Na manhã seguinte à descoberta, eu mal conseguia olhar no espelho. Meu corpo ainda sentia os ecos da dupla penetração — o cu levemente dolorido, a boceta inchada, resquícios de porra seca nas coxas. A vergonha queimava no peito, mas o tesão da noite anterior ainda latejava entre as pernas.
Carlos estava na cozinha, tomando café como se nada tivesse acontecido. Rodrigo tinha saído cedo para a faculdade. Eu me aproximei dele, a voz baixa para não acordar ninguém.
— Carlos… precisamos conversar.
Ele levantou uma sobrancelha, aquele sorriso preguiçoso aparecendo.
— Sobre ontem?
— Sim. Por que você contou pro Rodrigo? Eu confiei em você. Achei que era só nosso segredo.
Carlos colocou a xícara na bancada e me puxou pela cintura, encostando meu corpo no dele.
— Porque eu sei que você queria mais, Fernanda. Vi o jeito como você olhava pra ele na piscina, como ficava molhada quando ele te observava. Não adianta negar. E eu não guardo segredos do meu irmão. Nós sempre dividimos tudo.
Eu corei violentamente.
— E o Eduardo? Ele também sabe?
Carlos riu baixo, negando com a cabeça.
— Não. O Edu ainda é o caçula, mais tímido. Ele não sabe de nada. Por enquanto. Se você quiser, a gente pode manter assim. Mas se ele descobrir… bom, aí depende de você.
Eu suspirei, aliviada em parte, mas ainda nervosa.
— Eu não sei se consigo lidar com os três… Ontem foi intenso demais.
Carlos segurou meu queixo, fazendo-me olhar para ele.
— Você conseguiu ontem. E gozou como nunca. Para de fingir que não gostou de ter dois paus te enchendo ao mesmo tempo. Você é nossa vadia agora. Mas eu ainda sou o que manda. Entendeu?
Eu assenti devagar, sentindo o calor subir novamente.
— Entendi…
Ele me deu um beijo possessivo e sussurrou:
— Ótimo. Hoje à noite o pai vai dormir cedo. Rodrigo e eu vamos jogar videogame na sala de TV. Você vai descer quando todo mundo estiver dormindo. Sem calcinha. Entendido?
— Sim, Carlos.
A noite chegou. Ricardo subiu para o quarto por volta das dez e meia, exausto da viagem. Eu esperei mais uma hora, o coração acelerado, até a casa ficar em silêncio.
Desci as escadas só de camisola curta, sem nada por baixo. A sala de TV estava na penumbra, iluminada apenas pela tela grande. Carlos e Rodrigo estavam sentados no sofá grande, jogando um jogo de corrida, controles nas mãos, concentrados.
Carlos me viu primeiro e sorriu sem tirar os olhos da tela.
— Chegou, vadia. Vem cá.
Eu me aproximei. Rodrigo nem desviou o olhar do jogo, mas abriu as pernas casualmente.
Carlos deu a ordem com voz baixa e firme:
— De joelhos entre nós. Chupa a gente enquanto a gente joga.
Eu me ajoelhei no tapete macio, entre as pernas dos dois. Primeiro abri a bermuda de Carlos, tirei o pau dele já meio duro e comecei a chupar devagar, lambendo a cabeça enquanto ele continuava jogando. Depois passei para Rodrigo, engolindo o pau longo dele, sentindo-o endurecer na minha boca.
Eles jogavam quase como se eu não estivesse ali — conversando sobre as curvas da pista, xingando quando perdiam pontos —, mas de vez em quando uma mão descia para segurar meu cabelo ou apertar minha cabeça contra o pau.
— Engole mais fundo, Fernanda — murmurou Carlos sem olhar para baixo. — Quero ouvir você engasgando.
Eu obedeci, forçando o pau de Rodrigo até o fundo da garganta, babando bastante. Depois alternava entre os dois, chupando um enquanto masturbava o outro com a mão. O som molhado da minha boca se misturava ao barulho do jogo.
Depois de uns vinte minutos, os dois estavam bem duros e ofegantes.
Carlos pausou o jogo por um segundo, olhou para baixo e ordenou:
— Agora abre a boca e fica com a língua pra fora. Vamos te dar um banho de porra.
Eu me posicionei de joelhos, boca aberta, língua estendida, olhando para os dois. Eles se masturbaram rápido, os paus apontados para o meu rosto.
Rodrigo gozou primeiro — jatos grossos e quentes acertando minha língua, meu nariz, minhas bochechas. Logo em seguida Carlos explodiu, cobrindo minha testa, meus olhos e minha boca com mais porra.
Eu fiquei ali, de joelhos, o rosto completamente melado, porra escorrendo pelo queixo e pingando na camisola. Engoli o que caiu na língua, sentindo o gosto salgado dos dois irmãos.
Carlos sorriu, satisfeito, e voltou a pegar o controle.
— Boa garota. Agora pode subir e se limpar. Amanhã a gente continua.
Rodrigo apenas riu baixo, sem dizer nada, já voltando a atenção para o jogo.
Eu subi as escadas com as pernas tremendo, o rosto e o peito cobertos de porra deles, sentindo-me completamente usada… e estranhamente excitada com isso.
A conversa com Carlos ainda ecoava na minha cabeça.
Eduardo ainda não sabia.
Mas por quanto tempo isso duraria?