Escrever sobre carne e tinta é fácil; difícil é explicar como vim parar aqui. Meu nome é Micael. Se você já ouviu meu nome por aí, provavelmente foi em algum relato sobre a primeira vez da minha prima (só procurar no meu perfil)— um segredo de família que resolvemos dividir com o mundo. Aquele foi o começo de tudo, onde aprendi que minha pele negra, meus quase um metro e noventa e as mãos calejadas de jiu-jitsu servem para muito mais do que apenas lutar ou tatuar.
Eu carrego o que minha tia chama de "pecado" entre as pernas: vinte e três centímetros de um peso que já me rendeu casos viscerais no estúdio. E um desses casos aconteceu recentemente, provando que o desejo, quando é sujo, não pede licença.
O ar no estúdio estava saturado com o cheiro penetrante de álcool. Eu preparava a bancada; o som metálico das agulhas sendo organizadas era o único ritmo da sala, até que o sino da porta cortou o silêncio.
— Bom dia... Micael? — A voz era doce, mas carregava um rastro de malícia que estalou no ar.
— Bom dia. Sofia? — Levantei o olhar, deixando a flanela de lado. — Pronta para ser marcada hoje?
Ela não estava sozinha. Logo atrás aparecia Luís. Baixo, barba branca e o olhar de quem já viu de tudo. Ao apertar a mão dele — grossa e levemente úmida —, senti uma pressão diferente. Ele não me cumprimentou como um cliente comum; seus olhos percorreram meu porte físico com uma aprovação silenciosa, quase clínica. Havia um pacto mudo selado naquele aperto de mão. Ele não estava apenas me contratando para um desenho; estava me medindo para um propósito maior.
— Opa, mestre. Prazer, Luís. Vim trazer minha mulher para você riscar. Quero ver o trabalho de perto.
Apertei a mão dele — grossa e levemente úmida — e voltei ao computador. Enquanto fingia ajustar o desenho da serpente entrelaçada na rosa, eu a devorava. Sofia era pequena, de uma brancura que parecia brilhar sob as lâmpadas frias. O batom vermelho-sangue contrastava com o top minúsculo e o short jeans que parecia implorar para ser desabotoado.
O silêncio ficou espesso, pontuado apenas pelo tique-taque do relógio.
— Tá calor aqui, não tá? — Sofia perguntou, a voz ecoando suave.
Sentada na recepção, ela deslizou o botão do short. O tecido abriu, revelando a curva do ventre totalmente depilado. Respirei fundo, sentindo meu membro incomodar no jeans, latejando contra a coxa.
Luís soltou uma risadinha rouca, mas não tirava os olhos de mim. Ele não parecia incomodado com o meu tamanho ou com a forma como eu olhava para a esposa dele; pelo contrário, ele se alimentava daquela tensão.
— Calma, amor. O Micael é um profissional. Ele sabe exatamente como cuidar de uma pele tão... delicada. Trouxe você aqui porque ele parece ser o cara que faz o serviço completo. Do jeito que você gosta. — O peso que ele deu à palavra "completo" deixou claro que ele já tinha visualizado cada segundo do que viria a seguir.
Guiei os dois para a sala de procedimentos. Luís não ficou na recepção; encostou-se na parede, cruzando os braços com uma expectativa quase doentia.
— Deite na maca — ordenei, minha voz saindo mais grave do que eu pretendia. — Tira o top. Vou me virar para você se acomodar.
— Não precisa de cerimônia, Micael.
Virei-me. Sofia já estava nua da cintura para cima. Os seios eram firmes, com biquinhos rosados que já apontavam, rígidos pelo ar-condicionado ou pela adrenalina. Ela segurou a própria carne branca, apertando-a com um exibicionismo que fazia o sangue fugir da minha cabeça direto para o pau.
Calcei a luva de látex preta. O estalo do elástico contra o meu pulso pareceu um sinal de largada. Liguei a máquina. O zumbido constante preencheu a sala. A cada traço da agulha, Sofia oscilava entre o espasmo da dor e o arquejar do tesão. Eu trabalhava com pausas estratégicas, limpando o excesso de tinta com o papel absorvente, pressionando a pele dela mais do que o necessário apenas para senti-la tremer sob meus dedos.
— Ela tem um corpo maravilhoso, não tem, Micael? — Luís perguntou da penumbra.
— Uma tela impecável — respondi, concentrado em manter a linha reta enquanto a respiração dela batia no meu rosto.
— Olha que legal, amor... você quer ser usada pelo Micael?
— Adoraria ser... perfurada por ele — ela gemia baixo, as mãos descendo para o quadril. — Quero que ele me deixe toda marcada.
Eu não era ingênuo. Sabia que aquele era um convite aberto com a bênção do espectador. Decidi testar os limites.
— Deixa eu esticar a pele aqui para não borrar o traço — falei, mas em vez de tocar a área da tatuagem, minha mão esquerda envolveu um dos bicos rosados dela, dando uma puxada firme.
O gemido de Sofia foi alto, agudo. Ela começou a se contorcer na maca, enquanto seus dedos deslizavam para dentro do short, encontrando o clitóris. Luís, na parede, já tinha o pau para fora, tocando-se ritmicamente enquanto observava a cena com os olhos vidrados.
— Esta buceta não é linda? — Luís instigou. — Pode admirar. Ela se preparou toda para você hoje.
