Minha mulher de repente quer ter um filho. Parte 3

Um conto erótico de Mark
Categoria: Heterossexual
Contém 2403 palavras
Data: 01/04/2026 08:50:01

Havia se passado dois dias, a calmaria tinha reinado em nossa casa. Claire continuava doce, fogosa, o sexo praticamente tinha voltado em nossa casa. Toda vez que eu chegava em casa, ela me recepcionava com um longo beijo, onde ela me beijava, aquele beijo delicioso pra cacete, molhado, cheio de desejo. Ela se ajoelhava, abria meu cinto.

Colocava meu pau pra fora, e já caia de boca. Um boquete maravilhoso, coisa maravilhosa. Ela na verdade estava... Melhor que antes. Sugava a cabecinha, lambia bem. Logo estava comendo ela, metendo gostoso na sua bucetinha, e toda vez ela me pedia para gozar dentro. Fodemos no banheiro, enquanto tomávamos banho, depois na cama. Em um fim de semana, ela já me acordava com o pau na mão, e caia de boca, e continuava chupando, lambendo meu caralho, movimentando bem a sua boca. Voltamos a foder novamente.

Tinha passado depois disso mais uma semana. Ela já não trabalhava mais. Tivemos uma... Novidade. A tal novidade, caiu do nada, tipo uma bomba que explode sem aviso e deixa todo mundo atordoado. Eu tava na cozinha, ainda de moletom, tomando um café preto forte pra acordar direito, quando Claire entrou correndo, celular na mão, olhos verdes brilhando de um jeito que eu não via fazia tempo. Ela tava com aquele sorriso enorme, o cabelo castanho-claro solto caindo nos ombros, vestida só com uma camiseta minha que ficava grande nela e marcava os seios médios de leve.

— Amor! Meus pais tão vindo pra Nova York! Chegam hoje à tarde no aeroporto. Eles querem passar uns dias com a gente, faz tempo pra caralho que não veem a filha e o genro. A mamãe mandou mensagem agora, disse que o papai tá doido pra te ver , você sabe como ele gosta muito de você.

Eu parei o café no ar e sorri de verdade pela primeira vez em dias. Os pais dela sempre me trataram como um segundo filho. Derrick, meu sogro, era aquele cara durão do interior, voz grossa, mão pesada no ombro, mas com um coração enorme. Ele me chamava de “garoto” e vivia me dando conselho como se eu fosse sangue do sangue dele. Linda, minha sogra, era o oposto: carinhosa, sempre fazendo comida caseira e me enchendo de “meu genro lindo” toda vez que a gente visitava.

— Que maravilha. Precisamos preparar a casa, eles ficarão aqui?

— Não, eu pedi pra eles ficarem aqui, mas eles disseram que não querem nos atrapalhar, e vão alugar um quarto naquele apartamento ao lado.

— Entendo. — Comentei.

Realmente gostava bastante dos meus sogros. Eles moravam naquela cidadezinha do Kansas onde eu e Claire nos conhecemos no congresso, e fazia mais de um ano que não apareciam. A vida em Nova York tinha nos afastado de todo mundo, inclusive da família.

Claire tava animada pra caralho. Pulava de um lado pro outro da cozinha, já planejando o que ia fazer: “vou fazer aquele assado que o papai gosta, comprar cerveja pra ele. Eu via nos olhos dela uma faísca de alegria genuína, misturada com alívio, talvez.

Claire parecia bem animada, e sinceramente, eu também. Os últimos dias estavam um tanto... Estranhos, desde o jantar, o pedido de engravidar, o sexo que tinha voltado com tudo, e principalmente sua demissão. Claire e eu estávamos estranhos, porém, ver ela assim me deu um aperto no peito. Parte de mim queria acreditar que era um sinal bom. Que a gente podia respirar um pouco.

Eles tinham finalmente chegado em nossa cidade. Claire me deu a notícia que eles estavam no aeroporto.

— Que ótimo, amor — eu disse, puxando ela pela cintura e dando um beijo na testa. — Vou buscar eles no aeroporto. Você fica aqui ou quer ir junto?

