EXT. CORREDOR DA ESCOLA - DIA
O sol da manhã filtra pelas janelas altas, iluminando um corredor movimentado. ALUNOStransitam, mochilas penduradas, risadas ecoando.
LARA ( cabelo castanho com mechas loiras, baixa, seios médios, bunda cheia) caminha com YASMIN( menor que Lara, cabelo preto encaracolado, seios e bunda pequenos). Yasmin, geralmente vibrante, arrasta os pés, o olhar fixo no chão.
LARA
(Preocupada)
Yas, sério, você mal tocou no seu lanche hoje. É o terceiro dia.
YASMIN
(Voz baixa, quase inaudível)
Não tô com fome.
LARA
Você anda estranha. Desde as férias. Mal fala, evita olhar pra gente. O que tá acontecendo?
Yasmin encolhe os ombros, aperta a alça da mochila.
YASMIN
Nada. Eu só... tô cansada.
Lara para, a mão no braço da amiga.
LARA
Cansada de quê? A gente era inseparável, Yas. Agora você parece que tá fugindo de mim.
Yasmin puxa o braço, o rosto contorcido em uma expressão de dor contida.
YASMIN
Não tô fugindo. Só... me deixa em paz, tá?
Ela acelera o passo, sumindo na multidão. Lara a observa, confusa, uma pontada de mágoa no peito.
INT. BANHEIRO FEMININO DA ESCOLA - DIA
Lara entra no banheiro, o eco dos passos em contraste com o silêncio pesado. Ela se dirige a uma das CABINES, fecha a porta atrás de si. O cheiro de desinfetante e um leve odor de urina preenche o ar.
LARA (V.O.)
Yasmin nunca foi de esconder as coisas de mim. A gente compartilhava tudo. Risadas, segredos, medos bobos. Mas agora... ela parecia uma concha vazia. O que mudou? O que a estava consumindo por dentro? Eu queria ajudar, mas ela me afastava.
Um clique metálico. A porta principal do banheiro se abre. Três VOZES femininas invadem o espaço, cortando o silêncio. Lara estanca, os músculos tensos. Uma das vozes... é a de Yasmin. As outras duas, inconfundíveis: DUDA ( cabelo preto, popular, bunda grande, seios pequenos) e CLARA (pele morena, melhor amiga de Duda, seios pequenos, bunda média).
LARA
(Sussurrando para si mesma)
Não.
Ela se encolhe na cabine, o corpo imóvel, o coração martelando no peito. Ela precisa ficar invisível.
DUDA (O.S.)
Mas que lentidão, Yasmin. Sério, você não serve pra nada mesmo, né? Nem pra andar direito.
CLARA (O.S.)
Ela é sempre assim, Duda. Um peso morto.
Yasmin não responde. O som de passos arrastados.
DUDA
Eu te disse pra me esperar. Eu odeio esperar. Você é inútil.
Yasmin murmura algo inaudível.
DUDA
O quê? Não ouvi. Fale mais alto, sua aberração.
YASMIN
(Voz trêmula)
Desculpa, Duda. Eu... eu achei que você tinha ido na frente.
DUDA
Achou errado. Você sempre acha errado. Sua existência é um erro. Olha pra você. Magrela, sem graça, cabelo de poodle. Quem ia querer uma coisa dessas?
Clara solta uma risada aguda, zombeteira.
CLARA
Ninguém. É por isso que ela é nossa. Nosso brinquedinho.
DUDA
Exato. E brinquedos obedecem. Agora, ajoelha. E tira essa calcinha. Preciso relaxar.
Um silêncio pesado. Lara sente o ar rarefeito dentro da cabine. O estômago embrulha.
DUDA
Tá surda, porra? Eu disse: ajoelha.
YASMIN
(Implorando)
Por favor, Duda... aqui não...
UM ESTALO ALTO. O som de uma mão colidindo com a pele. Lara estremece, um arrepio gélido subindo pela espinha.
DUDA
Não me testa, sua vagabunda. Eu disse AGORA.
Um gemido abafado de Yasmin. O som de um corpo caindo de joelhos. O farfalhar de tecido.
YASMIN
(Choramingando)
Ai...
CLARA
(Rindo)
Olha só que cena patética. A cachorrinha obedecendo.
