Luana desde a sua adolescência se diferenciava das demais colegas, tanto pelos gostos quanto pela sua aparência e principalmente pela extrema timidez, filha única e de mãe solteira, teve uma infância solitária e uma vida na juventude em que sua companhia era somente a internet. Aprendeu tudo com seus professores e de certa forma sozinha, conforme o tempo passou, teve seu primeiro "namoro" mesmo que virtual, foi importante para ela saber quem era e o que gostava. Descobriu sozinha o que era masturbação, o que era desejo, ciúmes, o que lhe dava tesão e principalmente, o que lhe atraia em um homem, no caso dela, intelecto, senso paterno e principalmente inteligência e gostos parecidos. Eu poderia iniciar esse conto, narrando uma história clichê de professor e aluna em que ele come ela na sala de aula e ambos tem proporções exageradas, mas não é esse o caso. Esse conto, narra como Luana e Eduardo se tornaram mais que professor e aluna, esse conto fala de confissão, entrega, desejo e medo.
Luana, agora com 19 anos, não é mais virgem, mesmo com suas experiências traumáticas ou frustrantes, perdeu a virgindade com um namoro aos 17 apenas por curiosidade, quase como no filme (perdão quem não conhece) da personagem "Amélie Poulain" depois, se fechou para o mundo após descobrir traições e principalmente que o ex só pensava em si. Decidiu esperar por um homem mais velho, ela já sabia que ali ela encontraria amor, segurança, paixão e cuidado, como disse, um misto de "pai ausente" com desejo sexual e carência moldavam seus desejos, mas como ela não se sentia a mais atraente das mulheres e morando no interior de São Paulo, mais precisamente em Piracicaba, achava aquilo impossível. Fisicamente, não era aquela descrição padrão que se tem nos sites e vídeos, era uma mulher de 1,70,com 60kg, odiava academia, pele branca, olhos grandes (adoro mulheres de olhos grandes) franja milimétricamente cortada sobre a testa e cabelos castanhos lisos. Se vestia para ir a faculdade, no seu curso de química sempre usando tênis allstar, calça de academia e alguma camiseta ou regata de série ou banda, vez ou outra uma meia calça e short jeans com alguma camisa xadrez. O leitor deve reparar que sou extremamente fiel aos detalhes. E foi justamente pela forma de se vestir e estilo que o mundo de Eduardo mudou quando ambos se esbarraram pela primeira vez.
Eduardo, era recém chegado a cidade do interior de SP, passou em um concurso e assumiu algumas disciplinas da USP, porém das áreas de exatas em agronomia, tinha tudo para nunca conhecer Luana. Fisicamente, ele já carregava um divórcio, um filho, vida fora do Brasil, e principalmente a certeza que aos 40 não queria mais ninguém, apenas ser solteiro convicto , já ia me esquecendo, descrição. 1m76, 80kg, cabelos castanhos, olhos azuis, barba, óculos, e muitos achavam que ele tinha no máximo 35 pelo seu estilo, all star, camiseta de banda, jeans, e assuntos relacionados a cultura geek, e-girls, e claro , química orgânica.
Ambos, estavam um pouco perdidos nos primeiros dias, até que ele a fitou de longe por alguma razão, (talvez pelos olhos rutilos, grandes) ele não enxergou mais nada ao seu redor, ficou paralizado enquanto ouvia uma explicação de um setor daquele campus enorme, ela usava uma camiseta branca da banda "Metallica" e ele torcendo que o olhar fosse correspondido, esperou até que ela travou nele, que usava uma camiseta do filme "Pulp Fiction", Luana sentiu o coração acelerar, um frio na barriga. Era o homem que ao menos fisicamente ela idealizava, mas timida, como iria se aproximar e mesmo que, o que iria dizer para aquele homem que tinha mais que o dobro da sua idade, desanimou. Eduardo pensou o mesmo, jamais se envolveu com mulher mais nova, o que iria dizer? E se fosse sua aluna? Seria sua ruina já no começo! Um misto de paixão repentina, tesão e desejo consumiu ambos.