— Eu fico, tenho que arrumar a casa um pouco, deixar tudo bonitinho. Mas me avisa que horas você volta, tá?

— Por volta das sete da noite. Vou deixar eles no hotel, depois passo na redação rapidinho. Tô combinando uma viagem pra gente, sabe?

Quero te levar junto dessa vez, pra gente aproveitar um tempo só nós dois, longe dessa loucura de Nova York.

Ela me deu um beijo rápido nos lábios, ainda sorrindo, e saiu pra arrumar as coisas. Eu terminei o café, me arrumei e saí pro aeroporto.

No caminho, dirigindo pelo trânsito pesado da cidade, minha cabeça não parava. A desconfiança de antes ainda tava lá, quietinha no fundo, mas eu tentava empurrar pra longe. Os sogros vindo era uma boa distração. Talvez fosse exatamente o que a gente precisava pra resetar.

Cheguei no aeroporto e os dois tavam lá, esperando na calçada com as malas. Derrick grandão, com aquela barba grisalha e o casaco de flanela que ele usava desde sempre. Linda do lado, sorridente, acenando como se eu fosse o filho perdido. Abracei os dois forte. Derrick me deu um tapa nas costas que quase me derrubou.

— Mark, meu garoto! Tá cada vez mais magrelo, hein? Nova York tá te matando?

— Tô sobrevivendo, Derrick. Bom ver vocês.

No carro, a conversa fluiu fácil, como sempre. Eles perguntaram do meu trabalho no jornal, se eu tava conseguindo efetividade, de como a Claire tava no escritório (eu não contei da demissão ainda, deixei pra ela). Linda queria saber tudo sobre o apartamento, se a gente tava feliz. Eu respondia no automático, sorrindo, mas por dentro tava um turbilhão. Quando a gente parou no hotel que eu tinha reservado — um lugar simples mas decente, no meio do caminho entre o aeroporto e nossa casa —, Derrick desceu, esticou as costas e soltou, sem rodeio nenhum:

— E aí, Mark? Quando é que vocês vão nos dar um neto? Já tá na hora, hein, garoto. A gente não tá ficando mais novo.

Eu dei uma gargalhada alta, batendo no volante pra disfarçar o aperto que deu no peito. Lembrei da conversa do jantar, da Claire pedindo filho, de tudo que eu tinha ouvido escondido.

— Já tô trabalhando nisso, Derrick. Pode deixar que tá rolando forte — respondi, olhando pra ele.

Ele riu junto, me deu outro tapa no ombro e piscou de volta. Linda só sorriu, toda orgulhosa, e me deu um abraço antes de entrar no hotel. Deixei os dois instalados, me certifiquei que o quarto tava bom, paguei a primeira diária e fui pra redação. No caminho, liguei pro editor pra confirmar uns detalhes da viagem que eu tava armando. Queria levar a Claire pra um lugar tranquilo, um lugar que pudéssemos reconectar.

Sentei na mesa do jornal, comecei a organizar os e-mails, quando o celular tocou. Número desconhecido. Atendi sem pensar duas vezes.

— Alô?

Do outro lado, uma voz de mulher, profissional, fria:

— Boa tarde, eu falo com o Sr. Mark?

— Sim, sou eu. Quem fala?

— Aqui quem fala é a detetive Mary, da polícia de Nova York. Temos duas viaturas no prédio onde você mora. Recebemos uma denúncia anônima de que uma mulher estava sendo agredida no seu apartamento.

Meu coração parou de bater por um segundo. Desespero puro subiu pela garganta.

— O quê? Como assim? Minha esposa tá lá sozinha! O que tá acontecendo?

A policial continuou, voz calma mas firme, como se lesse um script:

— Quando os policiais entraram no apartamento, não encontraram agressão física. Encontraram sua esposa em adultério.

Os meus olhos arregalaram tanto que doeu. O corpo inteiro ficou gelado, como se tivessem enfiado uma faca de gelo na minha espinha. As mãos apertaram o volante com força, o carro quase desviou na rua.

— Do que você tá falando? — minha voz saiu rouca, quase um sussurro quebrado. — Adultério? Claire?