Desliguei a máquina e a afastei da bancada. O silêncio que se seguiu foi devastador. Retirei as luvas e as joguei no lixo, rompendo qualquer barreira profissional que ainda restasse. Acariciei a entrada do paraíso dela. Estava encharcada.
— Realmente — murmurei, sentindo o calor dela contra meus dedos. — Parece que ela está querendo um tipo de preenchimento que a minha tinta não alcança.
Ao sentir meus dedos a explorando, Sofia pareceu despertar de um transe. Com agilidade, ela se sentou na maca, ficando na altura dos meus olhos. Seus dedos ágeis voaram para o meu zíper. Houve um som arrastado de metal contra metal e meu membro pulou para fora, rijo e imponente. Ela olhou para o tamanho daquele "pecado" com um sorriso de lado e ajoelhou-se no chão de cimento queimado.
— Isso, amorzinho... essa pica tá gostosa? — Luís perguntava, a voz trêmula.
Sofia não conseguia responder. Apenas gemia, a boca cheia enquanto alternava entre engolir tudo até a base e lamber a glande com a ponta da língua devassa. O barulho molhado e rítmico da boca de Sofia no meu pau tornava tudo insuportavelmente excitante. Eu respirava forte, sentindo aquela boca quente, e minhas mãos calejadas de jiu-jitsu apertaram os ombros dela com força. Com um grunhido grave, descarreguei tudo na garganta dela, sentindo-a engolir cada jato com avidez.
Ela pareceu saborear o momento, lambendo os dedos sujos com um prazer exibicionista. Luís, no canto, aproximava-se do clímax, agarrando o rolo de papel toalha.
— Parece que você quer mais um pouco — Sofia sussurrou, olhando para o meu mastro que já estava ereto novamente.
Ela se deitou de bruços na maca, empinando a bunda em formato de coração. Abriu as pernas, deixando a vulva molhada e o ânus contraído livres para a minha escolha.Luís correu até a maca com a autoridade de quem entrega um presente valioso. Ele agarrou uma das bandas da bunda dela e abriu o caminho para mim, com um tapa estalado que deixou a marca da mão dele na pele alva. Ele queria que eu soubesse que, embora eu fosse a ferramenta, ele era o dono da situação.
-Vai Micael, pode meter nesta puta!- Luís falava olhando pra mim
Segurei meu pênis, lubrificado pelo sêmen e pela saliva dela, e introduzi cada centímetro. Sofia paralisou; a largura parecia esticar seus limites. Ela abriu a boca, a língua para fora, em um som que misturava dor e prazer absurdo. Quando finalmente botei tudo, parei por alguns segundos, sentindo aquele aperto rítmico me sugando.
— Por que parou, Micael? — Luís perguntava, masturbando-se com fúria de novo, a centímetros do rosto dela. — Pode meter sem dó na minha piranha!
Com aquelas palavras, a ética morreu e o animal assumiu. Comecei a socar forte. Meus músculos empurravam o corpo pequeno dela contra o couro da maca a cada estocada. O som da carne batendo contra a carne preenchia a sala. Se o marido queria ver aquele cu sendo esfolado, eu deixaria ele com o formato do meu pau.
— Continua! Mete mais forte em mim! Eu sou uma vagabunda! — ela gritava, arranhando a maca.
Agarrei a cintura dela, deixando meus dedos marcados naquela pele branca. Olhei para o marido.
— Posso gozar dentro do cu da sua putinha ou prefere ver sua esposa toda melada em outro local?
— Goza tudo dentro dela, deixa o cuzinho dela cheio de leite! — Luís respondeu, jorrando na cara da esposa no mesmo instante em que eu puxava a cintura dela contra mim.
Gozei tudo lá dentro, sentindo o buraco apertar e chupar cada gota. O silêncio voltou, apenas com o som das respirações pesadas.
— Eu tô acabada... essa foi a melhor foda da minha vida — Sofia murmurou, exaurida.
Vesti minhas calças. Com um movimento seco, puxei Sofia pelo braço e a ajeitei na maca novamente, tratando o corpo dela como a tela que deveria ser. Peguei o borrifador com antisséptico e limpei a pele dela com rigor, removendo cada traço de suor e fluidos, preparando a área para que a inflamação não arruinasse a arte. O contato do líquido frio fez Sofia estremecer, trazendo-a de volta à realidade do estúdio. Peguei um novo par de luvas, esterilizei a agulha e liguei a máquina. O zumbido voltou a dominar o ambiente, agora mais frio e técnico do que nunca.
— No meu estúdio — murmurei, enquanto a agulha voltava a perfurar a cabeça da serpente — o serviço é completo.
Luís, que observava tudo da penumbra com a calma de quem acaba de conferir a entrega de uma mercadoria, ajeitou o relógio no pulso e caminhou até o pé da maca. Ele não me olhou com gratidão, mas com a frieza de quem avalia um investimento. Olhou para a esposa, ainda exausta, e depois para o meu trabalho com a agulha.
— Aproveita, Sofia... — Luís soltou, a voz seca e desprovida de qualquer emoção que não fosse posse. — O Micael é pago para isso. Quero essa pele impecável e esse desejo saciado até a próxima sessão.
Ele deu as costas, voltando para a recepção para esperar o término da arte, deixando claro que, para eles, eu era apenas a máquina mais potente daquela salaAinda em abril vai sair uma série de contos de como minha tia e eu começamos a fazer sexo
