Oiii pessoal meu nome é lia
Eu sempre fui a "santinha", a Lia calada, a mulata que baixa a cabeça quando o marido fala. O Robson acha que me conhece, mas ele só conhece o que eu deixo ele ver. Quando a Clara ligou dizendo que vinha com o namorado da capital, eu senti um calafrio que não era de medo, era de vontade.
Quando o Paulo desceu daquele carro... valha-me Deus. Aquele galego alto, com aquela voz que parecia que vibrava dentro do meu peito, me deixou zonza. Eu fiquei vermelha, mas não era só de vergonha; era de imaginar o que aquele homem faria comigo se me pegasse num canto.
Na manhã seguinte, eu decidi que a santinha ia tirar férias. Coloquei aquele shortinho que o Robson reclama que é curto demais e fui pro fogão. Eu sentia o olho do Paulo queimando nas minhas pernas enquanto eu fingia que buscava o bule de café. Cada vez que eu me esticava, eu sabia que ele perdia o fôlego.
Quando o Robson foi pra roça, o jogo começou de verdade. Na cozinha, eu fiz questão de "esbarrar" meu bumbum nele. O coitado travou, parecia que tinha levado um choque. Ali eu soube: ele já era meu. Bastava eu querer.
Lá no rio, eu vi o desespero dele. A Clara ali do lado, falando de shopping e festa, e o Paulo hipnotizado no meu biquíni de fita. Quando mergulhei e passei por baixo dele, senti o volume na calça dele contra as minhas costas. Ele quase se afogou, e eu? Eu só ria por dentro.
Mas o ápice foi no banheiro. Eu sabia que ele estava na varanda fumando. Deixei a porta entreaberta, passei óleo nas pernas bem devagar, sentindo o olhar dele na fresta. Quando chamei ele pra "ajudar no botijão", ele veio como um cordeiro pro abate.
O beijo dele tinha gosto de pecado e urgência. Quando ele me prensou contra os azulejos do chuveiro, eu esqueci de irmã, de marido, de mundo. Só sentia aquele mastro grosso dele me preenchendo de um jeito que eu nunca senti. A Clara chamando na porta só serviu pra deixar o meu sangue mais quente. Eu queria o risco. Eu queria ser descoberta, mas queria, acima de tudo, sentir o leite do galego me inundando enquanto a minha irmã dormia no quarto ao lado.
Acordei radiante. O Robson achou que eu estava carinhosa com ele, mas o meu beijo nele ainda tinha o gosto do Paulo. Fui pra cozinha, o Paulo já estava lá, com cara de quem não dormiu. Aproveitei o tempo que a Clara foi lavar o rosto e me ajoelhei.
Foi rápido, nervoso, com o gosto de perigo. Ver ele tentando segurar o gemido enquanto eu mamava ele ali, entre o fogão e o cuscuz, foi a melhor parte do meu dia. Engoli tudo, sem deixar cair uma gota, e ainda sorri pra Clara quando ela entrou. Sou boa nisso, não sou?
Agora aqui estamos, no quartinho abafado. O Robson, bobo que só, foi ver o que o veterinário queria. O Paulo está louco, me chamando de vagabunda enquanto me pega de quatro por cima das ferramentas.
O ferro frio da bancada na minha barriga e o fogo do Paulo entrando em mim... é uma mistura que me faz querer gritar. Ele me puxa pelo cabelo, me soca com força, e eu só consigo pensar: *quem diria que a Lia tímida ia transformar o sertão nesse inferno de prazer?*
O Paulo goza dentro de mim de novo, e eu sinto cada pulsação. Ele está entregue. A Clara não tem ideia. O Robson acha que manda em mim. Mas aqui, nesse quartinho escuro, quem manda em tudo sou eu.
