— Pode tirar a venda agora, Mateus.
Mateus tirou a máscara devagar.
E quase teve um treco.
Giovana estava parada na frente dele, iluminada apenas pela luz fraca que entrava pela janela. Vestia uma cinta-liga preta extremamente sensual, com meias finas subindo até o meio das coxas grossas. Uma micro calcinha de seda preta mal cobria o essencial, e um micro sutiã do mesmo tecido cobria apenas os bicos pontudos dos seios, deixando a maior parte dos seios cheios expostos. Os cabelos castanhos estavam presos em um rabo de cavalo alto, dando um ar ainda mais provocante ao visual.
Mateus ficou paralisado, boca entreaberta, olhos arregalados. O rosto dele ficou vermelho em segundos.
— Gi… — sussurrou ele, voz rouca e incrédula. — Caralho…
Giovana deu um passo à frente, com um sorriso lento e safado nos lábios.
— Parabéns pelos 20 anos, Mateus. Acho que você ainda merece aquela puta de presente que seus amigos queriam te dar.
Ela parou bem na frente dele, perto o suficiente para que ele sentisse o cheiro suave do perfume dela, e se ajoelhou entre suas pernas.
— Gostou?
Mateus engoliu em seco, sem conseguir tirar os olhos do corpo dela. As mãos dele tremiam levemente sobre as coxas.
— Gi… você… você tá… porra… eu nem sei o que dizer…
Giovana riu baixinho, claramente gostando da reação dele.
— Então não diz nada. Só aproveita.
O ar no quarto ficou pesado, carregado de tensão sexual. Mateus, o garoto tímido que acabava de completar 20 anos, estava completamente hipnotizado pela mulher madura que ele admirava — agora vestida como uma fantasia proibida bem na frente dele.
Giovana com um movimento lento e deliberado, de joelhos entre as pernas dele, olhou para cima, diretamente nos olhos dele, com um sorriso safado e voz suave:
— E agora… o que uma puta faria?
Mateus abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Seu pau já estava completamente duro, marcando a bermuda fina.
Sem esperar resposta, Giovana deslizou as mãos pelas coxas dele e baixou o short junto com a cueca de uma vez. O pau de Mateus saltou para fora, ereto, latejando e com a cabeça brilhando de pré-gozo.
Ela envolveu o membro quente com a mão direita e começou a acariciar devagar, subindo e descendo com movimentos suaves.
— O Lucas te mostrou o vídeo, né? — perguntou ela, ainda olhando nos olhos dele enquanto masturbava devagar. — Agora você vai poder fazer a mesma coisa comigo… só que ao contrário dele, você merece.
Mateus gaguejou, a voz tremendo:
— Gi… eu… eu não tô acreditando nisso… caralho… que delícia...
Giovana sorriu, maliciosa.
— Não tá, é? Menino travesso…
Ela se inclinou para frente, passou a língua devagar e sensualmente pela cabeça do pau dele, lambendo o pré-gozo com calma, circulando a glande com a ponta da língua.
Mateus soltou um gemido baixo, o corpo inteiro tensionando.
Giovana continuou, voz suave e provocante:
— Eu quero que você esqueça tudo hoje. Esqueça a academia, esqueça o Lucas, esqueça tudo. Hoje eu não sou a Giovana que você conhece… hoje eu sou o seu presente de aniversário.
Ela lambeu novamente, mais devagar, olhando para ele por baixo dos cílios.
— Eu sou a puta que seus amigos não puderam te dar.
Sem mais palavras, Giovana abriu os lábios e envolveu a cabecinha do pau dele com a boca quente e molhada. Começou a chupar devagar, sugando apenas a cabeça, a língua trabalhando em círculos lentos e provocantes enquanto a mão continuava masturbando a base com movimentos firmes.
Mateus gemeu mais alto, uma das mãos instintivamente indo para o cabelo dela, mas parando no ar, como se tivesse medo de tocar.
— Gi… porra… — sussurrou ele, a voz embargada de prazer e incredulidade.
Giovana tirou o pau da boca por um segundo, lambendo os lábios, e olhou para ele com um brilho safado nos olhos:
— Relaxa, Mateus… deixa eu te dar um parabéns de verdade.
E voltou a chupar a cabecinha, mais fundo agora, sugando com mais vontade enquanto a mão acelerava o movimento na base.
O quarto estava silencioso, exceto pelos gemidos baixos de Mateus e o som molhado da boca de Giovana trabalhando no pau dele.
