Continuando
Lucas andava pela casa como um estranho dentro da própria vida.
Tentou ligar pra Marina
Uma vez.
Duas.
Caixa postal.
Nada.
Na terceira vez, desistiu.
Respirou fundo… e fez outra ligação.
— Alô?
— Seu Agenor?
Do outro lado, um silêncio breve.
— Lucas meu rapaz… eu sei de tudo.
A voz era calma. Cansada.
— Marina está vindo morar comigo. Eu lamento muito pelo que aconteceu… mas eu te digo uma coisa… ela te ama. Muito. E não quis te fazer sofrer.
Lucas fechou os olhos, apertando o celular.
Aquilo não ajudava.
Não mais.
— Seu Agenor… eu não quero saber mais da Marina.
---- se ela não quisesse me fazer sofrer ,não teria me traído.
-----chega.....
E desligou.
Na mesma hora o telefone tocou de novo.
Ele olhou.
Deixou e não atendeu estava cansado de tudo ,da dor do sofrimento .
Até que, numa tarde qualquer, o celular vibrou.
Número desconhecido.
— Alô?
— Oi, doutor gatão…
Lucas fechou os olhos na hora.
— Isabela?
Do outro lado, uma risadinha baixa.
— Um passarinho me contou que seu casamento acabou… kkkk
— Eu não tô pra brincadeira, Isabela.
— Calma… — a voz dela ficou mais suave, mais controlada — eu só quero te ver.
Silêncio.
— Pra quê?
— Porque tá na hora de você pagar a dívida.
Ele franziu a testa.
— Eu não te devo nada.
— Deve sim… — ela respondeu, firme — e você sabe muito bem do que eu tô falando. Eu disse que tudo tem um preço.
Lucas respirou fundo.
Cansado.
Sem paciência.
Mas… curioso.
— Onde?
Ela sorriu do outro lado.
Ele sentiu.
— Hoje. 19h. Shpping Rio Sul.
— Te espero, doutor.
A ligação caiu.
Lucas ficou olhando o celular por alguns segundos.
Parte dele queria ignorar.
Outra parte…
Queria sentir qualquer coisa que não fosse aquele vazio.
— Que se dane…
19:00 — Shopping Rio Sul, Botafogo
Lucas estava sentado, olhando sem ver.
O movimento ao redor… distante.
A cabeça cheia de pensamentos ,que só deixavam ele se sentindo impotente .
Marina.
A carta.
Tudo voltando.
Até que ....
— Sentiu saudade?
A voz veio doce.
Perigosa.
Ele levantou o olhar.
E lá estava ela.
Isabela.
Vestido justo, marcando cada curva, andando com confiança… como se o mundo fosse dela.
Linda e perigosa ,por que não venenosa .
Lucas engoliu seco e disse:
— Fala logo o que você quer.
Ela parou na frente dele. Observando.
Sem pressa.
— Direto assim? Nem parece o mesmo homem de antes…
Ela inclinou o corpo levemente.
— Ou será que agora você tá mais… livre?
Lucas travou o maxilar.
— Vai direto ao ponto Isabela.
Ela sorriu.
Devagar calma .
Então Lucas é simples ,eu quero vc.
Lucas olhos sem enteder e disse.
Como assim Isabela
Isabela— Uma noite Lucas essa e a dívida e o preço.
Lucas soltou uma risada sem humor.
— Esquece isso.
Ela deu mais um passo.
Agora perto.
Muito perto.
— Tem certeza…?
A mão dela tocou o peito dele… devagar.
— Porque eu sei exatamente o que você tá sentindo…
Ele não se mexeu.
Mas também não afastou.
— Dor… raiva… vazio…
Ela subiu a mão até o pescoço dele.
— E vontade de esquecer.
O olhar dele escureceu.
Ela chegou no ouvido dele e falou baixinho ,como oais doce veneno ,que mata mas com prazer.
— Eu posso fazer você esquecer… nem que seja por algumas horas.
Silêncio.
Respiração pesada.
Lucas tentou resistir.
Mas a mente dele não estava limpa.
Estava quebrada.
— Você é problema, Isabela.
Ela sorriu.
— Sempre fui.
Mais um segundo.
Um olhar ,um sorriso
E ele cedeu.
— Só hoje.
Ela abriu um sorriso satisfeito.
— Só hoje, doutor.
Mas pelo jeito que ela olhou pra ele…
Aquilo estava longe de ser só uma noite.
O beijo começou quente , desordenado — como dois animais
Ele a puxou para perto, as mãos firmes, quase desesperadas. Isabela correspondeu com a mesma intensidade, como se aquilo fosse inevitável desde o começo.
— Só hoje… — ele ainda tentou, a voz falhando.
Ela riu contra a boca dele, provocadora.
— Você não acredita nisso nem um pouco.
Entraram no carro ainda tomados pela tensão. O silêncio era pesado, cortado apenas pela respiração acelerada dos dois. Lucas dirigia rápido, os dedos apertando o volante com força.
