As pessoas sempre acreditam que caras como Gabriel e Guilherme nasceram perfeitos.
E talvez tenham nascido mesmo.
Os dois eram altos, bonitos, naturalmente atléticos, daqueles filhos da puta que pareciam ter aprendido a ser desejados antes mesmo de aprender a falar. Tinham o tipo de confiança irritante que fazia qualquer ambiente girar ao redor deles sem esforço algum. Entravam em qualquer lugar como se já soubessem que seriam observados. Como se o mundo inteiro existisse apenas para abrir espaço quando eles passassem.
E eu odiava isso.
Odeio até hoje.
Mas o pior não era a beleza. Nem a popularidade absurda que os dois carregavam como uma extensão natural dos próprios corpos.
Era a facilidade.
A facilidade cruel com que conseguiam me fazer sentir pequeno.
Na faculdade fingiam que eu não existia. Passavam por mim nos corredores como se eu fosse invisível, exceto quando estavam cercados pelos amigos idiotas deles e precisavam de algum entretenimento rápido.
Dentro de casa era diferente.
Dentro de casa eles faziam questão de lembrar exatamente quem eu era naquele ecossistema miserável.
— Sai da frente, porra.
Gabriel me empurrava pelo ombro enquanto atravessava o corredor como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Guilherme gostava mais das pequenas crueldades silenciosas: esconder meus livros, jogar meus cadernos no sofá, apagar arquivos do notebook quando conseguia mexer nele.
— Foi mal, nerdão.
Sempre acompanhado daquela risada baixa e preguiçosa que fazia meu estômago afundar instantaneamente.
Nunca forte demais.
Nunca agressivo demais.
Só o suficiente para me destruir aos poucos.
E funcionava.
Porque eu nunca revidava.
Passei anos aprendendo a sobreviver calado. Então engolia tudo: as piadas, os empurrões, os olhares atravessados, o desprezo constante. Engolia porque era mais fácil do que criar uma guerra dentro daquela casa. Engolia porque, no fundo, já tinha me acostumado a acreditar que talvez eu realmente fosse inferior a eles.
Até aquele sábado.
Meus pais viajaram logo cedo para passar o fim de semana fora. Renato avisou durante o café da manhã:
— Nada de bagunça. E tentem não se matar enquanto estivermos fora.
Gabriel riu.
Guilherme nem tirou os olhos do celular.
Eu apenas assenti em silêncio.
A verdade era que ninguém prestava muita atenção em mim naquela casa. O que normalmente era ótimo.
Passei quase o dia inteiro no quarto lendo, de fones de ouvido, tentando ignorar a música absurda que vinha da academia do primeiro andar. O som das anilhas batendo, as risadas ocasionais deles, tudo aquilo já fazia parte da rotina.
No fim da tarde, porém, meu estômago começou a reclamar.
Desci pensando em perguntar se eles queriam pedir pizza ou qualquer merda gordurosa que universitários comem quando ficam sozinhos em casa.
Foi então que ouvi risadas.
E parei antes mesmo de entrar na academia.
A porta estava entreaberta.
Vi Gabriel primeiro.
Depois Guilherme.
Os dois diante do espelho enorme da parede, os corpos ainda brilhando de suor depois do treino, distraídos demais admirando a própria imagem para perceber qualquer coisa ao redor.
E completamente nus.
Fiquei imóvel.
Não porque nunca tivesse visto outro homem pelado antes, mas porque havia alguma coisa profundamente ridícula naquela cena.
Os dois viviam falando das garotas que pegavam. Das festas. Das transas absurdas. Dos supostos “pauzões gigantescos” que enlouqueciam qualquer pessoa.
Só que a realidade…
A realidade era quase patética. Seus paus estavam endurecidos, mas não pareciam ter mais de 12 centímetros, além de não serem grossos.
Observei em silêncio enquanto os dois caminhavam diante do espelho como se ainda precisassem convencer a si mesmos da imagem que vendiam para o resto do mundo. Pequenos demais. Inseguros demais. Humanos demais.
E então aconteceu.
Pela primeira vez na vida…
Eu me senti superior a eles, principalmente por ostentar uma rola de 22 centímetros, além de ser grossa. Modéstia à parte, as poucas pessoas com quem já me relacionei sempre disseram que era um pau maravilhoso.