— Sim. Os policiais pegaram sua esposa se cobrindo apenas com um lençol. O amante dela fugiu pela escada de incêndio dos fundos. Não conseguimos identificar quem era, ele correu rápido. Uma coisa... Alguém chamou a imprensa, e ela está toda aqui. Estamos tentando despistar. Achamos melhor comunicar o senhor, marido imediatamente. Ela foi detida e trazida pra delegacia central.

Eu não conseguia nem respirar direito. As palavras batiam na minha cabeça como socos: lençol, amante, fugiu, adultério. Claire. No nosso apartamento. Logo depois de tudo — o sexo daquela noite, o carinho, a demissão, os pais chegando. Minha visão ficou turva por um segundo.

— Qual é o endereço da delegacia? — perguntei, já ligando o carro e saindo do estacionamento do jornal.

Ela passou o endereço. Eu pedi, voz tremendo de raiva e dor misturada:

— Por favor, não comuniquem os pais dela. Eles acabaram de chegar na cidade hoje, não precisam disso agora.

— Infelizmente já fizemos isso antes de ligar pra você. O protocolo exige contato com a família em casos assim. Eles foram avisados.

Desliguei o telefone. Dirigi pro centro da cidade sem conseguir pensar direito. Minha cabeça era um furacão completo. Claire traindo? No nosso apartamento? Com quem? O chefe dela, aquele candidato a prefeito filho da puta que eu nem conhecia direito? As cenas do congresso passavam na minha cabeça — o primeiro beijo, a primeira vez que eu comi ela, o fogo que a gente tinha.

Depois Nova York, o sexo rareando, a viagem, o jantar, a mamada daquela noite... Tudo girava. Raiva subia quente no peito, mas junto vinha uma dor fodida, uma incredulidade que não deixava eu acreditar 100%. Talvez fosse um engano. Talvez a polícia tivesse errado. Mas no fundo... eu já sabia. Aquelas palavras que eu ouvi escondido no Capítulo anterior ecoavam: “esse foi o último encontro”.

Cheguei na delegacia, estacionei torto, entrei correndo. Assinei um monte de papelada sem ler direito — liberação, depoimento, sei lá o quê.

Um policial me levou pra uma sala pequena, cinza, com uma mesa e duas cadeiras. Claire tava lá, sentada, cabelo bagunçado, maquiagem borrada, olhos vermelhos. Quando me viu, ela se levantou rápido e correu na minha direção, como se quisesse se jogar nos meus braços e sumir.

Eu parei ela com o olhar. Incrédulo pra caralho.

— É verdade? Tudo que eu acabei de saber... é verdade, Claire?

Ela baixou a cabeça na hora. Não falou nada. Só ficou ali, esfregando os dedos um no outro, mistura de desespero e ansiedade pura, ombros tremendo levemente.

— Em que eu falhei, Claire? — perguntei, voz baixa, quase quebrando. — O que eu fiz de errado pra você fazer isso? Eu te dei tudo que podia. A gente se mudou pra cá juntos, sonhou junto... onde eu errei?

Silêncio total. Ela não ergueu o olhar. Só continuou esfregando os dedos, respiração pesada, como se o peso do mundo tivesse caído em cima dela.

Meu celular tocou de novo. Era Linda, minha sogra. Atendi com a mão tremendo.

— Mark... Derrick passou mal! Ele teve um infarto. Tá no hospital agora, foi para a emergência. A gente precisa de vocês aqui.

Porra. O timing não podia ser pior. Meu sogro, aquele cara forte, internado por causa disso tudo?

Olhei pra Claire, que ainda tava cabisbaixa.

— A gente tem que ir pro hospital. Seu pai tá internado.

Ela me olhou, e as lágrimas dobraram. Entramos no carro em silêncio absoluto. No meio do caminho, abri parte da janela, deixei o vento frio bater na minha cara, tentando clarear a cabeça. Olhei pra ela de lado, voz fria mas controlada:

— Você tá grávida?

Claire não respondeu. Ficou olhando pros próprios joelhos, lágrimas silenciosas escorrendo.

