Abri a torneira. O som da água batendo na cerâmica ecoou no banheiro vazio. O silêncio da casa era um peso. Enchi a boca. Cuspi. Espalhei a pasta de dente com movimentos mecânicos. Meus olhos no espelho estavam fundos. O pau ainda latejava dentro do short. A biologia é uma inquilina que não aceita atraso no aluguel. O celular vibrou sobre a bancada de mármore. O visor iluminou o ambiente escuro. Uma notificação do Instagram.
"cida_hta solicitou seguir você."
Ri com o canto da boca. Senti o gosto de menta se misturar ao cinismo. Que nickname rasteiro. @cida_hta. Aceitei na hora. Não pensei. Se pensasse, ia parecer que eu tinha critérios. Solicitei seguir de volta. O dedo tremeu um milímetro. A ansiedade é uma doença infantil. Continuei escovando os dentes. A escova raspava na gengiva com força. Eu queria que ela aceitasse logo. Queria ver o que aquela muambeira escondia atrás do cadeado digital.
Voltei para o quarto. Joguei-me na cama. O colchão rangeu sob o meu peso. O celular vibrou de novo. Uma sequência de espasmos elétricos.
"cida_hta aceitou seu pedido."
"cida_hta curtiu sua foto."
"cida_hta curtiu sua foto."
"cida_hta curtiu sua foto."
Abri as notificações. Ela não escolheu fotos aleatórias. Aparecida era uma cirurgiã do ego. Ela curtiu aquela minha foto na academia, fazendo força, a veia do pescoço saltada. Curtiu a do pós-futebol, suado, sem camisa, o peito ainda vermelho do esforço. Curtiu a da piscina, onde a água batia na linha da cintura. Ela marcou o território. Ela disse, sem usar uma vogal, que estava me mapeando. Ela quis que eu soubesse que ela estava olhando para a minha carne. Eu entendi a tática. Era um convite para o abate.
Resolvi retribuir a cortesia. Entrei no perfil dela e o que encontrei foi um banquete obsceno. O prato estava cheio, transbordando de uma exibição que não pedia licença. A primeira foto da linha do tempo era o meu nocaute: Aparecida na academia, posando de frente para o espelho com um conjunto de lycra cinza-chumbo.
O tecido era de uma tecnologia perversa, tão fino e aderente que não apenas vestia; ele parecia ter sido fundido à pele oliva dela, uma segunda derme sintética que não deixava nada para a imaginação. A pressão da roupa era absoluta, esculpindo com uma crueldade geométrica a curvatura explosiva do quadril largo. A costura central da calça, esticada ao limite do rompimento, subia pelo meio das pernas com uma precisão cirúrgica, afundando-se exatamente onde não deveria, desenhando o relevo farto do seu sexo com uma nitidez que me fez perder o fôlego.
Acima da cintura milimetricamente fina, o top de lycra travava uma batalha perdida contra a gravidade. O volume dos seios era excessivo para o pedaço de pano; eles saltavam para fora das bordas, comprimidos e oferecidos, enquanto a aréola de um deles se denunciava como uma sombra circular sob o cinza úmido de suor. Dava para ver o brilho da transpiração no sulco profundo entre eles, uma gota solitária que parecia trilhar o caminho até o umbigo.
Senti o sangue abandonar meu cérebro em uma debandada violenta, descendo todo para a virilha em um fluxo gravitacional imparável. O pau ficou duro instantaneamente, um mastro de carne e fúria apontando para o teto, esticando o tecido da minha bermuda até o limite da dor. Era uma ereção latejante, rítmica, que respondia à imagem daquela mulher se oferecendo para a lente.
— Tu quer é ser fodida, né, Aparecida? — murmurei, os dedos já trêmulos sobre a tela do celular.
A imagem dela, com as pernas levemente afastadas e o tronco inclinado para evidenciar o decote, era um convite ao crime. O cinza da roupa realçava o brilho da pele, criando um contraste que me deixava tonto.Passei o polegar pela tela, sentindo o calor do aparelho como se fosse a pele dela, pronto para descer até o próximo pecado.
— Vou foder essa bunda até tu não aguentar mais, Cidinha — murmurei para as paredes.