A sensação me atingiu tão rápido que quase assustou.
Quente.
Viciante.
Cruel.
Meu coração acelerou imediatamente.
Eu deveria ter ido embora.
Mas fiquei.
Continuei observando os dois, analisando cada detalhe daquela vulnerabilidade escondida sob anos de arrogância performática. Pela primeira vez, Gabriel e Guilherme não pareciam inalcançáveis.
Pareciam frágeis.
E aquilo despertou alguma coisa muito errada dentro de mim.
Então puxei o celular do bolso.
Tirei algumas fotos.
Silenciosamente.
Fotos rápidas, calculadas, suficientes para registrar exatamente aquilo que destruiria os dois caso alguém visse: a contradição perfeita entre a imagem que construíram e a realidade escondida dentro daquela academia.
Depois saí dali antes que percebessem minha presença.
Subi para o quarto tentando controlar a respiração.
Minhas mãos tremiam.
Não de medo.
De excitação.
Porque, pela primeira vez desde que Gabriel e Guilherme entraram na minha vida…
Eu tinha algo capaz de machucá-los.
E eles ainda não faziam ideia disso.
Passei quase uma hora encarando aquelas fotos sentado na cama.
Quanto mais observava as imagens, mais alguma coisa apodrecia dentro de mim.
Anos engolindo humilhação começavam a virar outra coisa.
Raiva.
Não.
Raiva era pouco.
Era fome, fome de vingança.
Uma vontade doentia de inverter tudo. De vê-los perdendo o controle. De assistir os dois sentindo pelo menos uma fração da vergonha que eu carreguei durante anos.
Então comecei.
Imprimi as fotos escondido no escritório de Renato.
Depois espalhei as folhas pela casa.
Uma na escada.
Outra sobre o balcão da cozinha.
Mais duas perto da porta do quarto deles.
Como migalhas conduzindo exatamente para onde eu queria.
Meu quarto.
Eu queria que o medo crescesse devagar.
Queria que eles sentissem o estômago afundar aos poucos antes mesmo de me encontrarem.
Funcionou melhor do que imaginei.
Ouvi passos rápidos no corredor cerca de vinte minutos depois.
A porta do meu quarto foi aberta com violência.
Gabriel entrou primeiro segurando várias folhas amassadas nas mãos. Guilherme veio logo atrás.
Os dois estavam pálidos.
Furiosos.
Assustados.
E aquilo…
Aquilo foi lindo.
Continuei sentado na cama observando em silêncio enquanto Gabriel explodia primeiro.
— Que merda é essa na nossa casa, seu viadinho de merda?! Eu vou falar pro nosso pai o quanto você é um boiolinha pervertido. Eu vou acabar com tua vida.
Guilherme veio logo depois, tão descontrolado quanto o irmão.
— Você tá maluco, Marcos?! Que porra passa na tua cabeça fazendo isso?!
Eu deixei os dois gritarem.
Deixei descarregarem toda a raiva, todo o desespero, toda a sensação de perda de controle.
E quando finalmente começaram a ficar sem fôlego…
Eu ri.
Baixo.
Devagar.
Levantei-me da cama.
— Acabaram de latir, cachorrinhos?
Arranquei as fotos da mão de Gabriel e rasguei tudo na frente deles, jogando os pedaços no peito dele.
Os dois tentaram voltar a gritar, mas eu falei mais alto dessa vez.
Muito mais alto.
— CALA A BOCA, PORRA!
O silêncio veio instantaneamente.
Até eu estranhei.
— Vocês vão me escutar agora. Porque se eu quiser, essas fotos acabam na internet hoje mesmo. E eu tenho certeza que vai ter muita gente interessada em rir da imagem perfeita de vocês indo pro lixo, principalmente as garotas que vocês pegaram. Tenho certeza que adorariam contar pra todo mundo o quão foi ruim o sexo com vocês.
Os dois congelaram.
Finalmente.
Naquele instante eu percebi exatamente onde machucar.
A imagem deles.
A reputação.
O ego.
Tudo aquilo era muito mais importante para Gabriel e Guilherme do que qualquer orgulho masculino idiota.
E eles sabiam que eu tinha poder suficiente para destruir isso.
Vi alguma coisa murchar dentro dos dois.
Foi sutil.
Mas eu vi.
E adorei.
Sentei novamente na cama, tranquilo, como se estivesse completamente no controle da situação.