Giovana manteve o olhar fixo em Mateus enquanto descia a boca mais fundo, engolindo boa parte do pau dele com calma. Seus lábios macios se esticando deslizavam devagar pelo comprimento, a língua pressionando a parte de baixo enquanto ela subia e descia com movimentos lentos e deliberados.
— Hmmm… que pau gostoso — murmurou ela, tirando a boca por um instante só para falar, a voz doce e provocante. — Tá tão duro pra mim… tão suculento.
Ela voltou a chupar, mais fundo agora, quase engolindo até a metade, fazendo um barulho molhado e lento. A mão dela masturbava a base em sincronia, devagar, apertando levemente.
Mateus gemia baixo, as mãos apertando o lençol da cama, a mente delirando de prazer.
Giovana tirou o pau da boca novamente, lambendo toda a extensão desde a base até a cabeça, olhando para ele com um sorriso devasso.
— Você gosta de ver a tia Giovana de joelhos te chupando, né? Olha pra mim… olha como eu tô sendo uma puta safada pra você.
Ela abriu a boca e deslizou o pau novamente para dentro, chupando mais fundo, relaxando a garganta para receber mais dele. Os movimentos eram lentos, sensuais, quase torturantes. A saliva escorria pelos cantos da boca dela enquanto ela mamava com vontade, gemendo manhosa ao redor do pau.
— Mmm… que delícia… — sussurrou ela entre uma chupada e outra. — Você tá pulsando na minha boca… tá gostando de foder a boca da sua putinha particular?
Mateus estava ofegante, os olhos semicerrados, mal conseguindo falar.
— Gi… porra… tá muito bom… eu… eu não aguento…
— Ainda não, aniversariante… eu quero chupar você mais um pouquinho. Quero sentir esse pau pulsando na minha língua… — Ela deu várias lambidas lentas e sensuais. — Olha pra mim… olha como eu tô sendo uma vadia safada só pra você hoje. Chupando esse pau gostoso como uma puta de verdade.
Ela abriu a boca e engoliu ele novamente, chupando mais fundo, mais molhado, a cabeça subindo e descendo com mais vontade agora. Os gemidos dela vibravam ao redor do pau, tornando tudo ainda mais intenso.
— Isso… geme pra mim… — sussurrou ela entre uma chupeta e outra. — Deixa eu ouvir o quanto você tá gostando de foder a minha boquinha…
Mateus estava no limite, o corpo inteiro tremendo.
Giovana acelerou um pouco o movimento da mão, mas manteve a boca trabalhando devagar na cabeça, sugando com força enquanto a língua circulava sem parar.
— Vai gozar pra mim, Mateus? — perguntou ela, voz doce e safada ao mesmo tempo. — Eu quero que você goze bastante… quero ver você enchendo meu rosto de porra.
Mateus gemeu mais alto, o quadril se mexendo involuntariamente.
— Gi… eu vou… eu vou gozar…
No mesmo instante, Giovana tirou a boca do pau dele com um som molhado. Continuou punhetando rápido e firme, apontando a cabeça do pau diretamente para o próprio rosto.
— Isso… goza pra mim — pediu ela, olhando nos olhos dele com um sorriso provocante. — Pinta o rostinho da puta que você ganhou de presente. Goza tudo em mim, Mateus… marca a sua vadia de aniversário. Quero ficar toda melada da sua porra.
Mateus não aguentou mais.
Com um gemido longo e trêmulo, ele explodiu. Jatos grossos e quentes de porra jorraram forte no rosto de Giovana. O primeiro acertou em cheio na bochecha esquerda, o segundo na testa, escorrendo pela sobrancelha. Mais porra pintou o nariz, os lábios entreabertos e o queixo. Um fio grosso escorreu até o pescoço e pingou entre os seios, sujando o micro sutiã.
Giovana manteve a mão trabalhando nele até o final, ordenhando cada gota, enquanto recebia tudo no rosto com um sorriso satisfeito e safado.
Quando terminou, Mateus estava ofegante, olhando para ela como se estivesse em outro mundo.
— Gi… caralho… esse foi… o melhor aniversário da minha vida… — murmurou ele, ainda tremendo.
Giovana lambeu os lábios, sentindo o gosto dele, e passou um dedo no queixo recolhendo um pouco de porra e lavando até a boca.
— Fico feliz que você tenha gostado, meu aniversariante… — respondeu ela, voz baixa e provocante. — Mas a noite ainda não acabou.
