A Helena caiu de joelhos no banco de trás, com o rosto colado no estofado e a saia social cinza já levantada até a cintura. Como ela tinha prometido, a pele das coxas brancas estava completamente nua, sem nenhuma calcinha para atrapalhar. A bucetinha rosinha brilhava no escuro do carro, completamente encharcada, babando de tanto tesão acumulado desde o treino na academia.
— Vai, Paulo... entra logo antes que eu perca o juízo de vez! — ela suplicou num sussurro desesperado, jogando a bunda para trás, caçando o contato.
Eu liberei os 19 cm, que já estavam pulsando vermelhos de tanta pressão, e mirei direto naquela carne quente. Sem nenhuma delicadeza, afundei o pau de uma vez só, até o talo, sentindo o aperto absurdo daquela loira que parecia querer engolir cada milímetro do meu pecado.
— Ahhh! Meu Deus, Paulo! — a Helena soltou um ganido agudo, que ela abafou cravando os dentes no próprio braço para não gritar para o campus inteiro ouvir. — É grosso demais... me quebra inteira!
Segurei firme nos quadris dela, cravando os dedos na carne branca da bunda, e comecei a socar com ódio, num ritmo rápido e bruto. O som da nossa carne batendo ecoava abafado dentro do carro. Plact, plact, plact. O vidro fumê começou a embaçar com o calor do nosso suor e da respiração ofegante. Eu olhava fixo para aquele cenário de cinema, a maior moralista da faculdade de quatro no meu banco de trás, implorando pela grosseria do marido da colega de trabalho, enquanto a própria mulher estava em algum vestiário dando para o professor de Educação Física.
Eu estava no auge do bombardeio, sentindo a Helena contrair a buceta inteira em volta da minha pica a cada estocada, quando, de repente, um facho de luz forte bateu direto no vidro traseiro do carro.
O susto foi tão grande que meu corpo travou no mesmo instante. A Helena congelou na posição, com os olhos azuis arregalados de pânico pelo reflexo do retrovisor.
Lá fora, os faróis de um carro alto tinham acabado de entrar na vaga exatamente atrás da nossa. O motor roncou forte e desligou. Pela silhueta que desceu do veículo, o meu sangue simplesmente sumiu do corpo.
Era o Tomás. O bombado de dois metros de altura tinha acabado de estacionar a caminhonete dele ali.
— Meu Deus... é ele, Paulo... é o Tomás! — a Helena começou a ficar nervosa, o corpo inteiro tremendo de pavor embaixo de mim, enquanto os meus 19 cm continuavam cravados até o fundo dela. — Se ele olhar para cá... se ele abrir essa porta, ele mata nós dois!
— Fica quieta, Helena! Não mexe um músculo! — ordenei num sussurro frio, colando meu peito nas costas suadas dela para diminuir qualquer volume visível através do vidro fumê.
Pelo canto do vidro lateral, eu conseguia ver cada passo do cara. O Tomás desceu com a mochila da academia nas costas, usando uma regata cavada que mostrava a ignorância dos braços dele. Ele travou na calçada, tirou o celular do bolso e começou a discar.
No mesmo segundo, o celular da Helena, que tinha ficado jogado no assoalho do banco da frente, começou a vibrar e a tocar o sinal de chamada. O som parecia uma bomba relógio dentro do carro silencioso.
O Tomás olhou para os lados, confuso, caminhando na direção do meu carro. Ele chegou a dois passos da minha porta, com o celular no ouvido, olhando fixo para os vidros escuros, tentando enxergar alguma coisa lá dentro. A distância era tão curta que dava para ouvir o sinal de chamada chamando do outro lado da linha.
A Helena fechou os olhos com força, derramando lágrimas de puro pânico. O medo do flagrante era tão absurdo que a bucetinha dela entrou em um espasmo violento, uma pressão tão surreal e quente em volta do meu pau que eu precisei morder os próprios lábios para não gozar ali mesmo, na boca do caixa. A loira estava tendo um orgasmo de puro pânico, tremendo inteira enquanto o noivo dela estava a um palmo de distância da janela.
O Tomás franziu a testa, deu mais um passo e esticou a mão na direção da maçaneta do meu carro, provavelmente achando o veículo suspeito ou querendo ver o próprio reflexo para ajeitar o cabelo.
