O Corolla parou diante do guichê. O motor roncou baixo. O asfalto exalava um calor úmido que subia pelas frestas. O ar-condicionado perdia a batalha para o mormaço. Senti o suor escorrer pelas minhas costas. Foi uma gota lenta. Irritante. Meu pai relaxou as mãos no volante de couro. Ele não transpirava. Ele nunca transpira sob pressão. Ele parecia uma estátua de gelo em um deserto de asfalto. Olhei para minha tia. Ela mordia o lábio inferior. O batom vermelho borrava levemente no canto da boca. O marido dela se encolheu no canto do banco. Ele parecia um animal esperando o abate. O atendente falou algo pelo interfone. A voz dele era chiada. Metalizada. Sem alma.
— Boa noite. Qual suíte os senhores desejam? — o interfone cuspiu a pergunta.
Meu pai não respondeu de imediato. Ele saboreou o silêncio. Ele gostava de ver o desconforto alheio. Pensei em abrir a porta e fugir. Não abri. Tive medo de parecer covarde. Você ainda está aí, ouvindo esse relato? Espero que seu estômago seja forte. O meu não era. Agora é. O poder transforma a nossa biologia.
— Miguel. A escolha é sua — meu pai disse, sem se virar.
A voz dele era um comando disfarçado de gentileza. Baixei o vidro do carro. O ar úmido da noite invadiu a cabine.
— A suíte "Roma" é a melhor que vocês têm? — perguntei ao atendente.
— Sim, senhor. Nossa melhor suíte — a voz respondeu.
— Tem hidromassagem? Cadeira erótica? Balanço erótico? Xis erótico? — disparei a lista. Eu queria sentir o peso das palavras na boca.
— Tem tudo isso, senhor. E ainda conta com teto solar — o atendente completou.
— É essa que eu quero — sentenciei.
Minha tia soltou um suspiro audível. O som vinha carregado de uma luxúria que ela não tentava mais esconder.
— Nossa, que luxo. Deve ser uma fortuna — ela comentou, os olhos brilhando.
Meu pai riu. Foi uma risada seca. Sem alegria. Ele olhou para mim.
— Você é quem vai pagar por isso, Miguel — ele disse, me testando.
Eu ri. Inclinei-me para frente e toquei o ombro do marido dela. Senti o tecido barato da camisa. Ele tremeu sob o meu toque.
— Eu não. Vai ser o nosso amigo aqui — afirmei, apertando o ombro do corno.
Ele não protestou. Apenas baixou a cabeça.
Entramos na suíte e a porta pesada bateu com um som abafado, selando o mundo exterior lá fora. O impacto visual foi imediato: o neon vermelho e púrpura inundava o ambiente, refletindo-se em superfícies de granito negro e espelhos que cobriam até o teto. O quarto não era apenas uma suíte; era um santuário de luxo decadente e agressivo.
O cheiro de cloro da hidromassagem — uma piscina interna, na verdade — misturava-se a um perfume doce, caro e enjoativo que parecia impregnado nas cortinas de veludo. Patrícia girava no centro do quarto, maravilhada. O vestido de seda deslizava pelas curvas dela, e o tecido, fino demais, revelava a ausência de sutiã sob a iluminação indireta que esculpia o seu corpo.
Meus olhos percorreram o inventário de guerra que eu havia solicitado no guichê. No centro do tablado, a cama king-size era ladeada por colunas de aço onde o balanço de couro legítimo pendia silencioso. Mais ao canto, a cadeira erótica de design anatômico brilhava sob um spot de luz, próxima ao xis erótico de madeira escura com algemas de metal cromado que reluziam friamente.
Atrás de uma parede de vidro fumê, a hidromassagem borbulhava, integrada a uma piscina privativa com borda infinita que avançava para um jardim de inverno. Ao lado, a porta de vidro temperado da sauna a vapor deixava escapar uma névoa quente. Várias TVs de 60 polegadas estavam espalhadas estrategicamente pelas paredes, todas sincronizadas, esperando para transmitir o espetáculo. No teto, o teto solar retrátil revelava o céu escuro, deixando o calor úmido da noite entrar para se misturar ao vapor da suíte.
