Vaquinha do tio

Um conto erótico de Sweetnipples
Categoria: Heterossexual
Contém 1305 palavras
Data: 22/05/2026 22:58:07

Aqui em casa somos só eu e mamãe. Ela me teve ainda na adolescência, mas nunca deixou que isso enterrasse os sonhos dela. Aos vinte e nove anos, já é mãe de uma pré-adolescente, formada em enfermagem e atualmente cursando psicologia.

Mamãe trabalha demais para garantir uma vida boa pra nós duas. Moramos em um apartamento confortável, num bairro tranquilo, perto de tudo. E, dois andares abaixo, mora o tio Lu, irmão mais velho dela e praticamente meu segundo lar desde que me entendo por gente.

Tio Lu sempre esteve presente. Mais do que um tio, ele era meu melhor amigo. O tipo de pessoa que sabia exatamente quando eu precisava conversar, rir ou simplesmente ficar em silêncio.

— Vaquinha, amanhã você tem aula? — ele pergunta ao entrar no meu quarto sem bater, como sempre fazia.

O apelido pode soar estranho, mas nunca me incomodou. Desde pequena eu sou apaixonada por vacas. Meus pijamas têm estampas de vaquinha, minhas canecas também, e até hoje eu durmo abraçada na velha pelúcia manchadinha que ganhei do meu pai.

Foi o único presente que ele me deu.

Mamãe contou que ele comprou a vaquinha no caminho da maternidade… antes de decidir que era jovem demais para ser pai e desaparecer da nossa vida.

— Tenho, sim — respondo, tirando os olhos do celular. — Ninguém avisou nada diferente no grupo.

Tio Lu encosta no batente da porta, cruzando os braços.

— Então anda logo. Sua mãe já tá reclamando que a comida vai esfriar.

Reviro os olhos, mas sorrio mesmo assim. Levanto da cama e jogo a pelúcia de lado antes de acompanhar ele até a cozinha, sentindo aquele conforto familiar que sempre vinha quando estávamos juntos.

No dia seguinte, enquanto me arrumava para a escola, senti uma pontada forte na barriga.

Fiquei imóvel por alguns segundos, pressionando a mão contra o abdômen enquanto outra dor, mais suave, latejava nos meus seios. O desconforto era esperado para a minha idade, claro… mas isso não significava que eu estivesse preparada.

Ou ansiosa pra aquilo.

Franzindo o cenho, corri até o banheiro outra vez. Quando abaixei o pijama, meu coração disparou.

Então era isso.

Minha primeira menstruação.

Fiquei encarando a pequena mancha vermelha por alguns segundos, meio nervosa, meio surpresa. Parecia estranho pensar que eu tinha esperado anos por aquele momento e, quando finalmente aconteceu, tudo o que consegui sentir foi um friozinho na barriga.

Peguei o celular com as mãos trêmulas e mandei mensagem para mamãe.

“acho que minha menstruação desceu”

Ela respondeu quase imediatamente.

“Meu amor 🩷 parabéns”

“Tem absorvente no meu banheiro, na última gaveta.”

“Qualquer coisa me liga.”

Sorri sem perceber.

Mamãe sempre fazia parecer menos assustador.

Menos de dez minutos depois, a porta do apartamento se abre tio Lu segurando uma sacola branca da farmácia.

— Tio…?

Ele entrou sem esperar convite, como fazia desde sempre, e colocou a sacola na mesa da cozinha.

— Absorvente, remédio pra cólica… e chocolate — enumerou, tirando cada coisa de dentro da sacola com a maior naturalidade do mundo.

Não consegui evitar a risada.

— Mãe fofoqueira.

— Sua mãe só comentou que minha vaquinha tava virando mocinha — ele rebateu, dando de ombros.

Mas quando olhei melhor, percebi os olhos dele marejados.

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, tio Lu me puxou para um abraço apertado, daqueles que esmagavam sem machucar.

— Minha vaquinha tá crescendo… — ele resmungou baixinho, emocionado.

Passei o resto do dia inteiro sendo mimada.

Mamãe deixou que eu faltasse à escola, tio Lu transformou a sala em um verdadeiro cinema improvisado e eu tive remédio, cobertor e besteira à vontade. Os chocolates que ele comprou desapareceram antes mesmo do fim da tarde.

Quando a noite caiu, a cólica já tinha ido embora quase por completo. O apartamento estava silencioso, iluminado apenas pela luz amarelada da cozinha e pelo som distante dos carros lá embaixo.

A fome bateu de repente.

Abri os armários sem muito interesse até encontrar um pacote de miojo. Perfeito.