DUDA
(Voz arrastada, satisfeita)
Isso. Assim que eu gosto. De joelhos, onde você pertence. Agora, tira essa calcinha, anda logo. Não tenho o dia todo.
Um farfalhar mais intenso. Lara imagina Yasmin, as mãos trêmulas, puxando a calcinha para baixo.
DUDA
Perfeito. Agora, vem cá. Vem lamber a buceta da sua rainha.
Lara ouve um movimento arrastado. O cheiro de um perfume doce, enjoativo, mistura-se com o cheiro metálico do sangue que Lara imagina sair do rosto de Yasmin.
DUDA
(Um gemido baixo, satisfeito)
Ah, é isso. Que boquinha boa você tem, Yasmin.
Um som molhado, abafado, como se algo estivesse sendo sugado. Lara fecha os olhos com força, a mente recusando-se a processar.
DUDA
(Mais um gemido, mais alto)
Isso, sua lésbica imunda. Lamba bem. Faça a sua senhora gozar.
Lara ouve os estalos molhados, a respiração ofegante de Duda.
CLARA
(Com a voz alterada, excitada)
Que delícia. Dá pra ver sua língua, Yasmin. Vai, lambe mais forte.
Lara ouve um farfalhar rápido. Clara provavelmente está se tocando.
DUDA
(Voz rouca de prazer)
Ah, porra... é isso. Você é uma safada, uma puta. Lamba, lamba, lamba.
O som molhado intensifica-se, um shlick, shlick, shlick constante. Lara sente o próprio corpo formigar de horror.
DUDA
(De repente, a voz mais dura)
Não. Não assim. Você tá me enchendo o saco.
UM PUXÃO. Lara ouve o grito abafado de Yasmin.
DUDA
(Com raiva)
Que porra é essa? Tá comendo a minha buceta ou o quê? Eu disse pra lamber, não pra morder.
Um som de cuspe. Lara arfa.
DUDA
(Voz gélida)
Limpa essa cara, sua nojenta. E agora, vai lamber direito. E não ouse parar até eu gozar. Se você respirar, eu juro que te quebro. Eu quero sentir sua língua em cada dobra, em cada lábio. Me faz esquecer que é você que tá aí.
O som molhado recomeça, mais frenético, desesperado. Lara imagina Yasmin, o rosto coberto de cuspe, a língua trabalhando sem descanso, os olhos marejados de lágrimas.
DUDA
(Geme, a voz quase inaudível)
Ah... porra... isso... mais... mais fundo...
Os shlicks ficam mais rápidos, o som de Duda ofegando preenche o banheiro.
DUDA
(Um grito agudo de prazer)
AH! PORRA! EU VOU GOZAR!
Um som úmido, pegajoso. Lara ouve um gemido prolongado de Duda.
DUDA
(Ofegante, satisfeita)
Ah... porra...
Lara ouve um baque suave. Duda empurra Yasmin.
DUDA
Pronto. Vaza.
YASMIN
(Um gemido de dor, um som de tosse)
Cof... cof...
CLARA
(Voz rouca, excitada)
Minha vez, Duda. Por favor.
DUDA
(Ainda ofegante)
Toda sua, Clara. Ela tá bem lubrificada pra você.
Clara se move. Lara ouve o farfalhar de roupas.
CLARA
(Com um suspiro)
Ah, sim. Vem aqui, Yasmin.
O som de um corpo sendo empurrado. Um baque mais forte.
CLARA
(Com raiva)
Levanta, porra! Não te paguei pra ficar no chão.
Lara imagina Clara sentando no rosto de Yasmin.
CLARA
Isso. Agora, lambe. Lambe essa buceta molhada, sua vagabunda. Faz a sua senhora gozar também. Quero sentir sua língua na minha clitóris.
O som molhado recomeça, mais abafado, sufocado. Lara imagina Yasmin, o rosto espremido contra a virilha de Clara, tentando respirar, mas obrigada a lamber.
CLARA
(Geme, a voz arrastada)
Ah, sim... isso é bom. Sua língua é boa. Mais rápido, Yasmin. Mais rápido!
O shlick, shlick, shlick acelera.
CLARA
(Um gemido agudo, curto)
AH!
Um som úmido, seguido por um suspiro satisfeito de Clara.