O tempo simplesmente parou. A mão gigante do Tomás ficou a dois centímetros da maçaneta da porta traseira. Dava para ver as veias do braço dele saltadas contra a luz do poste do estacionamento. A Helena estava completamente petrificada embaixo de mim, com a boca aberta contra o estofado, segurando o choro e sentindo o meu pau pulsar no fundo da sua buceta, que não parava de contrair de tanto pavor e tesão.
Foi quando, de repente, um grito vindo do pátio cortou o silêncio.
— Ei, Tomás! Cara, você tá atrasado pro treino dos moleques do vôlei!
O Tomás tomou um susto, recolhendo a mão da maçaneta na hora. Ele se virou de costas para o meu carro e olhou na direção da quadra coberta. Era outro professor chamando.
— Já tô indo, porra! — o Tomás gritou de volta, a voz grossa ecoando no estacionamento. Ele olhou uma última vez para o vidro fumê do meu carro, desligou a chamada do celular — fazendo o aparelho da Helena finalmente parar de vibrar no assoalho — e saiu batendo os pés pesados no asfalto, sumindo em direção ao bloco de Educação Física.
O ar voltou para os meus pulmões com a força de um soco. A Helena soltou um soluço longo, o corpo desabando completamente no banco de trás, desmanchada em suor e lágrimas de alívio.
— Meu Deus... meu Deus, Paulo... — ela balbuciava, o peito subindo e descendo contra o couro. — Quase... foi por muito pouco...
Eu dei um riso seco, a adrenalina fazendo meu sangue ferver. Olhei para baixo e vi os meus 19 cm ainda cobertos pelo mel da loira, brilhando no escuro. O perigo de quase sermos pegos pelo bombado de dois metros não tinha quebrado o clima; tinha transformado o carro num laboratório de perversão ainda pior.
— O boi passou perto, santinha — comentei, a voz rouca, segurando o rabo de cavalo dela com força e puxando a cabeça dela para trás para ela olhar na minha cara. — Mas ele já foi. E a sua aula só começa daqui a vinte minutos. Você achou mesmo que eu ia te deixar sair desse carro sem terminar o serviço?
Os olhos azuis dela, ainda lacrimejando, mudaram de expressão no mesmo segundo. O pânico deu lugar a uma luxúria cega, doentia. Ela deu um sorriso cínico, passando a ponta da língua nos lábios suados.
— Você é um demônio, Paulo... — ela sibilou, empinando aquela bunda branca e redonda com ainda mais força contra mim. — Entra... entra logo e me rasga de uma vez. Se o Tomás soubesse que a noiva dele gozou de medo olhando para a caminhonete dele, ele morria. Me fode com ódio!
Eu não esperei. Segurei os quadris dela com as duas mãos, cravando as unhas na carne, e desferi a primeira estocada. Foi tão violenta que o carro todo balançou, os amortecedores rangendo no silêncio da vaga escura. *Plact, plact, plact.*
A Helena se entregou por completo, mordendo o próprio casaco para abafar os gritos enquanto eu castigava a bucetinha rosinha dela sem dó nenhuma. A cada soco fundo, eu lembrava a ela que ela agora pertencia ao meu jogo, que a pose de professora de química tinha morrido e que o Tomás era só o espectador que ia pagar a conta.
Aumentei o ritmo até o limite, sentindo a pressão subir com tudo. A Helena começou a rebolar na minha pica de um jeito frenético, completamente dependente daquela humilhação gostosa.
— Eu vou... eu vou gozar de novo, Paulo! — ela gritou abafado, as pernas tremendo como se estivessem levando um choque elétrico.
No momento em que a buceta dela travou no meu pau com uma força absurda, eu afundei até o osso e descarreguei tudo lá dentro. Um jato quente atrás do outro, enchendo a moralista da faculdade até a boca do útero. Ela soltou um ganido longo e desabou de peito no banco, completamente destruída.
Saí de dentro dela devagar, vendo o estrago: a saia social cinza amassada na cintura, o coque do cabelo loiro totalmente desfeito e o rímel borrado de verdade agora. Limpei-me rápido, passei para o banco da frente e olhei para o relógio no painel: 19h05.