Ela continuou de joelhos, rosto melado de porra, olhando para Mateus com um brilho safado no olhar.
Mateus ainda respirava pesado, olhando para ela como se não acreditasse no que tinha acabado de acontecer.
— Gi… isso foi… foi incrível. Eu nunca… porra, nunca imaginei isso.
Ela riu baixinho de forma convencida, levantando-se devagar. A cinta-liga preta, as meias até o meio das coxas grossas e o micro sutiã que mal cobria os bicos pontudos dos seios deixavam ela ainda mais irresistível.
Giovana subiu na cama, montando no colo dele, o rosto sujo de porra viscosa bem perto do dele.
— Isso foi só o começo, aniversariante.
Ela se inclinou e lambeu o lóbulo da orelha dele antes de sussurrar:
— Me diz… tá gostando dessa fantasia? Quer que eu seja a puta barata que você contratou pra sua noite de 20 anos?
Mateus piscou, ainda atordoado de tesão, e assentiu rapidamente.
— Quero… porra, eu quero muito, Gi.
Ela deu um sorrisinho malicioso, inclinou o corpo para o lado e puxou a carteira dele do bolso da bermuda que estava no chão. Abriu, viu algumas notas velhas e pegou uma de dez reais.
— Olha só… o boquete que eu te dei agora custou dez reais — disse ela, balançando a nota na frente do rosto dele. — Mas se você quiser o serviço completo… vai ter que pagar mais vinte.
Mateus engoliu em seco, o pau já voltando a endurecer contra a coxa dela. Sem hesitar, ele pegou duas notas de dez reais da carteira e entregou para ela.
— Eu… eu quero tudo que tiver direito.
Giovana pegou o dinheiro, dobrou as notas devagar e guardou no elástico da cinta-liga, com um sorriso satisfeito.
— Assim eu gostei… cliente bom paga bem.
Ela se levantou, ainda vestida apenas com a cinta-liga preta, meias até o meio das coxas, micro calcinha e o micro sutiã que mal cobria os bicos pontudos. Foi até um ropeiro velho e pegou um casaco longo e fino que estava pendurado, vestiu por cima, fechando apenas alguns botões para cobrir o corpo sensual.
— Vem comigo — disse ela, estendendo a mão para ele. — Vamos pra um lugar mais emocionante.
Mateus se vestiu rapidamente e a seguiu. Após lavar o rosto, os dois saíram da casa em silêncio, caminhando pela areia escura da praia. A lua estava alta e o mar calmo. Giovana o levou até uma guarita de salva-vidas abandonada àquela hora da noite, um pouco afastada da casa.
Ela subiu primeiro a escada de madeira, Mateus logo atrás. Quando chegaram lá em cima, o vento leve batia no casaco dela. Giovana abriu o casaco devagar, deixando ele cair nos ombros, revelando novamente o conjunto provocante por baixo.
— Aqui ninguém vai ouvir os meus gemidos… nem os seus — sussurrou ela, encostando-se na parede da guarita. — Agora vem cá, seu gostoso. Você pagou pelo serviço completo.
Ela puxou Mateus pela camisa, beijou ele com fome e sussurrou no ouvido dele:
— Me fode do jeito que você quiser hoje. Eu sou sua puta de aniversário… usa meu corpo como você sempre sonhou.
Mateus, ainda tímido mas tomado pelo tesão, segurou a cintura dela e a virou de frente para a parede da guarita, ajoelhada de costas pra ele. Ele puxou a micro calcinha para o lado e posicionou o pau já duro na entrada molhada dela.
Giovana empinou a bunda, olhando por cima do ombro com um sorriso safado:
— Isso… soca gostoso. Me mostra o quanto você queria isso.
Mateus entrou nela devagar no começo, depois começou a estocar com mais força, gemendo baixo enquanto fodia Giovana ali, em cima da guarita, com o som das ondas ao fundo.
A transa começou a ficar intensa, Giovana começou a engatinhar enquanto era fodida, em determinado momento, eles desceram da guarita e ela se pendurou nas escadas enquanto Mateus ser perder tempo puxou sua calcinha de lado e começou a comer ela pendurada. A praia estava deserta, mas o clima de qualquer um que passasse pudesse vê-los deixava tudo mais excitante. Ela ali, de costas para ele, levando rola. A brisa marinha batia em seu rosto enquanto ela sentia as mãos firmes do rapaz cravadas em seu quadril.