Minha voz saiu grossa, um rosnado animal que reverberou nas paredes do quarto. Estranha até para os meus próprios ouvidos. Levei a mão ao short com uma urgência bruta, puxando o tecido para baixo. O alívio do contato do ar frio com a pele incandescente foi momentâneo, logo substituído por uma pressão muito mais poderosa. Comecei a me masturbar lentamente, sentindo a textura da pele esticada ao limite. Meus dedos se fecharam ao redor da base quente e pulsante, um aperto possessivo que tentava conter a fúria que Aparecida despertou com apenas um clique.
Passei para a próxima foto com o polegar trêmulo. O impacto quase me fez largar o aparelho. Ela estava de biquíni na beira de uma piscina azul-turquesa, mas o azul era apenas um detalhe irrelevante. A peça era minúscula, um fio-dental cor de vinho que desaparecia entre as nádegas fartas e firmes. A pele oliva brilhava sob o sol, saturada de óleo bronzeador, criando reflexos dourados que seguiam cada curva do corpo dela.
Ela estava de costas, em uma pose que era pura arquitetura do desejo. O bumbum era uma escultura de carne e firmeza, as marcas do biquíni sugeridas sob o óleo, e a cintura parecia ainda menor vista daquele ângulo. O rosto oval estava virado para a câmera por cima do ombro, os lábios entreabertos como se estivessem prestes a soltar um suspiro de luxúria. O olhar por trás das lentes dos óculos de grau era um soco direto no meu estômago; era o olhar de quem sabia exatamente o efeito que aquela abundância de carne untada causava em um homem sozinho num quarto escuro.
— Tu quer é ser maltratada, né, Cida? — murmurei, minha respiração tornando-se um chiado curto e úmido.
Minha mão acelerou o ritmo, acompanhando a batida do meu coração que parecia querer saltar pela boca. O contraste entre o vinho do biquíni e o bronzeado profundo da pele dela era um convite à loucura. Eu conseguia quase sentir o cheiro do óleo e do calor que emanava daquela imagem. Você acha que eu tive controle sobre o meu braço? Eu era apenas o escravo de uma imagem que prometia um paraíso que eu estava prestes a invadir.
— Vou gozar nessa tua carinha de sonsa — prometi em voz alta.
Eu sei o que você está pensando. "Que vulgaridade". Guarde seu julgamento para quem se importa. O desejo não tem etiqueta. Entrei nos destaques. Estava tudo dividido por setores. Uma organização maníaca. "Família". "Dog". "Trabalho". Passei por eles. Vi fotos dela com o pai, com irmãs parecidas com ela. Tudo muito casto. Tudo muito chato.
— Foda-se. Não é isso que eu quero ver — sibilei.
Pulei para o destaque com o ícone de um halter. Bingo. Ali o jogo era outro, sem filtros de "bom dia" ou fotos de família; ali era o santuário da carne. O primeiro vídeo já me acertou como uma marretada: Aparecida fazendo agachamento sumô. A câmera estava posicionada estrategicamente no chão, num ângulo baixo que transformava o celular em um voyeur rasteiro.
A cada descida lenta e controlada, aquela bunda tonificado e gigantesca vinha na direção da lente, expandindo-se até ocupar toda a tela. A lycra preta, esticada ao ponto de se tornar translúcida sobre as curvas, sofria para não rasgar. Dava para ver, em alta definição, o tremor das fibras musculares das coxas grossas lutando contra o peso, e a vibração da carne firme quando ela atingia o ponto mais baixo da descida.
Naquela posição, com as pernas abertas no limite, a lycra se fundia ao corpo de um jeito obsceno. Eu conseguia ver a umidade se formando, um rastro escuro de suor que nascia na curva da virilha e se espalhava pelo centro da calça, marcando exatamente o contorno do que eu mais desejava tocar. Era um mapa de calor humano desenhado em tecido sintético.
Minha mão acelerou o ritmo, um movimento frenético e impiedoso. O prazer era uma ferroada constante, uma eletricidade que subia da base da minha coluna e explodia atrás dos meus olhos. Eu assistia ao vídeo em loop, hipnotizado pelo ritmo ascendente e descendente daquela bunda que parecia querer engolir a câmera — e a mim junto.
— Desce mais, sua cadela... desce tudo — eu rosnava entre dentes, o maxilar travado, sentindo o suor frio brotar na minha testa enquanto a imagem daquela umidade no centro da lycra me levava para além de qualquer rastro de sanidade.
Mudei para o destaque "Solzinho". O ícone era um emoji amarelo e inocente, mas eu já sabia que, vindo dela, o sol servia apenas para iluminar a devassidão. Acertei em cheio. A praia era o cenário, e o mar ao fundo era apenas um borrão irrelevante diante daquela geografia de carne oliva.
