Meu Chefe Roubou Minhas Esposa Fiel! Capítulo 2

Um conto erótico de Drjack66
Categoria: Heterossexual
Contém 3208 palavras
Data: 28/04/2026 13:07:18

Acordei antes do despertador, o coração batendo forte pra caralho no peito. O corpo já sabia que ia ter merda naquele dia, mesmo antes da cabeça processar. O quarto ainda tava escuro, aquela luzzinha mixuruca da manhã não tinha conseguido furar as persianas. Do meu lado, o Carlos dormia pesado, a cara relaxada, os lábios meio abertos, a respiração tranquila de quem não tem porra nenhuma pra se preocupar.

Senti uma inveja fodida. Ele dormia. Ele esquecia. Ele não tinha a menor ideia do que eu ia ter que aguentar.

*Eu vou aguentar*, falei pra mim mesma. *Por ele. Pela gente.*

Mas a voz saiu fraca, uma mentirinha que eu tava tentando empurrar goela abaixo.

Levantei devagar, fui pro banheiro, me olhei no espelho. A cara tava um caco. As olheiras mais fundas que ontem. Os olhos castanhos, que já foram cheios de vida, agora pareciam apagados, sem brilho. Toquei o rosto bem no lugar onde os dedos do Sérgio tinham parado na noite anterior e senti um arrepio desgraçado.

A aliança ainda tava no dedo. Tirei com um puxão seco e enfiei na gaveta.

— É só por hoje — murmurei. — Amanhã eu coloco de volta.

Mentira. Eu sabia que era mentira.

No escritório, a Cláudia já tava na mesa dela. Os olhos dela passaram pela minha roupa — a saia cinza, a blusa de seda, os óculos — e depois pararam no dedo vazio.

— Você tirou.

— Ele pediu.

— Ele sempre pede. — A Cláudia baixou a voz. — E você vai dar tudo o que ele pedir, uma coisa de cada vez, até não sobrar nada de você.

— Não vou dar porra nenhuma.

— Já deu. — Ela apontou pro meu dedo nu. — Começou pequeno. Amanhã é outra coisa. E depois outra. E outra. Até você não se reconhecer mais no espelho.

Quis responder, mas as palavras travaram na garganta.

O interfone chiou. A voz do Sérgio encheu a sala.

— Marina. Entra.

Não era pedido. Era ordem.

Ele tava sentado atrás daquela mesa de mogno que parecia um trono de filho da puta. Não levantou quando entrei. Não deu bom dia. Só ficou me olhando com aqueles olhos pequenos de porco, castanhos, que pareciam enxergar através da roupa, da pele, de tudo.

— Fecha a porta.

Fechei.

— Chega mais perto.

Cheguei, parando a um metro da mesa. Mesmo sentado, o desgraçado era grande. Ombros largos, barrigão derramando por cima do cinto, mãos pesadas apoiadas na mesa como duas patas.

— A aliança — ele disse. — Cadê?

— Deixei em casa.

— Por quê?

— O senhor pediu.

— Eu não pedi. Eu mandei. — Ele inclinou a cabeça, me olhando como se eu fosse um bicho de laboratório. — Você tirou porque eu mandei. Não porque quis. Essa é a diferença entre obediência e submissão. Você ainda não entendeu porra nenhuma.

— O senhor quer que eu entenda?

— Quero. — Ele se levantou. A altura do filho da puta me fez recuar um passo sem pensar. — E vou ensinar. Do meu jeito.

— Eu sou funcionária. Não sou...

— Você é o que eu disser que você é. — Ele deu a volta na mesa, chegando perto com aquela calma de predador que sabe que a presa não tem pra onde correr. — Aqui dentro, você não é nada além do que eu deixo. E eu deixo você respirar porque ainda não me irritou o suficiente pra tirar isso de você.

— O senhor não pode...

— Posso tudo. — Ele parou a um palmo de mim. — Eu sou o dono. Eu faço as regras. Eu escolho quem fica e quem cai fora. E você, Marina... você fica porque eu quero. Não porque precisa. Porque eu quero.

Meu coração disparou. As mãos suavam. Ele tava tão perto que eu sentia o cheiro de tabaco e colônia, o calor daquele corpo enorme.

— O senhor quer o quê, exatamente?

— Quero que você aprenda o seu lugar. — Ele levantou a mão e tocou minha cara. Não foi carinho. Foi posse. Os dedos grossos apertaram minha mandíbula, me forçando a erguer a cabeça. — Quero que você entenda que, de hoje em diante, você me pertence. Não ao seu marido. Não a você mesma. A mim.

