Capítulo 10 - ENTRE A INCERTEZA E O IMPULSO

Um conto erótico de NASSAU & ID@
Categoria: Heterossexual
Contém 7876 palavras
Data: 02/04/2026 16:05:04

A INCERTEZA não deve ser um freio, mas o espaço onde o IMPULSO ganha uma direção. Ou seja, transforme a dúvida em curiosidade e a disposição em um movimento consciente.

Principais Personagens:

Não há personagens novos. As imagens anexada através de link, estão relacionadas às cenas da história.

Continuando ...

Tarnos, França, 1940

De volta ao Quartel General ...

A forma como as coisas aconteceram no treinamento prático de Blanche e Hamdi, não era uma coisa que as duas gostassem de lembrar. Blanche tinha aproveitado muito, mas o fato de o mesmo não ter acontecido com a sua amiga, a deixava desconfortável, a ponto de sugerir:

– Você deve estar na seca, não é Hamdi? Por que você não pega o Michel? Ele também deve estar subindo pelas paredes.

– Eu não. Quer dizer, não é que eu não goste do Michel. O que acontece é que você está enganada, eu não estou tão “na seca” assim. Aliás, estou mais ativa que você. Quem anda reclamando do excesso de “exercícios” é o York.

– York? A coisa já chegou ao ponto de você se referir a ele pelo nome? Faz isso na frente dele que ele manda te prender.

– Prender ele já me prende, pelo menos três vezes por semana. O meu capitãozinho tem tesão pra dar e vender.

– Nossa! E como vocês conseguem fazer isso escondidos?

– Isso não é problema, querida. Você sabe que eu tenho os meus truques. Ah! E por falar nisso, fique avisada, se resolver ir à prainha, chegue com cuidado. Caso contrário, você corre o risco de levar um susto daqueles.

– Um susto grande?

– Muito grande! Se não for igual ao do Michel, é maior.

– Quem diria, Hamdi. Mas agora eu sei por que ele, durante os exercícios e as aulas, ainda grita contigo, te ofende, diz que você é inútil e que nunca vai aprender, mas parou de te dar castigos e tarefas humilhantes que agora vai para a ...

Blanche não conseguiu encerrar a frase por conta do acesso de riso e a morena riu junto com ela. Quando conseguiram se controlar, foi Hamdi quem disse:

– A loira aguada agora, se beijar alguém, além do veneno de cascavel que ela carrega com ela, ainda vai deixar o coitado com a boca inchada. Ela anda cuspindo marimbondos.

– Cuspindo marimbondos e cada vez mais furiosa com você. Cuidado, menina.

– Vorsicht ist mein zweiter Vorname. “Cuidado é o meu nome do meio” – Respondeu Hamdi rindo e riu mais ainda com a reação de Blanche que, falando também em alemão, mandou que ela fosse se catar e depois fez uma imitação caricata de quem está brava.

Isso aconteceu um pouco antes de elas iniciarem a preparação de um relatório sobre o treinamento prático que fizeram em Paris, o que Hamdi não queria fazer, mas foi obrigada a cumprir a ordem. Não bastasse isso, ainda teve que refazer porque, ao acrescentar algo que foi solicitado, que se tratava de uma pergunta sobre o que elas poderiam “tirar” dos parceiros, se referindo a informações, a africana não se intimidou em dizer que a única coisa que desejava tirar daquele homem era “a vida dele”.

Mas o relatório de Blanche trouxe informações úteis e uma delas versava sobre as atividades de Antonio. Quanto a adquirir peças para a indústria armamentista italiana e alemã, ela não se limitou a colocar a informação no relatório, acrescentando que tinha dado instruções aos diretores de uma de suas empresas que se encontrava em condições de fornecer o requerido material para que se esforçassem em conseguir o contrato e estava esperando o resultado dos contatos que esses diretores iam fazer para ordenar que as peças fossem entregues todas com algum defeito.

As demais informações, se referiam aos movimentos das tropas italianas que tinham atacado o Egito e planejamentos para outras investidas. Assim que o relatório foi recebido e lido, o Coronel Smith chamou Blanche e ensinou a ela uma grande lição.

– Soldado Blanche, eu recebi e li o seu relatório. Gostaria de parabenizá-la pelo excelente trabalho.

– Obrigada Coronel, Senhor.

– Mesmo assim, eu quero que você entre em contato com os diretores da sua empresa e modifique a ordem de vender peças com defeito. Ao invés disso, quero que recebam peças de boa qualidade e com um ótimo preço que garantam a continuidade do fornecimento.

– Coronel, Senhor! Eu ... não entendo.

– Pois eu vou te explicar. Nesse momento, é melhor termos uma contrato de fornecimento de peças de reposição de prazo mais longo. Veja, estamos querendo ganhar uma guerra e não uma batalha. Se eles receberem peças com defeito, não efetuarão mais compras. Mas se, ao invés disso, se recebem peças de boa qualidade, com um preço reduzido, continuarão comprando.

– Mas Coronel ...

– Soldado Blanche, você não está vendo o cenário completo. Se eles continuarem a comprar, será mais fácil para nós avaliarmos quando, onde e, principalmente, com que poder de fogo, eles pretendem atacar os inimigos. Desta forma, vamos poder nos preparar com mais assertividade e neutralizar essas investidas.

– Sim Coronel, Senhor. Entendi o objetivo dessa nova estratégia. Entrarei em contado, imediatamente.

– Eu tinha certeza de que você entenderia. Está dispensada.

As informações foram enviadas a Londres assim que o relatório foi alterado para as novas determinações do Coronel, fazendo com que Pierre e Gerard tivessem a primeira missão antes mesmo de terminar o treinamento e isso fez com que eles ficassem ausentes de Tarnos, por uma semana. E Blanche, mesmo sem saber, tinha cumprido uma missão que foi muito útil para a estratégia dos ingleses na recuperação de seus territórios no norte da África.