— Isso, Mateus... que delícia! — ela gemia alto, a voz se perdendo no vento. — Não para... Me mostra o que você queria fazer o dia todo enquanto me olhava!
Mateus estava em transe. O toque da pele dela, a textura das meias finas e a visão daquela bunda redonda que ele cobiçava em silêncio agora eram dele. Ele a puxou com força, colando o peito suado nas costas dela e sussurrando no ouvido:
— Você não faz ideia de quantas vezes eu imaginei isso, Gi... ver você assim, todinha pra mim...
— Então me fode! — ela provocou, rebolando com força contra ele. — Me fode como se você fosse o dono do meu corpo todo! Me trata como uma vadia que você pagou pra ter essa noite!
O comando foi o gatilho. Mateus acelerou, as estocadas ficando mais profundas e sonoras — poc, poc, poc, poc. Giovana gemia sem controle, sentindo o vigor dos 20 anos dele.
— Me chama vadia, vai Mateus? Fala! — ela exigiu, virando o rosto para encontrar os olhos dele.
— Minha puta... minha vadia deliciosa — ele rosnou, a timidez completamente enterrada pela luxúria.
Ele a virou de frente, ele segurando suas coxas grossas para cima. O prazer era quase insuportável. Mateus enterrava o rosto entre os seios dela enquanto fodia com fúria, e Giovana arranhava as costas dele, incentivando cada movimento. Quando sentiram que o limite havia chegado, ele a apertou com força e explodiu dentro dela, ambos gritando enquanto o orgasmo os deixava sem fôlego sob o luar.
Minutos depois, eles estavam sentados lado a lado, com as pernas balançando para fora da guarita. O suor esfriava no corpo e o silêncio da madrugada trazia uma lucidez incômoda. Mateus estava com o olhar fixo no horizonte, as mãos inquietas.
— Gi... eu preciso te falar uma coisa. — A voz dele mudou; a confiança de segundos atrás deu lugar a uma vulnerabilidade profunda.
Giovana, que estava ajeitando o casaco, parou e o olhou. — Pode falar, Mateus.
— Foi a melhor coisa da minha vida, de verdade. Você é... perfeita. Mas eu me sinto um lixo. Eu aceitei vir pra cá, aceitei esse estágio... tudo porque eu sou apaixonado pela sal rimã desde sempre. Eu olho pra você e vejo o rosto dela, mas com um corpo que me deixa louco. Eu acho que... eu usei você pra tentar tirar ela da minha cabeça. É horrível dizer isso, né?
Giovana ficou em silêncio por um momento, processando a honestidade brutal do rapaz. Em vez de raiva, ela sentiu uma ponta de ternura. Ela sabia o que era ser usada, mas com Mateus era diferente — era um desejo confuso de juventude.
Ela se aproximou e colocou a mão no rosto dele. — Mateus, presta atenção. Eu sou dez anos mais velha que você. Eu já vi de tudo. Eu não estou brava porque você gosta da minha irmã. Na verdade, isso explica muita coisa.
Mateus a olhou, surpreso. — Você não tá com ódio de mim?
— Óbvio que não, seu bobo. A Júlia é linda, e você é um garoto incrível. O que aconteceu aqui foi um presente de aniversário, lembra? Eu quis fazer isso. — Ela deu um sorriso cúmplice. — Vamos fazer um trato. Isso morre aqui. É o nosso segredo, fica só entre nós. A Júlia não pode nem sonhar, senão ela nunca mais olha na sua cara.
— Eu sei... eu morreria de vergonha — ele admitiu, aliviado.
— E tem mais: eu vou te ajudar. Eu conheço a Júlia melhor que ninguém. Vou te ensinar a ganhar ela de vez. Você tem em mim uma aliada a partir de agora.
Mateus abriu um sorriso largo, sentindo o peso do mundo sair de seus ombros. — Acho que eu sou o cara mais sortudo do mundo, obrigado, Gi.
sol da manhã entrava forte pelas janelas da casa de praia, trazendo o cheiro de café fresco. Júlia acordou com a cabeça pesada da bebedeira da noite anterior, mas logo se levantou. Ao chegar na cozinha, encontrou Giovana e Mateus já sentados à mesa.
Giovana estava com um short jeans curto e uma regata leve, bebendo café calmamente. Mateus, que antes não conseguia nem manter o olhar nela por dois segundos, agora parecia relaxado, até sorridente.
— Bom dia, flor do dia! — Giovana disse, com um tom de voz leve e animado.