Aparecida estava deitada sobre uma canga esticada na areia escaldante. Ela estava de frente, com os braços jogados para trás, arqueando as costas de um jeito que fazia os seios saltarem, firmes e redondos, quase escapando pelas laterais do top minúsculo. Mas o que me destruiu foram as pernas. Ela as mantinha abertas, flexionadas, o suficiente para torturar qualquer um que ousasse olhar. O ângulo da foto, tirada de cima, oferecia um mergulho visual direto no seu baixo ventre.
O ventre era liso, brilhando com uma mistura de suor e óleo, e a marca do bronzeado — aquela linha branca e proibida — aparecia tentadora no limite do biquíni, sugerindo uma nudez que o tecido mal conseguia conter. Eu conseguia ver os grãos de areia grudados na pele úmida das coxas, um detalhe que tornava a imagem crua, tátil, quase real.
Eu estava no clímax. A respiração era um chiado agônico, curta e insuficiente. Os pulmões queimavam como se eu estivesse correndo uma maratona, e o suor escorria da minha testa, encharcando o travesseiro. Minha mão era um borrão de movimento, um ritmo violento que acompanhava a imagem daquela fenda entre as pernas dela sob o sol.
Gozei em meio ao destaque, bem no momento em que passei para uma foto dela de joelhos, lambendo um picolé com uma lentidão calculada. Foi um jato quente e farto que sujou minha mão, meus dedos e espirrou pelo meu abdômen, me deixando pregado ao lençol. O prazer foi uma explosão elétrica que me cegou por dois segundos, mas, como sempre acontece com o pecado, ele morreu no segundo seguinte.
A luz do celular continuava acesa, refletindo no sêmen que esfriava na minha pele, enquanto a imagem de Aparecida sorrindo para a câmera parecia agora um deboche. Olhei para a sujeira no meu corpo e para a perfeição na tela, sentindo o peso do vazio que vem logo após a tempestade.
Passei para o próximo story do destaque com o dedo ainda sujo, a mente nublada pelo orgasmo. O mundo desabou em um frame.
Era um vídeo gravado em algum salão escuro, ao som de um forró lento que parecia moer o juízo. Aparecida não estava sozinha. Ela dançava coladinha, o corpo fundido ao de um homem que parecia ter sido esculpido em granito. Ele era moreno, grande, imenso perto dela. Os braços dele eram toras de madeira escura, cobertas de veias e pelos, circulando a cintura dela com uma autoridade que me fez murchar por dentro.
Ele a segurava pela base da coluna, puxando o bumbum dela contra a sua coxa a cada passo. Ele tinha uma barba cerrada, bem desenhada, e um olhar de predador no topo da cadeia alimentar — o olhar de quem possuía cada centímetro daquela mulher e sabia que nenhum outro homem ousaria contestar. Aparecida, por sua vez, estava com os olhos fechados, a cabeça encostada no ombro dele, entregue a uma força que eu não tinha.
A bad pós-coito se instalou como uma névoa fria e cortante. O sêmen no meu abdômen agora parecia uma marca de vergonha, um resto de um esforço patético. Olhei para aquele cara no vídeo e me vi como realmente era: um menino. Um garoto brincando com o fogo de um gigante, achando que era o protagonista de uma história onde eu não passava de um figurante invisível.
Senti-me um idiota completo. A confiança que eu tinha sentido na sala, o calor do beijo roubado no canto da boca... tudo começou a ser reescrito pela minha mente como um delírio. "Foi um acidente", eu pensava. "Ela só é simpática, ela só é expansiva". Comecei a criar desculpas covardes para me proteger da humilhação lancinante de ser absolutamente nada diante daquele homem. Eu era apenas um vizinho com o pau na mão, enquanto ele era o dono do santuário. Sabe de nada. Você acha que a dor do corno é a pior. Pior é a dor de quem percebe que nem sequer tem o direito de ser traído, porque nunca foi notado de verdade.
— Eu sou um otário — falei para o teto.
Limpei a mão no lençol. O nojo de mim mesmo era palpável. Continuei zapeando, sem vontade, apenas por inércia masoquista. Caí em outro destaque. Não tinha ícone, apenas um nome: "Meu Bem".
Abri. Uma sequência de fotos de Aparecida com um homem completamente diferente. Não era o moreno do vídeo anterior. Este era mais velho. Uns vinte anos mais velho que ela. O cabelo era ralo, grisalho. O rosto era vincado. O nome dele aparecia nas legendas: Djair. "Meu porto seguro, Djair". "Comemorando dez anos ao lado do meu amor".