E foi durante esta semana que Blanche, Hamdi, Aimée e Michel foram surpreendidos com a ordem de se apresentar no local de treinamento, vestidos e prontos para a ação, às dezenove horas, o que os deixou tranquilos porque achavam que receberiam algumas instruções noturnas. Mas quando chegaram ao local, Hamdi como sempre alguns minutos atrasada, o coronel pediu atenção e a explicar:

– Hoje, nós vamos fazer um treinamento de sobrevivência. Nessas mochilas têm o que vocês precisam, um cantil vazio, uma faca, um rolo de corda, um mapa e uma bússola. Não, vocês não vão poder levar a mochila com vocês, apenas o que tem dentro delas. Nós vamos levar vocês, em duplas, e deixá-los a cinquenta quilômetros daqui. A tarefa de vocês será encontrar o caminho de volta. Haverá homens patrulhando as estradas e, se vocês forem apanhados em alguma dessas patrulhas, terão que voltar ao ponto de partida e reiniciar o treinamento, então evitem viajar pelas estradas. E evitem se aproximar das cidades, pois poderão ser detidos por esses homens lá também. Mas não se assustem. Vocês não farão esses exercícios sozinhos e serão supervisionados por alguém que já tem experiência. Alguma dúvida?

– NÃO CORONEL, SENHOR! – Gritaram todos a uma só voz.

– Muito bem. Ah! Ia me esquecendo. Cada dupla será deixada em um ponto diferente e vocês não terão a chance de se encontrar durante a volta. Cada dupla estará por sua própria conta. Então, não esperem por ajuda.

– CORONEL, SENHOR. SOLDADO HAMDI PEDE PERMISSÃO PARA FALAR.

– Pode falar, Hamdi.

A morena deu dois passos a frente e, ainda na posição de sentido, perguntou:

– A que horas começaremos esse exercício, senhor?

– Agora mesmo, soldado. Aliás, já começou. Volte ao seu lugar. – Esperou até ser obedecido e depois anunciou: – As duplas serão, Capitão York e Soldado Hamdi.

Um sorriso se formou no semblante de Blanche que recebeu um olhar de “fuzilamento” do York que tinha proibido Hamdi de comentar com qualquer pessoa sobre o caso deles e agora tinha uma prova que não foi obedecido.

– Especialista Charles e Soldado Blanche. – Continuou Smith.

– Boa. Assim você para de ser invejosa e arruma um homem pra você também. – Cochichou Hamdi.

– Pare com isso, Hamdi!

– Ah! Esse Charles não é de se jogar fora. Se eu me perdesse com ele na floresta, eu pegava. Você não?

– Cale essa boca grande, Hamdi, por favor!

– SOLDADO BLANCHE, SOLDADO HAMDI. ALGUM PROBLEMA? – Gritou o Coronel que tinha se aproximado sem que elas notassem e estava a um passo delas.

– NÃO CORONEL, SENHOR!

– Então prestem atenção soldados.

Blanche ficou aliviada, pois se fosse no início do treinamento, aquela falta delas teria sido punida, no mínimo, com uma ordem de executar exercícios e o preferido era o “apoio sobre o solo”.

– Grace e o Soldado Michel. A Soldado Aimée vai comigo. – Ao ver que todos estranharam o fato de Grace ser destacada para supervisionar Michel, o Coronel explicou: – Vocês devem estar estranhando o fato de a Grace ir com o Soldado Michel. É que eu não tinha anunciado ainda, mas a partir de hoje ela passa a ocupar a mesma função que o Charles e doravante, ao se dirigirem a ela, tratem-na por “Especialista Grace”.

Todos sorriram e Blanche chegou a dar alguns passos em direção à norte-americana, mas foi interrompida pelo berro de Smith:

– SILÊNCIO! SOLDADO BLANCHE, VOLTE AO SEU LUGAR. AGORA.

Quando ele parou de gritar e um silêncio absoluto se fez no local, foi possível que todos ouvissem a voz de Hamdi.

– Aí Michel. Se deu bem, hein? – Brincou Hamdi

– SILÊNCIO! VOCÊ POR ACASO É SURDA, SOLDADO HAMDI? – Gritou o Coronel e depois falou em voz normal: – Soldado Hamdi, não abuse da minha paciência. Mais uma palavra sua sem ser autorizada e vou dobrar o seu percurso, fazendo com que você seja deixada a cem quilômetros daqui, ao invés de cinquenta. – E dirigindo a todos: – Podem se preparar. Peguem o material de suas mochilas.

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Enquanto eles se preparavam, quatro jipes civis, com homens vestindo roupas também civis, entraram na clareira dirigindo os carros. Os militares ingleses, Charles e Grace olhavam para aqueles veículos como se já esperassem por eles, mas os outros quatro pareciam surpresos.

De onde eles tinham aparecido e quem eram aqueles homens que estavam no volante? – Se perguntava cada um dos treinandos, pois até para eles que eram inexperientes, dava para notar que aqueles homens podiam estar usando uma batina que seria possível notar que eram militares.

Cada um dos pares foi encaminhado para um veículo e imediatamente eles partiram. Hamdi, assim que o que ela estava se colocou em movimento, reclamou:

– Você podia ter me avisado. Eu teria trazido umas pomadas e alguma coisa para evitar os insetos.

– Se você tivesse trazido, eu jogaria tudo fora. Esse treinamento é sério.

– Aí, Capitão. Por que você precisa ser assim, tão severo?

– Porque esse é o tipo de treinamento que um dia salvará sua vida.

Apenas Blanche, dos quatro, notou que os jipes não eram de fabricação europeia. Eles eram mais frágeis, mas desenvolviam maior velocidade, além de serem ágeis.

Rodando por estradas pavimentadas durante um bom percurso, logo foram, um a um, se separando. Blanche tentou encontrar na paisagem alguma coisa que pudesse indicar sua localização, porém, a noite estava escura e ela tinha sido obrigada a ficar numa posição que não permita ter uma visão geral dessa paisagem.

