Nasci Roberto, mas quando me descobri mulher e resolvi transicionar, me tornei Roberta. De forma carinhosa, pelos meus amigos verdadeiros que apoiaram o momento de transição, passei a ser chamada de Beta.
Tenho 45 anos, branquinha como a neve, 1,75m, cabelos longos castanhos claros, seios naturais delicados de tamanho médio, piu-piu piquititinho (14cm) e o espírito de uma loba.
Já passei pelos momentos dos flertes baratos e dos tesões de festim. Com a cabeça de hoje, busco me espiritualizar, focar no trabalho e me alicerçar cada vez mais na família que, sem sombra de dúvidas, será sempre a base para qualquer pessoa.
Então, você que resolveu trazer a mulher que há dentro de você à tona: antes de tudo, busque apoio dentro da família. Por mais adversa que seja a reação, a primeira palavra precisa vir dos seus. Pois, sozinhas nas ruas, meus amores, vocês só irão aprender o que é dor, confusão, medo e sofrimento.
Mas por que essa pompa toda, para depois partir para um monte de sacanagens? Bom, recordar é viver! E seguir com essas histórias fantásticas sempre na memória, sem poder partilhá-las com ninguém, é ruim demais!
Então, vamos voltar aos meus 29 aninhos para falar do homem que sai definitivamente do caminho, abrindo passagem para a mulher que sou hoje. Nessa época, com a terapia hormonal a todo vapor, minhas feições já eram extremamente femininas e meus singelos seios tinham um lindo volume. A perda de massa muscular realçou meu corpo, ajudando, principalmente, a modelar minhas ancas (pesou o fato de eu ter sido um menino que sempre teve os quadris um pouco largos e umas gordurinhas localizadas salientes). Minhas formas tornaram-se arredondadas, os pelos estavam em franco processo de afinamento e o meu bumbum já estava, digamos, bem avantajado.
Mesmo com os resultados visíveis e a satisfação por conseguir levar a mulher que vive em mim para o mundo exterior, algumas coisas fizeram com que o ato de transicionar, apesar de gratificante, fosse, por um bom tempo, dolorido e sacrificante. Isso me proporcionou incômodos nas mamas, mudanças bruscas de humor, ansiedade, períodos de pouca libido e a diminuição da ereção. Os dois últimos problemas dessa lista, na minha opinião, foram os mais complicados, pois, mesmo estabilizados com terapias, não me permitiram, por um certo período, usufruir com plenitude de tudo aquilo que eu havia conquistado.
Com o processo de transição transformando não só quem eu era, mas tornando definitivas todas as minhas escolhas e os demais rumos que escolhi para a minha vida, resolvi dar asas aos meus desejos mais profundos e ser, de fato, a caça para o caçador. Resumindo: chegou a hora da mulher ter o seu homem para colocar à prova a fêmea que eu idealizava ser.
Superados os péssimos sintomas da transição — e as provas finais do penúltimo período de contabilidade —, resolvi pausar o modo nerd e entrar no modo faceira. Aberta ao que viesse.
Dando margem ao que escolhi para encerrar o ano, calhou de nosso grupo de amigos da faculdade marcar um churrasco na casa de Jarbas, o aluno mais velho da turma e o mais bem-humorado. Seria uma confraternização de final de ano e uma farra final do período, já que todos iriam entrar de férias e ficar alguns meses distantes, falando apenas através do celular e e-mail.
A casa de Jarbas tem um ambiente fantástico projetado para churrascos, uma piscina maravilhosa e um quintal gramado divino; espaço suficiente para uma farrinha inesquecível, que, por incrível que pareça, foi.
Para o churrasco, pensei em uma roupa leve e solta, para permitir que eu dançasse a festa inteira e ficasse à vontade após uns drinks. Por esse motivo, escolhi um vestidinho de verão coloridinho, bem leve e curtinho. A ideia era que não marcasse tanto, mas que destacasse ao mundo todas as minhas formas que, em sala de aula ou no barzinho próximo à faculdade, não eram percebidas por alguns amigos da turma e até por colegas de outros cursos, que trocavam olhares de desejo e me davam uns amassos gostosos nos banheiros.
Logo de cara, fui apresentada a um amigo de Jarbas que também era aluno da faculdade, mas cursava administração. Ele era um gato: 25 anos, corpo lindo, branco e se chamava Daniel. O garoto era delicioso e fazia o meu número. Conversamos por mais ou menos uma hora e meia, até que ele se debandou para o lado dos meninos e ficou por lá. Mesmo assim, não tirava os olhos de mim e parecia me despir com o olhar.
Lá com as meninas, confesso que fazendo um pouco de charme, procurava devolver os olhares de Daniel com encaradas rápidas, mas penetrantes. Eu queria ver o que aquele garoto queria: se ele era apenas de observar ou se, de fato, iria me tirar para dançar.
Com o passar do tempo, as cervejas foram fazendo efeito e eu, inevitavelmente, tive que responder aos chamados da mãe natureza (banheiro). E vejam só! Adivinhem quem foi atrás de mim? Isso mesmo: o Daniel!