Talvez estivesse mesmo.
— Sentem.
Apontei para o chão diante de mim.
Os dois hesitaram.
Só por um instante.
Depois obedeceram.
Aquilo quase me fez sorrir.
— Escutem bem — falei calmamente. — Vocês passaram anos transformando minha vida num inferno. Agora eu vou fazer vocês entenderem exatamente como é perder o controle.
Gabriel evitava me encarar.
Guilherme ainda tentava sustentar alguma resistência no olhar.
Mas já existia medo ali também.
E eu percebia isso cada vez melhor.
— Vocês acham que mandam em tudo porque sempre foram os mais fortes, os mais desejados, os mais populares… mas bastou um segredo ridículo pra vocês desmoronarem.
Caminhei lentamente até eles e enquanto circulava ao redor deles baguncei o cabelos dos dois, apenas um capricho pelo que estava por vir.
Os dois acompanharam cada movimento meu.
— Engraçado, né?
O silêncio ficou pesado.
Quase sufocante.
Então parei diante deles e sorri devagar.
Um sorriso frio.
Perigoso.
— Acho que finalmente chegou a vez de vocês sentirem medo de mim. — Falei enquanto me dirigia até a cama e sentava na ponta dela, de frente para os dois.
— Só para deixar bem claro eu vou transformar vocês dois em minha putinhas particulares e, não quero saber, vocês vão gostar e agradecer. Caso contrário vocês sabem o que acontecerá com essas fotos. Vocês vão saber agora como é se sentirem encurralados.
Eu vi o medo surgindo em seus olhos, sendo seguido de aceitação antes de concordarem. Aqueles merdas, filhos da puta eram meus, eles só não tinham noção do quanto ainda, mas logo iam descobrir que estavam totalmente nas minhas mãos.
— Fiquem pelados, quero que toda a vergonha de vocês possa ser vista. – Eles se entreolharam e demoraram para começar a se despir, então eu reagi. – AGORA, FILHOS DA PUTA!!
Assustados com minha mudança repentina, já que sempre me viram como apenas um nerdizinho tímido e calado, eles se levantaram e começaram a tirar as roupas. Agora eles iriam conhecer um lado meu que nunca sequer sonharam que poderia existir, o lado dominador, rígido e impaciente.
Quando terminaram de tirar a roupa vi que ambos estavam sem cueca depois do banho, eu ri deles: eram putas natas e eu iria adorar quebrar eles. Quando eles se ajoelharam novamente eu voltei a falar:
– Vocês são dois mentirosos, vocês sabem disso? Esses pauzinhos que vocês têm no meio das pernas não estão nem perto de serem aquilo que vocês fingem ser. Vocês não vão precisar mais dessas piroquinhas soltas por aí. – Dei dois chutes de leve nas bolas deles. – Vocês vão usar essas gaiolas de castidade que eu comprei pensando em vocês. Ela é pequenininha igual o pau de vocês.
Eles arregalaram os olhos de susto e vi que eles iriam reclamar. Para que nem começassem a protestar dei um tapa no rosto de Gabriel antes que eles começassem com as reclamações. Gabriel ficou atordoado pelo tapa, mas não saiu da posição de ficar ajoelhado esperando meu próximo movimento.
Entreguei para ele as gaiolas e ordenei que um colocasse no pinto do outro. Os cintos de castidade eram de plástico rosa e pequenos, cabiam perfeitamente neles, impedindo que ficassem excitados.
– Muito bem. Vocês dois estão tão ótimos com esses grelinhos presos. – Ri sadicamente quando eles terminaram de fechar os cintos, pois agora apenas eu poderia libertá-los dessa “prisão”.
– Saibam que sempre que um de vocês me desobedecer será o outro que será punido em seu lugar, acredito que isso vai impedir que fiquem tentando se rebelar, mas se tentarem algo vocês já sabem. Agora quero ver vocês dois chupando o cu um do outro enquanto eu penso em tudo que vocês merecem sofrer pelo que me fizeram passar até agora.
– Marcos, mano, que is...
Antes que Gabriel terminasse o que ia dizer eu chutei as bolas de seu irmão com força. Guilherme gritou e se contorceu, caindo no chão e colocando as mãos na área violentada.
– O que você ia dizendo mesmo Gabriel?
