Olá! Esse é o episódio 4 da série e, como vocês talvez já tenham percebido, não existe uma linearidade cronológica, porque nossa ideia não era escrever uma série, mas tão somente um conto de um capítulo.
Como gostamos da repercussão, resolvemos deixar que o Demônio e a Megera contem sua história. Por isso, a série está fazendo um vai e vem gostoso no tempo, mas que pode confundir o leitor. Então, nesse começo, vamos procurar orientar o leitor para não se perder nessa bagunça.
Para uma boa leitura desse episódio 4, leia o episódio 2, pois um é continuidade do outro. Mas fique à vontade para ler os demais porque, de alguma forma, todos eles se conectam.
Bjs e boa leitura!
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Treino, trabalho, faculdade... Confesso que chegava à sexta-feira exausto, mas mesmo assim ainda estiquei até um barzinho depois da aula para um chopp. Nada muito demorado, mas o suficiente para me derrubar. Cheguei em casa, tomei um banho, vesti uma cueca, me atirei na cama e adormeci antes mesmo de encostar a cabeça no travesseiro, enrolado na coberta.
Despertei no dia seguinte com uma mão acariciando meu cabelo, um toque carinhoso e familiar. “Acorda, Demônio, para tomar o café da manhã que eu preparei para você”. A voz feminina, inconfundível, em sua versão mais suave. Ana Clara estava sentada na beira da cama.
- Estou há quase dez minutos tentando te acordar. Fica tão lindinho dormindo. Nem parece uma pessoa tão má.
A imagem do seu rosto lindo, o cabelo castanho claro, liso, escorrendo até o dorso, os olhos esverdeados, a boquinha e o narizinho perfeitos na pele branca, foi se formando, enquanto eu esfregava os olhos e me espreguiçava debaixo da coberta. Ana se curvou e me deu um beijo na testa, fazendo com que sentisse o calor do seu corpo próximo ao meu.
- Bom dia, Bela Adormecida. Eu preparei seu café da manhã. Você vai levantar ou quer que eu traga na caminha?
- Ana? Como você entrou aqui? – perguntei, ainda com a voz meio grogue.
- Duas possibilidades, vamos ver se você adivinha. Eu me transformei no Batman, escalei a parede e entrei pela janela ou em um fantasma e atravessei a parede do seu quarto. Será que você adivinha?
- Engraçadinha – resmunguei.
- Entrei pela porta, queridinho. Seu pai e sua mãe foram para o clube e ela falou para eu te acordar. Mas antes eu preparei seu café da manhã, que vai esfriar se você não levantar. E você tem que aproveitar seu dia de folga. Chega para lá um pouco – ordenou já me empurrando para o lado e se enfiando debaixo da coberta, deitando-se ao meu lado, jogando a perna em cima da minha e se aconchegando no meu peito.
- Ana, eu tô só de cueca, criatura – protestei, a perna dela encostando no meu pau duro com tesão matinal.
- E daí? Está com medo de que eu abuse de você? – falou com uma vozinha sensual, que eu não conhecia – Você se esqueceu de que eu sou assexuada?
- É verdade, a garota do Youtube – brinquei, já mais esperto, ainda meio incomodado com a situação.
Dizer que tínhamos muita intimidade é redundante, mas ficar deitado só de cueca com a Megera enroscada em mim daquele jeito era novidade, embora, verdade seja dita, aquele contato fosse muito gostoso, em que pese o constrangimento de estar de pau duro, algo que ela deve ter percebido. Ana Clara tinha aquela sexualidade estranha, mas não era nada ingênua e sabia do que era capaz de provocar nos homens, mas eu associei sua atitude aquele amor inesgotável que tínhamos um pelo outro. Retribuí o carinho, beijando sua testa, um gesto comum entre nós e a abracei carinhosamente.
- Uhn, assim, com esse abraço gostoso, eu não vou conseguir sair mais daqui.
Ficamos daquele jeito por alguns minutos, em silêncio, meu pau latejando dentro da cueca, duro feito uma pedra, que chegava a doer, mas a culpa não era minha. Ana Clara, além de linda, tinha se transformado numa mulher deliciosa, que em nada lembrava a magrela meio desengonçada que eu tinha conhecido pouco mais de dois anos atrás. Tinha seios médios e durinhos, que marcavam suas roupas, lindas pernas torneadas e grossas na medida certa, além de um traseiro que não era grande, mas era proporcional, durinho e carnudo, que dava vontade de morder. Ainda tinha um jeito meio moleque de andar e se comportar, mas até isso agregava um charme a mais àquela deusa.