Patrícia tocou o couro do balanço com a ponta dos dedos, soltando um riso curto e excitado. Meu pai, porém, ignorou cada detalhe daquela ostentação. Ele não estava ali pela decoração. Com um movimento seco, ele arrancou um papel dobrado do bolso da calça de alfaiataria e o estendeu para o marido dela. O papel parecia pesado, carregado com o destino de todos nós.
— Lê. Em voz alta. Quero que cada palavra ecoe nessas paredes — meu pai ordenou.
O homem pegou o papel. As mãos dele pareciam folhas ao vento, fazendo o papel crepitar no silêncio pesado da suíte Roma. Ele começou a ler o termo de cessão de direitos, mas a voz falhou logo no título. Ele limpou a garganta, as glândulas salivares secas pelo pavor.
— "O CEDENTE declara ser o legítimo esposo de Patrícia Perez Bittencourt... cede a Miguel Ângelo Perez Torres, de forma total, definitiva e irreversível, todos os direitos de utilização e exploração da referida ESPOSA..." — Ele parou. O peito subia e descia num ritmo irregular. — Pedro... por favor. Precisamos chegar a esse ponto? Patricia... eu posso tentar melhorar, eu posso...
— Lê o resto — meu pai cortou, a voz fria como uma lâmina de bisturi. — Não para.
O corno engoliu o choro e continuou, a voz agora num sussurro miserável:
— "...Exclusividade: a cessão é feita com caráter de exclusividade... O CEDENTE garante que se responsabiliza civil e criminalmente perante terceiros por qualquer danos causados pelo CESSIONÁRIO à ESPOSA."
Ele soltou o papel, que flutuou até a mesa de granito. O rosto dele estava cinzento, as órbitas dos olhos fundas sob a luz neon.
— Se responsabilizar por danos? Pedro, você está pedindo para eu assinar que aceito que ele a machuque? Que eu vou responder por isso? — Ele olhou para Patrícia com os olhos marejados. — Patrícia, olha o que eles estão escrevendo... diz que você não quer isso. Por favor!
Meu pai deu uma gargalhada genuína, um som que preencheu cada canto luxuoso do quarto. Ele sentou-se na poltrona de couro, cruzou as pernas com elegância e ajeitou o punho da camisa.
— Bom, você sabe que o meu menino por vezes pode ser um tanto quanto... rústico — meu pai disse, lançando-me um olhar de aprovação predatória. — O vigor da juventude não conhece a palavra "limite".
Patrícia soltou uma risada ríspida, um som carregado de um sadismo que eu nunca tinha visto nela. Ela caminhou até o marido, parando a centímetros dele, exalando o perfume de gardênia que agora parecia o cheiro da traição oficializada.
— Sério? — ela perguntou, a voz gotejando veneno. — Te dão um termo para me entregar para outro, para me dar ao meu sobrinho como se eu fosse um objeto, e a sua única preocupação é com o oficial de justiça batendo na sua porta amanhã? Você não tem um pingo de sangue nas veias?
— Uai... adianta eu negar? — o marido balbuciou, desamparado, as lágrimas finalmente vencendo a barreira dos cílios. — Vocês me cercaram... eu não tenho para onde ir...
— Não mesmo — Patrícia cravou a faca final, girando-a na ferida enquanto se aproximava da mesa de granito. — Você já me perdeu faz tempo. Aliás, você nunca me teve. Você só pagava as contas e as joias enquanto eu sonhava com um homem de verdade. Alguém que não precisasse pedir licença para me tocar.
Meu pai estendeu a caneta Montblanc. O metal prateado brilhou sob o neon vermelho, parecendo um objeto de culto.
— Assina. Acaba com essa agonia de uma vez — meu pai disse, mas seus olhos não estavam no corno. Estavam nela. — Mostra que você serve para ser, pelo menos, um bom espectador.
Antes que o marido pudesse sequer estender a mão trêmula, Patrícia se antecipou. Ela tomou a caneta das mãos do meu pai com uma determinação gélida. Ela não hesitou. Não houve tremor, não houve dúvida. Ela inclinou-se sobre a mesa, o decote do vestido revelando tudo enquanto ela rabiscava sua assinatura sobre o próprio nome no termo.