– Não era nada, Marcos. Perdão.
– Ótimo. Outra coisa, agora não sou mais “Marcos” ou sequer “irmão” pra vocês, sou o senhor de vocês, o mestre. O dono que cachorrinhos como vocês precisam. E é assim que vocês irão me chamar de agora em diante, ou haverá punições – Apontei para Guilherme que ainda se segurava com uma expressão de dor.
– Agora que todos os pontos estão acertados, me obedeçam logo, cachorras.
Ambos murmuraram um “Sim, mestre” tímido e retraído. Gabriel se deitou em cima de Guilherme, que já estava no chão devido ao chute que levou anteriormente. Eles se encaixaram e começaram a lamber o cu um do outro.
Eu assistia tudo olhando fixamente para eles, já começando a ficar excitado. Em terminado momento eu peguei meu celular que estava ao meu lado e comecei a filmar essa cena maravilhosa, além de claro tirar algumas fotos.
Quando vi que poderia ir até um pouco além eu coloquei meu pé na boca de um ou de outro, fazendo um deles lamber meu pé e o cu do outro ao mesmo tempo, sempre tirando fotos dos dois.
Tudo aquilo já estava me deixando de pau duro, então mandei eles pararem e tirarem meu pau da calça que estava usando. Ambos voltaram a ficar de joelhos e se aproximaram de mim para fazer o que foi ordenado.
Quando Gabriel ia tirar minha calça usando as mãos eu o impedi com um puxão de cabelo e disse:
- Uma cachorrinha deve primeiro cheira seu dono não concorda Gui. – Falei olhando para Guilherme que engoliu em seco antes de concordar forçadamente. – Então venham aqui e sintam o cheiro da pica do novo mestre de vocês.
Eu trouxe os dois para perto do meu pau, deixei seus rostos encostados lá e os fiz puxarem o ar profundamente para que sentissem o cheiro daquele que agora tinha todo o poder sobre eles.
- Vocês passaram anos me olhando de cima. Olha só onde estão agora... Com o rosto colado no meu pau e aos meus pés. – Eu disse antes de puxar seus cabelos para que se afastassem um pouco da minha rola e pudessem fazer o que viria a seguir.
- Agora tira minha calça Guilherme – Ele se aproximou e começou a puxar o tecido para baixo. Ao mesmo tempo que tirou a calça também puxou a cueca, o que fez meu pau que geralmente fica para o lado bater na cara dele. Grande, duro e pesado.
– Caralho... que pau gigantesco – soltou Gabriel quase que por reflexo depois que meu instrumento estava a mostra.
Ri da cara de surpresa deles, o nerd que sempre desprezaram era muito superior a eles enfim. Comecei a bater uma punheta e mandei que voltassem a se chupar.
Gabriel e Guilherme ficavam tentando virar a cabeça, mesmo que de forma involuntária, para olhar para mim, mas eu pisava em seus rostos e os obrigava a continuarem se chupando.
Quando eu estava prestar a gozar chamei os dois e os mandei pararem e se ajoelharem na minha frente novamente, ao estarem na minha frente eu me levantei da cama.
Ao ter os dois abaixo da minha piroca eu não consegui me segurar e atingi o orgasmo, gozando no rosto dos dois. O sorriso de satisfação em meu rosto era genuíno, principalmente quando tirei mais uma foto do rosto deles com o rosto todo coberto de porra, da minha porra.
– Vocês ficaram lindo com o rosto coberto da porra do dono de vocês. Hahahahaha. – Eu ria da cara deles, ambos estavam claramente envergonhados do que tinham feito, seus rostos estavam vermelhos de vergonha. – Vem cá Gabriel. - Quando ele se aproximou eu limpei e despejei um resto de porra que havia ficado no meu pau bem na lateral de seu rosto. – Tão vendo aqueles edredons embolados ali no canto? Vocês vão dormir lá hoje, sem se limparem, babados, gozados e de gaiola de castidade. Amanhã eu penso no que mais farei com vocês.
Eu os empurrei na direção da caminha de cachorro deles, deitei pelado na minha cama e sorri, cheio de ideias para minhas novas putas.
Mais tarde, já deitado na cama, Marcos observou os dois encolhidos no canto do quarto, esmagados pelo silêncio pesado que agora dominava o ambiente.
Pela primeira vez em anos…
Ele dormiu em paz.