— Não me leva pra motel — ela disse de repente, virando o rosto para ele, os olhos brilhando. — Me leva pra sua casa.
Ele hesitou. Um segundo.
Pensou ,e disse fodasse
Virou o carro.
Enquanto dirigiam Isabela ,abriu as calças de Lucas e e pegou o pau duro grosso pulsando ,e disse
Nossa doutor que belo bisturi e caiu de boca .
E foi chupado Lucas que quase não conseguia dirigir o carro.
O caminho pareceu curto demais. Quando chegaram, tropeços, risos abafados, mãos que não sabiam esperar.
Na porta, Isabela parou, encostando-se nela com um sorriso carregado de intenção.
Lucas avançou e beijou ,jogando ela no sofá da casa.
Isabela interrompeu .
— Não aqui — sussurrou. — Quero na sua cama,na cama onde ela dormia kkkk e ali que eu quero.
Lucas não respondeu. Só a puxou de novo.
O quarto parecia diferente agora — como se aquele espaço, antes seguro, tivesse se tornado território perigoso.
Eles caíram na cama entre beijos intensos, roupas sendo deixadas de lado sem cuidado, palavras sussurradas que misturavam desejo e provocação.
Não havia calma.
Não havia plano.
Lucas jogou Isabela na cama ,puxou o vestido afastou a calcinha ,a bucetas estava toda melada ,Lucas caiu de boca,Isabela gritava ,isso me fode na cama dela ,me come onde ela dormia vc e meu fode a puta.
Lucas --Vagabunda e isso que vc quer né toma ,Lucas montou em Marina como um garanhão montando uma égua ,e socou forte ,puxado o cabelo e dando tapas na bunda.
Isabela isso Doutor fode ,fode essa puta na cama da Marina fode que delia eu vou gozar ,eu vou gozar E gritou eu vou gozar no pau do seu macho Marina ele meu haaaa,Lucas também não resistiu e encheu a buceta de Isabela de porra.hiras depois deitados Lucas curioso perguntou .
Se Marina não aceitou a vaga de diretora no escritório da barra da Tijuca ,quem é a nova Diretora ?
Eu sou kkkkkk.
Isabela sorriu e disse
Vou te contar umas coisinhas, doutor — continuou Isabela, sentando-se na cama. — Eu armei tudo.
Lucas sentiu o estômago apertar.
— O quê?
— Eu percebi a proximidade da sua esposa com o Henrique… então incentivei. Fiz ele acreditar que ela podia estar interessada. Plantei a ideia.
Ela falava como quem descreve um jogo bem executado.
— Mas ele não conseguiu ir até o fim — ela deu de ombros. — Ela recuou. Chorou, se sentiu culpada… patética.
Lucas não disse nada.
— Aí eu mudei a estratégia — continuou ela. — Usei o Ricardo. Dei corda. Fiz ele acreditar que tinha chance. Empurrei, provoquei… tudo pra pressionar.
Ela se inclinou um pouco mais perto dele.
Eles eram só peças. Todos eram. Inclusive você.
O silêncio pesou no quarto.
— Eu criei situações, manipulei encontros… até aquela reunião do projeto. Eu sabia exatamente o que ia acontecer. A Marina já estava no limite. Era só dar o empurrão final.
Lucas passou a mão no rosto, tentando processar.
— Ela não aguentou — disse Isabela, com frieza. — Quase traiu, se destruiu por dentro… e depois fugiu. Do cargo, de você, de tudo.
Ela abriu um sorriso satisfeito.
— E eu consegui. Sou a nova diretora da Barra.
Lucas a encarava, incrédulo.
— Você destruiu tudo… por isso?
Eu nunca ia aceitar aquela garota passando na minha frente — respondeu ela, sem hesitar. — Eu conquistei o que é meu.
Ela se levantou da cama, pegando a bolsa com calma.
— E de quebra… ainda brinquei com você.
O telefone de Lucas tocou.
Os dois olharam para o aparelho.
Ele atendeu, ainda atordoado.
— Alô…
— Lucas… sou eu — a voz de Marina vinha fraca, quase quebrada.
Antes que ele pudesse responder, Isabela avançou e arrancou o telefone da mão dele.
— Oi, amiga.
Silêncio do outro lado.
— …Isabela?
Ela riu.
— Sim. O Lucas não pode atender agora. Está… ocupado.
— Isabela… o que…?
Lucas puxou o celular de volta.
— Desgraçada!
— Alô! Marina—
Do outro lado, a respiração dela falhou.
— Lucas… não… eu não aguento mais…
A ligação caiu.
O quarto ficou em silêncio absoluto.
Lucas ficou sentado na beira da cama, o telefone ainda na mão, sem reação.
Isabela já estava na porta.
Olhou para ele uma última vez, com aquele mesmo sorriso.
— Adeus, doutor.
E saiu.
Lucas permaneceu ali, imóvel.
Pela primeira vez, entendendo o tamanho do estrago.
Bom aí está primeira parte do final .