Garoto Mimado

Um conto erótico de Escritor Anônimo
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 2120 palavras
Data: 17/04/2026 02:35:55
Última revisão: 17/04/2026 02:52:49

Já era tarde da noite quando o filho do patrão apareceu na casinha onde dormíamos nós, os empregados da casa grande.

— Veio visitar a senzala? — Perguntei assim que o vi.

— Vim ver como vocês estão.

— Estamos bem, obrigado. Deseja mais alguma coisa?

Eu sabia que ele não tinha vindo ver como estávamos, ele não dava a mínima para qualquer um de nós. Era um garoto mimado, sempre teve tudo na vida, nunca faltou comida na mesa nem roupas no corpo ou dinheiro para satisfazer suas vontades. Nunca lavou um prato nem varreu uma casa ou teve um trabalho pesado. Seu pai o colocou nos melhores colégios do Brasil, fez ele estudar com outros riquinhos iguais a ele. Nunca lhe faltou nada e nunca vai faltar. Ele não estava aqui porque veio ver como os empregados do seu pai estavam.

— Desejo sim. — Ele respondeu.

— Então fale.

— Você vai me fazer implorar?

Eu dei as costas para ele e me direcionei para os fundos da casinha. Dentro do alojamento dos empregados todo mundo já estava dormindo. Eu era o único acordado, esperando esse mimado aparecer.

Eu parei em um lugar onde ninguém pudesse nos ver. Ele chegou logo depois de mim e parou na minha frente. Tínhamos como testemunha apenas a lua e as estrelas. Ele já sabia o que fazer, não precisou que eu falasse. Ele tirou a camisa, mostrando um corpo alvo como papel, da brancura de um fantasma. Ele não sabia como era trabalhar todo dia debaixo do Sol e da chuva, como era ter sua pele beijada pelo Sol. Ele vivia sob um teto com o ar-condicionado ligado o dia todo. Apenas sombra e água fresca.

Ele também tirou as calças que estava usando, abriu o botão e o zíper e deixou ela cair aos seus pés, com um chupe ele jogou a calça para longe. Agora a visão era das suas pernas magras, pareciam dois gravetos. Mesmo tendo todo dia um banquete a sua disposição, ele não engordava. Vivia magro com a aparência de um doente. Ele não iria engrossar as pernas na labuta do dia a dia, mas poderia ir para uma academia, ganhar um pouco de massa, ou ele achava que qualquer esforço físico era coisa de um ogro sem cérebro?

Meu olhar se direcionou para o caminho da perdição em sua barriga, que era uma trilha de pelos que ia do umbigo até dentro da sua cueca. Esse caminho provava que ele não era mais uma criança, que já estava maduro o bastante para a vida sexual. Quem olhasse para ele, para o corpo magro e o rosto ossudo, pensaria que ainda é alguém em desenvolvimento. Mas não é.

Levantei os olhos para ver o seu rosto. Ele parecia que estava com frio e usou as mãos em forma de concha para cobrir a parte da frente da cueca. Eu não queria sentir pena dele, mas eu sentia. Apesar de todo o seu privilégio, ele ainda era um garoto solitário, cheio de desejos não realizados.

Me aproximei dele com cautela, segurei na parte de trás do seu pescoço e dei um beijo faminto em seus lábios. Primeiro pressionei a minha boca fechada contra a dele, senti os seus lábios úmidos e macios, depois com a outra mão segurei em seu queixo, fazendo ele abrir a boca. Eu capturei com os dentes o seu lábio inferior, dei uma mordida suave, e depois levei minha língua de encontro a língua dele. Eu sabia que não era nada disso que ele queria. Ele não ligava para as preliminares. Na verdade, ele me confessou uma vez que tinha nojo dessa parte. Ele não queria ter a boca de um trabalhador sujo tocando nele. Ele não queria ter as carícias de um pedinte.

-- Então o que você quer?

-- Eu quero uma fantasia. -- Ele respondeu.

"Quero imaginar que estou pegando um homem casado pai de família ou que seduzi um homem hétero para que ele saciasse o meu prazer."

Eu não sou nenhuma dessas coisas, mas entendia a ideia de uma fantasia e ele iria realizar uma das minhas: Fazer um riquinho mimado se engasgar em meu pau.

