Amor do passado, dor do presente. Parte I

Um conto erótico de Guilherrme
Categoria: Heterossexual
Contém 1893 palavras
Data: 06/04/2026 18:59:34

Eu tava lá, sentado no sofá da sala, com o apartamento escuro pra caralho porque eu nem tinha acendido a luz. Tinha 27 anos, um cara completamente normal, gostava de rock á moda antiga, curtia trajes formais, mas as vezes andava bem desleixado. Meus cabelos pretos tavam bagunçados, grudados na testa de tanto suor misturado com lágrima.

E nas mãos? Meu suéter, feito com carinho por ela. Aquele suéter cinza que ela me deu no nosso primeiro mês juntos, o primeiro presente de verdade que ganhei dela. Eu apertava o tecido contra o rosto, sentindo ainda o cheiro dela misturado com o meu, e os olhos ardiam tanto que parecia que alguém tinha jogado pimenta neles. Chorava pra valer, soluçando baixo, o peito doendo como se tivesse um buraco ali.

“Porra, Fernanda… por que a gente chegou nisso?”, eu murmurava sozinho, a voz rouca de tanto chorar.

As lembranças começaram a bater forte, tipo uma onda que não dá pra segurar. Tudo voltou de uma vez, do começo, daquele dia chuvoso que mudou tudo.

Eu me vi de novo mais jovem, voltando pro abrigo depois de um dia de merda na rua. Tava frio pra dedéu, chuva fina caindo sem parar, e eu com o guarda-chuva velho que alguém tinha me dado no abrigo.

O vento batia gelado no rosto, e eu só queria chegar logo, estava frio demais para continuar na rua, tentando lutar para sobreviver. Foi aí que eu vi ela. Sentada no banco de uma parada de ônibus abandonada, com as pernas dobradas contra o peito, rosto escondido nos joelhos. O cabelo loiro molhado colado na cara, o corpo pequeno tremendo. Ela chorava tanto que dava pra ouvir os soluços mesmo com a chuva.

Eu parei. Não sei por quê. Talvez porque eu também sabia o que era chorar sozinho no mundo. Sentei do lado dela, sem falar nada no começo. Abri o guarda-chuva pra cobrir nós dois. Ela levantou o rosto devagar, olhos vermelhos, inchados, e me olhou como se eu fosse um fantasma.

— Tá tudo bem? — eu perguntei, voz baixa.

Ela balançou a cabeça, fungando.

— Meu pai… ele morreu hoje. Acabou de acontecer. Eu não… eu não sei o que fazer agora.

A voz dela era miúda, quebrada. Se chamava Fernanda. Na época eu nem sabia o nome, mas ela me contou tudo ali, aos pedaços. Falou do pai, de como ele era o mundo inteiro pra ela, de como a mãe tava destruída em casa e ela tinha saído correndo pra não surtar na frente dela.

Disse que se sentia perdida, que precisava de proteção, que sempre foi assim, sonhadora demais pro mundo real. Eu escutei. Contei pra ela que eu era órfão, que morava no abrigo desde pequeno, que sabia o que era não ter ninguém. Mas que a gente aguenta, que a gente segue. Dei força do jeito que eu conseguia, com as palavras simples de um moleque que já tinha perdido tudo.

A gente ficou ali um tempão, a chuva foi batendo no guarda-chuva, o mundo lá fora parecendo distante. Quando a chuva diminuiu, ela limpou o rosto com a manga da blusa e sorriu fraquinho pela primeira vez.

— Obrigada… você não precisava ter parado..

— Eu quis — eu respondi, simples.

Antes de ir embora, ela enfiou a mão no bolso e tirou uma moeda velha, brilhante, com uma imagem meio apagada.

— Meu pai me deu isso. Disse que dá sorte. Toma… quero que fique com você.

Eu peguei a moeda, sentindo o metal frio na palma. Em troca, tirei do pescoço o pingente que eu carregava sempre: um trevo de quatro folhas pequeno, em formato de pingente de prata barata que eu tinha achado na rua um dia e guardado como amuleto.

— Pra você. Dizem que dá sorte também. Pra gente se proteger um do outro, né?

