O cronômetro digital na parede da sala marcava o início do quinto mês de isolamento sensorial e físico de Julian. O peso do aço frio entre suas pernas já não era mais um incômodo; era uma parte de sua identidade, um lembrete constante de que sua masculinidade havia sido sequestrada e trancafiada por Elena. Ele estava nu, como sempre, com a pele brilhando devido ao óleo que ela o obrigava a passar para que ele fosse "agradável ao toque e à visão", embora ela raramente o tocasse com intenção de prazer.
Elena entrou na sala usando um vestido de seda preta, tão curto que revelava a ausência de lingerie por baixo. Ela não olhou para ele. Caminhou até o sofá, sentou-se e abriu as pernas com um desleixo calculado, expondo-se inteiramente enquanto acendia um cigarro.
— "Ajoelhe-se, coisa," — ordenou ela, a voz carregada de um tédio que cortava Julian como uma navalha. — "Hoje eu tive um dia longo. O Marcus não foi suficiente. Eu preciso que você limpe a sujeira dele de dentro de mim, mas sem usar as mãos. Se eu sentir um único dedo seu, eu dobro o tempo do seu contrato."
Julian rastejou até ela. O desespero em seu olhar era patético. Ele mergulhou o rosto entre as coxas dela, cumprindo a tarefa de servidão mais abjeta: ser o receptáculo do rastro de outro homem. Enquanto ele trabalhava com a língua, Elena gemia o nome de Marcus, descrevendo em detalhes a força e a virilidade do amante, comparando-a com a fraqueza metálica de Julian.
— "Ele me usou na mesa do escritório, Julian. Ele é um animal. E você... você é apenas um tapete que eu uso para limpar os pés," — ela disse, puxando o cabelo dele com força, forçando-o a olhar para cima enquanto ela atingia um clímax violento e egoísta, sem oferecer nada em troca além do desprezo.
As semanas seguintes foram um borrão de Objetificação Funcional. Elena o transformou em sua mobília humana. Durante os jantares que ela oferecia para seus pretendentes, Julian era obrigado a servir o vinho de joelhos, usando apenas uma coleira, proibido de emitir qualquer som. Ele via homens tocarem o corpo de sua mulher, via Elena se entregar a eles no tapeto da sala, enquanto ele permanecia estático no canto, com o tesão acumulado de 150 dias transformando-se em uma dor física que irradiava para sua espinha.
Uma noite, a tortura atingiu o ápice psicológico. Elena o levou ao quarto e o amarrou em "X" na cama. Ela trouxe um vibrador industrial e o posicionou contra o metal do cinto de Julian. A vibração conduzia a eletricidade direto para o nervo, levando-o a um estado de pré-orgasmo insuportável.
— "Você quer gozar, não quer?" — ela sussurrou, passando a ponta da faca pelo peito dele. — "Diga que você é meu lixo. Diga que sua vida só tem valor se eu decidir te usar como um cinzeiro ou um consolo."
— "Eu sou seu lixo... eu não sou nada... por favor, Elena... me quebra..." — ele soluçava, a mente estilhaçada pela privação.
Ela riu, desligou o aparelho e saiu do quarto, deixando-o amarrado e no ápice da dor por doze horas seguidas. Julian chegou a considerar bater a cabeça contra a cabeceira até apagar, tamanha era a agonia de ser um homem reduzido a um nervo exposto sob o salto agulha de uma mulher que o odiava e o amava com a mesma intensidade doentia.
No último dia do sexto mês, Julian não era mais um ser humano com vontade própria. Quando Elena finalmente abriu o dispositivo, o pênis dele estava pálido e sensível ao menor toque do ar. Ela se sentou sobre o rosto dele e ordenou que ele a satisfizesse até a exaustão. Só depois de três horas de servidão oral ininterrupta, ela permitiu que ele se aliviasse.
Mas não foi um ato de amor. Ela o fez gozar no chão, mandando-o limpar o próprio sêmen com a língua imediatamente.
— "Agora que você está vazio, coloque o cinto de volta," — disse ela, jogando o metal no chão. — "Eu decidi que seis meses foram apenas o treinamento. O jogo de verdade começa agora."
Julian, sem hesitar e com um brilho de gratidão doentia nos olhos, pegou o aço e o trancou novamente. Ele não queria mais a liberdade. A liberdade era fria. A servidão absoluta a Elena era o único lugar onde ele se sentia vivo, mesmo que essa vida fosse um inferno de submissão e desespero sexual.