O som da ponta da caneta rasgando o papel foi definitivo. Ela jogou a caneta sobre o documento com um estalo seco e olhou para o marido, desafiando-o a ter metade da coragem dela.
— Eu já assinei minha parte — ela disse, a voz baixa e carregada de malícia. — Agora assina você, se ainda tiver algum pingo de dignidade para admitir que não manda nem no próprio sobrenome.
O corno empalideceu ainda mais, se é que isso era possível. Ver a própria esposa selar o destino dela com aquele entusiasmo foi o golpe de misericórdia. Ele pegou a caneta que ela havia descartado. O tremor era tanto que ele precisou apoiar o punho na mesa para não rasgar o contrato. Ele assinou, entregando a própria alma em tinta azul sob o olhar vigilante de Patrícia.
— Sua vez, Miguel — meu pai comandou, o sorriso de satisfação crescendo.
O corno, sem conseguir me encarar, estendeu a caneta para mim. O contato visual foi inexistente, mas a humilhação era palpável no ar, misturada ao cheiro de cloro e perfume. Peguei a caneta. Minha mão estava firme. Assinei com um floreio, sublinhando meu nome com a autoridade de quem acaba de herdar um império de carne. O pacto estava selado por nós três.
— Ótimo — meu pai levantou-se, ajeitando o paletó de alfaiataria. — Miguel, pode beijar a sua mulher agora. Ela deixou bem claro quem ela escolheu.
Puxei minha tia pela cintura com uma força que a fez arquejar, colando o corpo dela ao meu. O contraste entre a seda do vestido dela e a minha pele quente era um rastilho de pólvora. O beijo não foi apenas um beijo; foi uma invasão, um ato de canibalismo mútuo totalmente exibicionista. Nossas bocas se chocaram com um ruído úmido e faminto que preencheu o silêncio fúnebre da suíte Roma.
Fiz questão de que tudo acontecesse a meros centímetros do rosto do marido. Eu queria que ele ouvisse o som das nossas línguas se entrelaçando, que ele sentisse o calor da nossa respiração ofegante. Patrícia soltou um gemido gutural e envolveu meu pescoço, puxando-me para mais fundo nela, enquanto minha mão desceu com urgência, ignorando qualquer sutileza. Agarrei a nádega dela por cima do tecido fino, apertando a carne firme com os dedos, enquanto a outra mão subiu para o peito dela, esmagando o mamilo que já estava ereto sob a seda.
Ela reagiu com um espasmo, pressionando o quadril contra o meu membro, que latejava com violência. O beijo tornou-se selvagem; eu mordi o lábio inferior dela até sentir o gosto metálico de um leve sangramento, e ela retribuiu cravando as unhas nas minhas costas.
Meu pai, encostado na mesa de granito com um sorriso de satisfação plena, observava a destruição emocional do homem ao nosso lado. Ele soltou uma risada curta e teceu o comentário que faltava para aniquilar o que restava do corno:
— Olha só isso... O Miguel não perde tempo, hein? O papel nem secou e ele já está tratando de usufruir de cada milímetro do que você entregou. Ele tem fome, coisa que você nunca teve.
O marido soltou um soluço sufocado, os olhos fixos na minha mão que agora subia pela coxa de Patrícia, levantando o vestido e revelando a pele nua.
— Veja como ela se abre para ele — continuou meu pai, a voz gotejando um veneno letal. — Ela nunca te beijou assim, não é? Com essa vontade de ser devorada? Você foi apenas o zelador de um palácio que estava esperando pelo verdadeiro rei.
Quando finalmente nos separamos, nossas respirações eram o único som no quarto, além do choro contido do homem derrotado. Um fio de saliva espesso e brilhante nos conectava sob a luz neon vermelha, esticando-se até romper e cair sobre o peito de Patrícia. Ela me olhou com as pupilas dilatadas, ignorando completamente o marido que desabava ao seu lado.
Meu pai caminhou até o frigobar com a elegância de um anfitrião em um jantar de gala. Ele retirou uma garrafa de espumante que repousava no gelo e a exibiu sob a luz vermelha.