Enquanto aguardava uma das minhas amigas queridas, sair do banheiro, Daniel chega por trás de mim e diz de pertinho, sussurrando:
- Oi. Acho que sou o próximo.
Sentindo o corpo dele a milímetros de uma encoxada completa, disse:
- Se você estiver muito apertado, pode entrar primeiro.
Aproveitando que o corredor que levava ao banheiro estava vazio, ele levou seu corpo até o meu e encostou a sua rola na minha bunda. O pau dele não estava duro, mas pelo que senti, era grande e poderia ficar maior.
Segundos depois, a minha amiga abre a porta do banheiro, dizendo:
- Ops! Demorei muito? Já está criando até fila!
Eu disse:
- Relaxa, amiga! Cheguei quase agora!
Um pouco bêbada, mas parecendo consciente do que acontecia, ela disse:
— Bom proveito, crianças!
Depois que minha amiga passou por nós no corredor, Daniel ficou sem graça e com um semblante envergonhado. Ele baixou a cabeça e deu meia-volta para tentar retornar à festa, mas antes que desse o segundo passo, abri rapidamente a porta do toalete, peguei o rapaz pelo braço e o empurrei para dentro. Entrei logo em seguida e tranquei a porta.
Assim que entramos, ele perguntou:
— Você é uma travesti?
Respondi:
— Sim! — já colocando meus seios para fora e tirando o pau dele para fora da calça.
E continuei:
— E você está achando uma delícia, tanto que seu pau está ficando duro!
Assim que terminei a frase, Daniel começou a sugar meus seios deliciosamente enquanto eu o punhetava. Sem querer, ele foi direto a uma das minhas zonas erógenas preferidas e me deixou super excitada, fazendo meu pintinho ganhar volume.
Percebendo meu pauzinho passar de mole a levemente ereto, ele disse:
— Que lindo! — e pôs-se de joelhos para chupar deliciosamente o meu grelinho.
Eu estava tão excitada que, em menos de dois minutos, não aguentando mais, gozei na boquinha linda de Daniel. Para minha surpresa, ele não se fez de rogado e sugou com vontade todo o meu leitinho, até a última gota.
Depois disso, Daniel levantou-se e disse:
— Agora você vai ter o que merece, safada!
Ele, que antes apenas havia colocado minha calcinha de lado para chupar o meu grelo, agora acabara de arrancar a lingerie com tanta força que quase a rasgou.
— Deixa eu tirar essa porra!
Assim que a removeu, posicionou o dedo médio deliciosamente sobre o meu cuzinho em brasas. Começou a forçar a entrada com delicadeza, massageando sutilmente o meu rabinho. Enquanto me penetrava com o dedo, voltou a deliciar-se nos meus seios, chupando devagar um e depois o outro, dizendo:
— Agora vou chupar esse peitinho para que ele não fique com ciúmes do outro.
Ele revezava entre um seio e outro, deliciosamente. Enquanto isso, muito excitada, meu pintinho começou a soltar um pouco de líquido seminal — um aviso de que, se ele continuasse, eu iria gozar em minutos. O que, de fato, não demorou.
Para minha surpresa, de forma emblemática, pela primeira vez na vida eu gozei novamente, só que sem o estímulo de um toque. Tudo foi tão rápido que meu corpo, completamente paralisado de êxtase, não precisou que eu me tocasse, fazendo com que, de uma maneira linda, a natureza seguisse o seu caminho deliciosamente e o meu leitinho ralinho, por conta dos hormônios, jorrasse precisamente em cima da piroca grande e dura de Daniel rapaz.
E quando ele me viu gozar deliciosamente, pela segunda vez, disse:
— Um homem sempre satisfaz a mulher primeiro.
Perdendo as forças nas pernas por conta do orgasmo e das palavras de Daniel, disse:
— Sim! Agora eu vou chupar essa pica gostosa até você me dar o seu leite!
Aproveitando-se de que minhas pernas estavam falhando e eu estava praticamente vendo estrelas, o rapaz me pegou pelo braço e disse:
— Vem pra cá, que eu vou te leitar assim!
E me pôs de joelhos em cima da tampa do vaso sanitário, arrancando, agora, o meu vestido. Eu estava em êxtase! Nunca, em toda a minha vida, tinha tido um cara que privilegiou me fazer gozar primeiro e que gostasse, sem frescuras, de ver e tocar o meu grelinho. Inclusive, ele me fez gozar com um dos boquetes mais deliciosos que já recebi na vida.
Assim que ele me pôs de joelhos no vaso e arrancou o meu vestido, tomou-me pelos cabelos e inclinou o seu corpo para frente para beijar e mordiscar a minha nuca e todo o pescoço.
Em seguida, já despido e usando os meus cabelos como rédea, inclinou-me para frente para que eu ficasse basicamente de quatro e com a bundinha totalmente aberta. Daniel forçou sua rola super dura no meu cuzinho flamejante, dizendo:
— Traveca deliciosa! Vou semear você todinha!
