Como fiz minha esposa evangélica virar puta parte 16

Um conto erótico de Ricardo
Categoria: Heterossexual
Contém 3650 palavras
Data: 23/05/2026 09:27:24

O resto da sexta-feira passou voando, e quando chegou a segunda-feira de manhã, eu já estava no escritório de advocacia tentando focar nos prazos. Só que a minha cabeça não parava quieta. A Naty estava em casa se preparando para o "aconselhamento" definitivo com o Pastor Gilberto e a irmã Vera, a Helena estava em pânico na faculdade, e o Tizil desembarcava no dia seguinte.

Foi bem no meio desse turbilhão que o parquinho resolveu ganhar mais um integrante.

Bateram na porta da minha sala bem devagar. Era o Felipe. O moleque tem 18 anos, branco olhos verde e muito magro, ele é meu estagiário de direito e o cara mais atrapalhado que eu já vi na vida. Ele vive de terno social largo, com a gravata meio torta, tropeçando nas pastas de processo e derrubando café nas petições. Mas o moleque é esforçado e me tem como um verdadeiro Deus. Ele me olha como o espelho do sucesso: o advogado bem-sucedido, com escritório próprio e uma esposa ruiva que para o trânsito.

— D-Doutor Paulo? — ele gaguejou, segurando uma pilha de papéis que quase escorregou dos braços dele. — Eu terminei a peça daquela partilha de bens... O senhor pode dar uma olhada?

— Deixa em cima da mesa, Felipe. Pode ir almoçar se quiser — falei, sem tirar o olho do monitor.

Ele colocou os papéis na mesa, mas na hora de se virar, bateu o cotovelo no meu porta-canetas, que saiu rolando pelo chão.

— Desculpa, Doutor! Meu Deus, que burrice, eu junto! — ele se abaixou rápido, todo vermelho, catando as canetas igual um condenado.

Eu balancei a cabeça, rindo da falta de jeito do garoto. Só que o Felipe não era só o estagiário atrapalhado. Teve uma coisa que me deu um estalo. Na semana passada, ele tinha comentado que o tio dele era um monstro de forte que dava aula de vôlei e malhava que nem um louco. Lembrei na hora: o Felipe era sobrinho do Tomás, o noivo corno da Helena.

Depois que ele saiu da sala todo sem jeito, eu precisei dar uma saída rápida para ir até o fórum anexar um documento. Deixei o meu celular pessoal em cima da mesa do escritório carregando, desbloqueado na pressa. E, por azar — ou por puro destino —, a tela estava aberta direto no WhatsApp, bem na conversa com a Naty onde estavam as fotos do gabinete do Pastor e os prints da Helena sem calcinha na academia.

Voltei uns quarenta minutos depois. Quando entrei no andar do escritório, o Felipe estava na mesa dele, nos fundos, com a cara colada no monitor, digitando numa velocidade absurda, com as orelhas vermelhas que pareciam que iam sangrar. Ele nem notou que eu cheguei.

Entrei na minha sala, peguei meu celular e vi que ele tinha mudado de posição na mesa. Senti um frio na barriga. Será que o moleque tinha visto? Será que ele mexeu onde não devia? O Felipe era muito inocente, muito certinho, mas o rabo da Naty e a bucetinha da Helena no banheiro da academia derrubavam a moral de qualquer homem.

Eu precisava ter certeza. Esperei o Felipe sair para ir ao banheiro e abri o sistema das câmeras de segurança internas do escritório. Puxei a gravação dos últimos trinta minutos e dei o play, adiantando o tempo.

A imagem da câmera da minha sala mostrou o momento exato.

O Felipe tinha entrado para buscar uma pasta de jurisprudência que eu tinha deixado perto do carregador. No que ele se aproximou, o celular vibrou com uma notificação da Naty. A tela acendeu. O moleque olhou de relance. Aí ele travou.

Na imagem da câmera, deu para ver a pilha de papéis que ele segurava cair direto no chão. Ele nem ligou para a bagunça. O estagiário deu um passo para trás, olhou para a porta com pânico de eu entrar, e depois avançou o corpo, colando os olhos na tela do meu celular.

Ele passou o dedo. Ele viu.

A câmera pegou a cara de choque do moleque. Ele viu a Natielly, a esposa do chefe, de joelhos no gabinete mamando o Pastor Gilberto enquanto a irmã Vera trabalhava do lado. Mas o nocaute do Felipe foi quando ele arrastou o dedo mais uma vez e entrou no direct da Helena. No que ele bateu o olho na foto da loira com a blusa rosa levantada, mostrando os seios e a bucetinha rosinha toda aberta no banheiro da academia, o moleque quase teve um troço.

