Eu odiava sair da cidade grande para visitar meu tio na fazenda. Preferia quando ele vinha visitar minha família na cidade. Meu primo Guilherme dormia no meu quarto nesses dias e eu gostava de encostar meu nariz em sua nuca e dormir sentindo o perfume natural da sua pele.
O que eu não gostava na fazenda era tudo. Não tinha internet, não tinha lojas por perto, não tinha o conforto e os privilégios da cidade grande. Só tinha o casarão do meu tio com a natureza ao redor.
Fiquei surpreso quando vi o meu primo, fazia anos que não o via e ele se tornou um homem bonito. Como sempre sua pele marrom avermelhada reluziu na luz do dia, seu sorriso branco enfeitou o seu rosto quando me viu, ele correu para me receber com um abraço apertado. Eu era um pouco mais magro que ele, o que fez ele me levantar no ar e girar o meu corpo. Ele ficou mais forte e mais musculoso, seu corpo escupido pelo trabalho árduo na fazenda.
— Que bom te ver, meu primo! Faz muito tempo que não nos vemos.
— É bom te ver também. — Respondi.
Depois de acomodar minhas malas no quarto, fui com meu primo tomar um banho no rio. Era uma boa ideia já que fazia um calor da moléstia. Segui ele para dentro da mata fechada, ele foi andando por uma trilha até chegar em uma clareira cortada por um rio turvo. As águas corriam, mas nada tão forte capaz de nos arrastar. Meu primo foi logo tirando a camisa, mostrando sua barriga tanquinho e seus braços malhados. Depois ele tirou o short e ficou sem nada. Ele não tinha o hábito de usar cueca, gostava de andar por aí livre e solto. Ele ficou de costas para mim e meus olhos deslizaram para sua bunda durinha e quadrada. No tempo que passamos separados, eu descobri do que gostava, tive experiências e entrei em alguns relacionamentos, mas não era para eu sentir algo pelo meu primo e mesmo assim pareceu o paraíso ver ele nu.
Ele se virou para mim e perguntou: — Você não vem?
Seu corpo agora de frente mostrava seu membro grosso e longo, com uma juba encaracolada na base. Senti todo o meu corpo estremecer com aquela visão. Ele era perfeito aos meus olhos.
— Claro que vou.
Quando respondi, ele pulou na água, saindo do meu campo de visão.
Tirei a camisa e o short, mas fiquei de sunga. Quando éramos crianças eu não me importava de tomar banho junto com ele completamente nu. Mas agora o meu corpo tinha mudado e não me senti à vontade para tirar a sunga. Pulei na água também, que estava morna, aquecida pelo Sol. Mergulhei, nadei contra a correnteza, às vezes deixava ela me levar, pisei no chão de argila e caminhei até ficar perto do meu primo.
Ficamos parados próximos da margem do rio. A gente dava risada sem motivo algum.
— Faz tempo que a gente não faz isso.
— Acho que eu era criança a última vez que nadei nesse rio. — Respondi.
O corpo dele começou a boiar, a barriga virada para o Sol e a visão da sua parte íntima outra vez. Eu queria esticar a mão e sentir a textura dos pentelhos dele. Claro que eu não podia fazer isso, era o meu primo e além do mais ele não era gay. Resolvi imitar ele e comecei a boiar também de barriga para cima. Ficamos com o rosto lado a lado, um sorrindo para o outro, um sendo o contraste do outro. Eu era branco como gesso, cabelo e olhos castanhos claros; ele era um índio de cabelos e olhos negros. Depois de um tempo ele parou de boiar e foi se sentar na margem do rio. Eu o segui. Quando me sentei ao seu lado, ele perguntou: — Por que não tirou a sunga também? Só estamos nós dois aqui. E mesmo que tivesse mais gente, não tem nada de errado em exibir o seu corpo.
— Desculpa. Acho que perdi o costume de nadar nu nesse rio.
— Ah, para. A cidade te deixou tímido. Você tinha que vir morar aqui comigo, eu te ensinaria a como ser livre e feliz.
— Eu sou feliz! — Respondi com pressa.
Ele deu risada.
— E livre, você é? — Ele perguntou olhando no fundo dos meus olhos. Eu senti minhas bochechas ficarem vermelhas. Eu não sabia por que estava reagindo assim, eu tentava ser racional e falar para mim mesmo que aquele era o meu primo, que já dividimos a cama inúmeras vezes e que não estava diante de um estranho. Mesmo assim a timidez tomava conta de mim.
— Eu não consigo. — Falei baixinho, me referindo a ficar nu naquele local público.
— Deixa que eu te ajudo.