Ainda com os meus lábios encostados nos dele falei: -- Se ajoelha.

Ele me obedeceu sem hesitar. Seu rosto ficou na direção da minha virilha. Provavelmente ele já sentia o meu cheiro. Trabalhei o dia todo para manter a grama aparada, cuidei do jardim e da horta. O sol o tempo todo em minhas costas. Não tomei um único banhei hoje, queria acumular toda a sujeira e suor apenas para esse garoto que sempre tem tudo o que quer.

Segurei os cabelos dele e obriguei ele a olhar para mim. Quando ele levantou os olhos em minha direção, dei uma cusparada em seu rosto. Pegou bem no olho esquerdo, deixando ele momentaneamente com a visão embaçada. Com a outra mão dei um tapa em seu rosto, minha mão espalmada pegou bem na sua bochecha, um estalo alto percorreu a noite. Lembrei que não poderíamos fazer barulho para não acordar ninguém. Tive que me conter para não lhe dar outro tapa no rosto. Agora o rosto dele estava mais bonito, ficou de uma cor vermelha onde a minha mão tocou.

Larguei o cabelo dele e abri o zíper da minha calça, deixei ela cair até os joelhos, revelando a visão da minha cueca cinza. Até eu conseguia sentir o cheiro forte que vinha dela. O garoto mimado ficou hipnotizado com essa visão. Não dava para saber se ele estava sedento por mim ou com nojo, repulsa.

Coloquei o meu pau para fora. Ele estava suado e com aquela sujeira branca acumulada na cabeça. Eu ainda estava flácido, isso que dá pular as preliminares, não tive tempo de ficar duro.

O filhinho de papai não precisou das minhas ordens para saber o que fazer. Ele se aproximou e colocou a língua para fora, com calma foi me saboreando aos poucos. Primeiro sua língua passou pela cabeça da minha rola, limpando toda a sujeira que ali estava, ele fazia pausas para saborear o gosto que eu deixava em sua língua. Ele degustava com tanto prazer que fazia eu pensar que aquilo era realmente saboroso. Depois ele levantou o meu pau com uma das mãos e foi direto no meu saco. Essa era a parte mais suada e que mais emanava cheiro. Ele engoliu as minhas bolas com gosto, as duas de uma vez só. Ele sugava e puxava as minhas bolas com a boca. Deixei escapar um gemido de deleite. Quem precisava de preliminares quando tinha uma boca babando as suas bolas?

Ele me deixou em ponto de bala e eu estava doido para fudê-lo.

Ainda não. Eu precisava realizar a maior fantasia dele.

Me afastei dos fundos da casinha, fui até um campo aberto que ficava distante de tudo e de qualquer ouvido que pudesse nos ouvir.

Ele veio engatinhando atrás de mim, com os joelhos e as mãos no chão áspero, me seguindo como um cachorrinho. Parei quando cheguei a uma distância considerável. Agora poderíamos fazer um pouco mais de barulho: tapas, gemidos, o som da minha virilha batendo na sua bunda. Mas não era isso que iríamos fazer, ainda não.

Ele ficou posicionado de quatro, com as mãos e os joelhos no chão, de costas para mim. Peguei um galho verde no chão e tirei as folhas que ainda restavam nele. Testei sua flexibilidade e parecia bem firme, não iria se romper tão fácil.

Em uma de nossas conversas, o riquinho me confessou a maior de suas fantasias. Enquanto se masturbava, ele gostava de imaginar que era um senhor de escravos e que em uma certa noite, para te ensinar uma lição, seu pai tinha lhe amarrado nu a uma viga da senzala. Ele passaria a noite ali, cercado pelos escravos que ele gostava tanto de maltratar, de chicotear sempre que tinha vontade. Mas o seu prazer não era maltratar aquela gente. Ele se deleitava com a visão de todos aqueles homens negros suados trabalhando feitos burros de carga. Andavam sem camisa, deixando os músculo à vista. Suas calças rasgadas às vezes mostravam suas partes íntimas. A fantasia dele era ser possuído por esse povo que tinha tanto rancor dele. Ele queria sentir a descarga de raiva que eles guardavam dentro de si. E agora amarrado a uma pilastra da senzala, sem poder se defender e tendo os seus pedidos de ajuda ignorados por seu pai que queria lhe dar uma lição, essa era a hora. Ele se imaginava humilhado e envergonhado diante daquela gente que vivia sob os comandos dele. Eles podiam abusar dele, mas era o filho do patrão, tocar em um único fio de seu cabelo era um sentença de morte. Tudo o que eles podiam fazer era rir das sombras, zombar do pintinho minúsculo que ele tinha, tirar sarro da sua bundinha magricela. O filho do patrão não servia nem para ser puta de esquina. Os escravos falavam isso das sombras, escondidos nos cantos mais escuros da senzala. Sabiam que se fossem vistos o castigo seria dobrado no dia seguinte. Mas isso não era suficiente para o garoto, ele queria mais.