— Não podemos selar um acordo dessa magnitude no seco — meu pai disse, sorrindo. — Um brinde à nova ordem. Um brinde ao casal.
O estalo da rolha ecoou como um tiro na suíte. Ele serviu três taças de cristal. Entregou uma para mim, outra para Patrícia — que a aceitou com as mãos ávidas — e, por fim, estendeu a terceira para o marido. O homem hesitou, as mãos trêmulas escondidas nas costas.
— Bebe — meu pai ordenou, a voz subindo um tom, perdendo a polidez. — Você vai brindar à sua própria liberdade, ou ao que restou dela. Bebe.
O corno pegou a taça como se fosse veneno. Suas mãos batiam contra o cristal, fazendo o líquido borbulhar perigosamente. Erguemos as taças. O som do brinde — tim — foi agudo, cortante.
— Pela posse de Miguel e pela entrega de Patrícia — meu pai sentenciou.
Bebemos. Patrícia virou a taça de uma vez, deixando uma gota escorrer pelo queixo e cair no decote. O marido apenas molhou os lábios, sufocado pelo álcool e pela vergonha. Meu pai terminou seu gole, limpou a boca com as costas da mão e colocou a taça vazia sobre a mesa de granito. O clima festivo morreu no instante em que ele se virou para o homem, voltando ao tom de negócios.
Meu pai, então, limpou a garganta e dirigiu-se ao espectador:
— Agora que estamos devidamente batizados... trouxe o que eu pedi?
— O quê? — minha tia quis saber.
— Um presentinho pela ocasião — meu pai respondeu.
O corno entregou o embrulho. Minha tia abriu com pressa. Era uma lingerie de renda preta. Finíssima. Provocante.
— Nossa, que bom gosto você teve agora — ela disse ao marido, passando os dedos pelo tecido.
— Não se engane. Fui eu que escolhi. Ele só foi buscar e pagar — meu pai interveio.
Minha tia balançou a cabeça. O olhar dela era uma chicotada.
— Nem para isso você serve, né? — ela cuspiu as palavras.
— Mas pelo menos para trocar sua ex-esposa você serve? — meu pai provocou.
O corno apenas deu de ombros.
— Bom, então ajude ela a vestir isso aí. Você, Miguel, vai jogar uma água no corpo e lavar esse pau babado.
Fui para a área de banho. O box era de vidro. Liguei o chuveiro. De lá, assisti a tudo. Vi o marido, de joelhos, lutando com os próprios tremores. Ele vestiu nela a meia-calça. Depois a calcinha de renda. O espartilho apertou a cintura dela, jogando os seios para cima. Ele ajustou a cinta-liga. Foi o figurino da humilhação dele. Enquanto isso, meu pai mexia nas TVs e em uma pequena câmera GoPro. Saí do banho nu. O vapor me seguia. Meu membro estava ereto. Latejava. Aproximei-me do meu pai.
— O que é isso? — perguntei.
— Uma câmera. Quero gravar o que você vai fazer com essa vagabunda — ele disse, afivelando o suporte na minha cabeça.
Ajustei o suporte da câmera na testa, sentindo o peso do equipamento enquanto a TV de 60 polegadas ganhava vida, exibindo o meu campo de visão em uma nitidez obscena. A tela virou um espelho da minha luxúria. Patrícia estava de pé, mas ainda sob o domínio das mãos trêmulas do marido, que terminava de ajustar os últimos detalhes do figurino da sua própria queda.
— Levanta a perna dela — meu pai comandou.
O corno obedeceu como um autômato. Ele segurou o tornozelo de Patrícia para prender a última cinta-liga na meia de seda que subia até o meio das coxas dela. A pele de Patrícia, sob a luz neon vermelha, parecia fundida em ouro e sombra. Enquanto ele puxava o elástico, o espartilho de renda preta comprimia a cintura dela com tanta força que os seios transbordavam pelo decote em forma de coração, as aréolas quase escapando pelo limite do tecido rendado. O suor da antecipação fazia o colo dela brilhar, uma película fina e salgada que convidava a língua.
