NÃO OLHE PARA OS OLHOS DELA PT 2

Um conto erótico de GABRIEL SILVA
Categoria: Heterossexual
Contém 1522 palavras
Data: 17/04/2026 12:34:48
Assuntos: Heterossexual

Voltei pra casa com o sol quente no céu. O gosto do cupuaçu ainda grudava na língua, mas era o aviso da Fernanda que não saía da cabeça. Batia. Batia. Batia. me deixando louco.

A casa grande estava muda. Meu pai ainda na oficina. Da cozinha vinha barulho de faca na tábua de cortar.

— Chegou, Samu? — Sofia apareceu na porta com um sorriso largo demais pra ser normal. — O jantar já sai.

Amanda cortava legumes. Não falou. Só me mediu com o canto do olho e voltou pra faca. Não era a cara de nojo de sempre. Era algo afiado. Cirúrgico.

Subi. tomei um banho rápido. Me joguei na cama exausto de ser o cara novo, o de fora, o paulista. Fechei os olhos e pedi pra não pensar na voz baixa da Fernanda. No "as noites são mais longas".

Não sei quando mas apaguei legal.

Estou no quintal. Noite fechada. O ar é quente, denso, como se a cidade inteira segurasse a respiração junto comigo.

ouço um assobio corta o silêncio. Longo. Agudo. Vem de cima.

No telhado, agachada nas telhas, Dona Iracema me observa. Mas não é ela. É uma versão torta. Coluna encurvada, dedos compridos demais. Os olhos não são castanhos. São amarelos. E brilham.

Ela abre um sorriso que rasga o rosto de orelha a orelha.

O corpo dela estala aos movimentos que fazia. Os braços esticam, afinam, estouram em penas negras. O cabelo grisalho derrete em plumas. Em dois segundos, não tem mais velha. Tem um pássaro do tamanho de um cachorro grande, preto como piche, me encarando.

Ela abre as asas e começa a rondar a casa. Um círculo. Depois outro. Mais baixo. O assobio vem junto, entrando no meu ouvido, na minha nuca.

Quero correr. Meus pés são de chumbo.

Ela mergulha.

Quando toca o chão na minha frente, as penas viram fumaça. A fumaça vira pele bronzeada. Sofia está nua. Os mesmos seios médios, a mesma cintura fina, o mesmo quadril largo que imaginei mais cedo em uma punheta que bati. Só os olhos não são dela. São um poço escuro.

— A casa agora tem dono… — a voz é rouca, arranhando meus ouvidos.

Tento responder. Minha garganta trava de medo.

O corpo de Sofia treme. A pele clareia. Os traços amolecem, ficam mais novos. O cabelo muda pro loiro mais claro. Em um piscar, é Amanda. Nua. Furiosa. Linda de um jeito que imaginava.

Pele dourada. Seios firmes, bicos rosados. Barriga lisa. Completamente depilada.

Ela cola em mim. O calor do corpo dela queima através da minha roupa.

— A casa agora tem dono… — repete, com a boca quase na minha.

No sonho, resistir parece errado. Minhas mãos sobem sozinhas e apertam a cintura dela. Amanda geme baixo e morde meu lábio com força, com raiva, com fome.

Ela me empurra contra a parede áspera da casa. Abre as pernas e me puxa pra perto dela.

— Me come .

Eu empurro meu pau pra dentro. Entro de uma vez nela. Ela é quente, apertada, e solta um grito que não é só prazer. Tem ódio ali também.

Começo a meter. Fundo. Com força. O som molhado ecoa no quintal vazio. A cada estocada, ela arranha minhas costas e rosna no meu ouvido:

— Mais forte. Me arromba. Já que cê ta comendo enfia tudo.

Seguro o cabelo dela. Aumento o ritmo. Ela goza tremendo inteira, unhas fundas na minha pele, dentes no meu ombro.

Não paro. Viro ela de costas, empino aquela bunda e volto a meter. Ela rebola contra, me chamando de nomes baixos, mandando eu não parar.

— Goza dentro — pede, ofegante. — Goza tudo. Marca esta puta pra você.

Gozo. Forte. Jatos grossos, fundo, enquanto ela goza junto e grita meu nome misturado com um palavrão.

Ficamos assim, suados, colados, meu peito nas costas dela.

Amanda vira o rosto por cima do ombro. O olhar é puro veneno.

— Agora faz um pedido — sussurra.

Tô zonzo, latejando dentro dela. E rio. Porque é sonho. Porque nada disso é real.

— Quero um pau de 23 centímetros assim vou foder você pra caralho— zombo rindo.

O sorriso dela não é de quem achou graça. É de quem fecha negócio.

— Pedido concedido…

Tudo apaga de repente.

Acordo com o coração socando as costelas. O lençol tá encharcado de suor. Meu pau tá duro a ponto de doer, latejando contra a cueca melada de porra. Gozei dormindo.

Só que tem mais.

No antebraço esquerdo, três riscos vermelhos. Finos. Fundos. Ardendo feito pimenta. Não estavam ali ontem.