— Vocês são um bando de covardes se escondendo nas sombras. Por que não mostram o rosto? Estão com medo de mim?

— Medo de você? — Uma voz veio das sombras. — A gente tem é pena de você.

Quando chegava nessa parte o garoto mimado brochava e não conseguia chegar no orgasmo. Ele imaginava que a maioria das pessoas tinha pena dele. Não achava ele bonito nem atraente. O único jeito de ele ter qualquer contato sexual seria pagando. Depois de pensar nisso tudo ele sentia vontade de chorar, lágrimas ardiam em seus olhos.

Eu não sabia por que ele me contava essas coisas. Eu sou o tipo de pessoa que deixa todos à vontade para serem eles mesmos, sem nenhum tipo de julgamento. Eu sabia que o ser humano não era feito apenas de coisas boas. Ou melhor, as coisas boas eram raras no ser humano. Tudo o que existia em nós era escuridão e eu abraçava essa escuridão.

Voltando para o presente, lá estava diante de mim o garoto de quatro. Levantei a mão que segurava o galho e depois desci com força sobre o seu lombo. Ele não gritou, mas seu corpo estremeceu todo. Mais uma vez levantei o galho e desci nas suas costas nuas. Apareceram duas marcas vermelhas em suas costas, gotículas de sangue brotaram ali.

Ele não gemia nem gritava, apenas recebia as chicotadas. Pela primeira vez desde que o conheci me perguntei o que tinha de errado com ele. Era dor que ele queria sentir? Humilhação? Vergonha? Ele era incapaz de acreditar que alguém o desejava do jeito que ele era e por livre e espontânea vontade.

A mão que segurava o galho tremeu e deixei cair no chão o chicote improvisado.

— Levanta, garoto.

Ele se levantou com um pouco de dificuldade, mas permaneceu de costas.

— Se vira para mim.

Ele não obedeceu. Estendi a mão, segurei no ombro dele e o virei. A visão do rosto dele molhado de lágrimas partiu meu coração. Ele estava chorando em silêncio, apenas suas lágrimas escorrendo por suas bochechas. O que tinha de errado com você?, perguntei a ele em pensamento.

Eu não consegui me conter e o abracei. Eu sabia que ele odiava essas demonstrações de afeto, mas não pude me controlar. Eu queria consolá-lo, confortá-lo e mostrar que ele era digno de ser amado. Mas ele não queria nada disso de mim e com certeza estava sentindo repulsa do meu abraço.

Me afastei dele, olhei em seus olhos e falei: — Desculpa, mas eu não posso fazer isso.

Pensei que poderia realizar a sua fantasia de degradação, mas não consigo. Aparentemente tenho um coração no peito e não sou um desalmado.

— Eu vou procurar outra pessoa que consiga fazer. — Ele falou se esquivando de mim.

Eu fiquei ali parado no meio do campo sem saber o que fazer. Toda essa relação com ele era absurda. No começo eu tinha medo de perder o meu emprego por causa dessas escapulidas com ele. Depois percebi que ninguém ligava para isso por tanto que fizéssemos escondido. Tentei não me apegar a ele, mas as nossas conversas pós-sexo me fez entendê-lo um pouco mais. Foi impossível não sentir nada por ele. Existiam limites até mesmo para mim.

Ele foi embora e eu voltei para o alojamento dos funcionários. Eu entrei no quarto que compartilhava com outro cara e me deitei na cama. Para a minha surpresa o meu colega de quarto ainda estava acordado e me perguntou: — O que vocês fizeram dessa vez?

Fiquei olhando para o teto. Não fazia diferença responder. Não ia acontecer de novo.

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