Finalmente ela e Charles foram deixados em um local totalmente desconhecido por ela e, assim que deixaram o veículo, o homem se embrenhou no mato fazendo com que a garota o seguisse.

E começou a viagem de volta. Blanche foi obrigada a caminhar por um bom tempo no mato e em meio a uma total escuridão, sem o uso de nenhuma luz artificial. Praticamente às cegas e com alguns hematomas no corpo, recebeu ordem de parar. Não sabia onde estava e, muito menos, que horas eram. A única coisa que ela conseguia saber é que estava sob uma frondosa árvore e, sob seus pés, o chão era coberto de folhas.

Exausta, cobriu a corda com folhas para servir de travesseiro e se deitou, mas não conseguiu dormir, pois a toda hora se sobressaltava com o barulho de algum animal se movimentando na floresta e isso lhe trazia a recordação de sua fuga da Alemanha, o que a deixou angustiada e receosa de dormir e ter pesadelos, o que poderia ser entendido por Charles como uma fraqueza.

Conseguiu dormir quando o dia já amanhecia e logo foi despertada por Charles que ela não sabia se era seu instrutor ou estava ali em treinamento, assim como ela. Essa dúvida, porém, logo foi esclarecida, quando ele olhou para a expressão dela e sugeriu que ela dormisse mais um pouco e Blanche teve um vislumbre de que ele tinha um pedaço de pau e a faca na mão antes de se virar para o lado e voltar a dormir.

Voltou a ser acordada por Charles horas depois e sentiu um cheiro delicioso de carne assada, o que fez com que seu estômago se agitasse por lembrar que faziam horas que ela não comia nada. Levantou-se e seguiu seu parceiro que pegou o espeto que estava sobre o fogo e, usando sua faca, começou a fatiar a carne assada e entregar a ela que devorava cada uma delas com enorme prazer. Ao se lembrar que, quando o coelho foi retirado do espeto estava intacto, ela perguntou para ele:

– Você ainda não comeu nada, não é?

– Não estou com muita fome.

Não precisou olhar para ele para que Blanche notasse que ele estava mentindo, pois a forma como ele olhava para ela comendo deixava claro que ele estava com fome, e muita, o que fez Blanche se perguntar o motivo de ele não estar se alimentando, porém, em vez de procurar uma resposta, ela pegou um pedaço da carne com as mãos e aproximou da boca dele:

– Tome, coma. Não é justo você ter caçado, preparado e agora ficar esperando até que eu me sinta satisfeita.

Sem conseguir resistir à oferta, o homem abriu a boca, sugerindo que ela colocasse o alimento diretamente dentro em um desafio que foi captado e aceito, pois ela, sorrindo, aproximou mais a mão da boca dele, sendo surpreendida pela reação que ele teve. Com uma expressão estranha no rosto, Charles segurou o pulso dela e abocanhou o pedaço de carne, contudo, fez isso de uma forma que o dedo indicador dela ficasse preso entre seus dentes, mas com uma pressão suave para não a machucar.

– Aí, seu esfomeado! É para comer a carne e não eu!

Aquela frase, que foi dita pela jovem sem nenhuma malícia, foi interpretada por Charles de outra forma. Sem soltar o pulso dela, ele murmurou:

–Desculpe por isso, eu não queria te machucar e vou remediar.

A intenção dela de dizer a ele que não a tinha machucado ficou presa em seus lábios porque ele, antes que ela pudesse reagir, colocou o dedo indicador dela inteiro na boca e sugou com uma pressão suave. Blanche não conseguiu evitar o arrepio que desceu por sua coluna e deixou sua pele ouriçada. Entretanto, o que mais chamou a atenção do homem foi o fato da respiração dela ter acelerado o ritmo e se tornado mais alto, quase um gemido. Mas Charles, aparentando um alto controle admirável, puxou o pulso dela para trás e, sorrindo para ela, comentou:

– Delicioso. Muito melhor que o coelho.

A resposta de Blanche veio em um sorriso tímido e no rubor que tingiu suas faces de rosa.

Aquela cena constrangedora levou alguns minutos para ser superada, mas, quando o foi, fez com que o homem começasse a apressar a garota que, depois de se sentir saciada, foi até o riacho que havia por perto e lavou o rosto e a boca, pois ela não tinha nada que pudesse ser usado para melhorar sua aparência ou permitir uma higiene corporal melhor. Levantando-se, comentou:

– Estou me sentindo horrível. Meu cabelo deve estar um ninho de ratos.

– Eu não concordo. Não há nada nesse mundo que possa tirar a sua beleza. Você está linda como sempre! – Comentou Charles.

– Olha só! O calado, taciturno e solitário Especialista Charles agindo como um galanteador! Que reação estranha a uma caminhada na mata.

– Estranha porque você nunca prestou atenção.

Aquela frase, que mais parecia uma confissão, pegou Blanche de surpresa e, mais uma vez, ela ficou ruborizada e, abaixando a cabeça, comentou:

– Prestar atenção como? O senhor quase nunca falou comigo! E quando o fez, foi para dar instruções ou ordens.

– Isso não quer dizer que eu não tenha prestado atenção em você. E pare de me tratar por “senhor”, eu quero ser seu amigo.

Entendendo que aquela conversa estava ficando muito estranha, Blanche falou:

– Pois eu acho que você está querendo mais que isso. Olha só essa! O carrancudo e ético Charles se aproveitando do fato de estar perdido no mato em companhia de uma garota e tentando seduzi-la.

– Eu jamais faria isso, Blanche. Não que isso seja uma mentira, mas eu não ia querer que você fizesse qualquer coisa que não desejasse. Nunca mesmo.

– Isso me deixa lisonjeada, Charles. Mas agora acho que devemos ir. O sol já vai alto e estamos atrasados.

– É verdade. Vamos.

