pele áspera do dorso da mão dele.
Foi um toque elétrico. Thiago fechou os olhos por um breve segundo, lutando contra o impulso de agarrar aqueles dedos e levá-la dali para o seu apartamento. A linha entre a sanidade e a ruína total nunca esteve tão fina. Eles estavam na iminência do colapso, onde a culpa e o tesão se fundiam, prestes a quebrar todas as regras.
- precisamos sair daqui agora não aguento mais (disse Thiago)
- eu também, o tesão é maior que tudo, nao aguento mais, tá pulsando, tá doendo.
Thiago se encarregou de leva-la ao motel mais próximo, o que ele tinha em mente precisava de descrição, pois agora, ele se transformava em um dominador de fato e Clara passaria a ser seu objeto, foder, socar, deixar sua marca, amarrar, morder, cuspir, babar, agora Clara era sua puta e para ela, Thiago era tudo que sempre sonhou, seu dono, seu dominador, seu macho que suado fodida de quatro sua buceta ensopada, ela sentia aquela cabeça rosada rasgando seu útero e Thiago puxando aquele cabelo já não via mais aquele cabelo milimetricamente arrumado.
Thiago a segurava pelo pescoço deixamos sem ar, dizendo ,"você é minha, quero você, quem é seu dono?" E ela respondia que era ele, que era pra sempre posse de Thiago.
Passaram a noite fodendo, aquele cheio de sexo misturado com perfume contratava entre dominação e uma dose de admiração e paixão. Thiago além de dominar, fora do sexo cuidava, admirava e clara, como não se contava com migalhas, achou o que buscava...(continua)
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@Starskywalker1