Aquele dia passou voando e ambos não tiravam os pensamentos um do outro, a imaginação ia longe, como será que era a voz? O que vestiam naquele momento? Quais os sonhos? Histórias? Eram solteiros? e o pior, iriam novamente se encontrar? Ambos não dormiram, aliviaram a tensão se masturbando, cada um a sua maneira mas pensando um no outro, a loucura tomava conta.
Na manhã seguinte, nada, a tarde? Nada, e tampouco a noite, passaram-se duas semanas, o pensamento seguia o mesmo até que tudo mudou, e tudo passou a fazer sentido, e nada melhor que um encontro em uma sebo de usados . Era o lugar perfeito, conhecer os gostos, um café complementava a loja e teriam a desculpa do famoso "te vi em algum lugar" e dito e feito, trocaram olhares, sorrisos até que Eduardo, não resistindo a aquela jovem de meia calça e jeans sorriu e ela retribuiu com um sorriso genuinamente apaixonado.
- Olá, tudo bem? Vi você no campus outro dia, tá lembrada? Me chamo Eduardo
- Oi (meio tímida) prazer, Luana, lembro sim, seu sotaque não é daqui.
- Sou de Florianópolis SC, mudei a pouco pra cá, adorei sua camiseta aquele dia e hoje ainda mais da banda Foo Fighters
- Ah eu amo, e eu adorei a sua do "Kill Bill".
- Não sei se você já terminou as compras mas podemos tomar um café aqui mesmo, você vai me achar louco mas preciso confessar algo, te conto no café.
- Imagino que você me ache louca porque eu sim que até sou timida preciso confessar algo.
Ambos pegam seus livros, discos e vão para o café, é um casal perfeito, tudo combina e o tesão já toma conta dos dois, enquanto aguardam o café, ambos quase de mãos dadas, pernas se tocando, tensão sexual no ar e Eduardo diz
- Luana, faz mais de uma semana que te vi aquele dia, não senti seu perfume, não ouvi sua voz, mas me desculpa, eu fiquei maluco por você, com todo respeito, não quero que me entenda errado e me desculpo se tiver alguém mas... (eis que ela faz sinal de silêncio e segura minha mão)
- Eduardo, é você! Eu tenho certeza na primeira vez que te vi, é você, me chame de louca, impulsiva mas é você! Só falta conhecer sua personalidade quando está com alguém, porque o fato de nos encontrarmos aqui já diz muito, você é professor, mais velho, bonito, então falta a cereja do bolo, eu sou tímida, faço terapia, sou muito sozinha, só moro com minha mãe e por alguma razão senti em você algo diferente que pode dar errado, mas quero arriscar.
- Olha Luana, eu sou um homem que trata com respeito, educação, cuidado, literalmente cuido, oriento, sou um mentor, e também falo da minha área que é Química, mas juro que não sou chato. Gosto de viajar junto e as pessoas olharem pensando e tentando adivinhar o que somos. Se você além de inteligente é doce e pela sua voz já vi que é e intensa. a gente sai junto daqui e...
- e....vamos ?
- Esquece. Eu te dou uma carona, pode ser?
Terminaram o café, ao pagar Eduardo a abraço encostando seu pau ereto no no short e ela gemeu baixinho sem que ninguém olhasse, em frente a loja, trocaram um primeiro e rápido beijo e loco foram para o carro de Eduardo, as compras no banco e passaram a se beijar intensamente, 1hra se beijando alisando, gemendo, fazendo juras e falando sacanagem, mas ainda não era hora do sexo, mesmo com ela ensopada e ele pulsando. Deixou Luana em casa e trocaram números.
A noite, haviam combinado uma ligação e foram duas horas de risadas, gostoso e gozadas juntos, era muita sintonia, fetiches em comum , sentimentos em comum, um completava o outro, mas faltava o sexo, o ato.... e isso eu conto no próximo conto, comentem porque da trabalho que eu continuo.
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