— Olha como o corpo dela responde ao toque de um derrotado — Pedro debochou, enquanto o marido agora fechava a calcinha de renda, que era pouco mais que um fio dental desaparecendo entre as nádegas fartas dela.
— Ela está vibrando, Miguel. Veja os mamilos dela na tela. Parecem duas pedras sob a renda.
O casal começou a caminhar em minha direção. A cada passo, o corpo de Patrícia se revelava em movimento na TV: o balanço rítmico dos quadris, a leve pressão do espartilho contra o abdômen reto, e o tremor das coxas que se roçavam, fazendo o som sutil da seda contra a pele ecoar no silêncio do quarto. Ela não caminhava como uma esposa; caminhava como uma oferta.
O marido vinha logo atrás, segurando-a pelos ombros, sendo forçado pelo meu pai a ficar na linha de fogo da lente. Ele foi colocado de frente para a TV, de modo que visse o rosto da própria mulher em um close brutal, as pupilas dela tão dilatadas que o castanho dos olhos quase sumia.
— Chega mais perto, Patrícia — eu disse, a voz rouca. — Quero que ele veja na TV o que o câmera capta de cada poro seu.
Ela parou a centímetros de mim. Na tela gigante, o marido viu o detalhe da pele arrepiada nos braços dela e a umidade que começava a manchar o fundo da calcinha de renda preta. Ela estava pronta. Ela estava entregue. O contraste entre a sofisticação da lingerie e a crueza da situação era absoluto.
— Bora começar? — meu pai perguntou, encostando a mão no ombro do corno, forçando-o a não desviar o olhar da tela.
Patrícia bateu palmas, um gesto infantilmente cruel que fez seus seios saltarem de forma violenta no espartilho.
— Sim! Já estou ansiosa! — ela exclamou, lambendo os lábios e olhando diretamente para a lente da câmera na minha testa, como se soubesse que aquele vídeo seria o seu legado de infâmia.
— Por onde começamos? — perguntei, sentindo o sangue martelar nas têmporas.
— Patrícia, que tal nos mostrar novamente o seu talento com a boca? — meu pai sugeriu.
Patrícia se ajoelhou com uma agilidade que desmentia o aperto do espartilho. O som dos joelhos dela batendo no carpete grosso da suíte Roma foi abafado, mas o que se seguiu preencheu o silêncio. Na TV, o marido viu o close-up extremo: os lábios dela, pintados de um vermelho quase negro sob o neon, abrindo-se para revelar a língua que já buscava a ponta do meu membro.
Enquanto eu via meu membro desaparecer na boca da minha tia, meu pai guiava o corno pelos ombros até a frente da TV.
— Olha bem — meu pai sussurrou no ouvido dele. — Olha o que a sua mulher sabe fazer quando o homem é de verdade.
A imagem na tela era hipnótica. A lente grande-angular da GoPro na minha testa distorcia levemente as bordas, dando à cena uma atmosfera alucinógena. Senti a pressão inicial, o calor úmido e asfixiante da boca dela. Patrícia não tinha pressa; ela usava as mãos, cujas unhas bem feitas brilhavam na TV enquanto apertavam a base do meu pau, puxando a pele com uma técnica que ela claramente não aprendeu com o homem que agora chorava ao lado.
— Veja o brilho da saliva dela na tela — meu pai sussurrou, a voz carregada de um prazer sádico, enquanto segurava o pescoço do corno, obrigando-o a encarar a TV. — Veja como ela olha para a lente. Ela não está chupando o Miguel, ela está chupando a sua dignidade diante de todo mundo que um dia assistir a esse vídeo.
Eu fechei os olhos por um segundo, mas os abri imediatamente para ver o que a câmera registrava. Patrícia ia fundo, as bochechas encovadas pela sucção, os olhos dela revirando de prazer. Na tela, o marido via o reflexo da própria traição em alta definição: a pele dele, pálida e flácida no fundo da imagem, contrastando com o vigor da esposa se entregando ao sobrinho.
— Gosta disso, tia? — perguntei, sentindo as veias do meu pescoço saltarem.
Ela não respondeu com palavras, apenas com um som gutural de satisfação, aumentando o ritmo. A mão do marido, num ato de puro desespero e degradação, subiu para o próprio rosto, mas meu pai a puxou para baixo.