Apesar disso, não conseguia vê-la como alguém com quem pudesse ter pensamentos libidinosos, o que na minha cabeça sugeria algo meio incestuoso. Só que a Megera começou a mudar. Não foi sutil nem abrupto, mas uma mudança acelerada, perceptível. O jeito de se vestir, a vaidade e, sobretudo, a forma como me tocava, olhava, abraçava, o tom de voz e as brincadeiras, tudo mudou desde aquele dia. E tudo isso foi fazendo aquele amor quase fraternal ser contaminado pelo desejo. Sorrateiro e saboroso no começo, para progredir para algo brutal e inevitável com o passar do tempo.
Ainda naquele dia, reparei que Ana Clara estava com um shortinho curto e folgado, com um pequeno recorte na lateral, que facilmente expunha a popinha daquele rabo maravilhoso. Também vestia um top canelado, que deixava a barriguinha de fora. Nada de anormal para uma mulher com o corpo perfeito e daquela idade, mas, quando reparei em seus trajes, cheguei a pensar que um E.T. havia se apropriado do corpo e da mente da minha então amiga.
- Que shortinho é esse, Megera? – perguntei, enquanto ela punha a mesa.
- Por que? Ficou feio?
- Não, ficou linda. É que você ficou mais feminina.
- Eu não era antes?
- É que agora está mais. Está sexy.
- Você não sabe como eu amei esse elogio, porque é exatamente como eu quero me sentir: mais sexy. Você, quando não está me sacaneando, parece sempre saber o que dizer para me deixar feliz. É por isso que eu te amo, Demônio.
- Tanto, que até preparou meu café da manhã, me acordou fazendo carinho. Só falta pagar um boquete.
- Só se você lamber minha buceta enquanto eu assisto meu programa preferido no Youtube.
- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Melhor a gente fazer um 69, então.
- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Safado! Vê lá se eu sou suas quengas – respondeu Ana Clara, se sentando no meu colo, enquanto eu degustava o café da manhã gentilmente preparado por ela, e ainda me dando torradinha na boca.
Esse tipo de diálogo era comum entre nós, mas agora carregava algo sutilmente diferente. Naquele dia, fomos para o clube encontrar com nossos pais. Passamos o final da manhã e parte da tarde. Almoçamos e bebemos cervejas conversando sobre coisas banais, mas teve algo que me chamou atenção. Não que eu nunca houvesse visto a Megera de biquíni, mas os que eu conhecia eram, digamos assim, bem formais. Não que seu lindo corpo pudesse passar despercebido.
Naquele dia, quase tive um troço quando me deparei com aquele espetáculo. Ela usava um biquini cortininha de oncinha, a calcinha pequena, com lacinhos nas laterais com amarração, os seios espetaculares estufando a parte de cima e a bunda praticamente toda de fora. Não chegava a ser um fio dental, mas muito provocante. E que bunda perfeita, senhoras e senhores.
- O que foi, Demônio? Estou feia? – provocou, com um arzinho sacana, quando me viu de boca aberta apreciando aquela visão deslumbrante.
- Feia? Você está linda. Diferente.
- Diferente como?
- Mais sensual.
- Uau! Você tirou o dia hoje para me deixar nas nuvens. Assim, vou acordar você todo dia fazendo carinho e preparar seu café da manhã – respondeu, dando uma voltinha sensual.
- Só se for com esse biquíni de oncinha.
- Tarado, respeita sua irmã postiça – respondeu, se pendurando no meu pescoço, colando seu corpo no meu, estalando um beijo delicioso na minha bochecha, fazendo meu pau reagir dentro da sunga – Obrigada pelo elogio, eu te amo, Demônio!
- Também te amo – respondi.
Logo que me desvencilhei do abraço, das garras da onça, me atirei na piscina para esconder minha ereção, mas teve algo que me incomodou mais do que isso. É que Ana Clara se tornou o centro das atenções masculinas e aquilo me deixou com uma pontinha desagradável de ciúmes. Desagradável, sim, mas porque inoportuna, embora da parte dela não houvesse qualquer razão para isso. A Megera não desgrudava de mim, sempre com toques, abraços e contato físico, de modo que parecíamos um casal de namorados.