Ambos começaram a caminhar, porém, era visível que Charles havia mudado o seu comportamento. Ele não só escolhia as melhores trilhas para caminhar, como também passou a ficar mais próximo dela, sempre pronto para protegê-la de uma queda. Era como se ele estivesse transportando uma carga valiosa que tinha que ser entregue intacta em seu destino. Além disso, nunca a apressava. E Blanche captara essa mudança de comportamento do seu companheiro de treinamento.

Ao entardecer, mas com o sol ainda brilhando sobre as árvores, se viram na iminência de cruzar um riacho, esse com um volume de água maior que o anterior e Charles gastou mais de quinze minutos para encontrar uma passagem onde Blanche não se molhasse muito e ela, que já estava se sentindo protegida com as ações dele, ficou ainda mais feliz, porém, a caminhada fora fatigante, ela estava muito suada e tudo o que queria era entrar naquela água límpida e fria.

E foi o que ela fez. Antes de Charles encontrar um ponto de passagem, ela se livrou dos poucos equipamentos que carregava e se atirou na água dando um grito de alegria, grito esse que assustou o homem que veio correndo em sua direção e se atirou na água, a agarrando e puxando para a margem. Ela, se debatendo, falou com voz alta, mas com uma entonação de divertimento:

– Me solta, seu bruto. Quem te autorizou a pôr as mãos em mim.

– Você não caiu? Foi você que se atirou?

– Lógico que foi. Por acaso acha que sou tão incapaz assim, que não sei nem ficar em pé ao lado de um rio? – Respondeu ela, tentando parecer engraçada.

– Você me assustou!

A preocupação contida na voz de Charles, que ao falar, soltou o corpo de Blanche que caiu e submergiu na água, mas logo recuperou o equilíbrio e quando ficou em pé disse:

– Viu só o que você fez? Molhei até os cabelos.

– Grande coisa. Quero ver como você vai fazer com essa roupa molhada. Daqui a pouco o sol se põe e você vai ficar doente.

– Não seja por isso.

Com gestos decididos, Blanche se livrou da camisa do uniforme enquanto caminhava em direção à margem e, lá chegando, se livrou dos calçados, meias e sem se importar com a presença do homem, abaixou a calça e se livrou dela. Quando olhou para ele, percebeu o que tinha feito. Ela se deu conta do efeito que seu gesto tinha provocado nele, porém, não ficou com vergonha. Em vez disso, tirou o resto das suas roupas, que, na verdade, se resumiam ao sutiã e a calcinha, juntou a roupa molhada enquanto falava:

– Não fique aí parado e me ajude a acender uma fogueira para estender minha roupa.

(IMAGEM: https://postimg.cc/tsTMHM5C)

Charles fez mais do que isso e não se limitou a acender a fogueira. Usando a corda, ele também improvisou um varal para que a garota estendesse suas roupas, desfilando nua na frente dele, sem dar sinais de que estava incomodada com a situação dele que fazia de tudo para desviar os olhos do corpo jovem e desejoso dela. Quer dizer, desviava quando ela não estava olhando, pois quando ela estava de costas, seus olhos quase saltavam para fora das órbitas. E era lógico que ela estava percebendo a situação do pobre homem que não tinha como disfarçar, por causa do volume que se formou sob sua calça.

Depois de se alimentarem com o que sobrou do coelho abatido naquela manhã e alguns frutos silvestres que o homem colheu, ela foi se deitar e logo fechou os olhos, embora ainda estivesse acordada e ficou surpresa quando sentiu algo cobrindo seu corpo. Levantou a cabeça e viu Charles se afastando. Notou que ele estava sem a camisa da farda que, tentando ser cuidadoso com ela, usara para protegê-la do frio da noite. Com voz terna, agradeceu:

– Obrigada, Charles. Mas e você? Vai ficar com frio?

– Não se preocupe. Vou sobreviver.

A partir daquele momento a preocupação que impedia Blanche de dormir estava no fato de saber que aquele homem, sendo tão cuidadoso com ela, iria, por conta da sua extravagância, passar a noite inteira com frio. E como um pensamento leva a outro, ela começou a se lembrar de como tinha sido a convivência entre ela e Charles desde que ele apareceu na sua vida.

A princípio, o francês parecia uma peça obsoleta em uma decoração. Taciturno, quase não falava e só emitia opinião sobre algum assunto quando era solicitado. Andava ao lado dos ingleses o tempo todo como se essa fosse sua missão, mas nunca demonstrava nenhum tipo de servilismo e se notava que o tratamento que Smith e York dedicavam a ele era respeitoso.

Com as pessoas que estavam treinando, ele era de uma gentileza fria e distante e a única coisa que chamava a atenção nele era como estava atento a tudo o que eles faziam, o que provocava os comentários sem noção de Hamdi que se referia a ele como “os olhos do coronel”. E quando iniciou a parte do treinamento de luta corpo a corpo, ele se apresentou como instrutor e demonstrou uma agilidade incrível para um homem de seu tamanho, pois ele era encorpado e tinha de uma força descomunal.

Em suas aulas, conseguia agir com uma delicadeza fora do comum. Nunca aplicava um golpe até o final, sendo que sua mão sempre se detinha à centímetros da parte do corpo de seu oponente que seria atingida e o máximo que fazia era derrubar alguém no chão. E mais uma vez Hamdi notou algo que ninguém mais notara. Ela implicava com Blanche porque, quando a amiga estava recebendo instruções, Charles nunca a derrubava por completo, sempre que aplicava um golpe que a derrubaria, ele aparava seu corpo antes da queda, o que fazia a morena dizer depois do treinamento:

– Eu também queria um instrutor que me segurasse no colo, em vez de me jogar no chão.

– Lá vem você com suas implicâncias, Hamdi. Pare de ver coisas onde não tem, menina.

Normalmente o comentário acabava por aí, mas houve um dia em que Grace estava perto e Hamdi insistiu:

– Não tem? Pergunta pra Grace quantas vezes eu disse a ela que quando é com você, ele te derruba como se estivesse colocando seu corpo em uma cama para ...

