Olhei para eles, bufei e me sentei, Evandro estava de terno e Carol com vestido rasgado, Danilo de bermuda o que me levou acreditar que ele dormiu na casa dela.
– O que é isso? - perguntei exausto
– Ana nos chamou - Evandro respondeu
– E porque Ana?
– Porque você tá estranho e eles tem experiência e o Danilo é um amigo nosso, você não precisa se sentir inseguro com ele
– Obrigado a todos por virem, mas eu quero falar com a Ana sozinho.
– Não! Eles ficam! - ela gritou
Respirei fundo, eu não queria brigar
– Tudo bem, posso pedir umas coisas antes?
Todos se olhavam sem entender e ela fez o movimento que sim.
– Ana, por favor, busca minhas camisas de trabalho
Ela saiu e voltou sem nada
– Não achei, está lavando ?
– Busca então meu Notebook
Ela saiu novamente e voltou
– Também não está lá
Então foi se repetindo essa mesma dinâmica.
– Meu sapato, minha mala, meus perfumes
– Nada está lá, quando foi que…
– Eu saí Ana e você se quer percebeu, você me viu ontem ir embora sem nada, porque a maior parte eu fui levando mas semanas em que você se divertia com seu amante.
Ela olhava para todo mundo assustada, ela picou algumas vezes para conter as lágrimas que não queria que saíssem.
– Nosso casamento acabou e você se quer se deu conta, estava tão enfiada no pau desse cara - apontei pro Danilo - que esqueceu de mim, você me humilhou tanto, me desprezou tanto que se quer percebeu que eu estive aqui, eu estive aqui Ana, por mais tempo que qualquer um estaria, mas eu cansei, cansei das tuas loucuras, de te dar sinais, de falar, eu só cansei.
– Você nunca disse nada, se tivesse dito eu parava, eu mudava, eu te amo João, eu não sei viver sem você - disse ela com a boca tremendo.
– Eu te disse mas você não ouviu, eu marquei uma viagem e ele estava lá, eu queria sair e ele estava lá, eu me deitava e você no celular com ele, eu virei uma sombra e você se quer se deu conta.
– Eu… eu … isso é culpa deles - ela apontou para o nosso casal de amigos
– Foram eles que nos colocaram nessa vida e insistiram que seria bom, eu só queria que fossemos felizes como eles são, me perdoa, você precisa me perdoar.
– Nós não t...
– Não culpe eles por nossos erros Ana - cortei Evandro - eu assumo minha parte de deixar chegar até aqui e só queria que assumisse a sua, chegamos no momento em que ser um casal não é mais possível.
– Não! Por favor, não! Nós vamos superar isso, por favor... Ana repetia segurando com choro
– Eu já superei, os papéis do divórcio estão na mesa, até isso você ignorou, a casa vai ser colocada a venda e você receberá metade da venda, além de todos os direitos, vai viver bem com o Danilo.
Ela enfim começou a chorar e estava em prantos e nenhum deles ousou me segurar quando eu sai, Ana gritou
– Foda-se! FODA-SE!!! O DANILO ME SATISFAZ COMO VOCÊ NUNCA CONSEGUIU SEU CORNO DE MERDA. VOCÊ UM VIADO QUE NÃO SABE COMER UMA MULHER DIREITO, EU QUERO QUE VOCÊ MORRA, MORRA!!!
Eu entrei no carro. Evandro me alcançou e colocou a mão no meu ombro.
– Meu caro João, se precisar se alguma coisa, me fale
– Ajude ela, eu vou ficar bem
– Um homem de verdade, coisa que Danilo nunca será, Ana perdeu um homem de verdade, não leve em conta as ofensas dela.
Eu sorri para ele, um sorriso sem graça, Debby estava no carro e ouviu os gritos, Evandro ignorou ela e ela também assim o fez.
– Foi mais emocionante do que imaginei - disse Debby querendo rir
Começamos a rir da situação, e arranquei com o carro.
Com os dias passando a Ana passou a morar com Danilo e com isso não criou problemas com o divórcio, eu vivia entre meu apartamento e o da Debby, ainda não tinha furado a bolha de namorarmos.
Um mês depois eu estava no meu apartamento com a Debby e bateram a porta. Era Sr José e dona Lúcia, pais da Ana.
– Sr José, dona Lúcia, bom ver vocês.
– Podemos entrar filho ?
– Claro, Sr José, Dona Lúcia essa é a Débora, minha…
– Namorada - cortou ela
– Isso, namorada
Ela não percebeu, mas eu era o homem mais feliz do mundo naquele momento. Meus ex-sogros se sentaram e eu ofereci café.
– Garoto, a Ana contou para gente que vocês brigaram porque ela descobriu uma traição sua e eu pude ver aqui que é verdade. Eu ia tentar fazer vocês voltarem porque qual homem que nunca pulou a cerca ? É nosso instinto …
– O senhor está equivocado - cortei ele visivelmente irritado
– Em que ?
– Em tudo, eu nunca trai sua filha, terminamos por outros motivos e só covardes usam instinto para justificar traição.
– Como é garoto, tá me chamando de covarde?
Ele levantou a mão para mim eu segurei a mão dele com força o bastante para ele desistir de qualquer coisa.
– O senhor vai sair da minha casa agora antes que faça uma besteira e nunca mais volte, e se encontrar a Ana, diz que eu não acredito que ela esteja inventando essas mentiras sobre mim.
Ele saiu resmungando e dona Lúcia calada, submissa e amedrontada.
Eu me virei para a Debby
– Então, você é minha namorada?
– Você não pedia, tive que tomar a iniciativa
Agarrei ela pela bunda levantando para trançar as pernas na minha cintura e olhando nos olhos dela
– Você é minha namorada ?
– Sou
– Diz pra mim
– Sou sua namorada
– Temos que contar para as meninas elas vão surtar
– Elas podem esperar
Ana começou a me beijar mordendo meu lábio
– Agora você é só meu, e quero sentir essa pica toda dentro de mim.
Coloquei ela sentada na bancada da cozinha, abri suas pernas e coloquei sua calcinha de lado, cai de boca na buceta dela que eu já sabia onde e como chupar.
– Nossa, já te falaram que você é bom com a língua ?
– Não, é a primeira vez
– Não responde não, usa essa língua no lugar certo
– Huum, aí que gostoso
– Me come, eu preciso sentir essa pica
Levantei enquanto beijava ela, enfiei bem devagar a pica enquanto ela gemia entre os beijos, comecei aumentar o ritmo e a bancada fazendo barulho.
– Isso, me come gostoso
– Filho da puta aiiiinnn
Debby mordeu meu ombro e gozou largando o peso do corpo nos meus ombros enquanto suspirava com minha pica ainda dentro dela.
– Preciso retribuir - disse ela ao pé do ouvido.
Ela se ajoelhou e colocou minha pica na boca enquanto punhetava
– Goza para mim, goza na minha boca
Aquelas palavras foram o gatilho e gozei tanto que minhas pernas ficaram bambas. Tomamos banho e chamamos as meninas para assistir um filme e contar a novidade. Houve uma grande euforia por parte delas enquanto eu via aquela vida, era isso que eu sempre quis e não aquela loucura.
Aos poucos meu apartamento se tornava nosso, e senti a necessidade de comprar uma casa, mas não queria apressar as coisas e me arrepender de ela não querer, de estar sendo rápido demais, mas mesmo assim eu ficava procurando casas pela internet e rindo para o notebook do trabalho.
– Senhor, sua esposa está na recepção querendo te ver
– É minha namorada, mas um dia será esposa, manda entrar
O estagiário me olhou sem entender nada e quando a porta se abriu era Ana, estava de casaco que ela mal usava, sempre muito linda e imponente.
– Então, quer dizer que já colocou outra no meu lugar?
– Ana, você quer mesmo falar sobre colocar pessoas no lugar do outro?
– Pelo menos me diz quem é a vagabunda, se eu conheço
Respirei fundo para não descer ao nivel dela.
– Você não conhece, e como está o Danilo? Vocês já estão morando juntos ?
– Ele está bem, aquele pauzão é tudo que pedi a Deus, não que o seu seja pequeno, mas o dele, nossa.
– O que você quer Ana? Além de me humilhar e a minha namorada.
Ela sentou na cadeira a minha frente e cruzou as pernas, estava sem calcinha e tinha marcas nas pernas, sexo bruto com certeza eu pensei e imaginei a bunda roxa também.
– Gostou ?
