AMIGA CAMARADA

Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Heterossexual
Contém 1740 palavras
Data: 22/05/2026 23:17:44
Assuntos: Heterossexual

Sou professor aposentado. E sou aposentado de todas as convencionalidades da vida. Cortei todas as amarras que me obrigavam a fingir ser o que não era. Moro sozinho, do meu jeito, comendo, vestindo (ou desvestindo) o quanto eu quero e na hora que me dá na telha. Amigos não tenho, que as convenções sociais não lhes permitem acompanhar meu ritmo inusitado.

Outro dia, pela manhã, fui resolver algo na universidade onde trabalhei, depois do que saí a bater perna pelos corredores, revendo lugares que me levavam ao meu passado profissional e conhecendo lugares novos, reformados. Um dos recantos que não mudaram, a cantina onde fiz meus lanches por anos. Cumprimentei a dona, fiz meu pedido e fui sentar na minha mesa preferida, a mais afastada de todas.

O nublado com que o dia começou virou neblina e engrossou. As mesas se encheram – decerto intervalo de aulas – e eu fiquei apreciando aquela estudantada barulhenta e cheia de hormônios, enquanto esperava meu sanduíche. A chuva era toró lá fora e eu já começava a me impacientar, para curtir aquele aguaceiro da janela do meu apartamento.

Uma jovem exótica, cabelos metade cor de rosa, metade cinza; roupas folgadas – camisão de mangas compridas arregaçadas, calça jeans folote, fundo abaixo da bunda, sandália artesanal, expressão de pessoa decidida. Alternativa. Estava encostada no balcão e sondava o ambiente, em busca de uma mesa disponível. Não havia.

Nisso, meu lanche chegou, e eu tirei a garota do meu campo de visão e dos meus pensamentos. Passei a me deliciar com a frugal mas deliciosa refeição. Do nada, a tal garota surge ao meu lado, coxinha e refri na mão, perguntando se poderia sentar na mesa em que eu estava. Com a boca cheia, fiz um gesto de aquiescência e ela sentou. Comemos em silêncio.

A chuva torrencial foi o mote para a conversa, que se iniciou após nos saciarmos com nossos respectivos pratos. Tinha fluência, era simpática, mas com um timbre de voz que demonstrava firmeza em suas opiniões. Sinara era líder estudantil, diretora de um dos centros acadêmicos, e aproveitou o aguaceiro para reclamar das infiltrações e goteiras das salas, do lamaçal do pátio... essas coisas.

Normalmente, eu responderia com grunhidos fáticos, para matar a conversa e me retiraria. Mas algo me prendia àquela moça. Seu aparente desleixo no vestuário, a objetividade com que falava, mas sem afetamento de agitador político... tudo isso ganhou-me a atenção. E quanto mais falava, mais eu a percebia parecida comigo, com meu modo de viver, com meus pensamentos. Alimentei o papo. Quase uma hora depois, estávamos os mais chegados.

Vinte e dois anos, estudante de Teatro, dividia o apartamento com um colega gay, era militante estudantil desde o ensino médio em escola pública, não queria envolvimento afetivo com ninguém (quando o corpo exigia, gozava numa rola ou numa buceta que estivesse à mão – e isso ela falou com a simplicidade com quem diz a coisa mais banal), localizava-se ideologicamente na extrema-esquerda, e era despachada, não tinha muita frescura com as coisas.

Sinara não tinha um rosto lindo, mas não era feia. Um “S” gótico tatuado discretamente no pulso, um também discreto piercing na parte superior do lóbulo da orelha esquerda – nisso se resumia seu tributo à idade e ao ofício. Não usava maquiagem nem as unhas eram pintadas ou grandes. Não dava para descrever o corpo, pois que as roupas exageradas o escondiam completamente.

– Estou de castigo. Só vou ter uma reunião do Centro Discente à noite, e com essa chuva estou condenada a ficar aqui dentro, o dia todo, fazendo caralho nenhum, só vendo o tempo passar.

– Não seja por isso. Se quiser, pode ocupar meu apartamento enquanto espera o dia passar. Não vou lhe dar atenção especial, porque não sei ser anfitrião, e tenho trabalho para fazer, mas você pode tomar conta do espaço, dormir, comer, tomar banho, ver série ou filme...

– Ah, que massa! Aceito, sim. Prometo não atrapalhar.

A essa altura, ela já sabia que eu morava sozinho, estava por dentro do meu modo sui generis de vida, e tinha adorado conhecer alguém tão mais velho, mas tão descolado, tão na sua... De minha parte, era só gentileza mesmo, estava apenas dando uma força a uma camarada, sem qualquer conotação sexual – até porque, além de ultimamente eu estar vivendo uma fase fortemente gay , ela não me despertava qualquer atração sexual.

Dirigimo-nos ao caixa, ela falou para a dona que colocasse o dela na conta, e assinou um vale da despesa. Na minha vez, estendi a mão para o papelzinho que Sinara assinara (inevitável o choque de palavras), olhei o valor, amassei-o e paguei-o junto com o meu – sem nada dizer a ela, naturalmente, que eu não sabia qual poderia ser sua reação.

Caminhamos até meu carro, no estacionamento coberto e nos pusemos em movimento, sob o forte temporal. Ela falava agora de uma ação que o Centro Discente estava montando, reivindicando nem sei o quê. Assim chegamos ao meu prédio. Ao entrar no apartamento, piloto automático, já fui me livrando da minha blusa e descendo a calça, enquanto não parávamos de tagarelar. Não sei se ela fixou o olhar na minha roupa íntima, uma tanga masculina tipo fio dental, mas me senti na necessidade de falar:

– Sempre fico muito à vontade em casa, espero que não se incomode...