Levanto cambaleando até o banheiro. Abaixo a cueca e encaro o espelho. Ele tá diferente. Não é absurdo. Mas tá mais grosso. maior. As veias mais marcadas. Como se tivesse inchado de um dia pro outro.

"Impressão minha", eu falo pro espelho.

O café da manhã é um velório.

Meu pai fala da oficina. Sofia serve café com aquele sorriso de comercial. Dona Iracema que ainda estava em casa toma chá , e os olhos dela não desgrudam de mim. fixando o olhar nos meus olhos.

Amanda tá na minha frente. Quando nossos olhos batem, o ar gela. Não é desprezo. É ódio. Puro. E por baixo do ódio, uma satisfação doentia. Como quem assistiu tudo da primeira fila.

Ela desce o olhar pro meu colo por um segundo. Só um. Depois volta a comer. O canto da boca dela torce. Quase um sorriso.

Meu estômago embrulha.

Lavo meu prato pra sair dali. Amanda cruza comigo no corredor. Roça o ombro no meu de propósito. Para. Olha pro meu braço marcado.

— Sonhou comigo, Samu? — a voz é um fio de navalha.

Ela não espera resposta. Sobe as escadas rebolando, lenta, sabendo que tô olhando pra bunda dela.

Passo o dia tentando me convencer que foi só um pesadelo besta. Que estresse faz isso. Que corpo muda com a idade.

No banho, de novo, a prova tá ali. meu pau mais grosso. Mais sensível. As três marcas agora estão vermelhas vivas, inflamadas, pulsando pra caralho.

De tarde vou praça. Procurar Fernanda. Procurar sanidade. Ela não aparece.

Volto pra casa com a noite caindo. Vazia. Meu pai na oficina até tarde. Sofia na lojinha. Só Iracema no quintal dos fundos, queimando ervas num alguidar. O cheiro sobe doce, enjoativo, e gruda na garganta.

Subo. Tranco a porta. O quarto fede a flor e fumaça que vinha de fora.

Tiro a camisa. As marcas no braço latejam de dor ainda.

Deito só de cueca "só um minuto" e o cansaço me puxa pra baixo como mão no tornozelo.

Tô de volta. Quintal. Noite.

Amanda de quatro na minha frente. Nua. A bunda empinada, a buceta brilhando.

E o meu pau. Tá maior. Muito maior. Grosso, pesado, as veias saltando. 23 centímetros fáceis.

Amanda olha pra trás. Os olhos verdes são duas brasas de raiva e tesão.

— Me fode com esse pau que cê pediu — rosna ela.

Agarro a cintura dela e empurro tudo. Ela grita. Alto. O corpo dela se arqueia inteiro pra me receber, mas a boca cospe:

— Desgraçado… carai de vagar porra.

Meto com brutalidade. Sem dó. Porque é sonho. Porque ela mandou. Porque alguma coisa dentro de mim quer. As bolas batem na buceta dela a cada estocada funda. O barulho é obsceno.

— Mais! — ela exige, unhas rasgando o lençol imaginário do chão de terra. — Me arromba que a casa é sua agora!

Viro ela. Abro as pernas dela. Quero ver. E vejo meu pau grosso abrindo ela toda vez que entra. Ela goza gritando palavrões, me arranhando, me chamando de tudo quanto é nome.

Não paro. Estava fora de mim.

— Goza dentro — ela pede, delirando de prazer. — Enche minha buceta de porra. Marca seu território, já que cê aceitou.

Gozo. Até a alma. Quente, fundo, até transbordar pelas coxas dela. Ela goza junto, tremendo, chorando, me odiando.

Fico dentro dela, ofegante por um tempo.

Ela vira o rosto. Sorri. É o mesmo sorriso cruel do café da manhã.

— Gostou do seu pedido? — sussurra.

E eu, idiota, zonzo, respondo:

— Sim… gostei pra caralho.

O sorriso dela alarga.

Escuro volta as minhas vistas.

Acordo engasgado. 19:40 no relógio. Noite.

Suado. De pau semi-duro, melado de novo. As marcas no braço parecem fogo.

Desçopra jantar a Janta posta. Meu pai e Sofia falam do dia. Amanda já sentada, com uma cara que mataria um.

Não me olha. Não fala. O maxilar dela tá travado de tanta raiva.

No meio da janta, o celular de Sofia vibra. Ela atende e vai pra varanda. Mesmo longe, as palavras chegam em estilhaços:

— …sim, ele já sentiu…

— O pedido foi feito… ele disse que gostou…

— A Matinta ouviu direitinho…

— Fica tranquila, Mãe… a casa tá se ajustando… ele já tá mudando…e a senhora chegou bem?...

Ela volta. Sentada. Come. Como se tivesse falado do tempo.

Um frio desce pela minha espinha e fica morando lá.

Olho pra Amanda. Ela tá me fuzilando com os olhos.

Não é só raiva. É traição.

É o olhar de quem foi forçada a fazer uma coisa e agora me culpa por eu ter gostado.

O que tá acontecendo nessa casa?

E por que eu sinto que, a cada sonho, eu tô ficando menos eu?

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