— Não cubra os olhos. Você assinou o termo. Você é o garantidor desse espetáculo. Olhe para a boca dela. Veja como ela engole cada centímetro.
O som úmido de sucção ecoava pelos alto-falantes da suíte, amplificado pelo sistema de som surround. Era um ruído rítmico, obsceno, que parecia martelar na cabeça do corno. Ele soltou um soluço alto, o corpo tremendo tanto que mal conseguia parar em pé. Mas ele não conseguia desviar o olhar. O horror, quando transmitido em 4K, torna-se uma droga da qual o viciado não consegue se libertar.
Patrícia interrompeu o movimento por um segundo, apenas o suficiente para olhar para cima, com o rosto colado à minha virilha. O batom vermelho-escuro estava borrado, manchando o canto da boca e o meu próprio corpo, dando a ela um aspecto predatório.
— Olha para mim, seu frouxo! — ela gritou, a voz saindo rouca, projetada para os alto-falantes do quarto. — Olha para a tela e vê se aprende como se faz!
O marido soluçou, mas os olhos continuavam colados na TV de 60 polegadas. Patrícia soltou uma risada ríspida, o peito subindo e descendo freneticamente contra o espartilho.
— Você passou anos me tocando como se eu fosse de porcelana, com esse seu medo patético de me estragar — ela cuspiu as palavras, voltando os olhos para a câmera na minha testa. — O Miguel não tem medo. Ele me usa. Ele me aperta. Ele tem o gosto que você nunca teve!
Enterrei minha mão no cabelo dela novamente, puxando sua cabeça para trás com força.
— Menos conversa, tia. Mais trabalho — ordenei, forçando a nuca dela.
— Sim, meu amor... — ela sussurrou, e o "meu amor" soou como uma chicotada no marido.
Ela voltou ao meu membro com uma fúria renovada. O som de sucção e os engasgos deliberados enchiam o ambiente. Na TV, o close era obsceno: o marido via as unhas dela cravadas na minha coxa, deixando marcas vermelhas, enquanto ela tentava acomodar cada centímetro na garganta.
— Viu isso? — meu pai provocou, apertando o ombro do corno, que agora já estava com a mão dentro da calça, rendido ao fetiche. — Ela nunca te chamou de "meu amor" com esse tom de cadela no cio, não é?
Patrícia tirou o pau da boca com um estalo úmido e olhou diretamente para a lente, falando com o marido através da tela:
— Sabe o que é melhor? O sêmen dele tem gosto de homem de verdade. Eu vou beber cada gota e depois vou deixar ele me usar em cada buraco dessa suíte enquanto você assiste tudo em 4K. Você é um lixo, e eu adoro que você esteja vendo isso!
— Chega! — meu pai exclamou, rindo da crueldade dela. — Miguel, joga essa vagabunda na cama. Ela já falou demais, agora quero ver ela gritar de outro jeito.
Puxei Patrícia pelos cabelos, forçando-a a interromper o ato. Ela me olhou com a boca entreaberta, um fio de saliva brilhando no queixo, e um sorriso que dizia que o show estava apenas começando.
Patrícia se levantou, limpando o queixo com as costas da mão e lançando um último olhar de nojo para o marido antes de engatinhar em direção ao colchão de cetim. Ela estava no comando da própria infâmia.
Eu olhei para o lado, para o espelho da parede. Vi o quadro completo: eu, nu e coroado com uma câmera de guerra; e o marido, um espectro destruído sendo guiado pelo meu pai em direção ao abismo.
Você ainda está lendo? O que vem a seguir não é para os fracos de espírito. É para quem entende que, em uma guerra de poder, a carne é apenas o território conquistado. Eu nunca me senti tão vivo. Você entende agora? O registro é o que torna a dor eterna. E a minha glória também.
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Saga Principal
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Prólogo
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Vol. I – A Madrasta
Série Derivada
• A Madrasta – Volume I: Quem Planta Colhe
• A Madrasta – Volume II: Paixão Desenfreada
• A Madrasta – Volume III: Desejo Por Um Fio
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