– Por favor, não me coloquem no meio desses assuntos de vocês. Estou fora deles. – Pedia a norte-americana com uma expressão divertida.

– Viu só, Blanche. Até a Grace concorda comigo. – Insistiu Hamdi.

– Não foi isso que ouvi. Você está ficando maluca por acaso?

– Bom, ela não disse. Mas você sabe, né. A Grace nunca se mete nos nossos assuntos, mas está na cara que ela concorda.

– Eu não disse isso, Hamdi. Pare de criar situações que coloquem pessoas, umas contra as outras. – Respondeu Grace.

Hamdi fez cara feia e se levantou para sair do quarto reclamando:

– Eu estou dizendo. Aí tem coisa. Esse Charles puxa um trem pela Blanche. Por que ninguém acredita em mim? Aposto que se fosse a Blanche dizendo alguma coisa, a Grace estava se derretendo. – A seguir, a morena fez uma imitação sofrível da Grace, tanto na expressão como na voz, e concluiu: – A Blanche está certa, Hamdi. Ela sempre está certa.

E bateu a porta com força, fazendo com que Grace risse alto e Blanche perguntasse:

– O que foi isso? O que deu nela?

– Sei lá, Blanche. Você que conhece melhor essa menina que pode explicar. Até hoje eu não entendo bem a ela.

– Pior é que eu também não.

Blanche falou isso com seriedade, porém, a expressão de concordância que viu em Grace a desarmou e ela não conseguiu evitar de soltar uma gargalhada, no que foi imitada e, enquanto riam, ouviu a voz de Hamdi que se afastava pelo corredor:

– Isso. Riam da negrinha. Podem rir! Mas o dia que eu provar, vocês vão ter que me aguentar.

O que Hamdi queria deixar transparente era o fato de que ela percebeu que Charles tinha algum sentimento para com Blanche e não era de amizade, pois ele estava sempre demonstrando que não queria ser amigo de ninguém. Mas sempre que tocava no assunto, a amiga dizia que isso era coisa da cabeça dela.

Agora, deitada na floresta, todos os comentários que Hamdi havia feito durante o treinamento foram relembrados por Blanche que sentiu um arrepio ao perceber que aquela maluquinha poderia estar com a razão. Afinal, qual o motivo de se expor ao frio só para mantê-la aquecida? Qualquer um dos outros instrutores teria gritado com ela por se atirar no riacho vestida e depois ainda caçoariam dela.

Nesse ponto ela teve seu pensamento desviado pelo incômodo que o sutiã e a calcinha, que ela tinha vestido e ainda estavam úmidos, lhe causavam e, aproveitando que tinha a proteção da camisa de Charles, retirou o sutiã e o deixou no chão, ao seu lado.

Continuando nessa linha de raciocínio, ela repassou tudo o que acontecera naquele dia e concluiu que, se a intenção era de ensiná-la a sobreviver em uma situação como aquela, isso não estava acontecendo e o que se passava era uma caminhada em meio à mata, com alguém que estava ali apenas para protegê-la. E ela se perguntou se isso não poderia causar prejuízos mais tarde, no caso de ela se encontrar em uma situação real. Preocupada com esse fato, se levantou, retirou a camisa dele e caminhou resoluta até onde ele estava, dizendo:

– Charles, precisamos conversar. – Disse ela estendendo a mão com a camisa, como se a estivesse devolvendo, deixando seu corpo praticamente exposto para o homem.

(IMAGEM: https://postimg.cc/rzTcLqtT)

– Pois não. – Respondeu ele sem conseguir desviar os olhos das pernas da moça.

Com muito esforço, ele, ainda sentado no chão, conseguiu subir o olhar para encarar a moça e ao ver que ela estava devolvendo sua camisa, recusou e pediu para que ela a vestisse novamente. Blanche não o fez, mas colocou a camisa sobre os ombros.

– Olha, não é que eu esteja te criticando ou duvidando de sua capacidade, mas você não acha que esse treinamento não está servindo para nada?

– Não entendi. Como assim?

– Responda você. O que foi que eu aprendi no dia de hoje?

– Nada, não é? – Falou ele sorrindo, surpreendendo a jovem com sua sinceridade.

– Então. E me corrija se eu estiver errada. Qual é o objetivo desse treinamento?

Charles ficou pensativo por algum tempo e Blanche podia ver a expressão dele ir se alterando, demonstrando que ele enfrentava uma luta interna sobre o que falar. Então, não perdoou e disparou:

– Está vendo só? Basta olhar para você e já dá para notar que você está procurando uma boa desculpa para me convencer, não é verdade?

– Mais ou menos isso. Quer dizer, eu não estou procurando uma desculpa. Estou apenas decidindo se falo o que eu penso sobre o assunto.

– Ótimo. Já que você chegou ao ponto de reconhecer, melhor falar logo o que você “pensa sobre o assunto”. – O final da frase foi dito com uma tentativa de imitar o jeito dele falar.

– Isso para mim é tudo uma grande bobagem.

– Bobagem? Como assim?

– Olhe, Blanche. Não se transforma uma garota do seu tipo em soldado assim tão fácil. Para isso é preciso …

– Espera aí? Pare! Que tipo de garota você acha que eu sou? Uma riquinha mimada que não consegue sobreviver sem a ajuda dos outros? Pois fique sabendo que esse treinamento aqui não passa nem perto do que eu enfrentei quando fugi da Alemanha.

