Rosa noturna

Um conto erótico de Vanessacd
Categoria: Crossdresser
Contém 1132 palavras
Data: 23/05/2026 17:53:55

CONTO – ROSA NOTURNA

Ela se chamava Luna. Trinta e dois anos, cabelo castanho escuro na altura dos ombros, corpo magro, pernas longas. Trabalhava como designer gráfica durante o dia. À noite, se transformava.

Luna era crossdresser. Não sissy, não submissa — apenas Luna. Uma mulher que existia por algumas horas, algumas vezes por semana, quando a maquiagem, o vestido, o salto e a peruca a libertavam do homem que ela era no resto do tempo.

Ela não tinha um dono. Não tinha um parceiro fixo. Tinha desejos.

E, naquela noite de sexta-feira, ela decidiu que iria realizá-los.

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Parte 1 – O Bar

O bar ficava no subsolo de um prédio antigo, na região central da cidade. Não tinha placa. Não tinha nome. Apenas uma porta preta e um segurança de terno que a conhecia.

— Luna. Há quanto tempo.

— Boa noite, Marcel.

— Lotado hoje. Homens bons. Seguros.

— Seguros são chatos.

— Não. Seguros são vivos.

Ela entrou. O ambiente era escuro, com luzes roxas e vermelhas. Música baixa, sensual. Bares ao fundo, cabines privadas, uma pequena pista de dança vazia.

Luna usava um vestido de cetim preto, curto, decote generoso. Meia-calça fina. Scarpin vermelho de salto agulha. Cabelo solto, maquiagem carregada — olhos esfumados, batom vermelho escuro.

Ela era a mulher mais bonita do bar. E todos os homens sabiam.

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Parte 2 – O Primeiro

Ele se aproximou enquanto ela pedia uma taça de vinho no balcão. Terno cinza, camisa branca, gravata borboleta. Cinquenta e poucos anos, cabelo grisalho, olhos claros.

— Posso pagar seu vinho?

— Pode.

— Me chamo Renato.

— Luna.

— É seu nome de verdade?

— É o nome que importa.

Ele pagou o vinho. Pediu um uísque. Bebeu devagar, os olhos fixos nela.

— Você vem aqui sempre?

— Às vezes.

— Sozinha?

— Sozinha.

— Por quê?

— Porque eu gosto de escolher.

Renato sorriu. Tirou a gravata borboleta.

— E você já escolheu?

— Ainda não.

— Posso concorrer?

— Pode.

Ele a levou para uma cabine privada. Cortinas de veludo, luz baixa, sofá amplo.

— Você é linda.

— Eu sei.

— Pode me beijar?

— Pode.

Ele a beijou. Lábios macios, barba por fazer. Mãos no cabelo dela, descendo pelo pescoço, pelos ombros.

— Vamos devagar — ela disse.

— Devagar como?

— Você não vai tirar minha roupa. Eu tiro.

— Combinado.

Luna tirou o vestido. O sutiã de renda preta. A calcinha fio dental. Ficou de salto e meia-calça.

— Sua vez.

Renato tirou o paletó, a calça, a cueca. Ficou nu.

Luna olhou. O pau dele era grosso, curto, com veias saltadas.

— Senta.

Ele sentou. Ela se ajoelhou na sua frente. Não usava a boca — usava as mãos. Acariciou. Apertou. Massageou.

— Assim?

— Assim.

Ele gemeu. Ela continuou. As mãos suaves, os movimentos lentos.

— Posso chupar?

— Pode.

Ela levou o pau à boca. Lambeu a cabeça. Chupou devagar. Ele endureceu. Apertou.

— Vou gozar.

— Ainda não.

Ela parou. Subiu no colo dele. Encaixou devagar.

— Assim?

— Assim.

Ele gemeu mais alto. Luna começou a se mover. Os quadris indo e vindo. O vestido de cetim amassado. O batom borrado.

— Agora pode.

Ele gozou dentro dela. Luna continuou. Gozou junto. O corpo tremendo, os gemidos abafados pela cortina.

— Obrigada.

— Obrigado, Luna.

Ele se vestiu. Saiu. Não pediu telefone. Não perguntou o nome de verdade.

Era assim que ela gostava.

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Parte 3 – O Segundo

Ela estava no banheiro, retocando o batom, quando outro homem entrou.

— Desculpa. Não vi que estava ocupado.

— Não está mais.

Ele não saiu. Fechou a porta.

— Você é Luna?

— Sou.

— Eu vi você com o Renato.