A Helena se mexeu no banco de trás, caçando os óculos no chão com as mãos trêmulas, tentando recuperar a dignidade que ela tinha acabado de deixar naquele estofado.
— Você tem dez minutos para consertar essa cara e entrar na sala, professora — falei de canto de olho, com um sorriso debochado.
O relógio no painel do carro ainda marcava 19h06 quando a Helena conseguiu fechar o zíper da saia social, as mãos tão trêmulas que ela mal conseguia prender o botão do terninho cinza. Ela se olhou no retrovisor, tentando ajeitar o coque desfeito e limpar o rímel borrado com a ponta dos dedos, exalando aquele cheiro forte de sexo misturado com o perfume caro que agora impregnava o banco de trás.
— Você é um monstro, Paulo... — ela sussurrou, a voz completamente rouca, abrindo a porta do carona e saindo a passos rápidos, tentando recuperar a postura de professora de química enquanto caminhava em direção ao bloco de salas.
Eu mudei para o banco do motorista, rindo baixo, sentindo o pau ainda meio desperto na bermuda, melado com o suor da loira. Limpei-me rápido com um lenço de papel que guardava no porta-luvas e olhei para o relógio: 19h15. O sinal da primeira aula tinha acabado de bater.
Foi aí que o meu celular vibrou no console. Uma notificação do direct do WhatsApp. Sorri antes mesmo de abrir. Era a Naty.
Ela tinha mandado uma foto tirada de baixo para cima, no escuro. A saia jeans estava levantada até o umbigo, revelando que ela já tinha tirado a calcinha preta. Ao fundo, a parede de azulejos brancos denunciava o lugar: o vestiário privativo dos professores de Educação Física.
A legenda dizia: "O Marcos achou o vestiário muito abafado... Vem me ajudar a refrescar antes que ele me quebre no meio, amor. Cabine 3. Não demora."
O sangue ferveu na hora. Enfiei o celular no bolso, tranquei o carro e caminhei pelo pátio agora vazio em direção ao bloco de esportes. O cheiro de borracha e cloro do corredor dos vestiários era forte. A iluminação era fraca, e a faculdade parecia um deserto enquanto os alunos estavam trancados nas salas.
Empurrei a porta de madeira do vestiário masculino. O som do chuveiro ligado ao fundo ecoava, criando uma cortina de vapor quente que embaçava tudo. Caminhei a passos lentos, os tênis fazendo um barulho discreto no piso úmido, até parar em frente à terceira cabine.
A porta estava encostada. Olhei pela fresta e a cena fez o meu cérebro estalar.
A Naty estava de costas, com as duas mãos apoiadas na parede de azulejos, empinando aquela bunda ruiva e redonda que eu conhecia tão bem. O Marcos estava colado atrás dela, a camiseta justa já jogada no chão, mostrando as costas largas e musculosas cheias de gotas de suor. A calça de moletom dele estava arriada até os joelhos, revelando um pau enorme, grosso e veado, que ele esfregava com força entre as bandas da bunda da minha mulher.
— Puta que pariu, Naty... você tá muito molhada, sua safada — o Marcos sibilava, a voz grossa ecoando no vapor. — O Paulo não tá te dando assistência em casa, é?
— Cala a boca e entra, Marcos... — a Naty gemia baixo, rebolando o quadril para trás, caçando a pica dele. — Entra logo que eu sei que ele tá vendo... eu sinto ele por perto.
Eu não esperei. Empurrei a porta da cabine de uma vez. O baque da madeira contra o batente fez os dois olharem para trás no mesmo segundo.
Os olhos verdes da Naty brilharam com um tesão doentio quando ela me viu ali, de braços cruzados, encostado no portal. O Marcos deu um sorriso de canto, sem um pingo de vergonha, orgulhoso do tamanho do estrago que estava prestes a fazer.
— Olha quem resolveu assistir o treino — o Marcos desdenhou, a voz pesada de adrenalina. Ele segurou a cintura da Naty com as duas mãos, cravando os dedos na pele branquinha dela. — Quer que eu vá devagar ou do jeito que ela gosta, Paulo?