O Felipe levou a mão à boca, com os olhos quase pulando para fora do rosto. Ele reconheceu a futura tia dele. Ele reconheceu a noiva do Tomás, a mulher que a família dele inteira tratava como a santa moralista, totalmente escancarada pro chefe dele.

Na gravação, deu para ver o Felipe dar três passos para trás, tropeçar na cadeira da minha sala, quase cair de costas, pegar a pasta de qualquer jeito e sair correndo para a mesa dele, tremendo igual vara verde.

Eu desliguei o monitor da câmera e dei um sorriso de lado, encostando na minha cadeira de couro. Meu pau deu aquela latejada de sempre. O jogo tinha ganhado um espião. O sobrinho do Tomás agora sabia que a tia era uma puta e que a mulher do chefe mandava no clero.

Nisso, o Felipe voltou do banheiro, tentando agir naturalmente, mas o corpo dele não obedecia. Ele entrou na minha sala para trazer uma água, e a mão dele tremia tanto que o copo estalava contra a bandeja de plástico. Ele nem conseguia olhar na minha cara. Olhava para o chão, para a mesa, para a parede, com o suor pingando da testa.

— T-Tudo bem, Doutor Paulo? Precisa de... de mais alguma coisa? — a voz dele saiu fina, quase sumindo.

Eu olhei bem para o moleque, saboreando o pânico dele. Peguei meu celular, joguei em cima da mesa com a tela virada para cima e me inclinei para frente, olhando fixo bem no fundo dos olhos dele.

— Felipe... senta aí. Acho que a gente precisa ter uma conversa de homem para homem sobre os prazos do escritório... e sobre a família do seu tio Tomás.

O Felipe travou no meio da sala. No que eu falei o nome do Tomás, o moleque ficou tão pálido que achei que ele ia desmaiar ali mesmo em cima do tapete. Ele sentou na cadeira da frente bem devagar, parecendo que estava sentando num formigueiro, com as mãos apertadas no joelho para tentar parar de tremer.

— O-O meu tio, Doutor? — a voz dele saiu engasgada, um sussurro de quem estava prestes a chorar. — O que tem ele?

Eu dei um riso cínico, me encostando na cadeira de couro e pegando o celular. Abri direto na foto da Helena com a blusa rosa levantada, mostrando aquela bucetinha loira deliciosa no espelho do banheiro da academia, e virei a tela direto na cara dele.

— O que tem ele é que a noiva dele é uma das maiores vadias dessa cidade, Felipe. E o pior: ela é minha cadelinha de luxo.

O moleque olhou para a tela e os olhos dele quase estouraram. Ele já tinha visto na pressa, mas agora, com a foto na frente dele em alta definição, ele engoliu em seco tão alto que deu para ouvir. O suor começou a pingar do queixo dele direto na gravata torta.

— Doutor Paulo... eu juro... eu juro por Deus que foi sem querer! — ele começou a gaguejar, desesperado, juntando as mãos como se estivesse rezando. — Eu fui pegar a pasta e a tela acendeu... eu não queria mexer no seu celular, pelo amor de Deus, não me demite! Eu dependo desse estágio pra faculdade!

— Calma, Felipe. Quem disse que eu vou te demitir? — sorri de lado, vendo o desespero do moleque se misturar com aquele tesão jovem que ele não conseguia esconder. A fivela da calça social dele já estava marcando um volume nítido pelo nervosismo. — Eu vi tudo pela câmera de segurança. Vi a sua cara de choque. É foda ver a futura tia, a "santa" da Helena, escancarada pro seu chefe, né?

Ele abaixou a cabeça, com as orelhas vermelhas de fogo, sem saber onde enfiar a cara.

— E tem mais, né? — continuei, provocando. — Você viu a minha mulher, a Naty, mamando o Pastor Gilberto e a esposa dele. O que você achou do rebanho da igreja, Felipe? É um cabaré ou não é?

— É... é uma loucura, Doutor — o moleque sussurrou, olhando de relance para a foto da Helena no celular, o olho dele cravado naqueles pelinhos loiros da tia. — A Helena... ela sempre foi tão chata com moral na família... meu tio Tomás trata ela igual uma rainha... ele gasta tudo que tem com ela...

