O calor daquela tarde parecia derreter a pequena cidade do interior paulista. Marcelo havia saído para resolver assuntos do trabalho, aproveitei a rara tranquilidade para estender a toalha perto da piscina nos fundos de casa.
Vestia um biquíni branco que usava apenas em momentos especiais. Aos 43 anos, me sentia mais confiante do que nunca com o meu corpo. O sol refletia suavemente sobre minha pele morena enquanto colocava os óculos escuros e se acomodava na espreguiçadeira.
O bairro era silencioso, formado por casas amplas separadas apenas por muros médios e jardins bem cuidados. Sabia que, dali da piscina, era possível ser vista parcialmente pelas janelas do sobrado ao lado.
E talvez isso tornasse tudo ainda mais excitante.
Me virei lentamente para pegar o protetor solar e então percebi um movimento discreto atrás da cortina da casa vizinha.
Era o filho do vizinho.
Ricardo devia ter mais ou menos 18 anos. Menino quieto, quase não saia para a rua. Mas naquele instante não havia dúvida: ele me observava.
Fingi não perceber.
Passei o protetor devagar pelas pernas, depois pelos ombros e pelo colo, sentindo um arrepio estranho ao imaginar aqueles olhos acompanhando cada movimento meu.
Minutos depois, me levantei para entrar na piscina. A água fresca contrastou com o calor intenso da tarde. Quando sai novamente, o tecido molhado do biquíni aderiu ainda mais ao corpo.
Olhei discretamente para a janela.
A cortina mexeu outra vez.
Um sorriso involuntário surgiu em meus lábios.
Aquilo era errado. Perigosamente errado.
Mas fazia muito tempo que eu não sentia aquela adrenalina juvenil de ser observada por alguém. Marcelo sempre gostou do meu lado exibicionista, adorava me ver chamando atenção em praias, viagens ou restaurantes. Só que agora era diferente.
Agora havia um segredo silencioso crescendo entre mim e o menino da casa ao lado. Então resolvi apimentar e retirei a parte de cima do biquini, deixando meus seios nus, com as auréulas grandes e bem escurinhas, bicos pontudos e durinhos aparecerem. E me deitei com o corpo para cima, com a certeza que Ricardo estava apreciando avista que eu estava oferecendo para ele.
No fim da tarde, enquanto colocava a parte de cima do biquini e recolhia a toalha, ouviu uma voz vindo do muro lateral.
— Espero não estar incomodando…
Me virei devagar.
— Acho que depende do motivo — Respondi, divertida.
Ele riu baixo.
— Difícil não olhar.
Meu coração acelerou instantaneamente.
— Você costuma espionar as vizinhas?
— Só as que parecem saber exatamente o efeito que causam.
O silêncio que veio depois foi carregado de tensão. Senti o corpo aquecer não apenas pelo sol, mas pela maneira como ele me encarava sem disfarçar mais nada.
Eu poderia simplesmente entrar em casa.
Deveria.
Mas permaneci ali.
— Meu marido ia achar engraçado ouvir isso — comentou.
Ricardo inclinou a cabeça.
— E você? O que acha?
Demorei alguns segundos para responder.
— Acho perigoso.
Ele aproximou-se um pouco mais da divisória.
— Às vezes é justamente isso que torna interessante.
Aquela frase ficou ecoando na minha mente, mesmo depois que entrei em casa. Enquanto fechava a porta da varanda, ainda sentia o olhar dele sobre meu corpo molhado.
Naquela noite, deitada ao lado de Marcelo, percebi que algo havia mudado.
A rotina tranquila do interior já não parecia tão tranquila assim, pois poderia viver uma aventura com o menino da casa ao lado.