Sem aguentar mais, me entreguei por completo. Empinei mais a bunda, encostei a cabeça de lado na parede e me equilibrei usando um dos ombros também como apoio. Com os braços soltos, levei as mãos à minha bundinha e abri-a ainda mais, para que Daniel tivesse mais do meu rabinho para se deliciar e meter gostoso.
Enfim, Daniel meteu no meu rabinho e eu senti literalmente, borboletas no estômago. Sem perdão, o cara que eu mal havia conhecido horas antes, me comia de uma forma, como nenhum outro o fizera.
Depois de me devorar como uma potranca, por mais ou menos cinco minutos, ele trouxe o seu corpo junto ao meu, largou os meus cabelos, segurou firme os meus seios e agora com estocadas ritmadas, curtas e suculentas, me devorou de forma compassada por mais cinco minutos.
Podíamos escutar a voz da minha amiga, na entrada do corredor, dizendo ao resto dos convidados que ia em direção ao banheiro:
- Esse banheiro está com defeito! Pessoal, vão no banheiro ao lado da piscina!
Enquanto isso, Daniel sussurrava coisas no meu ouvido, que me deixavam ainda mais excitada:
- Isso, amor! Minha traveca deliciosa! Me apaixonei por você! Quero te leitar gostoso a tarde inteira!
Assim que escutei isso, achei que o rapaz não havia gozado e que a máxima de beber e demorar a gozar, estava acontecendo com ele. Mas pasmem, para minha surpresa, comecei a sentir o meu cuzinho mais e mais molhadinho, a cada estocada e uns barulhinhos aguadinhos, toda vez que o pau dele entrava e saia. Era o meu rabo, já cheio de leite e eu nem havia percebido, tamanho o tesão.
Dez minutos depois, completamente exaustos, nos vestimos e voltamos para a festa. Só a minha amiga percebeu o que tinha acontecido. Os demais convidados do churrasco, por conta da empolgação, do som alto e da quantidade de bebidas, não notaram o nosso sumiço.
A festa foi até o dia seguinte e por umas três vezes, fugimos para transar. Todos estavam tão alcoolizados, que nem notaram a nossa ausência.
Por fim, no dia seguinte, Daniel me levou de carro para casa. Fez questão de subir e dar um “alô” para minha mãe e depois partiu.
Nossa história, apesar de rápida e amorosa, também foi bastante intensa e traumática. Ele também estava próximo de se formar e, assim como eu, colou grau no ano seguinte. Daquele churrasco de fim de ano em diante, começamos aos poucos a nos relacionar. Até que um mês antes da formatura, a nossa relação ganhou o status de namoro. Nesse meio tempo, ele me apresentou para a família dele. E apesar de sermos um casal pouco usual, a sua família também nos abraçou e começamos a ganhar a chancela de casalzinho do ano.
Três meses depois da formatura, Daniel me tirou do estágio mal remunerado onde trabalhava e me encaixou em uma vaga no setor de contabilidade na empresa da qual seu pai era dono. Nossa vida estava indo bem, juntos nos sentíamos invencíveis e nos amávamos.
Aproximadamente dois meses antes do nosso segundo aniversário de namoro, Daniel, que gostava de beber e depois sair correndo de carro, sofre um acidente perto de casa, não resiste e morre no local. O meu coração ficou despedaçado e todos na família ficaram inconsoláveis.
Depois disso, ganhei colo e atenção de toda a família do Daniel, o que foi muito importante para que eu superasse aquele baque inicial, pois gostavam muito de mim e não queriam me ver naquela depressão ferrenha em que me meti.
Mas, estar com eles ou vê-los, infelizmente, na minha condição fragilizada, me trazia a lembrança dele, me machucava e fazia com que eu me sentisse mal. Por esse motivo, aos poucos, fui me afastando, pedi demissão do trabalho na empresa do meu sogro e fui procurando um caminho distante de tudo aquilo que me fazia lembrar de Daniel.
Tive que fazer terapia e mexer nos hormônios por conta dos antidepressivos que fui obrigada a tomar. Ver o meu corpo entrar em ordem novamente — ganhando quilinhos a mais e me deixando rechonchuda — foi parte desse processo. Perdi completamente a libido naquele momento e não conseguia ter ereções. Apesar de não estar pensando nisso, e não ter cabeça para me relacionar com alguém ou pensar em algo minimamente casual, um ano depois da morte de Daniel, estabilizada física e mentalmente, voltei a viver, trabalhar e a sonhar com o futuro. Pois amar e apegar-se novamente à vida era o que eu deveria fazer para conseguir seguir em frente.
Meses depois, a duras penas, consegui um novo estágio. Mas, apesar de ser extremamente competente na minha área, fui desrespeitada e vilipendiada cruelmente com assédios e preconceitos no ambiente de trabalho. Isso me fez pedir demissão novamente e abrir, em seguida, um escritório de contabilidade em sociedade com uma amiga de faculdade — a 'doidinha' que, no churrasco de fim de ano da turma, sabia que eu e Daniel estávamos transando no banheiro e não deixou ninguém se aproximar
E daí, as coisas começam a ficar picantes novamente...
Beijos! :-*