— Rasga ela, Marcos. Mostra para que serve esse tamanho todo — respondi, a voz grossa, liberando o meu pau para fora da bermuda de novo, já pulsando duro e vermelho só de ver a minha mulher nos braços daquele armário.
O Marcos soltou um riso curto, puxou o quadril da Naty com força para trás e, num golpe só, afundou o pau todo na bucetinha dela.
— Ahhhhhh! — a Naty soltou um grito agudo, que ecoou no teto alto do vestiário, cravando as unhas no azulejo. O impacto foi tão violento que o corpo dela foi jogado para a frente. — Paulo! Meu Deus... ele é muito grande! Me fode olhando para ele, Marcos!
O som da carne batendo começou pesado. Plact, plact, plact. O Marcos socava com ódio, as veias do braço dele saltadas enquanto ele suspendia a Naty de leve pelas coxas, fazendo ela quicar com tudo na pica dele. A saia jeans dela balançava a cada estocada, e os cachos ruivos, já úmidos do vapor do chuveiro, colavam nas costas suadas.
Aproximei-me devagar, ficando de frente para a Naty. Me ajoelhei no chão úmido do vestiário, bem embaixo do rosto dela. O cheiro ali era uma mistura explosiva do suor do Marcos, do perfume da Naty e do suco que já escorria pelas pernas dela a cada bombardeio do grandão.
— Olha para mim, sua puta — ordenei, segurando o queixo dela com força.
A Naty abriu os olhos, completamente entregue à perversão, a boca entreaberta salivando de prazer enquanto o Marcos continuava castigando ela por trás sem dó nenhuma.
— Abre a boca — mandei.
Ela obedeceu na hora, botando a língua para fora. Enfiei o meu pau na boca dela até o talo, sentindo a garganta quente da minha mulher me apertar enquanto, lá atrás, o Marcos socava o fundo do útero dela. A sincronia era perfeita: a cada estocada que o Marcos dava por trás, o corpo da Naty era empurrado para a frente, fazendo ela engolir o meu pau ainda mais fundo.
O vestiário virou um caldeirão. O som dos gemidos abafados da Naty na minha pica, o barulho violento do impacto da carne do Marcos na bunda dela e o eco da água do chuveiro caindo criavam uma sinfonia de putaria pura.
— Eu vou... eu vou derreter, caralho! — o Marcos urrou, aumentando a velocidade de um jeito brutal, os quadris dele batendo como uma britadeira. — Vou gozar na sua mulher, Paulo! Vou encher essa ruiva!
A Naty começou a ter espasmos violentos na minha boca, a buceta dela travando com tanta força no pau do Marcos que o cara soltou um rugido de bicho. Ele afundou até o osso e descarregou uma quantidade absurda de porra dentro dela. Deu para ver o corpo da Naty tremer inteiro com o calor do jato do grandão.
No mesmo segundo, a pressão da boca dela e a visão daquela covardia me fizeram chegar ao limite. Puxei o meu pau da boca dela e, com três bombadas rápidas, descarreguei um jato grosso de porra direto no rosto dela, sujando as bochechas coradas, o batom vermelho borrado e os cabelos ruivos.
Ficamos os três ali, arfando no meio do vapor. O Marcos deu um passo para trás, limpando o pau na saia dela, enquanto a Naty desabava de joelhos no chão, com a porra escorrendo pelo rosto, mas com o sorriso mais cínico e satisfeito do mundo.
Ela olhou para cima, passou o dedo na bochecha, colhendo um pouco do meu esperma, e lambeu.
— Sexta-feira maravilhosa... — ela sussurrou, a voz sumindo.
O Marcos deu um tapa estalado na bunda da Naty enquanto ela se levantava do chão do vestiário, ainda rindo e limpando o canto da boca com as costas da mão. O grandão puxou a calça de moletom para cima, ajeitou o elástico na cintura e olhou para mim, soltando um riso soprado de quem se sentia o dono do mundo.
— Vocês dois são completamente doentes, sabia? — o Marcos falou, pegando a camiseta no chão e jogando por cima do ombro. Ele olhou para a Naty, que tentava ajeitar a saia jeans toda amassada. — Mas vou te falar... essa ruiva aqui tem o encaixe perfeito. Quando é que vai ser o próximo treino, Paulo? Minha semana vai ser longa se eu tiver que esperar até a outra sexta.