— Isso é...

— É o que é. — Ele soltou minha cara e deu um passo pra trás. — Hoje, depois do expediente, você vai ficar. Vamos conversar sobre o seu futuro na empresa. Sozinhos.

— O expediente acaba às seis.

— O seu acaba quando eu disser que acabou.

Passei o dia inteiro num estado de ansiedade que beirava a loucura. Cada telefonema, cada e-mail, cada passo no corredor era uma batalha que eu vencia contra o medo. Pensei no Carlos. Pensei em ligar pra ele, pedir ajuda, contar tudo. Mas o que ele ia fazer? Ia perder o emprego. A gente ia perder a casa. Ia perder tudo.

Pensei no Sérgio. Na mão grossa apertando meu rosto. Nos olhos que me devoravam. Na voz dizendo *você me pertence*.

E senti medo. E senti uma coisa a mais. Uma coisa que me deu uma vergonha do caralho.

Às oito da noite, o escritório tava vazio. A Cláudia já tinha ido embora. Só eu e o Sérgio. A sala dele tava na penumbra, só com a luz do abajur em cima da mesa.

Bati na porta.

— Entra.

Ele tava sentado, os óculos de leitura no nariz, os dedos grossos folheando um contrato. Não levantou os olhos.

— Fecha a porta.

Fechei.

— Chega mais perto.

Cheguei, parando a um metro e meio.

— Mais.

Dei mais um passo. Agora ele podia me tocar se esticasse o braço.

— Você sabe por que eu mandei você ficar?

— Pra discutir meu futuro na empresa.

— Pra discutir o seu futuro comigo. — Tirou os óculos, recostou na cadeira. — O seu futuro aqui depende de uma coisa: obediência. Obediência total. Sem pergunta. Sem hesitação.

— O senhor tá falando de...

— Tô falando do que você vai fazer agora. — Ele se levantou, deu a volta na mesa, parou na minha frente. A altura dele me obrigou a erguer a cara. — Você quer proteger o seu marido? Quer manter o emprego dele? Quer continuar pagando as contas?

— Quero.

— Então me prova.

— Como?

Ele não respondeu com palavras. Sentou de novo na cadeira e apontou pro chão, entre os pés dele.

— Ajoelha.

Meu coração parou.

— O quê?

— Você ouviu. Ajoelha.

— Eu não...

— Ajoelha, Marina. Ou amanhã o seu marido recebe a carta de demissão.

Olhei nos olhos dele. Não tinha saída. Não tinha apelo. Só a certeza de quem sabe que tem todo o poder na mão.

Devagar, com os joelhos tremendo, eu me ajoelhei. O chão tava frio pra caralho. A saia subiu, mostrando as coxas. Senti a humilhação queimando como fogo.

— Boa menina — ele disse. — Tá aprendendo.

Ele abriu o zíper. Tirou o pau pra fora.

Eu nunca tinha visto uma porra daquelas. Era enorme. Não só no comprimento — devia ter mais de vinte centímetros — mas na grossura. As veias azuladas subiam pelo comprimento que nem cordas, e a cabeça, roxa e brilhante, já tava molhada. O cheiro era forte, uma mistura de sabonete caro com macho no cio. Era assustador. Era fascinante. Era o tipo de coisa que eu nunca imaginei que existisse.

*Meu Deus*, pensei. *Isso não vai caber na minha boca. Não vai caber em lugar nenhum.*

— Gostou do que viu? — ele perguntou, a voz baixa.

Não respondi. Não conseguia.

— Abre a boca.

— Sr. Sérgio...

— Abre a boca, Marina. Ou eu vou achar que você não quer proteger o seu marido.

Abri.

Ele não foi gentil. O pau entrou na minha boca de uma vez, e eu senti a garganta se abrir pra receber aquela coisa. Os lábios esticaram, a mandíbula doeu, e a baba começou a escorrer pelo canto da boca.

*É grande demais*, pensei, enquanto ele começava a meter. *É grande demais e eu não consigo respirar. O que eu tô fazendo? O que ele tá fazendo comigo?*

Minhas mãos agarraram as pernas dele, tentando me equilibrar, enquanto ele segurava meu cabelo com força, mandando no ritmo.

— Isso — ele gemeu, a voz rouca. — Você é boa nisso. Muito boa.

*Não sou boa*, pensei, as lágrimas escorrendo. *Não quero ser boa. Quero estar em casa, com o Carlos. Quero estar na nossa cama, na nossa vida. Quero ser a mulher que eu era.*

Mas o corpo não obedecia. A boca continuava, a língua pressionava as veias, e eu sentia o gosto amargo, o cheiro forte, o peso daquele homem na minha garganta.

