NUM SET DE FILMAGEM

Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Grupal
Contém 1514 palavras
Data: 19/04/2026 14:44:07
Assuntos: Grupal

Vendi alguns dos meus contos para serem roteirizados e transformados em pequenos (mas sofisticados) vídeos eróticos – os identificados como “vídeos com história”. Negócio fechado, grana na conta, o produtor e diretor, Jarbas Lethiéri, começou seu trabalho, que gentilmente me foi sendo informado a cada passo. Digo gentilmente porque ele não tinha qualquer obrigação de me dar satisfação de algo que era de sua propriedade.

E aconteceu de um compromisso profissional me levar ao Rio de Janeiro durante uma semana. Sabendo disso, Jarbas fez questão de me convidar (e insistir) para que eu fosse acompanhar a filmagem de algumas cenas. Ocioso e curioso, aceitei e fui.

As filmagens seriam realizadas na suíte de um casarão, alugado especialmente para isso, e marcadas para as primeiras horas da tarde, a fim de aproveitar a excepcional luz solar, que daria às imagens efeitos maravilhosos, sem cobrar nada por esse presente. Ao chegar ao local, fui alegremente recepcionado e saudado por Jarbas, que me apresentou aos técnicos e ao elenco – este composto por dois rapazes lindos, sarados, belas e volumosas rolas; e uma mulher linda também, seios redondos de silicone, buceta completamente depilada, bunda redonda, primorosamente desenhada pela natureza e aprimorada pela mão de algum eficiente cirurgião.

Não pude deixar de perceber que, apesar de estarem nus e algo excitados, tratavam tudo e entre si com uma indiferença tal como se vestidos estivessem, numa reunião de algum escritório de contabilidade. Sou consciente de que se trata de um trabalho como outro qualquer, mas não pude deixar de sentir, lá no fundo, certo ressentimento pela total ausência de demonstração afetiva entre pessoas que em breve estariam se acariciando, se beijando e se comendo. Mas, claro, nada falei – sobre isso nem sobre coisa mais alguma – que não era essa minha função ali. Sentei numa confortável cadeira que me foi indicada pelo saltitante e oferecido contrarregra e pus a acompanhar o movimento de preparação para a cena.

Luzes acesas, câmeras posicionadas, mas sem a ação iniciar, Jarbas interrompeu os trabalhos corriqueiros de elaboração e se dirigiu a mim, dizendo que os atores gostariam de trocar algumas palavras comigo, pois não conseguiram reproduzir, na encenação, alguns trechos do roteiro, que viam como primordiais. Mais especificamente, a cena do duplo boquete – a chupação de duas rolas ao mesmo tempo, mais precisamente a função da língua com os dois paus na boca – e a concatenação da penetração da buceta com o beijo melado de lubrificante vaginal. Queriam que eu falasse com mais detalhes, como autor do texto que gerou o roteiro, sobre essas duas cenas.

Fazendo-lhes ver, preambularmente, que minha praia era literatura, era escrever, e que praticamente nada entendia de arte cênica, eu poderia tentar explicitar meus sentimentos ao escrever tais cenas, mas de antemão já sabendo que não seria algo muito fácil, diante da apatia profissional dos atores e da ausência de afetividade que eu notara desde que chegara. Eu me muni de todo o meu repertório didático-literário para falar para eles como as cenas surgiram no texto, mas, a despeito de me esmerar nessa tarefa, eles pareciam não conseguir alcançar o que eu dizia.

Então, diante da inutilidade dos meus esforços verbais em explicar-lhes que sobrava técnica neles, mas faltava sentimento, resolvi ir por outro caminho. Pedi licença a Jarbas e ao trio de atores, levantei-me, tirei toda minha roupa (meu pau, semi-endurecido desde que ali chegara, ficou rocha de vez) e chamei os dois rapazes, para que me mostrassem onde seria feita a cena do duplo boquete. Uma vez definido o local, pedi que ficassem frente a frente. Eles entenderam que eu demonstraria na prática o que falara e começaram a mexer nas rolas, para endurecer. Imediatamente toquei-lhes os membros, pedindo que não fizessem aquilo; a ereção deveria nascer do clima da cena, não do método (Jarbas e os técnicos, parados, acompanhando atentamente).

Os dois rapazes de pé, em frente um do outro, aproximei-me e comecei a beijar um deles, que foi logo abrindo o bocão e estirando a língua. Com calma e suavemente, pedi que se contivesse um pouco (clima mais que método, repeti baixinho). E beijei várias vezes seus lábios, depois ao outro, e sempre que voltava à boca do anterior, intensificava o beijo – até que chegamos às línguas, eles percebendo que intensidade não significava arreganhamento.

Enquanto eu os beijava, toquei na nuca de ambos e levei seus rostos para um beijo entre eles (e já foi bem mais suave); então me aproximei e participei também do beijo triplo, tudo num ritmo bem natural... As rolas deles já completamente eretas, nossas três picas se roçando enquanto nos beijávamos.