Meu primo num impulso se jogou em cima de mim e antes que eu percebesse, ele já estava tirando minha sunga. Foi tudo tão rápido que não deu tempo de reagir. Ele balançou minha sunga na ponta do dedo indicador e depois atirou ela no rio, a correnteza a arrastou para longe.
— Agora sim. — Disse o meu primo satisfeito. — Vai me dizer que não se sente mais confortável?
Não, eu não me sentia. Cobri a minha virilha com as mãos, me senti vigiado e julgado.
— Relaxa cara. — Meu primo tentou segurou as minhas mão para que eu parasse de me esconder atrás delas. — Não precisa se preocupar com nada, confia em mim.
— Promete que você não vai rir? — Perguntei sem conseguir olhar em seus olhos.
— É claro que não vou rir! — Ele respondeu.
Lentamente tirei minhas mãos da frente da virilha, revelando o meu pau e os pentelhos entorno dele. Quando juntei forças para olhar para o meu primo vi que ele olhava para mim como quem me examina, interessado pelo meu corpo. Senti um impulso de me cobrir de novo, mas antes que eu fizesse isso, ele falou: — Você cresceu bastante. Eu acho que já está até maior do que eu.
Eu sabia que era mentira. Meu primo tinha um pau descomunal. Ele não estava falando sério sobre eu estar maior do que ele.
— Eu nunca tive a oportunidade de tocar no pau de outro homem. Posso tocar no seu? — O pedido inusitado dele me pegou de surpresa e antes que eu pudesse responder qualquer coisa ele já estava esticando a mão. — É branquinho, bem diferente do meu e a cabeça é rosada, uma cor bonita.
Eu não estava acreditando naquilo. Meu primo estava tocando e falando do meu instrumento. Ele deve ter percebido o espanto estampado em meu rosto porque falou: — Relaxa. Somos primos e não tem nada demais nisso.
— Desculpa. É que...
Meu pau começou a reagir ao toque dele. Foi ficando rígido e uma lágrima de pré-gozo começou a escorrer da cabeça.
— Você ficou animado — Falou o meu primo com um sorriso na voz.
Eu não sabia onde enfiar a minha cara. Era vergonhoso estar tão exposto. Ele não parecia entender isso, se sentia tão bem e tão à vontade. Eu queria ser um pouco como ele.
Quando pensei que não, ele começou a bater uma punheta leve para mim, indo e voltando com a mão segurando o meu pau.
— Você já fez isso alguma vez? — Ele perguntou.
— Várias vezes — Respondi.
— E chegou a gozar?
— Claro!
— Claro? Pensei que você era inexperiente com toda essa timidez que você tem.
Ele aumentou a velocidade no meu pau e segurou bem mais firme nele. Senti uma quentura tomar conta do meu corpo. Se ele continuasse eu iria gozar logo, logo. Ele se aproximando mais de mim, sua boca ficou perto da minha nuca, senti o seu hálito morno tocando em minha pele. Minha respiração ficou ofegante, eu senti o gozo vindo. Segurei em seu braço para tentar pará-lo, mas ele não parou e gozei em sua mão e na minha barriga. Um líquido denso e branco como cola. Meu corpo todo sentia o prazer de gozar, sensação essa que só os homens conhecem.
Quando as coisas se acalmaram um pouco, ele levou a mão suja de gozo até o nariz e inalou o cheiro que aquilo tinha.
— Credo. Você tem que comer mais abacaxi para isso ter um cheiro melhor.
— Desculpa. — Falei ruborizado.
Sem dizer nada ele simplesmente lambeu os dedos pegajosos, colocou tudo na boca de uma vez e engoliu o meu esperma. "Que cara maluco", eu pensei. Nunca tinha visto ninguém fazer isso. Nem as pessoas com quem eu já tinha me relacionado faziam isso. Ele saboreou aquilo como quem saboreia mel. Eu fiquei embasbacado.
— Que foi? Você nunca tinha feito isso antes? — Ele perguntou.
— Não. Eu nunca nem tinha pensado nisso.
— Pois deveria provar. Todo homem deveria provar do néctar da vida. — Ele deu uma risada para descontrair.
Por uns segundos ficou um silêncio entre nós dois. Ele claramente estava pensando em alguma coisa e eu queria saber o que era. Para matar a minha curiosidade ele confessou: — Eu venho aqui de vez em quando para me aliviar. O que eu queria de verdade era ter alguém para namorar. Eu só vejo outras pessoas quando vou à cidade fazer algum serviço. Já sai com alguns pessoas que conheci lá.