Estávamos todos à mesa, uma das pernas de Ana Clara em cima da minha, os braços apoiados no meu ombro e eu com a mão apoiada em seu joelho, degustando cervejas geladas e aperitivos.
- Vocês dois são grudentos, mas hoje está demais. Não se desgrudam um minuto – brincou Letícia, mãe de Ana Clara.
- É que hoje ela me acordou me fazendo carinho, preparou meu café e eu fiquei apaixonado – respondi em tom de brincadeira.
- Apaixonados você já são há muito tempo, só não perceberam ainda – retrucou.
- É verdade. Por que não assumem e namoram de uma vez? Vocês formam um casal lindo – interveio minha mãe.
- Já parecem um casal mesmo, só falta assumirem o namoro – emendou Letícia.
Ana Clara sempre reagia a esses comentários com uma resposta desaforada, mas dessa vez não pareceu nem um pouco incomodada.
- Tia, a gente já namora, só que de um jeito diferente, como amigos. Assim, ele pode continuar saindo com as quengas dele – respondeu, com um jeito divertido.
- Que quenga que nada, rapaz. Com uma gata linda dessas, vai ficar correndo atrás de rabo de saia pra que? – interveio meu pai, nos colocando definitivamente no centro das atenções.
Tive vontade de responder dizendo que a praia dela era o Youtube, mas isso era segredo nosso. Jamais constrangeria minha amiga amada.
- Fica dando corda para eles, agora aguenta, Megera – admoestei minha “namorada”.
- Não fale assim com sua namorada na frente dos coroas, que assim eles vão ficar contra o namoro, amor! – interviu Ana Clara, me estalando um beijo no rosto, levando todos às gargalhadas.
- Isso aí, norinha, tem que tratar essa gata como uma princesa – voltou meu pai à carga.
Se eu fosse falar de tudo que aconteceu naquele período, teria que escrever um livro. Os contatos, as provocações, os toques, o descuido de Ana Clara com as roupas, com movimentos distraídos que deixavam mais do que deveria à mostra, aquela voz diferente, mais manhosa e sensual quando falava comigo, tudo isso era parte de uma rotina torturante, porque me pegava pensando nela a qualquer hora do dia e até tocando umas em sua homenagem. Quase todo nosso tempo livre era dedicado um ao outro e mesmo assim eu sentia saudade.
O problema é que eu tinha dificuldade de lidar com isso. Eu já era um cara relativamente rodado, não tanto quanto Ana Clara insinuava, e ela era virgem até de boca. Ela assumia isso sem problema e não se importava. Eu tinha um receio mortal de avançar o sinal e dar tudo errado, o que poderia resultar em perder sua amizade, algo que eu não conseguiria suportar. Sem contar com como isso repercutiria em nossas famílias, que se adoravam. E ainda tinha aquela sexualidade extravagante dela. Na contramão dos meus receios, o desejo que crescia a cada dia, quase se tornando sufocante. Eu estava apaixonado pela minha irmã postiça. Talvez, sempre tenha estado, como sugeriu sua mãe naquela tarde. Então, eu só deixava as coisas acontecerem, mas uma hora aquele caldeirão ia explodir.
Faltava uma semana para seu aniversário de 18 anos quando fui agraciado pelo banco em que trabalhava com uma viagem para um resort no litoral, com direito a acompanhante. E é claro que não poderia pensar em outra pessoa que não ela.
“Tenho uma surpresa para você, Megera, acho que vai gostar”
“Se a surpresa é sua, já estou gostando”
“Chega em casa da faculdade que horas?”
“Entre 9h30 e 10h”
“Tá, chego às 22:30, passo em casa, tomo um banho e dou um pulo aí”
“Ah, vem direto. Eu gosto de ver você todo socialzinho”
“E todo suado depois de passar o dia inteiro na rua?”
“Não tem importância. Favorzinho, Demônio”
“Tá bom. Não vá ficar mal acostumada”
“Vou esperar ansiosa pela surpresa. Bj”
“beijo”
Ana Clara me recebeu à porta com um vestidinho em estampa floral branco, linda de morrer. O vestido tinha duas alcinhas com amarras nos ombros, era justo, marcando seu troco e sua cintura, e folgadinho dali para baixo, indo até um pouco abaixo da metade das coxas. Abraçamo-nos daquele jeito apertado e demorado.