Deixei-os se beijando e fui me agachando, roçando em suas peles, acariciando seus corpos e os posicionando de frente para mim, de forma que peguei a rola de um e coloquei na minha boca, sugando suavemente; depois, catei a rola do outro e, abrindo um pouco mais a boca, a recebi também. Com as duas rolas na minha boca, comecei a passar a língua sobre uma e outra e, a cereja do bolo, entre as duas cabecinhas. Eles gemiam (e não era apenas técnica), principalmente quando minhas mãos subiram pelas nádegas de cada um e passaram a bolinar o buraquinho do cu.

Ao sentir o salgadinho da baba de uma das picas, percebi que precisava parar, senão gozariam e atrasariam a gravação do vídeo. Liberei as picas, voltei a me levantar e a abraçar os dois, carinhosamente. Seus rostos estavam serenos, seus olhos brilhantes e um sorriso meio bobo bailava nos lábios de cada um.

Completei, então, que só precisava criar um clima de tesão e se deixar levar por ele, claro que mantendo a técnica, já que existe uma maquinaria a fazer parte da cena – câmeras, luzes e outros equipamentos – que não dependiam de clima, mas que precisava estar em concatenação com os atores; aí era uma questão puramente técnica, a cargo do competente diretor Jarbas.

Aplausos e exclamações de alegria seguiram-se a minha modesta performance. Voltei-me, então à atriz, para demonstrar como faria a cena do beijo e penetração simultâneos. Ela já foi deitando na cama e abrindo as pernas – pura técnica, zero afetividade. Estendi minha mão em direção à sua mão, e a levantei suavemente da cama. Diante de mim, rostos frente a frente, olhei demoradamente em seus olhos (ela teve certa dificuldade em segurar o olhar, mas quando eu lhe percebia o incômodo, passava a mirar outras partes do seu rosto, principalmente os lábios).

Então me aproximei devagar de sua boca e ela me recebeu com tranquilidade (aprendera com a cena que vira anteriormente, com os rapazes). O beijo se deu na intensidade gradativa necessária. Enquanto nos beijávamos e nossos corpos se roçavam (minha rola, dura, entre suas coxas), fui guiando-a carinhosamente para a cama e a deitei. Então minha boca soltou-se da sua e foi descendo pelo pescoço arrepiado, chegou aos seios – e senti sua respiração um pouco mais rápida (aquilo não era técnica, era corpo).

Fui descendo até chegar à buceta. Mas não abocanhei de imediato. Pelo contrário, mantinha meu rosto bem próximo da xoxota, mas sem tocá-la, somente a respiração roçando seus lábios. Discretos movimentos pélvicos e gemidos ainda mais discretos... Após alguns instantes, apenas com a ponta da língua passei a circular a buceta, passando pelos lábios e chegando ao clitóris. Agora os movimentos pélvicos eram mais acentuados e sinuosos. A xoxota já borbulhava de lubrificante.

Então colei minha boca a sua buceta, meus lábios aos seus lábios vaginais e minha língua a penetrou, em movimentos rítmicos que terminavam sempre no grelo. Os gemidos se acentuavam.

A buceta quente, os movimentos mais intensos, retirei minha boca e fui subindo pelo seu corpo, até chegar a sua boca, que encontrei semiaberta, sedenta, esperando a minha. Ela engoliu a minha língua sugando avidamente o gosto de sua xoxota que eu trouxera. Enquanto isso, minha rola deslizava suave mas firmemente buceta adentro, que se derramava liquidamente. As estocadas que se seguiram primavam pelo roçar da minha rola no clitóris, e isso, mais a vasta lubrificação, mais a intensidade do beijo geraram um súbito movimento no corpo da atriz, que grunhiu em minha boca.

Retirei-me de sua buceta, de sua boca e de seu corpo. Ela respirava ofegante. Completei, então, para os dois atores e toda a turma técnica que assistia ao meu desempenho, falei que eu entendia a necessidade metodológica da produção, a velocidade da cena e os objetivos profissionais ali em jogo, mas para isso havia a pós-produção, edição e coisas tais. Durante a foda, era fundamental a tranquilidade, a suavidade e o tempo para os corpos entrarem em estado de tesão (esse tempo poderia ser suprimido na edição); uma vez os corpos integrados, deixassem se levar, tendo o roteiro na mente e a emoção na relação, e daria tudo certo.

Novos aplausos e abraços e cumprimentos. E enquanto eu vestia minha roupa, a atriz sentou-se na cama, mãos cobrindo o rosto, rindo dramaticamente. Todos voltados para ela, esperando a explicação daquele lance... ela foi baixando as mãos e, como se houvesse sido pilhada numa peraltagem, numa muito grave, confessou:

– Gente... eu gozei de verdade!

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