Olá,
Meu nome é Emily, tenho 19 anos e, para muitos, sou apenas uma jovem no início da vida. Mas, por dentro, carrego um universo que a maioria das pessoas temeria sequer visitar.
Desde muito cedo, mergulhei nas páginas de livros que exploravam o lado sombrio do desejo e me perdi em filmes de terror que faziam meu coração disparar, com o tempo, percebi que o que eu sentia não era apenas susto ou repulsa, era um tesão avassalador, gostoso demais para tentar esconder.
O medo, para mim, não é um sinal de parada, mas o combustível mais potente que existe. É o que desperta minha adrenalina e me faz ter uma sede insaciável de testar meus limites, de ver até onde minha carne e minha mente conseguem chegar. Afinal, no grande esquema das coisas, sinto que não tenho nada a perder e tudo a experimentar.
Minhas fantasias não habitam o campo do comum, eu sonho em ser privada da minha liberdade, em ter meus movimentos contidos por mãos que não pedem licença desejo ser dominada por alguém que não tenha medo da minha fragilidade, alguém que me ameace com o olhar e com a voz, fazendo o ar sumir dos meus pulmões. Quero sentir o impacto da força física, golpes que deixem marcas e que me lembrem que eu pertenço de algum modo a aquela pessoa. Há algo de sagrado para mim em sentir a dor se transformando em prazer, as vezes me bato só sentir a ardência e prazer daquilo.
O que eu mais busco é a incerteza, quero o pavor de não saber qual será o próximo passo do meu dominador, fantasio com o jogo psicológico da perseguição, de ser a caça em um mundo onde as regras sumiram. Imagino o perigo de ser possuída com força em lugares públicos, onde o risco de ser descoberta aumenta o pulso, ou, no ápice do meu delírio, ter minha casa invadida. Quero o choque de ver um invasor que toma o controle, que faz o que quiser comigo, transformando meu espaço sagrado no palco da minha submissão total.
Eu nasci para ser uma presa. Quero abdicar da minha vontade, ser totalmente submissa a alguém que saiba extrair de mim o que nem eu mesma conheço. Desejo provar do meu próprio sangue, sentir o gosto metálico da minha própria vulnerabilidade e usar isso como o selo definitivo da minha entrega.
Será que isso é tão errado assim? Sei que o mundo lá fora, com sua moralidade rígida, provavelmente diria que sim, que eu deveria buscar cura ou mudança, mas a verdade é que não sei como mudar esses impulsos, e, para ser sincera, não tenho certeza se desejo de fazê-lo.
Essas fantasias são a parte mais viva de mim. Eu só desejo, com cada fibra do meu ser, que isso deixe de ser apenas papel e tela e se torne minha realidade algum dia.
Meu e-mail é:
emoryscott222@gmail.com
Se você for alguém que habita essa mesma escuridão e quiser conversar, estou aqui, à disposição para explorar o que há além do limite.
Beijinhos,
Emily.