— Bom dia... — Júlia resmungou, sentando-se e esfregando os olhos. — Credo, que disposição é essa de vocês? Parece que ganharam na loteria. O que aconteceu depois que eu apaguei ontem, hein?
Mateus sentiu um frio na barriga, mas a cumplicidade com Giovana deu a ele um autocontrole novo. Ele olhou para Giovana e os dois soltaram uma risadinha curta, quase simultânea, daquelas que denunciam que há uma piada interna no ar.
— Nada demais, Júlia — Mateus disse, tentando controlar o sorriso. — A gente só ficou conversando na varanda sobre o estágio e... bom, a Gi me deu uns toques sobre como não ser tão travado na academia.
— É, o seu amigo é um ótimo ouvinte, Ju — Giovana completou, piscando para o rapaz. — Depois que você capotou, a gente resolveu dar uma volta na areia pra ver a lua e espantar o álcool. Acho que o banho de lua fez bem pra ele.
Júlia estreitou os olhos, alternando o olhar entre a irmã e o melhor amigo. — Banho de lua? Vocês dois? — Ela soltou uma risada anasalada, mas havia uma ponta de ciúmes genuíno ali. — Engraçado... eu chamo o Mateus pra caminhar na praia faz anos e ele sempre diz que tem preguiça ou que tá frio. Agora, bastou eu fechar o olho pra ele virar o atleta da madrugada com a minha irmã?
Ela pegou um pão de queijo com força, sentindo uma pontada de exclusão. — Me contem a verdade, o que vocês ficaram fazendo até tarde? Porque essa alegria toda não é só "conversa sobre estágio", não. Estão rindo de quê?
Giovana soltou uma gargalhada gostosa, recostando-se na cadeira e deixando as pernas cruzadas bem à mostra. — Para de ser paranoica, garota! Estamos rindo porque você ronca igual a um trator quando bebe tequila. A gente ouvia da areia!
Mateus acompanhou a risada, sentindo um alívio imenso pela saída estratégica que Giovana encontrou. — É verdade, Jú. Parecia que tinha um motor de barco dentro do quarto.
— Ah, vão se ferrar! — Júlia jogou um guardanapo neles, rindo contra a vontade, mas ainda sentindo que o "clima" entre os dois tinha uma eletricidade que ela não conseguia explicar. — Vocês estão muito engraçadinhos pro meu gosto.
— Bom, já que vocês estão tão cheios de energia, vamos logo para a praia — Júlia sentenciou, levantando-se. — Quero ver se esse "banho de lua" deu disposição mesmo ou se é só garganta.
— Pode ir indo na frente com as cadeiras, Ju. Vou só ajudar a Gi com a louça aqui e já desço — Mateus disse, com uma naturalidade que deixou Júlia estática por dois segundos na porta da cozinha.
Ela apenas assentiu, confusa, e saiu em direção à areia. Assim que o som dos passos dela sumiu, o silêncio na cozinha mudou de textura.
Giovana se aproximou de Mateus, que guardava o suco na geladeira. Ela parou bem atrás dele, sentindo o calor do corpo do rapaz, e sussurrou perto do seu ouvido:
— Você foi muito bem, aniversariante. Aprende rápido. Viu como ela ficou? Incomodada. O mistério atrai muito mais do que a entrega total.
Mateus virou-se, ficando a poucos centímetros do rosto dela. O cheiro de café e o perfume doce de Giovana ainda faziam seu sangue latejar, mas agora ele tinha um foco.
— Obrigado, Gi. Por tudo. Eu nunca imaginei que... — ele hesitou, olhando para a porta por onde Júlia saíra — ...que me sentiria assim.
Giovana deu um tapinha leve e firme no rosto dele, um gesto de carinho misturado com autoridade.
— Aproveita o dia. Seja o cara que ela não conhece. Mas não esquece... — ela deslizou a mão pelo braço dele, apertando de leve — ...o nosso segredo é o que te dá esse poder. Mantenha ele bem guardado.
Ele assentiu, os olhos brilhando. Giovana deu as costas e seguiu para o quarto para pegar o protetor solar, deixando Mateus sozinho na cozinha por um momento. Ele olhou para as próprias mãos, sentindo que o garoto tímido de 19 anos tinha ficado em algum lugar entre a escada da guarita e aquela mesa de café.
O feriado estava acabando, mas para Giovana, o verdadeiro jogo começaria na segunda-feira, quando o sorriso de Lucas encontrasse o novo olhar de Mateus. Ela finalmente não estava mais sozinha naquela guerra.