SINARA – (II) – O PARAÍSO

Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Homossexual
Contém 1405 palavras
Data: 24/05/2026 14:19:12
Última revisão: 24/05/2026 15:00:35

Sinara era delegada estudantil do Centro discente do qual era diretora. Estávamos em Brasília para um congresso de universitários. Retificando: ELA estava para o congresso; eu estava para acompanha-la e curtir um pouco dessa cidade, ao longo do dia. À noite, nos encontrávamos no quarto de hotel para trocarmos as impressões do dia: eu turista, ela militante.

Saímos para a agitada noite brasiliense, em busca de um recanto tranquilo: eu tenho horror a lugar lotado, muita gente e agitação; ela estivera na agitação, adrenalina a mil durante todo o dia. Precisávamos relaxar. Nara me levou, então, a um bar lgbt+ que ela conhecera na mais recente viagem à capital federal.

Adorei o lugar, a partir da decoração e do ambiente: a maior parte ficava sob as árvores de uma espécie de amplo quintal arborizado, iluminado frouxamente por lâmpadas imitando lampiões, que davam ao local uma intimidade impressionante de penumbra visível. As mesas eram dispostas aleatoriamente, relativamente distantes umas das outras e do bar – dispunham de eficiente campainha silenciosa com que chamávamos o garçom, este sempre solícito e ágil; cadeiras superconfortáveis nos sentíamos mais agasalhados que sentados.

Escolhemos uma das mais discretas, chamamos o atendente – o Bruno, que veio prontamente. Com ele chegou o Cássio, um dos proprietários do lugar, já conhecido de Nara; fizeram uma festa ao se verem – ela levantou-se e literalmente pulou em seus braços, beijando-se de leve nos lábios. Ao me apresentar, Cássio abriu os braços, para um abraço quentinho e cheiroso, demorado e aconchegante. Não resisti e depositei um beijo em seu pescoço; ele me carinhou o rosto. Deu-nos breves boas-vindas, disse que o Bruno iria nos atender, mas que ele estaria à disposição, para o que precisássemos.

Que lugar afrodisíaco! O ambiente, de tão gostoso e envolvente, despertava um ligeiro clima de excitação. Por ele inspirado, conversamos sobre muitas coisas – parecia que eu e Nara tínhamos assuntos para várias encarnações, que tudo poderia ser tema de diálogos leves, que iam se aprofundando gradativamente.

Eu retirara a camisa que cobria a regata que usava – eu queria sentir no tronco a suavidade daquela brisa noturna. Nara estava sobriamente vestida – com a sobriedade de uma jovem de vinte e poucos anos, naturalmente –, e mesmo sem fixar o olhar, eu não podia evitar de passear meus olhos, de soslaio, pelos pequenos seios dela, meio à mostra no decote que, por vezes, mostravam-se inteiros em algum movimento mais amplo que ela fazia.

Eu desastrado, respinguei um molho na perna da calça folgada que usava, e falei que iria ao banheiro, ver se conseguiria evitar a mancha. Enquanto isso, Nara pedia outro drinque.

O banheiro localizava-se num recanto um pouco mais afastado. Era amplo e único, sem discriminação de gêneros. A iluminação era indireta, com fitas de led escondidas nas reentrâncias das paredes e teto, conferindo ao ambiente uma suavidade maravilhosa. E limpo: extremamente limpo e agradavelmente perfumado, sem agredir o olfato.

Havia apenas um rapaz loiro, na parte extrema do salão. Ele estava com a camisa aberta, mostrando um peito liso, mamilos eriçados, estava com a rola ereta nas mãos, acariciando-a suavemente; sua cabeça, meio voltada para o alto, os olhos semicerrados, o semblante de quem parecia deliciar-se com alguma comida exótica. Não era punheta, era carícia. Achei lindo aquele quadro, e resolvi que não ficaria olhando disfarçadamente: fixei os olhos sobre aquele homem que agora acariciava o corpo, entregue totalmente aos sensuais movimentos das mãos, indiferente ao que rolava ao seu redor – de uma das cabines saiu um senhor, fechando sua braguilha, e passou pelo rapaz apenas lançando-lhe um rápido olhar e se encaminhando à pia, depois indo embora.

Eu estava extasiado, parado a poucos metros dele, assistindo àquela cena ao mesmo tempo lúbrica e sacra. Minha rola em riste, dentro da calça. Finalmente ele percebeu-se observado, abriu levemente os olhos (lindos), depositou-os sobre mim, primeiro na fina fita do meu fio-dental, que aparecia no cós da calça meio rebaixada, depois fitou meu rosto e, pelo meio de um semi-sorriso, falou: “Quer vir?”