Entendi tudo. O moreno do vídeo devia ser um irmão, um primo, ou apenas alguém em uma festa antiga. O marido era o Djair. O dono das ferramentas jeitosas era aquele senhor de meia-idade com cara de quem cansava subindo escadas.
A animação voltou como uma descarga elétrica. Senti o cinismo florescer de novo no meu peito. A competição agora era justa. Com aquele cara, eu podia ganhar. Com aquele cara, eu era o predador. O pau, que ainda estava meio desperto, latejou de novo.
— Tu tá cansado do velho, é, Cidinha?
O nojo de mim mesmo deu lugar a uma euforia ácida. Olhei de novo para a cara do tal Djair. O homem tinha um olhar cansado. Um olhar de quem já aceitou a derrota da gravidade. Ele não tinha chance contra a minha urgência. Se ela queria jogo, eu ia dar o estádio inteiro.
Voltei para o perfil dela. O cinismo agora era o meu combustível. Procurei as fotos que mais me fizeram perder o fôlego minutos antes. Curti a foto da pele oliva untada de óleo na praia. Curti aquela da saia jeans curta onde o músculo da coxa parecia explodir. Não me olhe assim. Eu sei o que você está pensando. "Ele está sendo óbvio". O óbvio é o que as mulheres como Aparecida usam para medir quem tem coragem.
Fui para os Reels. Entrei no vídeo dela na academia. O agachamento era pornográfico. A costura da lycra sumia no meio das nádegas dela a cada descida. O suor brilhava na nuca. Cliquei no ícone de mensagem. Enviei uma reação. Uma chaminha. Só uma. O símbolo do fogo no vácuo da conversa. Foi um despacho. Uma oferenda para a devassa que morava atrás daqueles óculos de grau.
Joguei o celular no peito. O pau latejou. Eu esperava que ela visualizasse no dia seguinte. Talvez depois de servir o café para o velho Djair. Eu estava errado.
O celular vibrou quase de imediato. A luz azul cegou meus olhos por um segundo.
"cida_hta curtiu sua reação."
Senti o sangue ferver. Ela estava com o aparelho na mão. Talvez deitada ao lado do marido adormecido. Talvez no banheiro, escondida, sentindo o mesmo calor que eu. Ela não apenas viu; ela validou. Ela curtiu o meu fogo. O convite foi aceito e assinado. Sabe de nada. Você acha que foi uma coincidência. Não existe coincidência entre predadores. Existe sincronia.
Fechei os olhos. Imaginei a torneira pingando na cozinha. Imaginei o velho Djair chegando com sua caixa de ferramentas. E imaginei Aparecida observando tudo, sabendo que eu já tinha visto o que ela guardava sob a saia jeans. Pensei em mandar uma mensagem. "Gostei da calcinha vermelha". Não mandei. Ia parecer desespero. O silêncio agora era a minha melhor arma. Deixei que ela ficasse com a chaminha queimando na tela dela a noite inteira. Dormi com um sorriso torto. Eu sabia que, a partir de amanhã, o encanamento daquela casa não seria a única coisa a vazar.
♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡
🔥 Gostou do que leu?
Se essa cena mexeu com você, "Em Nome do Pai" — o quarto volume da minha série spin-off A Madrasta — vai te puxar pelos cabelos pra dentro de um universo ainda mais intenso: mais ousado, mais proibido, mais emocionalmente perigoso.
No livro, Miguel e sua madrasta, Alessandra, não apenas cruzam limites: eles rasgam qualquer noção de segurança emocional, entregando um erotismo cru, psicológico e viciante.
👉 A Madrasta – Volume IV: Em Nome do Pai já está disponível na Amazon:
https://amzn.to/3LETNKL
Clique e mergulhe sem volta.
🔞 E lembre-se: toda a minha coleção é publicada capítulo por capítulo primeiro no meu Privacy. Lá, você desbloqueia agora:
Saga Principal
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Prólogo
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Vol. I – A Madrasta
Série Derivada
• A Madrasta – Volume I: Quem Planta Colhe
• A Madrasta – Volume II: Paixão Desenfreada
• A Madrasta – Volume III: Desejo Por Um Fio
• A Madrasta – Volume IV: Em Nome do Pai
🔥 Acesse agora esse universo proibido:
privacy.com.br/profile/allan_grey_escritor