— Pois é. E enquanto ele puxa peso na academia, eu puxo o rabo de cavalo dela no motel — me levantei, dei a volta na mesa e parei bem atrás da cadeira do Felipe, colocando as mãos nos ombros dele. O moleque deu um sobressalto. — O jogo é o seguinte, estagiário. Você agora sabe de tudo. Se você abrir a boca pro seu tio ou pra qualquer pessoa, eu acabo com a sua carreira antes dela começar. Mas... se você ficar pianinho, você entra pro time.

O Felipe engoliu em seco de novo, olhando para cima, trêmulo.

— Pro... pro time, Doutor?

— Terça-feira que vem vai ter uma festa aqui em casa. Um amigo meu que mora fora tá chegando com a esposa, uma japonesa que é um espetáculo. A Naty vai estar lá. E a sua tia Helena também vai, de vestido e sem calcinha, só pra assistir a gente quebrar a banca. Eu quero você lá, Felipe. Quero você de terno, no canto da sala, assistindo a noiva do seu tio Tomás ser tratada do jeito que ela gosta de verdade. O que você acha?

O moleque ficou sem ar. A mente inocente de estudante de direito dele bateu de frente com a perversão mais pesada que ele já tinha imaginado na vida. Ele olhou pro meu celular em cima da mesa, olhou pra mim, e o tesão de moleque de 18 anos venceu o medo.

— Eu... eu vou, Doutor Paulo — ele disse, a voz mais firme agora, mas ainda tremendo. — Eu não vou falar nada pro meu tio. Eu quero ver... quero ver a Helena de perto.

— Esse é o meu garoto — dei um tapa forte nas costas dele, fazendo ele quase cair para frente. — Agora junta os seus papéis, limpa esse suor da testa e volta pro trabalho. Terça-feira o terno tem que estar bem alinhado.

O Felipe levantou, limpando a testa com a manga do paletó largo, e saiu da sala pisando torto, meio zonzo com o tamanho do segredo que tinha acabado de carregar.

Mal ele fechou a porta, o meu celular vibrou na mesa. Era uma chamada de vídeo da Naty. Atendi na hora e a imagem na tela me fez dar um solavanco na cadeira.

A Naty estava no quarto de hóspedes da nossa casa, trancada. Ela estava de joelhos na cama, usando só uma blusinha curta, com aquela bunda ruiva empinada pro alto. Mas ela não estava sozinha. Atrás dela, segurando a cintura da minha mulher com uma mão e o celular na outra, estava o Pastor Gilberto. O homem estava sem camisa, com a gravata da igreja jogada no pescoço e a cara cheia de suor, com os olhos vermelhos de luxúria.

— Olha aqui, Paulo! — a Naty gemia na câmera, dando aquela rebolada gostosa que me deixava louco. — O Pastor disse que não conseguiu aguentar até na próxima segunda-feira! Ele veio aqui em casa fingindo que ia trazer um óleo de unção pra nós, mas a única coisa que ele queria ungir era a minha buceta!

— Irmão Paulo... me perdoa, mas a sua esposa é uma tentação do inferno! — o Gilberto rosnou na câmera, a voz grossa, batendo o quadril com força contra a bunda dela. O som da carne estalando saiu alto no alto-falante do celular. *Plact, plact, plact.* — Eu tentei orar, tentei jejuar, mas o cheiro dela ficou no meu gabinete! Hoje eu vou tirar o resto de santidade que sobrou nessa casa!

— Isso, Gilberto! Soca com força! — a Naty gritava na tela, jogando o cabelo ruivo pra frente, olhando fixo pra câmera, direto nos meus olhos. — Olha pro meu corninho, Pastor! Olha pro Doutor Paulo assistindo você arrombar a ruivinha dele na própria cama dele!

Eu fechei a mão com força na mesa do escritório, sentindo o meu pau explodir de tesão dentro da calça social. Ver o Pastor ali, no meio da tarde, destruindo a minha mulher na nossa casa enquanto eu estava no escritório, era o ápice.

— Vai, Gilberto! Não tem perdão hoje não! Rasga ela! — gritei pro celular, aumentando o volume no máximo.

O som dos gemidos da Naty e das botadas do Pastor começou a ecoar pela sala inteira. E eu sabia que, do outro lado da divisória de vidro, o Felipe estava ouvindo cada estocada.