Ela pegou, sorriu de novo, e a gente se despediu. Nomes? A gente nem trocou direito. Só “obrigada” e “cuida de você”. A gente se separou ali, na chuva, sem imaginar que o destino ia brincar com a gente anos depois.

Sim, eu era órfão de pai e mãe, e morava num abrigo, que era cuidado por uma generosa senhora. Ali eu tinha uma "irmã", a Melissa, uma garota doce e gentil, amável, que era muito amiga. Infelizmente, nos perdemos também, quando ela foi adotada por um casal. Na despedida, juramos que não iriamos nos esquecer um do outro.

Os anos passaram voando e ao mesmo tempo devagar pra caralho. Eu fui recolhido pro orfanato de verdade, um lugar maior, mais frio. Esperava ser adotado todo dia, mas nunca rolou. Eu era grande demais, já tinha idade avançada. Então eu decidi que ia lutar. Estudei como um louco. Livros, apostilas, tudo que caía na minha mão. Entrei na federal de Direito no primeiro ano, morando na república com o Roger, aquele maluco que só pensava em trazer mina pro quarto e encher a cara. Eu? Só queria estudar. Cabeça baixa, caderno na mão, sonhando com um futuro que eu mesmo ia construir.

Aí veio o dia da palestra sobre redes sociais no auditório da faculdade. Eu tava no primeiro ano, sentado no fundo, anotando tudo. Quando acabou, eu saí correndo pro corredor, cabeça cheia de ideias, e bam! Dei de cara com ela. Literalmente. Livros voaram pro chão, cadernos espalhados. Ela era loira, baixinha — uns 1,58m no máximo —, olhos castanho-claros que pareciam familiares demais, um sorriso gostoso mesmo estando apressada.

— Merda, desculpa! — eu disse, já abaixando pra pegar os livros dela.

Ela riu, meio sem fôlego.

— Eu que sou a burra, tava correndo atrasada pra palestra. Problema em casa, sabe como é…

Eu não perguntei o que era. Só entreguei os livros, e ela olhou pra mim com aquela cara de “eu te conheço de algum lugar”. A gente entrou junto na palestra — ela sentou do meu lado porque não tinha mais lugar. Durante a hora e meia seguinte, a gente trocou olhares, risinhos baixos quando o palestrante falava besteira. Depois, no final, a gente começou a conversar de verdade. Nome dela: Fernanda. Meu: Guilherme. A gente sabia os nomes, mas não conseguia lembrar de onde. Era como se o cérebro tivesse guardado a sensação, mas não a memória.

A gente virou amigo rapidinho. Conversa aqui, café ali, estudo junto na biblioteca. Ela malhava comigo às vezes, porque gostava de academia tanto quanto eu. Corpo dela… cara, mesmo na época eu notava. Seios pequenos, mas aquela bundinha redonda, empinada, pele clara, e uma tatuagem na coxa esquerda que aparecia quando ela usava short de malhar — uma coisinha delicada, tipo uma flor pequena. Passamos a nos ver mais vezes, trocamos telefone, ficamos mais amigos, conectados... Aos poucos, eu já me pegava pensando nela quase que o tempo todo.

A gente se via todo dia. Roger zoava comigo:

— Cara, tu tá apaixonado pela loirinha e nem percebe.

Eu ria, negava. Mas era verdade. Parecia estampado na minha cara, o quanto eu estava apaixonado por ela. Até que um dia, depois de uma prova difícil, a gente saiu pra tomar uma cerveja. A conversa fluiu, a mão dela encostou na minha sem querer, e o clima mudou. A gente se beijou ali mesmo, na mesa do bar, um beijo lento, gostoso, que fez meu corpo inteiro esquentar.

— Guilherme… eu sinto como se a gente já se conhecesse de outra vida — ela sussurrou no meu ouvido.

— Eu também, Fernanda. Eu também.

E foi assim que a gente engatou o namoro. Sem pressa, sem drama. Só a gente, dois sobreviventes se unindo pelo acaso, pela paixão. Até aquele momento, ainda não sabia que ela era a "Fernanda" da moeda. Ainda não, mas era a minha Fernanda.

