Quero lembrar que essa história já estava pronta só estou finalizando detalhes mais resultado será o mesmo da história original agradando ou não todos kkkk
Boa leitura
*Dentro do avião - Voo Rio de Janeiro / Roma - 15:40*
_Pela ótica de Marina_
O avião estremeceu na decolagem. Meu estômago não. Meu estômago já estava revirado há horas. Desde que larguei a aliança na pia e o Lucas na sala.
Encostei a testa na janelinha. Lá embaixo, o Rio de Janeiro ficando pequeno. O Cristo, a praia, nossa casa... tudo ficando pra trás. Igual eu me sentia. Pequena. Suja. Lixo.
Fechei os olhos. E o filme rodou. Tudo. Na ordem que destruiu a gente.
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*2025. Metade do ano. Escritório novo.*
Eu entrei feliz. ADM era minha vida. 4 meses e meu talento foi visto. Rodízio em ADM, me chamavam. Fui convidada pra um projeto grandioso. Caí nas graças do diretor da empresa. Ele disse na minha cara: "Se esse projeto for um sucesso, você será promovida. Diretoria."
Tudo bem na vida profissional.
Em casa... Lucas fazendo plantão atrás de plantão. Trabalhando duro. Cirurgião não tem hora. Eu chegava tarde, tentava tocar no marido, ele evitava. "Sono, Marina. Tô cansado." Quase não tínhamos diálogos em casa.
Eu entendia. Achava que era passageiro. Logo ele voltaria à rotina. Só que se estendeu. Sem conversa. Sem sexo. Sem nós.
Não que isso fosse desculpa pra eu, Marina, fazer o que fiz. Não tem desculpa.
*A Comemoração no Restaurante*
Eu e meus 3 colegas de trabalho fomos comemorar num restaurante. Afinal, iríamos fazer um grande projeto.
Henrique foi o cara que mais me dava força. Sempre educado.
Isabela, a doida introvertida que dava em cima de todo mundo.
Ricardo, um cara bonito, sedutor. Mas que estava na cara que era o conquistador barato e dava em cima de mim como se quisesse que eu fosse mais um troféu dele. Eu, educadamente, ria. Sou educada. E ele era meu chefe.
Bebemos. Nesse dia bebi mais do que devia. Estava feliz.
No fim eu ia voltar pra casa, mas estava atordoada. Eu ia pegar um Uber, mas Henrique disse que me levaria pra casa. Eu não queria. Ele insistiu. Aceitei.
Dentro do carro fomos rindo, alegres sobre a conquista. Falei do meu relacionamento quando o carro parou perto do meu condomínio.
Eu lembro que levantei, mas fiquei meio tonta e caí de novo no banco do carro. Henrique rapidamente tentou me ajudar.
Nessa hora nos olhamos. Ele me beijou. E eu, por carência, falta... ou sei lá... correspondi.
Lembro dele me puxar pro colo e afastar minha calcinha.
Na hora que ele me penetrou, eu lembrei do meu marido. Da pessoa que me amava. E do que eu estava fazendo. Igual a minha mãe fez.
E senti nojo. Eu chorei. Tanto que Henrique me tirou de cima dele.
Ele disse algo mais... eu queria sair dali. Ele prometeu que nunca falaria pra ninguém.
Cheguei antes do Lucas. Destruída. Fiz coisas que não lembro em casa. Deitei e dormi.
Quando acordei, eu prometi: nada disso aconteceria. Lucas nunca saberia. E eu seria a melhor esposa.
*Depois Disso*
Passei a me arrumar melhor. Tentar fingir normalidade. Tentar ficar mais linda, achando que aquilo apagaria o que eu fiz.
Teve um evento, festa do dono da empresa. Nesse dia Ricardo estava mais educado, mas mesmo assim dando em cima. Lucas notou. Me questionou. Mas no meu ver, era chance zero do Ricardo conseguir algo comigo. Eu amava o meu marido.
*A Madrugada com a Ana*
Numa noite, depois de atacar e beijar ele e transarmos como há muito tempo não fazíamos...
De madrugada, minha alma queimava. Eu levantei devagar e fui até o banheiro. Eu liguei pra Ana, uma amiga minha.
Ela assustada: "Marina? 3h da manhã, aconteceu algo?"
Aí eu desabei. Contei sobre o que eu fiz com o Henrique. Eu precisava desabafar. Minha amiga me aconselhou a não contar nada. E seguir com Lucas, sendo a melhor esposa. Que aquilo tinha sido só um deslize.
Lucas me pegou na ligação. Me assustei e disse que era Ana. Mas acho que ele não acreditou. E brigou muito comigo. Ciúmes.
Acho que no lugar dele, ficaria desconfiada também.
*O Dia da Quase Perda do Projeto*
Teve um dia, depois da apresentação do pré-projeto. O investidor pensou em cancelar o projeto. E disse que eu era muito nova pra estar responsável por aquele projeto.
Ricardo que convenceu ele a dar uma chance.
Só sei que Ricardo continuou lá, com cara, conversando, convencendo. Eu saí dali arrasada.
Fui em um restaurante ali perto e bebi 4 doses de whisky. Eu achei que ia tudo por água abaixo.
Mas Isabela veio e me buscou e disse: "Vamos. Ricardo convenceu o investidor a seguir com o projeto, mas você tem que melhorar a pré-apresentação e mandar por email pra ele essa semana."
*A Noite no Escritório com o Ricardo*
Eu voltei já pro escritório. Já era tarde da noite. Henrique trabalhava na sala ao lado, nas imagens. E eu, dentro, desenvolvendo.
Mas estava muito mal. Tomei mais whisky. Escondida na sala. Eu estava com problema em casa e agora meu serviço.
Foi quando Ricardo veio. Começou conversa educadamente. Eu, meio alta, sob pressão, comecei a chorar.
Nessa hora ele abraçou. Não sei por quê, não parecia que tinha intenção.
Mas eu fui olhar pra ele, ele me beijou. E começou a passar a mão pelo meu corpo.
E eu pensei: "Não. De novo não." Empurrei ele. Corri dali.
Cheguei em casa e fui chorar no banheiro. No sábado. "Como pude deixar isso me acontecer de novo? Sou lixo de mulher."