– Ah, cara... Sem problema. É a sua casa, não é? Posso ficar também à vontade?

– Óbvio que sim, por favor – minha ênfase na resposta deixou-a tranquila para desabotoar o camisão e retirá-lo, expondo pequenos seios desnudos e uma barriguinha, e baixar o jeans folgado, mostrando sua calcinha bege, também um pouco enfiada na bunda e desenhando os lábios da buceta.

Mas tudo na maior naturalidade, creiam! Nenhum sintoma de tesão ou excitação. Mostrei-lhe onde ficavam as comidas, o banheiro, a cama... Tomasse conta do espaço, que eu iria trabalhar. Instantes depois ouvi o barulho do chuveiro, enquanto eu escrevia. Depois do banho, ouvi ruídos na cozinha, depois o silêncio. Continuei minha labuta ao computador.

Perto de meio-dia, já sem a tanga, dei por encerrada a tarefa, tomei uma ducha, fui à cozinha tomar água, e, ao entrar no quarto, Sinara estava estirada na cama, dormindo a sono solto, completamente nua, uma das pernas arqueadas, a xoxota mostrando-se entreaberta. Confesso que senti a espetadinha do demônio da luxúria, mas eu estava disposto a vivenciar aquela experiência de receber uma companheira camarada em minha casa, sem que o tesão fizesse resvalar para o desfecho banal da foda. Procurei acalmar a rola que já endurecia, enquanto fazia o que viera fazer ali: por o colírio da hora.

Nesse meio tempo, Sinara despertou e com um meio sorriso comentou que acabara dormindo com o barulhinho da chuva – falava e se espreguiçava, escancarando-se toda, sem malícia, como se estivesse sozinha. Comentei algo, confirmando, e fui para o sofá da sala, conferir mensagens do whatsapp.

Então ela passou pelo banheiro, lavou o rosto e veio para a sala, sentou-se ao meu lado; continuamos nosso infinito papo. Eu nunca me sentira tão bem e à vontade com uma pessoa tão mais jovem do que eu. Mas que cabeça maravilhosa tinha aquela garota! Conversando e conversando, ela deitou no sofá, colocando sua perna no recosto, arreganhando a buceta, e deitando a cabeça no meu colo, sobre minha rola. Decidimos o que iríamos almoçar, fiz o pedido no Ifood e cada um se entregou por momentos a navegar na internet, celulares nas mãos.

Mas logo voltamos a conversar, ela me mostrando um vídeo interessante. Claro que os movimentos que fazia com a cabeça, sobre meu pau, fazia-o endurecer, e ela se remexia, buscando outra posição sobre minhas coxas, e quanto mais mexia mais minha rola crescia. Como se estivesse falando de algo banal, como uma poça d’água deixada pela chuva, Sinara comentou:

– Cláudio, tua rola tá disputando com minha cabeça um espaço no teu colo (a cabeça da minha pica ao lado do seu rosto, quase na sua boca). E com esse chamego ó como tá minha buceta (e mostrava a xoxota líquida babando brilhante). Vamos resolver isso aqui.

Arqueou um pouco o corpo, minha rola feito poste, pulsando, ela começou a massagear, punhetando, depois baixou os lábios e passou a chupar suavemente. Eu gemia, minha mão acariciando seus seios pequenos, seu corpo se contorcendo no sofá e meus dedos chegando à lagoa encharcada de seu entrepernas. Os dois gemiam.

Num movimento lépido, ela subiu o corpo, passou a perna e foi sentando, encaixando a buceta na minha pica. Foi sentando e fui sentindo o quente fervente da sua buceta enquanto a penetrava. Eu ora sugava seus seios, ora a beijava freneticamente, enquanto ela cavalgava, bela e soberana, sobre meu caralho.

Em determinado momento, ela acelerou as estocadas, apertou-se contra meu corpo e grunhiu mais forte, num gozo extraordinário. Logo após o orgasmo, ainda meio grogue, pernas trêmulas, ela levantou-se um pouco, o bastante para minha pica sair de seu priquito, e, com a mão, direcionou meu pau para seu cu, e foi sentando, movimentando-se em requebros. Em pouco tempo de remexidas senti a explosão se aproximando e acontecendo, aos jatos, dentro do seu cu, enquanto ela, ofegante, me abraçava e sorria e me beijava na boca.

Às últimas golfadas, deitamo-nos por cima um do outro, sobre o sofá, e curtimos nossas respirações apressadas, até voltarmos ao normal, nos levantarmos, e, agarrados, atravessarmos a sala para o banheiro e juntos tomarmos mais uma ducha. Enxugamo-nos, mas permanecemos nus, preparando a mesa para a refeição que estava por chegar, conversando assuntos aleatórios, como se há poucos segundos não estivéssemos estrepados, um por dentro do outro, gozando lindamente.

O restante do dia não foi de dois namorados, ou dois amantes, mas continuamos a dupla de amigos camaradas, tratando de temas os mais prosaicos e diversificados, como política estudantil, universidade, campanha presidencial e coisas tais, feito companheiros, sem qualquer conotação sexual, embora os dois nus e ligeiramente excitados.

Ao deixa-la na universidade, à noite, ela disse que amou o meu espaço e minha companhia, e perguntou se poderíamos continuar nos encontrando – naturalmente sendo apenas bons amigos, ressaltou. Desde então, vez em quando Sinara (agora apenas Nara) aparece lá em casa, entra, tira a roupa, vai à cozinha, prepara um de-comer, toma banho, folheia um livro, lê um pouco, conversamos sobre tudo, comemos pipoca assistindo a filmes ou séries, quando pinta tesão nos fodemos...

E agora me convidou para viajar com ela para um congresso estudantil em Brasília.

Vamos lá!

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Claudio_New a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários