Parte 1
Tudo começou meses antes do mundo parar, em uma madrugada silenciosa onde o risco era o principal afrodisíaco. Eu e minha esposa, movidos por uma urgência irracional, terminamos na bancada da cozinha. Estávamos nus da cintura para baixo, o mármore frio contrastando com o calor dos nossos corpos. Eu a possuía com força, meus olhos fixos na porta, esperando a qualquer momento o som de passos.
E os passos vieram.
Minha mãe entrou na cozinha em busca de água. O tempo congelou. Eu senti o sangue fugir do rosto enquanto escondia minha face nos seios da minha esposa. O silêncio durou uma eternidade, quebrado apenas pelo som do filtro de água. Quando ela passou por trás de mim para voltar ao quarto, senti o impacto seco e quente de sua palma contra a minha bunda nua.
— Termine logo, filho — ela sussurrou, a voz tingida de uma malícia que eu nunca soubera que ela possuía. — Fode ela direito.
Aquele comando foi o gatilho. O sexo que se seguiu foi violento, animalesco, alimentado pelo choque de termos sido validados em nossa luxúria pela mulher que deveria ser o pilar da nossa decência.
O eco dos passos da minha mãe desaparecendo pelo corredor foi o estopim de uma explosão sensorial. Onde antes havia o medo gélido de sermos descobertos, agora queimava a brasa de uma permissão perversa. O tapa que ela desferira na minha bunda ainda latejava, um selo de aprovação quente que parecia ter injetado adrenalina pura diretamente na minha corrente sanguínea.
Minha esposa, que assistira a tudo por cima do meu ombro, estava com as pupilas tão dilatadas que seus olhos pareciam dois abismos de luxúria. Ela não desviou o olhar da porta por onde minha mãe saíra, mas suas pernas, trançadas na minha cintura, apertaram-me com uma força possessiva.
O silêncio da cozinha foi estilhaçado pelo som pesado da nossa respiração. O mármore frio da bancada sob as nádegas dela contrastava com o calor febril da nossa pele suada. Eu a puxei para a borda do balcão, forçando suas coxas a se abrirem ainda mais, expondo sua b*ceta que já transbordava, encharcando o mármore com um brilho viscoso.
— Você ouviu ela... — eu rosnei contra o seu pescoço, minha voz vibrando como um trovão baixo. — Ela mandou eu te foder direito.
Minha esposa soltou um gemido agudo, a cabeça jogada para trás, expondo a linha da garganta enquanto minhas mãos apertavam seus seios com uma urgência bruta. Eu não era mais o marido cuidadoso; eu era o executor de um comando maternal. Enfiei meu pau nela com uma estocada única e violenta, enterrando-me até a base, sentindo o colo do útero dela receber o impacto com um choque de prazer que nos fez perder o fôlego.
O ritmo que se seguiu foi animalesco. O som da carne batendo contra a carne — um vlap úmido e constante — preenchia a cozinha, misturando-se ao tilintar metálico dos utensílios nas gavetas que tremiam com a nossa violência. Eu a segurava pelos quadris, meus dedos cravando-se na pele macia, deixando marcas que seriam as cicatrizes daquela noite de libertação.
— Fode... me fode como ela mandou... — minha esposa implorava, as unhas arranhando minhas costas, buscando ancorar-se em meio ao caos de sensações. — Deixa ela ouvir... eu quero que ela saiba o que você está fazendo comigo!
A ideia de que minha mãe estava a poucos metros dali, no escuro do quarto, possivelmente ouvindo cada gemido e cada impacto, era o combustível definitivo. Eu a virei de costas no balcão, forçando-a a apoiar as mãos na pia. A visão daquela bunda farta, empinada e trêmula, me fez perder o resto da sanidade. Eu desferi um tapa forte, fazendo a carne vibrar, e a penetrei por trás com uma fúria renovada.
Cada estocada era um protesto contra décadas de repressão. Eu a possuía com uma "sujeira" que nunca tínhamos explorado; palavras de baixo calão saíam da minha boca como comandos, descrevendo exatamente como eu estava rasgando sua boceta e como o sêmen que estava por vir pertenceria àquela nova dinâmica familiar.
Minha esposa estava em transe. O clitóris dela roçava violentamente contra o mármore frio a cada movimento meu, levando-a a um orgasmo múltiplo que a fazia ter espasmos incontroláveis.
— Eu vou gozar! — eu gritei, sem me importar se a casa inteira acordava.
— Goza! Enche tudo! — ela gritou de volta, a voz falhando em um êxtase absoluto.
Eu me afundei nela uma última vez, segurando seus cabelos para trás, e descarreguei jatos quentes e espessos de sêmen fundo no seu canal. Senti as paredes dela sugando meu pau, ordenhando cada gota da minha porra.
Desabamos um sobre o outro, ofegantes, o suor misturado escorrendo pelos nossos corpos e pingando no chão da cozinha. O cheiro de sexo era denso, metálico e cru. Ficamos ali por minutos, ouvindo apenas o zumbido da geladeira e o pulsar dos nossos corações.
O mundo era diferente agora. A cozinha não era mais apenas o lugar onde fazíamos o jantar; era o local onde a nossa decência fora sacrificada em nome de um desejo que, agora validado pela matriarca, não teria mais volta. Olhamos para o corredor escuro, sabendo que, por trás daquela porta, minha mãe sorria com a consciência de que havia despertado um monstro que nunca mais voltaria para a gaiola.
A manhã seguinte ao incidente na cozinha nasceu com um silêncio denso, pontuado apenas pelo giro rítmico e preguiçoso do ventilador de teto. O ar em já estava saturado pelo calor, mas dentro do nosso apartamento, a temperatura parecia ser ditada pela eletricidade estática que corria entre nós três.
Sentamo-nos à mesa para o café. O tilintar das colheres nas xícaras de chá era o único som. Eu não conseguia levantar os olhos do prato; a imagem da minha mãe desferindo aquele tapa na minha bunda, com um sorriso de aprovação enquanto eu possuía minha esposa, queimava na minha retina como um ferro em brasa.
— Mãe... — comecei, a voz falhando, pigarreando para encontrar alguma dignidade. — Sobre ontem à noite. Eu queria pedir desculpas. Foi um desrespeito, a gente se exaltou e... não vai se repetir. Eu juro.
Houve uma pausa. Olhei de relance e vi minha mãe levar a xícara aos lábios. Ela não vestia o robe de sempre. Estava com uma camisola de algodão fino, branca, que o tempo tornara quase translúcida. Pela primeira vez, notei que ela não usava sutiã, deixando visível seus seios fartos e firmes. O contorno das aréolas escuras pressionava o tecido, um detalhe que antes eu filtrava, mas que agora gritava nos meus olhos.
Ela baixou a xícara e soltou uma risada curta, uma melodia rouca que eu nunca tinha ouvido.
— Deixem de bobagem — disse ela, inclinando-se para a frente, o decote da camisola cedendo o suficiente para revelar o início da curva dos seios maduros. — Vocês são jovens, estão casados. O que esperavam que eu fizesse? Que ficasse escandalizada com a vida acontecendo na minha frente?
Minha esposa, sentindo a abertura, colocou a mão sobre a da minha mãe na mesa. Um toque suave, mas carregado.
— É que foi... ousado demais, sogra. No balcão da cozinha... — minha esposa provocou, com um brilho malicioso no olhar.
— Ousado? — Minha mãe arqueou uma sobrancelha, o olhar fixo no meu, como se estivesse me despindo. — Vocês acham que inventaram o fogo? Na idade de vocês, seu pai e eu não podíamos ver uma porta trancada. Uma vez, na roça, trepamos atrás da igreja, com a procissão passando a poucos metros. O medo de ser pego... é isso que faz o sangue ferver, não é, meu filho?
O uso da palavra "trepamos" saindo da boca dela me atingiu como um soco no estômago. O "filho" no final da frase não soou como um título maternal, mas como uma provocação. Eu senti meu pau latejar instantaneamente, endurecendo sob a mesa.
— A senhora... a senhora nunca falou assim — eu gaguejei, sentindo o suor escorrer pela nuca.
— Talvez porque vocês nunca tivessem me mostrado quem realmente são — ela respondeu, a voz descendo uma oitava. Ela se levantou para pegar mais chá, passando por trás da minha cadeira. Suas coxas roçaram no meu ombro, um toque deliberado. — Eu sou uma mulher, antes de ser sua mãe. E vejo como você olha para sua esposa. É um olhar de fome. Eu reconheço esse olhar.
Minha esposa se levantou também, cercando-a perto do fogão.
— Sabe, sogrinha... eu sempre achei que a senhora escondia um vulcão sob esses vestidos comportados. O jeito que a senhora me olhou ontem... não parecia reprovação. Parecia... inveja? Ou desejo?
O ar na cozinha ficou irrespirável. Minha mãe não recuou. Ela encarou minha esposa, os mamilos agora visivelmente eretos sob o algodão branco, reagindo à tensão.
— Desejo é uma palavra forte, querida — disse minha mãe, passando a língua pelos lábios secos. — Mas digamos que, vendo meu filho possuir você daquele jeito... eu me lembrei de como é sentir um homem de verdade dentro de mim.
Ela voltou a se sentar, mas desta vez cruzou as pernas de um jeito que a camisola subiu até o meio das coxas grossas e macias. Ela não usava calcinha. Por um breve segundo, o ângulo me permitiu ver a sombra escura entre suas pernas.
— A partir de hoje — continuou ela, a voz agora firme e autoritária — não quero mais vergonha nesta casa. Estamos trancados aqui por causa desse vírus, e a única coisa que temos é o corpo uns dos outros. Se vocês querem se exibir, eu vou assistir. E se eu quiser ficar à vontade... — ela puxou a alça da camisola, deixando o ombro nu — espero que meu filho saiba apreciar a beleza da mulher que o trouxe ao mundo.
Minha esposa olhou para mim, as bochechas coradas, e depois para minha mãe. O pacto estava selado. A barreira do tabu não apenas ruiu; ela foi implodida. Ali, naquela mesa de café, a "mamãe" morreu para dar lugar a uma mulher que exalava um tesão acumulado de décadas, pronta para transformar o nosso isolamento em um banquete de perversão.
— Filho — ela chamou, sua voz agora um comando sussurrado. — Olhe para mim. Diga... eu ainda sou uma mulher bonita? Ou você só consegue me ver como a velha que faz seu jantar?
Eu olhei. Olhei para os seios que me amamentaram, agora oferecidos sob a seda, para a boca que contava histórias, agora entreaberta de luxúria, e para o olhar que me protegia, agora me devorando.
— Você é... a mulher mais gostosa que eu já vi, mãe — confessei, a verdade saindo como um gemido.
Ela sorriu, o tapa da noite anterior ainda ecoando na minha carne. O lockdown estava apenas começando, e as roupas, percebi naquele momento, seriam as primeiras vítimas da nossa nova e distorcida realidade.