Nada respondi, apenas devolvi o sorriso e me aproximei lentamente. Ao chegar a centímetros do seu rosto, ele avançou suavemente e nos beijamos; senti aquela pica ereta ao abraça-lo e minha mão tocou sua mão sobre o falo – ele retirou a dele e a minha tratou de continuar acarinhando aquele pau maravilhoso, quente e pulsante; abaixei-me e me mantive diante daquele mastro divino por segundos, apreciando sua anatomia, seu movimento impulsivo, sua rigidez, e fui aproximando minha língua estendida até tocá-lo e sentir-lhe o gosto bom de cio. Passei a suga-lo com suavidade, sentindo-o chegar à minha garganta, enquanto o rapaz emitia discretos gemidos.

Vi entrar uma mulher e voltei meus olhos para o rapaz que eu mamava, e este não demonstrou qualquer alteração, a mulher tampouco, que apenas lançou-nos um olhar neutro, como quem olha duas pessoas em uma situação corriqueira, sacou o batom da bolsa e passou a retocar sua maquiagem diante do espelho. Depois saiu.

O cacete duro babava em minha boca e eu o quis dentro de mim. Levantei-me devagar, roçando ao longo de seu corpo e voltei aos seus lábios, levando nos meus o gosto de sua pica. Suas mãos vadiavam macias pelo meu corpo e agora se enfiavam por dentro da minha calça, e acariciavam minha rola, minhas nádegas, afastaram o fio enterrado entre elas e tocou meu cu, arrancando-me um grunhido de satisfação.

Lentamente virei-lhe as costas, ele baixou minha calça, colocou o fio dental de lado, e foi enfiando sua rola em mim, com tal suavidade que minhas pregas pareciam agasalha-lo e puxá-lo ansiosamente para dentro. Eu levantei meus braços, enlaçando-o pela nuca e entremeando meus dedos em seus cachos aloirados, virando minha cabeça, beijava-o com tesão.

Nesse momento, entrou um rapaz negro, de lábios grossos da raça, e parou diante de nós, admirando a cena do cara me fodendo suavemente, eu com os braços sobre seu pescoço, e sussurrou um “posso?” tão tranquilo, que me comoveu. Nossas bocas ocupadas não responderam mas a aquiescência natural de nossos corpos o fizeram. E o chegante aproximou-se e passou a acariciar minhas axilas lisas a laser, sentindo-lhe a maciez, em seguida cheirando, beijando e lambendo. Eu que as tenho como uma das zonas de maior prazer do meu corpo, tive meu falo empinado, sob a tanga.

O negro dirigiu a mão até meu pau, retirou o pequeno tecido colorido que o cobria e pôs-se a massageá-lo ritmicamente, sem deixar de acariciar minhas axilas. Sentindo a rola entrando e saindo de meu cu e a mão do negro me masturbando, enquanto agora beijava e lambia meus mamilos, pela larga manga da minha regata, senti os raios de prazer se aproximando e explodi meu gozo nas mãos que me punhetavam, no exato momento em que sentia a rola que me preenchia também explodir nas minhas entranhas.

Cansados e ofegantes, o rapaz que me comeu me abraçou fortemente por trás, a rola ainda depositada no meu rabo, que vasava sua gala; o negro levantou-se e abraçou-me pela frente, oferecendo-me aqueles carnudos lábios escuros, num beijo maravilhoso. E ficamos ali, alguns instantes, feito sanduíche humano, até irmos nos separando lentamente e nos recompondo.

Higienizei minha pica, o loiro fez o mesmo, enquanto o negro se dirigia a uma cabine, deixando-a aberta, para que víssemos (e qualquer um que ali chegasse) que se punhetava deliciosamente, a rola preta e dura, linda entre seus dedos. O loiro já concluira sua limpeza e foi se retirando – ao passar por trás de mim, passou a mão suavemente sobre a bunda que acabara de comer (“Valeu, cara!”) e se foi.

Concluí o pouco que tinha para organizar de minha sumária vestimenta, lavei o rosto e dei por encerrada a operação – deixando de fazer o que viera ao banheiro fazer: a mancha decerto ficaria na calça. Ouvi o gemido mais forte do negro na cabine e estalidos do seu sêmen na água da privada. Sorri e saí, voltando à mesa.

Nara estava literalmente nos braços de um rapaz, que a beijava longamente, os corpos apertados um contra o outro. Ao concluírem o beijo, com pequenos e repetidos selinhos, ela virou-se para mim, feita sorrisos, e me apresentou, em êxtase: “Cláudio, olha quem eu encontrei aqui! O Fernando foi meu companheiro de panfletagem há dois anos, quase fomos presos numa manifestação... Fazia muito tempo que não nos víamos!” Abri meu mais simpático sorriso e abracei efusivamente aquele rapaz loiro que há pouco me comera tão gostosamente.

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