– É verdade. Eu já ouvi essa história. Mas você tem que entender que as circunstâncias eram bem diferentes. Você estava fugindo para salvar a sua vida e a do seu pai, e, tenho certeza de que, se um dia isso acontecer de novo, você terá uma grande chance de obter sucesso. Mas não por causa de um treinamento como esse. O que conta nessa hora é o instinto de sobrevivência, a capacidade de pensar à frente de seus perseguidores e a tenacidade de nunca desistir e seguir adiante. Mas isso é uma coisa que ninguém vai te ensinar em qualquer tipo de treinamento. Isso você já tem de sobra. Além disso, você ainda teve a sorte de encontrar a Hamdi no caminho e isso foi algo adicionado à sua capacidade, pois ela é mais atirada e, apesar de ser uma maluquinha, ou melhor, por ser uma maluquinha, ela não só te ajudou muito, como te animou a lutar.

– É verdade. Eu devo muito à Hamdi.

– Então. Continuando a falar sobre esse treinamento. Você não vai precisar disso. Sua missão vai te levar a agir na cidade, entre palácios, ambientes chiques e até quartos muito bem decorados.

Blanche ficou ruborizada ao ouvir aquilo e falou:

– Não pense que vou fazer isso porque gosto. Eu até queria ficar fora dessa parte!

– Não pense assim. Tenho certeza de que você vai ser muito bem-sucedida. Agora, se um dia se ver perdida em uma mata e cercada por inimigos, sugiro que você reze, mas reze muito.

Apesar da frase ter um fundo de crítica depreciativa, Blanche riu do jeito que ele falou e depois completou:

– Não se preocupe com isso. Se acontecer, tenho certeza de que terei um “Charles” por perto.

– E isso te agradaria? – Perguntou ele olhando intensamente para ela, buscando um contato visual, coisa que ela não permitiu, pois abaixou a cabeça e ficou olhando para suas pernas.

Ao fazer aquele movimento, como estava sentada no chão com as pernas cruzadas no estilo indígena, a camisa tinha se afastado e sua calcinha estava aparecendo. Entre assustada e ao mesmo tempo sentindo uma excitação que não conseguia explicar, se encheu de coragem e olhou para o homem e viu que sua preocupação era justificada, pois era para o meio de suas pernas que os olhos do homem se voltavam e isso, em vez de deixá-la nervosa, fez com que pensasse a respeito:

“Por que não? Estamos aqui, no meio do mato, a temperatura cada vez mais baixa e tudo o mais. Pelo menos assim nenhum de nós vai sentir frio”. E depois, com o rosto em brasa, se corrigiu: “Deixe disso, Blanche. Pare de inventar desculpas por estar prestes a fazer o que está querendo. Vá em frente”.

Para não ter tempo de sofrer uma recaída e desistir da ideia, ela se levantou lentamente, usando as mãos para se apoiar no chão, fazendo com que a camisa que estava sobre seu ombro se movesse e deixasse seu corpo novamente exposto. Não todo. Os seios apareciam até os mamilos, com parte deles ainda ocultos, mas sua barriga lisa, sua calcinha beje, que ela temia já estar manchada com sua excitação, além de suas pernas perfeitas, estavam à disposição do homem que olhava para ela com a boca aberta. Sorrindo, ela tirou a camisa do ombro e entregou a ele dizendo:

– Obrigado por sua sinceridade. E tome sua camisa. Não quero que você sinta frio.

– Não. Eu faço questão! – Disse ele, também se levantando do chão com as mãos estendidas para a frente.

Com os seios expostos, Blanche caprichou um olhar matador percorrendo o corpo de Charles, mas com um tempo maior pregado no volume da calça dele. Com um braço estendido segurando a camisa e o outro ao lado do corpo demonstrando que não tinha a intenção de ocultar nada do que estava à vista, ela deu o tiro de misericórdia:

– Então é isso, Charles. Vou te mostrar que aprendi alguma coisa de sobrevivência na selva. Foi a Hamdi que me ensinou e agora vou repassar pra você. Quando duas pessoas estão nessa situação, elas se deitam juntas e usam o calor de seus próprios corpos para se aquecerem.

– Ou então os dois sofrem com o frio.

– Isso é uma coisa que eu garanto que não vai acontecer. Vamos usar tudo o que sabemos para manter nossos corpos quentes. Você não acha que é o ideal?

– Olha, Blanche … Isso é tudo o que eu queria na vida … desde o dia que te vi pela primeira vez que te desejei e só não …

– Cale a boca, Charles. Você fala demais. – Falou Blanche pulando no pescoço dele e oferecendo sua boca para um beijo.

Se aquilo era uma luta, o homem foi derrotado aos dez segundos do primeiro round. O gemido alto que ele deixou escapar foi uma prova disso e logo começou a andar na direção de onde Blanche estava deitada antes. Ela, ao perceber a intenção dele, se pendurou em seu pescoço e jogou as pernas para cima cruzando-as em seu quadril, ficando suspensa no ar enquanto era levada para um local mais apropriado, o que não fazia diferença nenhuma, pois se fosse uma cama de prego, ele se transformaria em um faquir diante do desejo que queimava seu corpo.

Entretanto, ele precisava confirmar que ela desejava o mesmo que ele, e perguntou:

– Você tem certeza de que quer isso?

– Tenho mais do que certeza, Charles. Pare de falar e me fode.

Para ele aquilo era novidade. Ele via em Blanche uma garota comportada e achava que as transas que ela tinha com Hamdi, ou com a morena e Grace, tinha sido o resultado da má influência, porém, logo se convenceu que, se era disso que se tratava, então que essas más influências fossem benvindas, pois ele adorou ouvir ela se oferecendo daquela forma.

Mesmo assim, Charles decidiu que daria a Blanche uma experiência diferente. Ele pretendia mostrar a ela o que significava tratar uma mulher como ela merece ser tratada e demonstrar o sentimento que nutria, há tempos, pela linda garota francesa. Esse era, pelo menos o plano dele.

Ele, delicadamente, a colocou no chão, se sentou ao lado dela e começou a beijar-lhe a face e o pescoço. A expressão no rosto de Blanche demonstrava que ele estava no caminho certo e, em pouco tempo, já estavam deitados, lado a lado, no chão da floresta. Porém, demonstrando querer tomar as rédeas da situação, Blanche mesma tomou a atitude de retirar a última peça de roupa que ainda vestia.