— Por que não passa alguns meses na minha casa? — Sugeri.— Eu posso te apresentar algumas pessoas.
— Eu gosto daqui, eu gosto da paz desse lugar. Só queria ter uma companhia mais íntima.
— Eu estou aqui agora. — Falei surpreso com a ousadia em minha voz. — E podemos nos divertir à vontade.
Ele olhou para mim como um animal selvagem olha para a sua presa. Eu não desviei os olhos, encarei ele de volta, mesmo que meu coração estivesse acelerado dentro do peito como um pássaro se debatendo em uma gaiola. Ele encostou os lábios dele nos meus e eram como uma fruta madura e macios como as pétalas de uma flor. Eu esperava que ele fosse áspero e bruto, mas era gentil e delicado. Levantei as minhas mãos para tocar em seu peitoral, deslizar meus dedos pela sua barriga definida e depois para as suas costas largas. Ele me colocou em cima do seu colo e eu senti seu pau já duro pressionando a minha bunda. O meu cuzinho piscou só de imaginar aquilo me penetrando, tão suave e tão firme.
Primeiro ele abriu a minha bunda com as mãos e com um dedo massageou o meu buraquinho. Em nenhum momento nossos lábios se afastaram, mantínhamos um beijo molhado e sedento. Quando eu me abri para ele, seu dedo entrou em mim sem pedir licença e deixei um gemido escapar dos meus lábios. Ter ele me tocando era um sonho que eu nem sabia que tinha. Quando ele colocou o outro dedo dentro de mim, me abrindo ainda mais, não aguentei, afastei a minha boca da dele e aproximei meus lábios do seu ombro. Eu queria sentir o gosto daquela pele marrom avermelhada. Mordi o ombro dele enquanto sentia o prazer de ter os seus dedos me explorando. Ele enfiava cada vez mais fundo e eu mordia cada vez mais forte o seu ombro, até sentir gosto de ferro em minha língua. Quando ele não aguentou mais ele deixou escapar um "Ai" e retirou os dedos de dentro de mim. Foi tão rápido que deixou meu cu piscando e ainda aberto. Afastei os meus dentes da sua carne e olhei em seus olhos.
— Está pronto? — Ele me perguntou.
— Estou.
Ele posicionou a cabeça bem na entradinha do meu orifício. Eu queria que ele acabasse com a tortura entrando todo de uma vez, mas ele ficou olhando em meus olhos sem fazer nada, enquanto o seu pré-gozo lubrificava o meu anel. Quando não pude mais esperar, apenas sentei em seu cacete e ele deslizou para dentro de mim. Levantei a cabeça para cima e soltei o gemido mais prazeroso de toda a minha vida. Eu sentia cada centimetro e largura daquele pau. Ele me abria, me alargava e tudo que eu queria fazer era guinchar de prazer. Pulei em seu pau, entrando e saindo de dentro de mim, indo mais fundo e depois voltando. Eu não queria que aquilo acabasse nem tão cedo. Até meu pau voltou a ficar duro enquanto roçava na barriga dele. Eu vi ele sorrindo de prazer e isso me encheu de satisfação. Eu nunca tinha fantasiado com meu primo, isso era uma surpresa para mim, mas eu estava amando aquela experiência. Não havia culpa ou conflito, apenas nossos corpos nus e um dando prazer ao outro.
Chegou num ponto que ele deitou as minhas costas no chão e ficou por cima de mim. Ele meteu com força e velocidade, parecia que já estava chegando no clímax. Meu cuzinho estava parecendo uma flor, sensível ao extremo, mandando arrepios deliciosos por todo o meu corpo. Não sei se isso é possível, mas eu literalmente tive um orgasmo pelo cu e depois senti o leite dele jorrando dentro de mim. Foi um deleite maravilhoso.
Cansado e ofegante ele deitou a cabeça em meu peito e ficou assim por um tempo, com seu pau ainda dentro de mim, mas agora parado e amolecendo. Eu também estava exausto depois de gastar toda essa energia. Eu abracei ele e ele me abraçou e ficamos assim debaixo do Sol.
Essa semana foi a melhor semana que passei na casa do meu tio. Me deu até vontade de me mudar para lá, mas eu era um rapaz da cidade grande, não aguentaria ficar muito tempo na fazendo. Quase todas as noites meu primo visitava o meu quarto ou eu visitava o dele e nos perdíamos um no outro.
Quando o dia de ir embora chegou, ele me abraçou e sussurrou em meu ouvido: — Eu mal posso esperar pela sua próxima visita. — E finalizou dando um beijo em minha bochecha.
Eu também mal posso esperar pela próxima visita.
Fim.