— Espião?

— Admirador.

Ele era mais novo. Uns trinta anos. Barba feita, cabelo curto, corpo malhado. Camiseta preta, calça jeans, all star.

— Como você se chama?

— Cauã.

— O que você quer, Cauã?

— Quero te chupar.

— Aqui?

— Aqui.

Ela sentou na pia do banheiro. Abriu as pernas. Ele se ajoelhou.

— Gosta assim?

— Gosto.

Ele colocou o rosto entre as pernas dela. A língua percorreu a entrada, o clitóris — ela tinha um clitóris? Não. Luna era crossdresser. O pau pequeno estava guardado na calcinha.

— Você não tem…

— Tenho. Só é pequeno.

— Não me importo.

Ele lambeu a calcinha. O tecido molhou. O pau pequeno endureceu.

— Tira.

Cauã tirou a calcinha. O pau pequeno apareceu. Ele chupou. Lambeu a cabeça, a haste, as bolas.

— Assim?

— Assim.

Luna gemeu. Apertou a cabeça dele. Ele chupou mais rápido.

— Vou gozar.

— Goza.

Ela gozou na boca dele. Ele engoliu.

— Pronto?

— Pronto. Agora é minha vez.

Cauã se levantou. Abriu o zíper. O pau dele era longo, fino, arrebitado. Luna se ajoelhou. Chupou. Babou. Engoliu até o fundo.

— Posso?

— Pode.

Ele gozou na boca dela. Ela engoliu.

— Você é boa nisso.

— Sei.

Cauã se vestiu. Saiu. Não pediu o telefone. Não perguntou o nome.

Luna retocou o batom. Ajeitou o vestido. Saiu do banheiro.

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Parte 4 – O Terceiro

O bar estava mais cheio. A pista de dança agora tinha um casal. Luna sentou no balcão. Pediu água.

— Não bebe mais?

— Já bebi demais.

— Sou o Gabriel.

Ele estava ao lado dela. Jeans, camisa xadrez, botas. Cabelo comprido, barba grande. Parecia um lenhador.

— Luna.

— Você não está acompanhada.

— Não.

— Por quê?

— Porque eu não quero.

— E agora?

— Agora eu tô conversando com você.

Gabriel pediu uma cerveja. Bebeu em silêncio.

— Você quer transar comigo? — ele perguntou, direto.

— Sim.

— Aqui?

— Não. Na minha casa.

— Pode ser.

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Parte 5 – O Quarto

O apartamento de Luna era pequeno, mas bonito. Paredes claras, quadros abstratos, uma estante cheia de livros. A cama era grande, de casal, com lençóis azuis.

— Senta.

Gabriel sentou. Luna foi até o guarda-roupa. Tirou um cinto de couro, algemas de pelúcia, uma venda.

— Você topa?

— Topo.

Ela amarrou os pulsos dele na cabeceira da cama. Colocou a venda. Tirou a camisa dele. A calça. A cueca.

— Fica quieto.

— Vou.

Luna começou com a boca. Chupou os mamilos dele. Desceu pela barriga. Chegou no pau. Lambeu a cabeça. Chupou devagar. Ele gemeu.

— Assim?

— Assim.

Ela parou. Subiu no colo dele. Encaixou. Começou a se mover.

— Abre a boca.

Ele abriu. Ela beijou. O pau dele dentro dela. A boca dela na boca dele.

— Vou gozar.

— Goza.

Ela gozou primeiro. O corpo tremeu. O pau pequeno pulsou. Ele gozou depois. Dentro dela.

— Pronto?

— Pronto.

Ela desamarrou os pulsos. Tirou a venda.

— Gostou?

— Gostei.

— Vai embora?

— Se você quiser.

— Quero ficar mais um pouco.

— Pode.

Eles ficaram. Conversaram. Ele contou que era músico, que tocava violão, que estava separado há um ano. Ela contou que era crossdresser, que não era homem nem mulher, que era apenas Luna.

— E você gosta de ser Luna?

— Gosto. É a única vez que eu me sinto inteiro.

— Inteira.

— Inteira.

Gabriel tocou o rosto dela.

— Você é bonita.

— Você também.

Eles se beijaram. Dormiram abraçados.

De manhã, ele saiu antes do sol. Deixou um bilhete: "Luna, você é linda. Se quiser me encontrar, é só chamar."

Ela guardou o bilhete na gaveta, ao lado dos batons.

Não chamou.

Não naquela semana.

Mas guardou.

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