Enquanto esperava a água esquentar no micro-ondas, me apoiei na bancada, distraída… até sentir uma pressão estranha no peito.

Franzi a testa imediatamente.

Não era exatamente dor.

Era uma sensação quente, sensível… pulsante.

Levei as mãos aos seios por reflexo, soltando o ar devagar quando senti os dois latejando sob a camiseta larga do pijama. Eles já eram visíveis fazia algum tempo, redondos demais para alguém da minha idade conseguir esconder direito em qualquer roupa.mas aquilo era diferente.

Muito diferente.

Meus olhos arregalaram enquanto apertava os lábios, confusa com a intensidade da sensação.

O micro-ondas apitou atrás de mim.

Mesmo assim, continuei parada no meio da cozinha, segurando os próprios peitos por cima do tecido fino, tentando entender o que estava acontecendo com meu corpo.

Ouço a porta se abrir atrás de mim, mas não consigo reagir.

Continuo parada diante do micro-ondas, respirando curto, tentando entender aquela sensação estranha tomando conta do meu peito.

Os passos de tio Lu ecoam pela cozinha até pararem perto de mim.

— Vaquinha…? — a voz dele sai imediatamente carregada de preocupação. — O que houve? Por que tá com essa carinha de assustada?

Basta ele perguntar para tudo desmoronar.

Sinto as lágrimas escorrerem antes mesmo de perceber que comecei a chorar. Minha boca treme, o ar prende na garganta e as palavras saem emboladas pelo desespero.

— Tá doendo, tio… doendo muito…

Os olhos dele se arregalam na mesma hora.

— Onde? É cólica? Tá piorando?

Balanço a cabeça rapidamente em negação, fungando enquanto tento respirar direito. Isso só parece deixá-lo ainda mais nervoso.

— Vaquinha, fala com o tio… onde tá doendo?

Meu rosto inteiro já está molhado de lágrimas quando aperto os próprios seios por cima da camiseta, soltando um gemido baixo de desconforto.

Por um segundo, o silêncio toma conta da cozinha.

Tio Lu entende na mesma hora.

A expressão alarmada dele suaviza instantaneamente, dando lugar a um alívio quase emocionado. Ele solta o ar devagar, como quem finalmente percebe que o mundo não estava acabando.

— Ah, meu amor… — a voz dele sai muito mais calma agora. — Vem cá.

Com cuidado, ele segura meus pulsos para que eu pare de apertar o peito e me guia até uma cadeira da cozinha. Seus movimentos são tranquilos, pacientes, como se estivesse lidando com algo frágil demais para quebrar.

— Isso acontece, tá? Principalmente agora… seu corpo tá mudando rápido.

Continuo fungando, envergonhada e assustada ao mesmo tempo.

— Mas dói…

— Eu sei que dói, vaquinha — ele responde baixinho, ajoelhando na minha frente para ficar na minha altura. — Só que não é nada ruim. Prometo.

Ele afasta uma mecha do meu cabelo grudada na bochecha molhada e sorri de canto, daquele jeito acolhedor que sempre fazia tudo parecer menos assustador.

— Acho que alguém tá crescendo rápido demais pro coração do tio acompanhar.

Ainda chorando, ouvi tio Lu repetir com paciência tudo o que minha mãe sempre me explicava. Sobre hormônios, mudanças no corpo, sensibilidade, ciclos… sobre como dor e desconforto às vezes vinham junto com crescer.

Ele falava com tanta calma que, aos poucos, meu desespero foi diminuindo.

— Seus seios vão ficar mais sensíveis em alguns períodos, principalmente agora. Isso é normal, vaquinha… o corpo muda, amadurece.

Continuo abraçada ao próprio peito, fungando baixinho.

— Mas eu não quero que eles cresçam muito… — murmuro, morrendo de vergonha. — Vou ficar feia.

A expressão dele muda na mesma hora, quase ofendida pela ideia.

— Ei. Nem brinca com isso.

Lu se aproxima um pouco mais e segura meu rosto com cuidado, obrigando meus olhos a encontrarem os dele.

— Você nunca vai ficar feia.

Meu coração tropeça dentro do peito.

Então ele sorri daquele jeito torto, divertido, tentando aliviar minha tensão.

— Além do mais… o que seria das vaquinhas sem boas tetas?

Ele aperta de leve a ponta do meu nariz.

O comentário me pega completamente desprevenida e sinto um arrepio diferente, arrepio esse que levanta todos os meus pelinhos e finaliza com um choque entre minhas pernas.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Doce acalento a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários