Carla voltou para o penthouse em Paris, a emoção da missão final com Wesley Bandeira ainda pulsando em seu peito. Era a última noite antes de se sentar na cadeira da presidência, e ela precisava fechar o ciclo pessoal para iniciar o profissional.
Ela encontrou Sandra e Tatiana na sala, a vista da cidade como um fundo majestoso. Carla se sentou entre elas, e a formalidade da executiva cedeu lugar à filha e à irmã.
— Eu preciso que vocês saibam. - Carla começou, a voz embargada pela emoção.
— Tudo o que eu conquistei, cada passo, cada sacrifício... só valeu a pena porque vocês estavam aqui. Vocês foram a minha força quando eu era apenas Carlos, e são o meu alicerce agora que sou Carla.
Sandra segurou a mão da filha com firmeza, os olhos marejados de alegria.
— Nós sempre soubemos quem você era, meu amor. O sucesso é todo seu, e você o merece.
Tatiana abraçou Carla.
— Presidente! Nós estamos tão orgulhosas. Você é a prova de que tudo é possível, se você for elegante e muito, muito inteligente.
O momento foi carregado de amor e gratidão incondicionais. As três ficaram aninhadas, celebrando a vitória não apenas do título, mas da alma. Aquele amor era o verdadeiro prêmio da Mirana Corp.
Na manhã seguinte, Carla acordou com um propósito renovado. Não era o dia de uma Vice-Presidente, mas o primeiro dia de uma Presidente.
O closet de Carla era agora um arsenal de poder. Para o seu dia de estreia, ela escolheu uma roupa que era a personificação de seu auge: um conjunto de tweed de alta costura, composto por uma micro-saia e um blazer cropped na cor off-white — uma homenagem ao seu primeiro look de estreia para a mídia, mas agora elevado ao poder máximo. O tecido luxuoso era justo o suficiente para moldar sua figura e a saia era propositalmente curta, deixando suas belas pernas e coxas em evidência total. Nos pés, sapatos de salto agulha que eram mais uma arma de arquitetura do que calçados.
A maquiagem estava impecável, e o cabelo, esvoaçante e perfeitamente escovado. Era a personificação do poder, da confiança e da beleza em um equilíbrio que só ela, a Presidente, poderia sustentar.
No carro blindado a caminho da sede, Carla olhou para o reflexo na janela. Não havia mais o olhar assustado de Carlos. Havia a serenidade e a determinação da Presidente Carla de Souza.
Ela fez uma análise silenciosa da jornada: o cubículo no Brasil, a tristeza reprimida, o desespero do contrato, a dor do treinamento, a mentira para a família, o perdão, a irmandade secreta e, finalmente, a presidência de uma das maiores holdings do mundo. Alguns anos atrás, ela jamais teria imaginado que chegaria sequer a sentar-se à mesa executiva; agora, ela era a dona da mesa.
Uma onda de felicidade e gratidão a invadiu. Ela tinha chegado ao topo, e mais importante, tinha chegado ao topo como ela mesma, com o amor e o orgulho de sua família ao seu lado.
Ao chegar à sede da Mirana Corp, os olhos de todos se voltaram para ela. Carla não era apenas a Presidente; era o futuro. Um novo ciclo, de poder, estratégia e domínio, se iniciava.
Carla, agora no auge de seu poder corporativo e pessoal, pensava no futuro. Seu foco havia sido, por anos, a sobrevivência e a ascensão. Agora que o castelo estava construído e a família, segura, o horizonte se abria para a Presidente Carla de Souza.
Agora, que estava no topo da sua vida profissional, ela se permitiu um novo pensamento, um luxo que o antigo Carlos jamais teria ousado: quem sabe, também começar a focar em sua vida pessoal e amorosa, quem sabe encontrar um namorado, um maridomas isso já é uma outra história.
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Obrigada por acompanharem mais essa história, espero que tenham gostado, em breve voltarei com mais uma série de contos, até a próxima, beijinhos a todos.