- Nossa, tá lindo vestido de homenzinho – provocou.
- Você também está linda vestida de mulherzinha – retruquei.
- Demônio! Eu sempre estou vestida de mulherzinha – reagiu, já me puxando pelas mãos até o sofá da sala.
Sentou-se ao meu lado, colocando a perna sobre a minha.
- Estou ansiosa para saber qual é a surpresa. Quer que eu pegue uma cerveja?
- A-do-ra-ria – respondi, empolgado com a ideia, o corpo moído da semana de rotina.
Voltou com uma lata e dois copos. Encheu-os e eu bebi um gole generoso.
- Conta logo!
- Posso fazer suspense?
- Claro que não, Demônio. Porra, já basta a ansiedade o dia inteiro. Vai me torturar agora?
- Tá bom! Ganhei do banco uma viagem para um resort no litoral, com direito a acompanhante. Um final de semana inteiro. Adivinha quem eu estou convidando para ir comigo! Daqui a duas semanas. A gente ainda pode esticar um pouco para aproveitar o feriado.
Seu primeiro olhar foi meio que de espanto, tentando processar o que acabava de ouvir. Em seguida, seus olhos se iluminaram, se arregalaram e o sorriso mais lindo que eu já vi foi se formando em seu rosto.
- Caralho, André, me belisca! Passar um feriadão todo com você no litoral? Isso é um sonho? Me belisca.
Obedeci, inebriado com a felicidade genuína em seu rosto.
- Aaaaiiii! Não precisa me arrancar um pedaço – protestou, antes de fazer carinha de safada – A gente vai fazer sexo?
- Claro, e você vai poder me oferecer vários boquetes.
- Kkkkkkkkkkkkkkkk. Mas você vai ter que lamber minha buceta também.
- Se estiver limpinha e cheirosinha, tudo bem.
- Tá me chamando de fedorenta, Demônio?
- Kkkkkkkkkkkkk. Não vou ganhar um abraço pela surpresa?
Ana Clara pulou no meu colo, as pernas ao redor das minhas, e me deu um abraço tão efusivo que chegou a doer, fora a sessão de beijos no rosto. Quando desgrudou de mim, ainda sentada nas minhas pernas, seus olhos estavam lacrimejando.
- O que foi, gatinha?
- Nada, é que eu tô um pouco emocionada. E agradecida por ter alguém como você na minha vida.
Uma lágrima desceu pelo seu rosto. Eu a enxuguei com o dedo, o coração pulsando mais forte no peito. Pela primeira vez, eu tive ímpeto de beijá-la, mas me controlei.
- Eu também sou grato por ter você, princesa – respondi.
Ana deu um pulo do meu colo, se recompondo da emoção.
- Deixa eu tirar esses sapatos, que seus pezinhos de moça devem estar moídos aí dentro – falou, já se sentando no chão.
Sem me dar tempo de reagir, tirou um, depois o outro. Em seguida, tirou as meias.
- Está melhor assim?
- Ufa!
- Coloca os pezinhos no meu colo, que eu vou fazer uma massagem.
- Uau, vou te convidar para viajar mais vezes.
Ela deu uma risadinha e começou uma massagem deliciosa, o toque de suas mãos fazendo um arrepio gostoso subir pelo meu corpo. Só me entreguei.
- Está gostando?
- Está uma maravilha, Megera.
Ficamos em silêncio. Por cerca de dez minutos, me deliciei com aquele carinho relaxante. Depois, resolveu tirar minha camisa, desabotoando botão por botão.
- Quer tomar um banho, Demônio?
- Eu não tenho toalha.
- Isso é o de menos. Eu pego uma para você. Pera que eu vou pegar uma bermuda e um chinelo também.
- Mas não tem cueca.
- Eu te empresto uma calcinha minha – respondeu, já se encaminhando ao quarto.
- Deixa eu ir em casa me trocar, criatura.
- Não! Vai atrapalhar a suruba dos coroas.
- Eles estão lá em casa?
- Jogando buraco. Vão varar a madrugada. Sabe com eles são – gritou lá do quarto.
Logo voltou com a toalha, uma bermuda, um chinelo e uma camiseta que eu havia deixado em sua casa. Ah, e a calcinha. Estava a fim de me zoar, né?
