Meu nome é Rodrigo, possuo a época dos fatos aqui descritos, 34 anos.
Fui pai muito jovem, aos 16 anos. Bem, não exatamente pai, afinal, o ser, demanda contato, carinho e cuidado. Eu basicamente só dei meu sobrenome e ajudei financeiramente na criação de Carla, não com dinheiro que em verdade a sustentasse pois os pais de Flávia, minha ex, tinham uma condição financeira muito melhor que a minha, e ficaram até felizes em ter uma "nova filha" para ocupar-lhes o lar, já que minha ex tinha a minha idade.
Ainda assim, depois do bebê, meus pais me fizeram trabalhar e pagar pensão, arcar com a responsabilidade, oque, se por um lado me fez amadurecer muito cedo, por outro me tornou um homem pouco afetuoso e totalmente pragmático.
Fato relevante para a história no entanto, apenas que fui me aproximar mais de Carla, quando a mesma tinha lá seus 12 anos, com anuência e até ajuda de Flávia que me deixava levá-la para passear e passar os finais de semana com ela quando eu estava na cidade pois o meio de sustento que pude obter dentro de minhas condições, foi o de motorista de caminhão. Como gosto de viajar, fazê-lo e ainda receber por isso não é nada mal.
Quando Carla completou o ensino médio, aos 18 anos, não sabia ao certo que profissão gostaria de seguir, embora o avô materno a incentivasse a seguir seus passos como médico, eu nunca me meti nisto, deixando nas mãos dela a escolha. Porém, como a pressão pela escolha, creio ter começado a incomodá-la, um dia ela me liga:
- Papai, como sabe as aulas já acabaram, queria viajar com o sr. Posso, posso papai?
- Olha filha, eu vou passar por Curitiba (nossa cidade) na próxima terça, por mim não tem problema mas veja com sua mãe e seus avós pois irei levar uma carga até o nordeste, e se tudo sair como planejado, oque raramente ocorre, a viagem de ida e volta demora uns 12 dias.
- Ok papai, pode passar aqui, sabe que meus avós nunca falam não pra mim(um fato, e a mãe não tinha autoridade sobre ela, uma vez que os avós tomavam a frente em tudo).
Na terça parei o nove eixos no posto a espera de Carla, eram por volta de oito da manhã, e ela já está a atrasada e me atrasando. Quando eu pegava o celular pra ligar e falar um monte pra minha filha, heis que a land rover do vô dela chega ao posto e para ao lado do caminhão, somente Carla desce, já que o velho não é um de meus maiores fãs.
Evito olhar diretamente para o carro, foco na mala que ela trazia, deveria ter mais peso nela, que nas duas caçambas do bruto. Salto rapidamente da cabine, dou um abraço em minha filha sentindo seu perfume, suave e adocicado. Carla, estava maravilhosa, usava um shortinho branco que deixava popa de seu bumbum a mostra, uma blusa de alcinha sem sutiã, que evidência seus seios médios totalmente firmes de formato cônico. Era magra, falsa magra como se diz, aquele pescoço longo e fino de menina nova que contrastava com seus longos cabelos pretos a altura do bumbum, cabelos que emolduravam um rosto fino e alongado de nariz arrebitado e olhos verdes. Era uma ninfeta linda, mas a está altura eu só via ali, minha filha, minha linda filha.