O barulho das botadas do Pastor na Naty estava saindo tão alto pelo viva-voz que as paredes de vidro da minha sala chegavam a vibrar. *Plact, plact, plact!* O Gilberto gemia num tom grosso, misturando oração com safadeza, e a Naty gritava o meu nome, completamente louca, sabendo que eu estava assistindo a tudo do escritório.

Eu não aguentei. Levantei da minha cadeira com o celular na mão, o pau apontado para o teto por dentro da calça social, e caminhei até a porta da sala. Abri de uma vez.

O Felipe estava sentado na mesa dele, estático. O moleque estava com uma caneta na mão, mas os olhos dele estavam fixos na minha porta, totalmente paralisado. No que o som dos gemidos da Naty invadiu o corredor sem nenhuma barreira, a caneta caiu da mão do moleque e rolou pelo chão. Ele olhou para o meu bolso, notando o volume absurdo que quase rasgava o tecido do meu terno.

— Felipe, vem cá — ordenei, a voz grossa, voltando para a minha mesa.

O moleque levantou num salto, tropeçando na própria cadeira de novo, e entrou na minha sala parecendo que estava caminhando para o corredor da morte. Fechei a porta atrás dele e passei a tranca.

— Fica aí do lado — falei, sentando na cadeira de couro.

Virei a tela do celular para que nós dois pudéssemos ver. Na imagem, o Pastor Gilberto já tinha perdido toda a postura. Ele tinha virado a Naty de frente na cama de hóspedes, puxado as pernas ruivas dela para cima dos ombros dele e socava com uma força que eu nunca imaginei que aquele homem de igreja tivesse. O suor dele pingava direto na barriga branca da Naty, que arranhava os lençóis e revirava os olhos verdes para a câmera.

— Olha aí, estagiário — sussurrei, sentindo o meu pau latejar. — Olha o que o Pastor faz enquanto a irmã Vera acha que ele está na rua visitando os enfermos. Olha a raba da Naty como está vermelha das palmadas que ele está dando.

O Felipe colou os olhos na tela. A boca do moleque abriu e ele esqueceu até de respirar. Ele olhava para as pernas da Naty, para o pau do Pastor entrando e saindo com tudo, e o peito do moleque subindo e descendo parecia que ele ia ter um treco. A mão dele desceu sozinha para o bolso da calça social larga, tentando disfarçar que o bicho lá embaixo já estava duro feito pedra.

— D-Doutor Paulo... ele... ele vai quebrar ela — o Felipe gaguejou, com a voz falhando, os olhos azuis vidrados na tela. — Olha o tamanho... meu Deus...

— Ele não quebra não, Felipe. A Naty aguenta isso e muito mais — respondi, rindo do desespero do moleque. — E na terça-feira, o Tizil vai fazer pior. E a sua tia Helena vai estar sentada no chão, bem ali do lado da cama, vendo tudo sem poder falar um 'A'.

Na tela, a Naty percebeu que o ritmo do Gilberto estava mudando. O homem começou a tremer as pernas, os olhos vermelhos fixos na buceta dela, bufando igual a um boi cansado.

— Vou gozar, Natielly! Vou encher esse vaso de benção! — o Pastor urrou no viva-voz, a voz toda rasgada de tanto tesão.

Ele deu as últimas três estocadas mais fundas, que fizeram a cama estalar alto, e descarregou tudo dentro dela. Dá para ver na câmera o quadril dele travado contra o dela por alguns segundos, enquanto ele jogava os jatos quentes lá no fundo da minha mulher. A Naty soltou um grito longo, o corpo dela todo se arqueou na cama e ela teve um orgasmo violento junto com ele.

O Gilberto desabou de peito em cima dela, ofegante, com a gravata da igreja toda torta amassada entre os dois. A Naty, mesmo acabada, esticou o braço, pegou o celular e focou bem no rosto dela, com um sorriso diabólico, olhando direto para mim.

— Gostou do almoço, amor? — a Naty sussurrou na câmera, com a voz sumindo de tão rouca, passando a mão no cabelo ruivo todo bagunçado. — O Pastor me detonou... — e notando o Felipe ali atrás de canto.

A Naty, que estava com a câmera colada no rosto sorrindo toda debochada, mudou de expressão no mesmo segundo. O sorriso cínico sumiu e os olhos verdes dela se arregalaram quando ela reparou melhor no fundo da imagem e viu o vulto do Felipe, de terno largo e gravata torta, parado bem atrás de mim com a cara mais lavada de pânico do mundo.