A Naty me olhou pelo espelho do vestiário, os olhos verdes brilhando com aquele segredo que queimava na nossa mente. O Marcos achava que era o único convidado do nosso teatro, o macho alfa que estava dominando a situação. Ele não fazia a menor ideia de que a terça-feira já estava reservada para o Carlos e para a Akemi, e muito menos que a Helena estaria assistindo a tudo de joelhos.
— Calma, Marcos... o Paulo tem ciúme se a gente exagerar na dose — a Naty mentiu com uma naturalidade assustadora, aproximando-se dele e dando um selinho rápido na boca dele, deixando um rastro do nosso gosto nos lábios do professor. — Vai dar sua aula de anatomia que o dever te chama. A gente se fala pelo direct.
— Você que manda, ruiva — o Marcos piscou para ela, me deu um soco leve no ombro em sinal de parceria e saiu da cabine pisando alto, sumindo pelo corredor dos vestiários enquanto assoviava.
Assim que a porta principal bateu, o silêncio do vestiário foi quebrado pelo riso abafado da Naty. Ela se jogou nos meus braços, colando o corpo ainda suado e quente no meu peito, com o rosto sujo de porra encostado no meu pescoço.
— Meu Deus, Paulinho... o Marcos é um cavalo, mas ele é tão previsível — ela sussurrou, a voz rouca de tanto gemer. — Ele realmente acha que é a estrela do show. Mal sabe ele que na terça-feira o parquinho vai ser internacional.
— Deixa ele achar que tá no controle, amor — falei, segurando a nuca dela e puxando o cabelo ruivo de leve. — O tombo do grandão vai ser mais gostoso quando ele descobrir o tamanho do terremoto que o Tizil e a japa vão trazer. Mas agora, limpa esse rosto. A gente tem uma professora de química para vigiar antes de ir para casa.
A Naty deu uma última lambida no meu pescoço, ligou o chuveiro da cabine e entrou debaixo da água fria só para tirar o grosso do suor e do leite. Ela não demorou cinco minutos. Saiu da água, se secou com a própria blusa de alcinha (já que ia voltar sem sutiã mesmo) e ajeitou o cabelo ruivo num coque alto, deixando alguns cachos molhados caírem pelo pescoço.
Saímos do bloco de Educação Física de braços dados, cruzando o pátio da faculdade como se fôssemos o casal mais comercial do mundo. O relógio no saguão marcava 19h45. O intervalo da primeira aula estava prestes a começar.
Decidimos passar em frente ao laboratório de química. Pelo vidro da porta, dava para ver a Helena de pé na frente do quadro negro. O terninho cinza parecia impecável de longe, mas quando chegamos mais perto, o cenário era outro. A mão dela que segurava o pincel atômico tremia visivelmente. Ela escrevia uma equação de balanceamento e errava os números, apagando com a palma da mão, visivelmente desconcentrada.
A Naty parou bem na janela, cruzou os braços e ficou olhando fixo para a Helena.
Sentindo o peso do olhar, a professora virou o rosto em direção à porta. Quando os olhos azuis da Helena cruzaram com os verdes da Naty — e depois desceram para mim, vendo a minha bermuda ainda desalinhada —, o rosto dela ficou completamente vermelho. Ela engoliu em seco, gaguejou no meio de uma frase sobre ligações covalentes e deixou o pincel cair no chão. Os alunos da primeira fileira se entreolharam, sem entender o que estava acontecendo com a professora tão rígida.
A Naty deu aquele sorriso de lado, o mesmo sorriso canalha que tinha usado com o Marcos dez minutos atrás, e mandou um beijo no ar para a Helena através do vidro.
A loira quase desmoronou ali mesmo na mesa de experimentos. Ela sabia que a contagem regressiva para terça-feira tinha começado, e que cada segundo até lá seria uma tortura de pura ansiedade e tesão proibido.
— Vamos embora, Paulinho — a Naty cochichou no meu ouvido, me puxando em direção ao estacionamento. — Minha buceta já tá cobrando o segundo round em casa e eu quero deixar a cerveja do Tizil no congelador desde já.