CLARA
Pronto. Já deu.
Clara se levanta. Lara ouve o farfalhar de roupas.
DUDA
(Com um sorriso na voz)
Que rápido, Clara. Ela é eficiente, quando quer.
CLARA
Ela sabe o que acontece se não for.
DUDA
(Com uma ideia na voz)
Ainda não acabou. Yasmin, vem cá.
Lara ouve um movimento arrastado. O corpo de Yasmin se aproximando novamente.
DUDA
(Voz doce, mas ameaçadora)
Você não vai embora sem me dar um presente, né?
YASMIN
(Voz trêmula, quase inaudível)
O quê?
DUDA
(Rindo)
Ah, a inocente. Você sabe o que eu quero. Abre a boca.
Um silêncio tenso. Lara sente o corpo tremer incontrolavelmente.
DUDA
(Com raiva)
Abre a boca, porra! Ou você quer que eu te enfie isso goela abaixo?
Um som fraco de Yasmin abrindo a boca.
DUDA
(Voz satisfeita)
Isso. Mantenha aberta. Bem aberta.
Lara ouve um farfalhar de roupas, o som de um zíper.
DUDA
(Com um suspiro)
Ah, que alívio.
UM JATO. O som inconfundível de urina. Lara ouve um gemido sufocado de Yasmin.
DUDA
(Rindo, a voz cruel)
Isso, sua mictório. Bebe. Bebe tudo. Sua puta. Sua vadia imunda. Limpa minha bexiga com a sua boca.
O som do jato continua, respingos atingindo o chão, o rosto de Yasmin. Lara imagina o líquido quente escorrendo pela pele de Yasmin, entrando em sua boca, olhos, cabelo.
DUDA
(Ainda rindo)
Olha só pra você. Toda molhada. Que nojo. Você é um lixo.
O jato diminui, depois para.
DUDA
(Satisfeita)
Pronto. Agora, limpa minha buceta. Não quero ficar melada.
Lara ouve o som molhado recomeçar, mais fraco. Yasmin, ainda com o rosto molhado de urina, lambendo a vagina de Duda.
DUDA
(Geme, a voz quase um ronronar)
Ah... isso é bom. Muito bom. Você é uma boa cachorrinha.
O som molhado continua, um shlick lento.
DUDA
(Um grito prolongado de prazer)
AH! PORRA! DE NOVO!
Um som úmido e pegajoso. O corpo de Duda treme.
DUDA
(Ofegante)
Ufa. Agora sim.
Um farfalhar de roupas, o som de um zíper sendo fechado.
DUDA
Pronto, Clara. Vamos. Já me diverti o suficiente com o lixo.
CLARA
(Rindo)
Até a próxima, Yasmin. Não se atrase.
Lara ouve os passos se afastarem. A porta do banheiro se abre e se fecha.
Silêncio. Um silêncio pesado, sufocante. Lara está imóvel na cabine, o corpo inteiro tremendo. Ela ouve os soluços de Yasmin, baixos, controlados no início, depois crescendo em um choro descontrolado.
YASMIN
(Entre soluços)
Eu... eu não aguento mais...
Lara ouve o som de Yasmin se arrastando, o farfalhar de roupas. Ela deve estar tentando se recompor.
YASMIN
(Voz embargada)
Eu não... eu não consigo...
Lara ouve Yasmin se levantar, os passos hesitantes. Um som de água da torneira. Yasmin deve estar lavando o rosto.
YASMIN
(Um gemido de dor)
Ai...
Lara ouve Yasmin se aproximar das cabines. A respiração de Yasmin está irregular, entrecortada por soluços.
YASMIN
(Sussurrando para si mesma)
Eu não posso... eu não posso continuar assim...
Lara não consegue mais ficar parada. Ela precisa fazer alguma coisa. Precisa sair.
Lara abre a porta da cabine. O ranger da dobradiça ecoa no banheiro silencioso.
Yasmin, o rosto vermelho e inchado, os olhos marejados, o cabelo colado à testa, vira-se bruscamente. Seu olhar encontra o de Lara. O choque, a vergonha e o desespero se misturam em suas feições.
Lara, com o rosto pálido e os olhos arregalados, observa a amiga. As palavras se perdem na garganta.