- O que é isso, Ana Clara? – perguntei fazendo gesto de incredulidade com a cabeça.
- É uma calcinha boxer. Improvisa, uai!
- Você está louca que eu vou vestir sua calcinha. Isso vai esmagar o meu pau e ficar entrando na minha bunda.
- Kkkkkkkkkkkkkkk. Se não quiser, vai ficar com esse badalo balançando dentro da bermuda.
- Eu prefiro assim.
- Está com receio de gostar de usar calcinha?
Nem dei ideia. Deixei a calcinha na mão dela e entrei no banheiro para tomar banho. Quando saí, alguns minutos depois, Ana Clara estava na cozinha.
- Nossa, tomou banho rápido – exclamou.
- Claro, meninos tomam banho rápido e não usam calcinha.
- Acho que você gostou da ideia de usar minha calcinha. Só ficou com vergonha. Pega uma cerveja na geladeira e coloca pra gente.
Essa era uma ordem que eu não desobedeceria de forma alguma. Abri a geladeira, peguei a cerveja e servi dois copos.
- O que você está fazendo?
- Pipoca, pra gente ver um filminho lá no quarto.
- Pipoca com cerveja?
- Não combina com cerveja, mas combina com filme. Ou você prefere guaraná?
- Você hoje está com um senso de humor afiado – respondi, abraçando-a por trás.
Não resisti à tentação de tirar um sarrinho vendo-a com aquele vestidinho e fazendo pipoca. Deixei que meu corpo colasse no dela e a envolvi pela cintura. O contato do meu pau com sua bunda foi uma sensação maravilhosa e eu também tinha direito de provocar um pouco. A Megera deu um pulo e soltou um gritinho. Dei um beijo em seu pescoço.
- Ai, André, me deixou toda arrepiada – reclamou, sem me repelir.
Dei outro beijo e acariciei sua barriguinha, fazendo com que soltasse um gemidinho.
- Você se incomodaria de me abraçar e me deixar arrepiada beijando meu pescoço numa hora em que eu não esteja fazendo pipoca? Olha só como eu fiquei arrepiada – choramingou, levando minha mão até sua coxa e a fazendo escorregar por baixo de seu vestido.
E estava mesmo. Foi a segunda vez naquela noite que tive ímpeto de beijá-la. Resisti, mas sua reação receptiva à minha investida me deixou com a nítida impressão de que as coisas iam escalar dali para frente. Se a razão resistia, o desejo não queria parar e o corpo estava pendendo para o lado do segundo.
- Tá bom – falei desgrudando dela e dando um tapinha em seu traseiro.
- Ui – ela reagiu dando uma risadinha fazendo uma carinha de quem adorou a ousadia.
Assistimos ao filme recostados na cabeceira de sua cama abraçados, bebendo cerveja, comendo pipoca e trocando carícias, como um casal de namorados. Foi quando me arrependi de não ter aceitado usar sua calcinha, porque fiquei de barraca armada quase durante todo o filme, pelo menos a parte a que consegui assistir. Ela percebeu. Claro, que percebeu, porque não havia como ser diferente.
Acabei adormecendo com o peso da exaustão no meio do filme e acordei já de manhã. Estava deitado de lado, seus seios pressionando minhas costas, sua respiração na minha nuca e sua mão enlaçando minha cintura.
Estava chegando a hora de dar um rumo aquilo, que eu não entendia exatamente o que era, mas sei que experimentava uma mistura brutal de paixão com desejo. Se Ana não era louca, seus sentimentos por mim também haviam mudado e seu interesse sexual havia se deslocado do Youtube para uma pessoa de carne e osso: eu. Mesmo assim, o receio de não ser correspondido ou estragar tudo me oprimia o peito, mas as respostas viriam em muito breve.
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Esse é um conto autoral, inédito e produzido com exclusividade para a Casa dos Contos.
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São 561 páginas de pura safadeza, com temas e histórias bem picantes, polêmicos e brutalmente excitantes.
A leitura é grátis para quem é assinante Kindle, mas vale a pena o investimento no e-book para quem não é. Uma mixaria muito bem gasta.
Adoramos receber comentários e ficamos super excitados quando as pessoas nos seguem, porque também gostamos de seguir autores bem safadinhos, assim como nós.