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Charles continuava com as carícias e os beijos, enquanto Blanche gemia baixo, quase um ronronar, demonstrando estar apreciando o que estavam fazendo. Ele, acreditando estar fazendo um bom trabalho, a pegou no colo com o objetivo de levá-la para um lugar mais confortável. Contudo, foi surpreendido pela atitude de Blanche que concluiu que ambos já estavam satisfeitos com as preliminares. Ela empurrou Charles e subiu em cima dele, pedindo:

– Pelo amor de Deus, Charles. Pare de falar, tire essa calça e me fode.

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Durante a hora seguinte e um pouco mais, ele se mostrou insaciável, despejando todo o seu tesão acumulado para cima do alvo daquele desejo. Fodeu Blanche a primeira vez evitando gozar dentro dela, depois chupou sua buceta, se admirou quando ela, por iniciativa própria, abocanhou seu pau e depois voltou a foder sua bucetinha, dessa vez gozando dentro, enquanto ela gozava pela terceira vez.

Depois dos orgasmos, ficaram deitados lado a lado. Ele acariciando o rosto e os cabelos dela enquanto ela se aconchegava mais a ele buscando o contato com todo seu corpo. Conversaram com ele perguntando sobre as transas dela com Hamdi e Blanche não fugindo do assunto, confessou seu amor por sua amiga, mas deixando claro que esse amor se resumia a uma amizade profunda e que o sexo era apenas uma busca do prazer e, muitas vezes, uma fuga dos problemas que as afligiam. Ele, ainda curioso, perguntou:

– Quer dizer que, quando você se casar com alguém, vai parar de transar com ela?

– Não sei dizer, Charles. Eu acho que o dia que amar alguém de verdade, posso até deixar, mas isso só quando eu encontrar o homem que vai me fazer acreditar que serei dele para o resto da minha vida.

A resposta não agradou a Charles, que se afastou em um gesto involuntário. Percebendo isso, ela perguntou:

– Por que você ficou assim? Você por acaso está pensando em pedir a minha mão em casamento?

– Eu já teria pedido se soubesse para quem. – Respondeu ele depois de pensar por alguns segundos.

– Se um dia você resolver fazer isso, pode pedir a mim mesma. Eu sou a dona do meu destino.

O homem fez uma expressão feliz e já ia abrindo a boca, quando ela falou:

– Mas não faça isso. Não agora, por favor. Não estrague esse momento.

Teria sido um balde de água fria se a jovem mulher não tomasse a iniciativa e, subindo sobre o corpo dele, falou com voz maliciosa:

– Agora não é hora disso, querido! Agora é hora de você me foder de novo e provar o quanto queria isso.

Entendendo a frase como se fosse um pedido, Charles resolveu caprichar e dar à Blanche a foda da sua vida. Primeiro resolveu judiar dela, não atendendo a esse pedido de imediato. Em vez disso, ele deslizou sua boca pelo corpo jovem, beijando ou chupando a pele dela que ardia em desejos.

Chegando aos seios, dedicou especial atenção aos dois, sempre usando a boca em um enquanto sua mão se encarregava do outro e o ponto alto foi quando ele se rendeu ao tesão e deixou de lado todo o cuidado que dedicava a ela, mordendo o mamilo que tinha em sua boca com uma pressão que não provocaria ferimento, mas apenas uma dor suportável e usou os dedos para pressionar o outro com a mesma intensidade e viu a garota arquear o corpo para cima com tanta força que, apesar do peso dele, levou seu corpo junto.

Depois ele desceu pela barriga dela que, desesperada de tesão, empurrava sua cabeça para baixo em uma vã tentativa de fazer com que ele chegasse logo com aquela boca experiente em sua buceta. Resistindo com bravura e com uma lentidão que para ela era agoniante, ele usava a língua por toda a sua barriga, explorou com calma seu umbigo usando a língua, desceu até a testa de sua buceta coberta com pelos aparados e macios e mordeu levemente provocando a reação dela que, novamente arqueou o corpo enquanto falava:

– Vo ... Você é muito malvado! Você está me torturando! Anda ... Eu quero maissss ... ahhhh ...

Enquanto ela falava, Charles passou a língua ao longo de sua bucetinha até chegar à entrada e forçou, colhendo com sua língua o fluído que escorria, mas não demorou e fez o caminho de volta se dedicando a chicotear o grelinho dela com sua língua. A sensação que a jovem sentiu fez com que ela expirasse todo o ar que tinha nos pulmões emitindo um silvo agudo. Charles parou por um momento e olhou para ela que, com a cabeça erguida e o peso no corpo suspenso pelos cotovelos que estavam no chão, olhava para ele e o que ele viu o deixou louco.

Para ele, era como se o rosto de Blanche irradiasse uma luz própria. Suas feições não estavam distorcidas. Em vez disso, todos os detalhes de seu rosto, aqueles detalhes que ele tanto adorava, tinham se ampliado. Seus olhos extremamente abertos refletiam as luzes das estrelas e seus lábios sensuais estavam levemente afastados permitindo a visão de seus dentes brancos e perfeitos e as faces rosadas a deixavam ainda mais linda, parecendo um quadro pintado por um talentoso artista, cuja moldura eram seus cabelos escuros e desalinhados.

Cego de desejo, atacou a bucetinha dela como se fosse a última do universo enquanto ela gemia e contorcia seu quadril como se quisesse escapar da prisão que as mãos fortes faziam para mantê-la parada. E Blanche gozou duas vezes. A segunda e a terceira daquela noite.

Quando ela parou de se debater, ele entendeu que tinha conseguido a rendição total dela e rolou para o lado só para descobrir que estava enganado. Pegando-o desprevenido, Blanche se deitou sobre o corpo dele, porém, na posição invertida e atacou o pau dele com sua boquinha, enquanto deixava sua xoxota à disposição da boca dele que voltou a atacar, dessa vez inovando e escorregando com a língua até atingir a entrada do cuzinho dela.