Eu continuei, apertando o volante:

— Eu só não dou um tapa na sua cara agora mesmo, porque você tá grávida. Mas quero que você saiba de uma coisa: eu não vou criar filho de nenhum outro homem. Não vou ser o idiota que cria o bastardo do amante.

Ela começou a chorar. Baixinho no começo, depois soluços mais fortes, ombros sacudindo. Não falou mais nada até o hospital. Só chorava, desabando ali do meu lado.

Quando a gente estacionou, Claire desceu do carro devagar, olhos vermelhos inchados, e olhou pra mim com a voz falhando:

— Meu amor... me perdoe. Eu... eu não sei o que eu tava pensando.

— Agora não — eu cortei seco. — Meu foco é o seu pai. Depois a gente resolve o nosso casamento. Se é que ainda tem casamento.

Dentro do hospital, Linda tava no corredor, rosto pálido, olhos inchados de choro. A primeira coisa que ela fez foi olhar pra Claire com puro desdém e raiva. Depois virou pra mim, olhos cheios de vergonha e dor.

— Mark... me desculpa em nome de toda a família. A gente nunca imaginou que a Claire... que ela fosse capaz disso. A gente te ama como filho.

Eu balancei a cabeça, voz rouca:

— Vocês não me devem desculpa nenhuma. Muito pelo contrário. Eu que devo muito pra essa família. Vocês me acolheram desde o começo, me trataram como um de vocês. Isso não muda.

Eu disse que tinha dinheiro pra custear qualquer coisa — estadia no hospital, tratamento, exames, o que fosse. Não precisava se preocupar com nada. Linda olhou pra Claire de novo, voz dura e cortante:

— Como você teve coragem de fazer isso com ele? Você é a responsável pelo seu pai estar internado agora, com esse infarto. Deveria agradecer a Deus de joelhos por ter um marido tão bondoso, que ainda tá aqui suportando tudo isso.

Claire só conseguia chorar. Desesperada. Soluços altos, pedindo perdão entre lágrimas, repetindo “me desculpa, mamãe... me perdoa” sem parar.

Enquanto isso, um sentimento único ia tomando conta do meu coração. Não era só raiva quente. Não era só dor. Era algo mais fundo, mais frio, mais pesado. Uma mistura de nojo, determinação e um vazio que crescia. Como se algo dentro de mim tivesse quebrado de vez.

Linda pediu que eu levasse Claire pra casa por ora.

— Vai com ela, Mark. Eu fico aqui com o Derrick. Ele vai ficar bem, os médicos disseram que foi leve.

A gente entrou no carro de novo. Chegando em casa, a porta mal fechou e Claire fez a mesma coisa de antes: se ajoelhou no chão da sala, lágrimas escorrendo sem parar, mãos juntas como se rezasse.

— Me perdoa, Mark. Por favor. Foi um momento de fraqueza... eu fui seduzida pelo proibido. Ele era meu chefe, o candidato a prefeito... mas eu percebi que não valia a pena. Eu te amo. Eu quero consertar isso. Eu quero a nossa família. Me dá uma chance.

Ela me encarava, olhos verdes cheios de desespero, implorando, voz falhando.

Eu só fiquei olhando. Sem nenhuma reação. Sem abraçar, sem gritar, sem chorar. Só olhando pra ela ali, ajoelhada no chão da nossa casa, pedindo perdão como se isso fosse apagar tudo.

E dentro de mim, aquele sentimento único crescia cada vez mais. Frio. Pesado. Decidido.

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Comentários

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O Mark é um mutante também? Uma hora está na mesa do jornal atende a ligação e teleporta pro carro kkkkkk

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Brincadeiras a parte, eu que resumi os deslocamentos dele pois não tem necessidade de ficar descrevendo, isso não vai agregar na história.

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Caraca que conto maravilhoso

Esse capítulo prendeu a respiração.

O autor escreve bem demais e os diálogos são ótimos.

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Eu nunca seria capaz de assumir filho de outro, simplesmente não sou capaz.

A conta chegou pra ela, vamos ver como vai ser.

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