— Paulo... que porra é essa? — a voz dela saiu num fio, cortando o clima na hora. Ela sentou na cama de hóspedes, puxando o lençol para cobrir o corpo suado, enquanto o Pastor Gilberto continuava jogado de lado, bufando. — Quem é esse garoto aí atrás de você? Ficou maluco de deixar alguém ver a gente assim?

O Felipe deu mais um passo para trás na minha sala, quase batendo as costas na parede, querendo sumir pelo chão de tanta vergonha ao ver a Naty apontando o dedo na tela na direção dele.

— Calma, amor — dei um riso seco, virando o celular um pouco mais para focar bem no rosto trêmulo do estagiário. — Esse aqui é o Felipe. Ele é o meu estagiário de direito aqui no escritório... e, por acaso, ele é o futuro sobrinho da Helena. O sobrinho do Tomás.

A Naty travou. A boca dela abriu e ela ficou olhando para a tela, processando a informação, parecendo que tinha levado um choque elétrico.

— O quê?! O sobrinho do Tomás?! — ela gritou no viva-voz, a voz subindo de tom pelo susto. — Paulo, você tá completamente doido, cara? Você perdeu o juízo de vez? O que esse moleque tá fazendo na sua sala vendo isso? Ele vai contar tudo pro tio dele! A casa vai cair, amor!

O Felipe engoliu em seco tão alto que deu para ouvir, encolhendo os ombros, com medo de a ruiva sair de dentro da tela para voar no pescoço dele.

— Nati, vai no banheiro da suíte — falei, mantendo a voz firme e calma. — Vai lá para a gente conversar direito e sem o Pastor ouvir. Vai logo.

Ela soltou um suspiro pesado na chamada, bufando de raiva. Pela tela, vi a Naty levantar da cama enrolada no lençol, deixando o Gilberto para trás se recuperando, e trancar a porta do banheiro privativo. Ela ligou a torneira para abafar o som e colou a cara no celular, com os olhos verdes pegando fogo.

— Pronto, Paulo! Estou no banheiro! Agora me explica que palhaçada é essa antes que eu tenha um infarto! — ela sibilou, nervosa.

— Presta atenção, Naty — comecei, me inclinando na cadeira de couro e olhando de canto para o Felipe, que continuava estático. — O moleque foi pegar uns papéis na minha mesa enquanto eu saí e o meu celular acendeu com as suas notificações. Ele acabou vendo a foto sua com o Pastor no gabinete... e também viu a foto da Helena sem calcinha na academia. Ele descobriu toda a sujeira da tia dele.

A Naty levou a mão à testa, encostando na parede de azulejos do banheiro, em choque total.

— Meu Deus... ele viu a Helena...

— Viu. E viu tudo em detalhes. Mas fica tranquila, o moleque tá fechado com a gente agora. É o único jeito de ele ficar caladinho e não abrir o bico pro Tomás. Eu fiz uma proposta para ele: o Felipe vai ficar de boca bem fechada, sem falar um 'A' na família dele, porque eu convidei ele para a nossa festa de terça-feira, na chegada do Tizil. Ele vai estar lá no canto da sala assistindo a tia Helena pagar o preço do segredo.

A Naty ficou em silêncio por uns cinco segundos, piscando devagar, deixando a informação assentar na mente maliciosa dela. De repente, a expressão de pânico no rosto da ruiva começou a sumir. O canto da boca dela começou a subir devagar, e aquele brilho diabólico de quem adora uma perversão nova voltou com tudo nos olhos verdes.

Ela olhou fixo para a câmera, mirou bem na direção do Felipe que assistia a tudo calado, e passou a ponta da língua no lábio inferior, toda safada.

— Ah, é...? — a Naty sussurrou, a voz mudando de tom, ficando toda manhosa e cheia de malícia. — Então o novinho descobriu que a futura tia dele é uma vagabunda e que a mulher do chefe é uma puta?

Ela deu uma risadinha gostosa, daquelas que me deixavam com o pau explodindo na calça, e grudou o rosto na tela, provocando sem dó.

— Deixa eu te perguntar uma coisa, Paulinho... — ela continuou, olhando bem para mim e depois dando uma piscadinha de lado pro estagiário. — Você tá querendo me dar de presente para o novinho aí, é? Quer ver o seu estagiário de 18 anos tirando uma lasca da mulher do chefe na terça-feira só para garantir o sigilo do processo?

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