Foi devastador. Não que Blanche já não tivesse sentido essa sensação, pois tanto Hamdi como Grace não tinham nenhum pudor em fazer isso nela quando transavam, mas ela nunca passara por isso antes tendo um pau à disposição de sua boca e usou as orientações que suas duas amigas sempre lhe davam e tentou engolir todo o cacete dele, se sentindo realizada quando tocou com seus lábios os pelos pubianos dele.

Blanche estava prestes a gozar e sentia que também estava chegando o momento de receber a porra dele em sua boca quando foi violentamente empurrada para o lado. Ela deu meio giro em seu corpo ficando deitada de costas e, antes que pudesse dizer qualquer coisa, seu corpo todo foi coberto pelo dele que, como um louco foi para cima dela e, segurando as pernas, fazendo com que ficassem dobradas, socou seu pau que encontrou o caminho do paraíso que era a maciez de sua bucetinha e começou a socar com força, embora tivesse todo o cuidado de não a machucar. Charles provava que, mesmo estando com seu autocontrole afetado devido ao tesão que o dominava, ainda conseguia manter o suficiente para não a ferir, em um típico caso de uma foda onde o homem age com energia, mas sem perder a ternura.

O desejo de gozar que fora interrompido segundo antes, ambos o fizeram ao mesmo tempo, com gritos que provocou o despertar de pássaros que dormiam sobre as árvores próximas. Depois disso, transaram ainda uma vez e depois dormiram

Acordaram e Charles foi ensinar Blanche a caçar, o que foi um desastre total e foram obrigados a se alimentar com frutas.

A caminhada não rendia e a garota, mesmo não tendo a menor ideia de onde estavam, quanto avançavam, calculou que naquele ritmo levariam uma semana para chegarem à mansão e o que se passava parecia mais com um passeio no parque do que um exercício de sobrevivência.

O homem a carregava no colo ao primeiro sinal de cansaço apresentado por ela, ou então fazia com que ela se enganchasse nas suas costas e caminhava vários quilômetros, sendo que tiveram que parar porque a jovem, firmando-se no pescoço dele, começou a mordiscar sua orelha e usar a língua em seu ouvido.

Quando isso acontecia, ele a jogava no chão e logo estavam nus, transando. Ao atravessarem um curso d’água, ele a colocou sentada em seus ombros e deu início à travessia, porém, ela começou a se esfregar nele que logo perdeu o equilíbrio e ambos caíram na água. Molhados, se livraram das roupas e aproveitaram uma minúscula praia, transaram novamente como se não houvesse um amanhã.

Depois de transarem, permaneceram nus e ele improvisou uma lança usando uma vara comprida e conseguiu capturar dois peixes de tamanho médio, garantindo assim o jantar e, quando terminaram, já estava escuro.

Foi nesse momento que Blanche perguntou quantos quilômetros tinham andado naquele dia e recebeu a resposta que esperava. Segundo os cálculos do homem, tinham avançado cerca de seis quilômetros, ou seja, pouco mais de um terço dos dezessete que tinham que percorrer a cada dia para chegarem na Mansão dentro do prazo estabelecido. Então comentou:

– Se continuarmos nesse ritmo, quando chegarmos na mansão essa guerra já terá terminado.

– E se isso acontecer, eu vou ficar muito feliz.

– Todo mundo vai ficar feliz quando essa guerra terminar. – Disse ela.

– Quase todo mundo. Aposto que o lado perdedor não vai gostar nada disso.

– Seu bobo. Lógico que não vai gostar.

Charles ficou pensativo por algum tempo e Blanche já ia lhe perguntar o que se passava na cabeça dele quando ele começou a falar:

– Mas, voltando ao assunto, não se preocupe. O Smith mentiu para vocês. Ninguém foi deixado a cinquenta quilômetros de nossa base.

– Por quê? Pra que mentir num caso desses?

– Primeiro porque era essencial que todos vocês acreditassem que tinham uma tarefa árdua pela frente. E depois, estamos em uma área ocupada pelos alemães e quanto mais espalhados ficarmos, maior a chance de sermos surpreendidos por uma patrulha.

– E qual a distância daqui de onde estamos até a mansão? – Blanche nunca se acostumou a se referir à sua casa como base e por isso usava o termo “mansão”.

– Hummm … deixe-me ver. Acredito que uns oito quilômetros naquela direção.

– Oito? E qual o tempo que você acha que a gente gasta para chegar até lá?

– Bom, seguindo as margens desse riacho, não teremos problemas com terrenos acidentados. Se desenvolvermos uma boa velocidade, acredito que em três ou quatro horas chegaremos lá.

– Vejamos. Vamos arredondar para quatro horas. Isso quer dizer que, se sairmos daqui amanhã às três da tarde, chegaremos lá ao anoitecer.

– O que você quer dizer com isso?

– Quero dizer que não vou ficar andando por aí à toa. Que tal a gente ficar por aqui mesmo, hein? Bem aqui, nessa areia macia. – Dizendo isso ela se deitou de costas na areia, alongando seu corpo inteiramente nu para a visão de Charles e depois complementou: – Macia igual a um colchão de casal.

– Mas assim infringiremos as regras. Isso não é correto!

– Não. Não é. Mas ninguém vai ficar sabendo. Eu não conto pra ninguém se você não contar.

– Sua malfeitora, quebradora de normas. E ainda me levando pelo mesmo caminho.

– Mas tem uma regra que podemos manter. – Ao falar, Blanche viu o olhar interrogativo que Charles lhe dirigiu e explicou: – Uma regra que determina que, um homem e uma mulher, sozinhos e pelados em um paraíso como esse, não pode ficar perdendo tempo conversando. Vem cá, vem!

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Comentários

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Eu sou fã D+ de vcs, que conto, 3⭐ é muito pouco!

Parabéns amigos!

👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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