O peão do sítio

Um conto erótico de Casal Maravilhoso
Categoria: Heterossexual
Contém 1667 palavras
Data: 22/05/2026 05:55:09

Aos 43 anos, eu carregava comigo a beleza madura de quem aprendera a esconder os próprios desejos atrás da rotina. Casada havia mais de vinte anos com Marcelo, um homem correto e trabalhador, vivia numa pequena cidade do interior paulista, cercada por ruas silenciosas, vizinhos curiosos e tardes lentas de calor abafado.

Nos fins de semana, costumávamos visitar o sítio dos meus pais, uma propriedade antiga cercada por pastos, mangueiras e cheiro de terra molhada. Marcelo adorava o lugar porque podia descansar longe do movimento da oficina. Gostava porque ali se lembrava da juventude — e porque o sítio parecia despertar em mim algo que a cidade havia adormecido.

Conheci Jonas, um peão contratado por meu pai para ajudar nos afazeres do sítio. Era um homem grande, gordo, de mãos ásperas, barba malfeita e roupas sempre cobertas de poeira vermelha. Tinha um jeito bruto, quase selvagem, mas notava que os olhos me acompanhavam de maneira insistente, como se ele enxergasse em mim algo além da mulher comportada que todos conheciam.

No começo, eu fingi não perceber.

Mas percebi.

Percebia quando ele tirava o chapéu ao me cumprimentar. Quando me observava em silêncio enquanto estendia roupas no varal. Quando encontrava algum motivo qualquer para passar perto de mim no curral ou no galpão.

Sentia aquilo crescer dentro de mim como um segredo perigoso.

Numa noite de sábado, Marcelo dormiu cedo depois de algumas cervejas com meu pai. O sítio mergulhou num silêncio pesado, cortado apenas pelos grilos e pelo vento balançando as árvores.

Sem conseguir dormir, fui até a varanda.

Jonas estava sentado próximo ao celeiro, fumando sozinho.

Nossos olhos se encontraram no escuro.

Eu deveria voltar para dentro.

Mas não voltei.

A conversa começou tímida, feita de frases curtas e olhares longos demais. Jonas falava pouco, porém havia algo na presença dele que me fazia se sentir viva de uma forma que há anos não experimentava.

Quando ele se aproximou, senti o cheiro de suor, terra e fumo. Um cheiro rude, masculino, proibido.

— A senhora sabe que eu penso na senhora o tempo todo... — ele confessou, com a voz baixa.

Deveria ter me afastado.

Em vez disso, permaneci imóvel.

O coração batia forte, misturando culpa e desejo. Pela primeira vez em muitos anos, sentia desejada não como esposa, mas como mulher.

E naquela noite quente do interior, cercada apenas pelo escuro do sítio e pelos segredos que jamais poderiam ser contados, cruzei uma linha da qual talvez nunca conseguisse voltar.

Ele se levantou, me segurou pelos ombros e me beijou. Estava imóvel, sabia que era errado, mas permaneci, deixando aquele homem me beijar. Quando parou, eu corri ara dentro de casa, deixando Jonas lá.

O domingo amanheceu abafado, com nuvens pesadas cobrindo o céu do interior. Acordei antes de Marcelo e fiquei alguns minutos olhando o teto de madeira do quarto antigo da infância. Quase não dormira.

A lembrança da conversa com Jonas e o beijo, ainda queimava em minha cabeça.

Levantei-me devagar para não acordar meu marido e fui até a cozinha do sítio preparar café. O cheiro forte passou pela casa enquanto o silêncio da manhã era quebrado apenas pelos galos e pelo som distante de bois no pasto.

Tentava agir normalmente.

Mas bastava ouvir passos do lado de fora para meu coração disparar.

Jonas apareceu na porta pouco depois, segurando o chapéu nas mãos grossas. Cumprimentou meu pai com respeito, evitou me encarar por alguns segundos… até encarar.

Foi rápido.

Mas suficiente.

Havia algo diferente agora. Um acordo silencioso. Um segredo compartilhado.

Durante toda a manhã, senti a tensão crescer entre nós. No almoço em família, Marcelo falava sobre contas e problemas da oficina sem notar o silêncio estranho em mim. O meu pai reclamava da seca. A minha mãe servia comida como sempre fazia.

E Jonas trabalhava lá fora.

Mesmo distante, parecia ocupar todo o espaço na minha mente.

Mais tarde, já perto do entardecer, fui até o pomar com a desculpa de colher algumas goiabas para minha mãe. Precisava respirar. Precisava me afastar daquela sensação perigosa.

Ou talvez estivesse esperando ser seguida.

O sítio estava quieto, iluminado pela luz dourada do fim da tarde. O vento balançava os galhos, espalhando o cheiro doce das frutas maduras.

Ouvi passos atrás de mim.

Não precisou olhar para saber quem era.

— Dona Mara…

A voz baixa fez meu corpo inteiro estremecer.

Jonas parou perto demais. Trazia a camisa aberta no peito, marcas de suor e poeira nos braços fortes. Havia desejo nos olhos dele, mas também hesitação.

— Isso é errado — eu murmurei, quase sem convicção.

— Eu sei.

O silêncio entre nós dois ficou pesado.

Sabia que ainda podia ir embora. Voltar para casa. Fingir que nada estava acontecendo.

Mas havia anos que ninguém me olhava daquele jeito.

Anos ninguém fazia meu coração acelerar daquela forma.

Quando Jonas segurou minha mão, eu fechei os olhos por um instante. Senti culpa. Medo. Excitação.

Tudo ao mesmo tempo.

Ao longe, ouvia a voz de Marcelo chamando por mim perto da varanda da casa.

Nós nos afastamos imediatamente.