Daí pra frente, as coisas esquentaram rápido. A gente começou a sair todo fim de semana. Cinema, parque, academia juntos. Sua mãe era casada com um cara rico, ela era muito mimada pelo padrasto, que não podia ter filhos, então dava tudo pra ela. Conheci a família dela, foi um dia bacana, seu padrasto era juiz, ele me deu muitas dicas de direito. Ela tinha o sonho de se formar em administração.

Com o tempo as coisas foram ficando ainda mais quentes entre nós, com Roger até dando espaço, o safado. Uma noite, depois de malhar, a gente voltou suado pro meu quarto. A porta fechou, e o beijo que começou inocente virou outra coisa.

Eu sentei na cama, ela em cima de mim, as pernas curtas dela envolvendo minha cintura. As mãos dela subiam pela minha camiseta, arranhando de leve as costas. Eu tirei a blusa dela devagar, vendo aqueles seios pequenos, mamilos rosados já duros. Desci a boca, chupando um, depois o outro, ouvindo ela gemer baixinho.

— Guilherme… toca mais — ela pediu, voz rouca.

Minha mão desceu pela barriga dela, chegou na coxa, passou o dedo na tatuagem que eu tanto gostava. Ela abriu as pernas, e eu senti a buceta dela quente, molhada por cima da calcinha. Deslizei o dedo por dentro, achando o grelinho inchado, circundando devagar. Ela rebolou contra minha mão, gemendo mais alto.

— Porra, você tá tão molhada… — eu murmurei, mordendo o pescoço dela.

Tirei a calcinha dela, e a xoxota lisinha, rosada, brilhando de tesão apareceu. Eu me ajoelhei entre as pernas dela, lambi devagar, sentindo o gosto doce, chupando o grelinho enquanto enfiava um dedo, depois dois. Fernanda segurava minha cabeça, quadril mexendo contra minha boca, gemendo meu nome.

— Isso… assim… não para…

Quando ela gozou pela primeira vez, o corpo inteiro tremeu, as coxas apertando minha cabeça. Eu subi, tirei a calça, e meu pau tava duro pra caralho, latejando. Ela olhou, mordeu o lábio, e pegou ele na mão pequena, masturbando devagar.

— Quero você dentro de mim — ela disse, olhos brilhando.

Eu entrei devagar, sentindo a buceta apertada, quente, engolindo meu caralho centímetro por centímetro. A gente gemeu junto. Comecei a meter, ritmado, fundo, sentindo a bundinha redonda dela batendo contra mim. Ela cravava as unhas nas minhas costas, pedindo mais rápido, mais forte. Eu metia com força, o quarto cheio do barulho de pele contra pele, do som molhado da xoxota dela me recebendo.

— Me fode, Guilherme… mais fundo… — ela pedia, voz entrecortada.

Eu virei ela de quatro, segurei aqueles quadris, e meti mais forte, vendo a tatuagem na coxa balançar a cada estocada. A mão dela ia pro grelinho, se tocando enquanto eu socava. A gente gozou junto, eu enchendo ela, o corpo dela tremendo de novo, o nome dela saindo da minha boca como uma prece.

Depois, deitados, suados, ela deitou a cabeça no meu peito e sussurrou:

— Eu te amo desde aquele dia que a gente se tropeçou um no outro.

Eu sorri, beijei o topo da cabeça dela, e nos abraçamos, juntos.

Eventualmente, senti que o pequeno quarto do campus era pequeno demais para os meus propósitos, e resolvi sair de lá, e consegui um emprego. Aluguei um pequeno quarto próximo da faculdade e ali e me mudei. Minha vida tinha melhorado bastante, agora com uma linda namorada, um emprego que me ajudaria na faculdade, um sonho e um desejo de formar e ter uma linda família.

Na mudança, eu acabei achando um item perdido a muito tempo. A moeda. Me lembrei do ocorrido a anos atrás, olhei aquela moeda com carinho, me perguntando onde estaria ela. Sem saber, que ela estava ali bem do meu lado, já convivendo comigo.

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Comentários

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Mais uma saga começando deste autor que chegou chegando no site e está arrasando.

Começo bom , estou com um pressentimento que este padrasto nao é legal e o Roger é um grande amigo de verdade

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