– Do que ? - Fingi burrice
– Não para de olhar minhas pernas
– Você tá toda roxa
– Pegada do negão é forte
– Entendi, então, diz aí, qual o assunto ?
Sem ela perceber virei a Webcam e botei para gravar, estava com medo daquela conversa, nunca imaginei chegar a esse ponto com ela, mas pela ironia e a presença inesperada eu resolvi me previnir.
– Eu vim te pedir desculpas pelo o que disse ao meu pai, você não merece isso.
Ela fez os ombros caírem, parecia mesmo arrependida.
– Tudo bem, não foi nada.
– Eu não sabia como contar que você me deixou e estou morando com outro, meu pai, é bom, você sabe.
– Violento?
– Sim, as vezes ele é violento.
– Mas tá tudo bem, se tivesse me falado eu mesmo diria que te trai só para ele não pegar no teu pé
– Obrigada e me desculpa
– Se for só isso, obrigado pela visita
– Tem mais uma coisa, conversei com o Danilo e ele deixou você ser meu amante, ele sabe que você é um cara legal.
Ela falou isso abrindo as pernas devagar e na maior cara de pau e eu quase ri da ironia daquela oferta.
– De marido corno a amante ? Essa é sua oferta final?
– Porque não ? A gente podia curtir muito
– Eu falei com ironia, eu tô bem com a minha namorada, não nasci para ser amante sabe? Meu pau não é tão grande.
Ela fechou as pernas constrangida, claramente sentiu que cometeu um erro em falar aquilo.
– Posso te fazer uma última pergunta e me responde com sinceridade?
– Claro
– Você me ama ?
– Eu sempre vou te amar Ana, a gente viveu muita coisa linda juntos, quando eu era nada você que estava lá comigo, lembro de todas as vezes que fiquei doente, que não tinha um real no bolso e você sempre esteve ao meu lado, eu sou muito grato por isso, só que agora eu te amo de outra maneira, espero que um dia possamos conviver sem essa dor toda, agora não consigo e não queria transforma nossa história em um ódio eterno.
– Eu também sempre vou te amar - as lágrimas caíram nos olhos dela
– Se cuida Ana
Ela saiu e e antes de fechar a porta me deu uma última olhada com ternura, ela queria me dizer uma última coisa mas não disse nada, era enfim aceitação de tudo. Em casa mostrei a Debby a gravação.
– Esses hematomas são de agressão
– Ela disse que era pegada
– Não é - disse ela chorando
– Você acha que ela ?
– Acho
Ela estava em prantos e eu não entendia o motivo e abracei ela que tremia e fui se acalmando, e depois do silêncio ela disse.
– Meu ex me batia, eu conheço essas marcas, eu tive muitas dessas, nos braços e nas pernas para não ser visível, por causa dele sou estéril, ele me estuprava quando eu não queria transar com ele, ele tirou tudo de mim, foram meses acreditando numa mudança, que ele ia melhorar, mas a verdade é que eles nunca mudam, tiram tudo de você e descartam, e ela pode estar passando por algo parecido, temos que ajudá-la João, por favor, temos que ajudar ela, temos que ajudar ela... Debby ficou repetindo como um transe.
Nessa hora eu quem estava chorando. Liguei para Ana e não atendia, liguei Evandro e Carol, que me deram endereço do Danilo, fui com Debby até lá.
Era uma casa em uma área perigosa, bati na porta e ninguém atendeu, olhei pela frecha e vi uma mulher agachada no canto. Chamei e ela não se movia, não pensei muito e arrombei a porta.
Ana estava sentada segurando os joelhos, fedia a urina e merda, cheia de hematomas nas pernas e costas, fui encostar nela e ela se afastou como um cachorro ferido.
– Tá tudo bem Ana, sou eu, vem comigo
Ela abriu os olhos com dificuldade
– João ?
– Sim Ana, vamos sair daqui
Olhei para Debby e ela tava com a mão na boca e em choque. Retirei as duas dali com muita dificuldade, tive que carregar Ana até o banco de trás do carro e Debby al meu lado assustada com olhos arregalados em total silêncio.
– Você tá bem Debby? - perguntei preocupado
– É ele
– Ele quem?
– Meu ex, eu vi nas fotos da casa
Ela agarrou a própria barriga como se quisesse proteger um filho e começou a chorar.
– É ele João, é ele, é ele - Ela fica repetindo e chorando...
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