Voltei andando depressa, tentando recuperar o fôlego e a compostura, enquanto Jonas permaneceu sozinho entre as árvores do pomar.

Mas naquela altura eu já entendia uma coisa:

o verdadeiro perigo não era Jonas.

Era o fato de que parte de mim não queria mais resistir.

Naquela noite, a chuva finalmente chegou ao interior com força. Pingos grossos batiam no telhado do sítio enquanto relâmpagos iluminavam os pastos por alguns segundos.

Estava inquieta.

Marcelo dormia pesado ao meu lado, cansado depois de um dia inteiro ajudando meu pai a consertar uma cerca caída. Eu, porém, permanecia desperta, olhando a janela ser riscada pela água da chuva.

Não conseguia parar de pensar em Jonas.

Tentei fechar os olhos.

Foi então que ouviu passos na varanda.

Lentos.

Pesados.

O coração disparou imediatamente.

Marcelo se mexeu na cama, resmungando algo incompreensível, mas não acordou. Prendi a respiração enquanto os passos paravam do lado de fora do quarto.

Silêncio.

Depois… duas batidas discretas na madeira da janela.

Sentei na cama num impulso.

Sabia quem era.

E aquilo tornava tudo muito pior.

Por alguns segundos fiquei imóvel, lutando contra mim mesma. Bastava ignorar. Bastava permanecer ali.

Mas a curiosidade venceu.

Levantei-me devagar e caminhei descalça até a janela. Através da fresta da cortina vi Jonas sob a chuva, encharcado, o chapéu apertado contra o peito.

Ele parecia nervoso.

Abri apenas alguns centímetros.

— Você enlouqueceu? — sussurrei.

— Precisava falar com a senhora.

— O Marcelo está aqui!

Como resposta, Jonas apenas olhou para dentro do quarto escuro.

Foi então que um trovão explodiu tão forte que Marcelo despertou assustado.

— Mara?

Ela gelou.

Virou-se imediatamente.

— O que você tá fazendo aí na janela? — perguntou o marido, ainda sonolento.

Por um instante que pareceu eterno, achei que tudo estava acabado.

Sentia o próprio coração batendo na garganta.

— A chuva… acordei com o barulho — respondi rapidamente.

Marcelo se levantou parcialmente, esfregando os olhos e olhando na direção da janela.

Do lado de fora, Jonas já havia desaparecido na escuridão.

Mesmo assim, Marcelo caminhou até perto da cortina.

Senti o corpo inteiro travar.

Se ele abrisse…

Se visse pegadas…

Se percebesse qualquer coisa…

Mas Marcelo apenas olhou a tempestade e bocejou.

— Vai fechar isso. Está entrando vento.

Obedeci imediatamente.

Quando voltei para a cama, mal conseguia respirar.

Marcelo adormeceu outra vez em poucos minutos.

Eu, não.

Fiquei acordada até quase amanhecer, ouvindo a chuva cair e imaginando quantas vezes ainda conseguiria esconder aquilo antes que alguém percebesse.

Porque em cidade pequena, segredos nunca permaneciam enterrados por muito tempo.

Bem cedo, Marcelo levou meus pais até a cidade, para pegar algumas coisas no mercado para o almoço. Não demorou para escutar passos na varanda, meu coração acelerou, e Jonas apareceu na porta. Aproveitando que estávamos sozinhos, foi mais ousado vindo em minha direção.

Estava com um vestido leve, florido, de alcinhas finas. Ele ficou frente a frente comigo, o cheiro de suor, sua roupa suja de poeira, a tensão no ar. Não trocamos uma só palavra, mas nossas respirações ofegantes denunciavam o clima e a vontade dos dois.

Com suas mãos ásperas pegou na parte de cima do vestido entre as alças, e com uma só puxada resgou meu vestido, abrindo a frente quase inteira. Meus seios nus saltaram para fora, ele olhava com uma vontade enorme para as auréulas grandes e escuras, os bicos estavam durinhos pelo tesão da situação. Foi quando senti sua boca encostando em minha pele, chupando meus seios com uma vontade gigantesca.

Sentia minha bucetinha molhada, escorrendo. O cheiro daquele homem me fazia enlouquecer.

Jonas, puxando o resto que sobrava do tecido, terminou de rasgar tudo. Me virou de costas para ele, abaixando um pouco minha calcinha, senti encostar em minha bucetinha sua pica. Com pouco esforço foi penetrando em mim, um arrepio subia pelas costas, seus movimentos entrando e saindo, faziam meus seios balançarem para frente e para trás. O barulho que fazia da minha bucetinha sendo fudida, meus gemidos baixinho e o cheiro que exalava no ambiente aumentava o tesão entre nós dois.

Eu não acreditava que estava me entregando para aquele peão, gordo, sujo, cheirando a suor. Mas estava ali, com a calcinha arreada, sendo enrabada por Jonas. A força que ele me penetrava era enorme, sua pica grossa parecia arrebentar minha bucetinha, mas era maravilhoso.

Quando ele foi gozar, me fez abaixar, e com uma explosão, sua porra veio em direção ao meu rosto, me lambuzando inteira, e como uma verdadeira puta, chupei sua pica até a última gota.

Imediatamente me levantei, pois havia passado bastante tempo, e Marcelo e meus pais poderiam chegar a qualquer momento. Jonas se arrumou e saiu e corri tomar um banho para me limpar e esconder o vestido rasgado.

Os três chegaram da cidade e eu permaneci como se nada tivesse acontecido, mas na realidade, minha vida havia tomado um novo rumo.

E quando sinto falta do cheiro de suor, vou correndo fazer uma visita para meus pais, muitas vezes mesmo sem Marcelo, porque na realidade, é Jonas que vou encontrar.

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