[Continuando a saga, demorando a escrever porque a vida real tem suas exigências. Se curtir, comenta e dá estrelas para animar. Convido a ler o restante dos contos também.]
Os meses desde minha mudança e o início das aulas tinham passado muito rápido. Eu tinha mudado de cidade, começado a morar sozinho, arrumado um quase namorado por quem eu estava apaixonado e as coisas pareciam andar da melhor forma possível. Acho que se existia uma definição para felicidade, seria minha vida naquele momento.
O feriadão da semana santa estava chegando e meu aniversário também. Para completar os gêmeos do meu primo tinham nascido e eu precisava conhecer. Alan ficou triste por não passar o meu aniversário comigo, mas a família precisaria de atenção, a minha e a dele, já que o pai dele estava chegando de viagem e ia passar alguns dias no Brasil.
Avisei aos meus pais que iria passar o feriado e meu aniversário em casa e a festa já estava marcada. Bolo e família falando alto. As horas de ônibus passaram que eu nem vi, nunca tive muita dificuldade de dormir em transporte e dessa vez não foi diferente.
Cheguei na rodoviária e meus pais me esperavam com Isac, que me deu um abraço assim que cheguei.
- Porra, primo, achei que não vinha visitar a gente, mais, os gêmeos já fizeram um mês e você ainda não tinha vindo!
- Calma, velho! Eu não podia largar a faculdade, né!
Nos abraçamos e depois de um questionário de meia hora da minha mãe sobre como eu estava me cuidando sozinho, fomos para a casa dos meus avós, onde a família toda estava esperando. O aniversário, que deveria ser um bolo, como sempre virou uma algazarra.
Confesso que eu estava feliz, mesmo sem conseguir entender direito o que as pessoas falavam, porque cada uma tentava falar mais alto que a outra.
A festa ficou completa quando Isac e Júlia me chamaram para ser padrinhos dos gêmeos, o que me deixou muito feliz.
Eu era a atração do dia, todo mundo me abraça e acabei não conseguindo conversar direito com Isac, mas um comentário da minha avó me chamou atenção.
- A minha fia, estou feliz que o brilho voltou em Isac, ele andava muito cabisbaixo, essa coisa de virar pai e chefe de família fora da época não é brincadeira.
Eu tentei falar com Isac, mas não era possível ter nenhuma privacidade com tanta gente reunida. No fim da festa, o que consegui foi combinar com ele de conversar e sair para beber alguma coisa antes de retornar para a faculdade.
- É primo, a vida está dura, agora que sou pai estou tendo que me desdobrar. Agora estou trabalhando na farmácia no turno que era de Júlia, até ela poder voltar e ajudo na fazenda também.
- Se tivesse metido com camisinha não tinha se metido nessa, né, cabeção!
- Porra, foi a gozada mais cara a minha vida.
Rimos e Isac foi para casa, com a esposa e os gêmeos.
Combinei com ele de encontrar com ele na farmácia a tarde, no dia seguinte. Perto do fim do expediente, a gente podia conversar e eu aproveitava para rever o pessoal do centro da cidade. Uma coisa é certa, quando você passa tempo longe de onde morava percebe que as coisas ficam um pouco monótonas, ainda era de manhã e eu já estava sem ter o que fazer. Resolvi fazer uma surpresa e almoçar com meu primo.
A ida de casa até a farmácia de bicicleta me trouxe lembranças. Não era tão perto, mas eu estava sem ritmo de exercício e cheguei quase morto. Tomei um susto porque ainda era 11h40 e a farmácia já estava fechada. Lembrei do depósito/apartamento que conheci quando fodi com Tiago e da chave reserva embaixo do vaso de planta. Imaginei que ele estivesse arrumando alguns remédios, aproveitando o clima de feriado e pouco movimento.
Eu ouvi um gemido baixo e parei exatamente onde estava. Caralho, não acredito que Isac está batendo punheta no ambiente de trabalho, o homem não tomava jeito. Meu susto foi maior quando eu ouvi um segundo gemido, a voz era claramente diferente, não era Isac, não era Júlia e não era definitivamente uma mulher. Os gemidos eram ritmados, tinha alguém transando ali.
A parte do quarto de onde vinham os sons ficava mais ao fundo e estava com a porta fechada, então pude me aproximar. A curiosidade é uma merda. Eu podia ter saído dali. Podia ter ligado antes de entrar no depósito da farmácia, mas eu estava ao lado da porta ficando de pau duro enquanto ouvia os gemidos.
- Caralho, Isac, vai devagar, você tá arrombando meu cu!
- Para de choro, Tiago, teu cu já tá no formato do meu pau, de tanto que eu já te comi esse mês!
Eu estava em choque e com tesão ao mesmo tempo. O filho da puta do meu primo estava arrombando o próprio cunhado. Agora mais perto eu conseguia ouvir os gemidos, o rangido da cama e os corpos. Eu estava ouvindo o saco do meu primo bater na bunda do próprio cunhado, enquanto ele metia e isso estava me deixando com muito tesão.
Eu não acreditava no que estava ouvindo.
- Fica de quatro e abre bem esse rabo gostoso, seu puto.
- Vai me macho, me come!
O silêncio que fazia onde eu estava era quebrado pelo som dos gemidos, dos corpos de chocando e pelo barulho pouco discreto que a cama fazia a cada estocada que meu primo dava no cuzinho do ruivo.
- Isso, abre bem. Seu macho vai encher teu cuzinho de leite!
- Ain, mete mais, quero gozar enquanto você leita meu rabo!
Os gemidos que seguiram com certeza foram de duas pessoas gozando. Eu precisava sair dali. Tentei ajeitar meu pau duro na cueca, que estava toda babada e voltei para a porta da farmácia. Mandei uma mensagem para Isac e falei que estava esperando por ele para almoçar.
Dez minutos depois, ele e Tiago apareceram tomados banho e me explicaram que ficaram sujos depois de arrumar o depósito. Tiago se despediu da gente com um abraço em cada e eu segui para o restaurante de comida caseira do centro com Isac, sem saber o que fazer.
[continua...]