*Por que eu não consigo parar?*, me perguntei. *Por que meu corpo tá respondendo? Por que eu tô molhada?*

A resposta veio, cruel pra caralho: *Porque você quer. Porque, lá no fundo, você sempre quis. Só não sabia.*

Foi aí que a porta abriu.

— Dr. Sérgio? — A voz do Carlos encheu a sala. — Desculpa incomodar, mas o senhor pediu os relatórios do setor de projetos.

Eu congelei.

Tava embaixo da mesa. A saia levantada, os joelhos no chão, a boca cheia do pau do Sérgio. Meu marido tava a menos de dois metros de mim. Eu ouvia a respiração dele. Sentia a presença dele.

*Carlos*, pensei, o desespero subindo. *Carlos, não. Por favor, não me vê. Não me vê assim.*

— Deixa em cima da mesa — o Sérgio disse, a voz perfeitamente calma. — Pode ir.

O Carlos se aproximou. Eu via os sapatos dele — os mesmos sapatos que eu ajudei a escolher, que ele usou no dia do casamento, que andavam do meu lado toda noite. Os sapatos pararam a centímetros da mesa.

*Ele tá bem ali*, pensei. *A um passo de mim. Se ele se abaixar, vai me ver. Vai ver a mulher que ele ama de joelhos, com a boca cheia do pau do chefe.*

A mão do Sérgio apertou meu cabelo. Não era carinho. Era um aviso. Um lembrete de que eu não podia me mexer. Não podia sair dali. Não podia fazer nada além de ficar imóvel enquanto o meu marido falava com o homem que tava me usando.

— Tá tudo bem, Dr. Sérgio? — o Carlos perguntou. — O senhor parece... tenso.

— Só cansado. — A mão do Sérgio apertou mais forte. — Deixa os papéis e vai. Preciso terminar uns assuntos.

— Claro. — O Carlos colocou os documentos na mesa. — Desculpa a interrupção.

— Não interrompeu nada. — O Sérgio sorriu, e eu imaginei o sorriso enorme e triunfante. — A propósito, Carlos, sua esposa tá fazendo um trabalho excelente. Muito dedicada.

— Eu sei. — A voz do Carlos tava cheia de orgulho. — Ela é especial.

*Especial*, pensei, as lágrimas caindo. *Ele acha que eu sou especial. Ele não sabe. Nunca vai saber.*

— É, sim. — O Sérgio fez um carinho no meu cabelo, um gesto que o Carlos não podia ver. — Muito especial.

Os sapatos do Carlos se afastaram. A porta fechou.

Meu corpo inteiro tremia. O alívio foi tão forte quanto o desespero. Eu não tinha sido descoberta. Mas de algum jeito aquilo era pior. Porque agora eu tinha que continuar. Porque agora eu sabia o que era estar a centímetros de perder tudo.

— Continua — o Sérgio mandou, puxando meu cabelo.

— Não... eu não posso...

— Pode. — A voz dele era uma parede. — Você já tá aqui. Já escolheu. Agora termina.

Fechei os olhos e continuei.

A boca deslizava, a língua pressionava, e eu sentia o gosto amargo, o cheiro forte, o peso daquele homem na minha garganta. Pensei no Carlos. Na voz dele dizendo *ela é especial*. Pensei no Sérgio. Na mão dele apertando meu cabelo.

*O que eu tô fazendo?*, pensei. *No que eu tô me transformando?*

A resposta veio na forma da gozada do Sérgio. Ele gozou com um gemido gutural, os dedos cravados no meu cabelo, e eu senti o líquido quente enchendo minha boca. Engoli. Não porque quis. Porque não tinha escolha.

— Boa menina — ele disse, soltando meu cabelo. — Pode levantar.

Levantei, as pernas bambas, o corpo tremendo. A maquiagem borrada, os olhos vermelhos, os lábios inchados.

O Sérgio arrumou a calça com calma, como se tivesse todo o tempo do mundo. Depois recostou na cadeira e ficou me olhando.

— Amanhã você vai ter trabalho extra — disse. — Vai ficar até mais tarde. E vai avisar o seu marido.

— Avisar o quê?

— Que você vai ter reunião comigo. Que não sabe a que hora termina. Que ele não precisa esperar.

— E se ele desconfiar?

— Não vai. — O Sérgio sorriu. — Porque ele confia em você. Porque ele é um bom marido. Porque ele não tem a menor ideia do que você acabou de fazer.

Senti o peito se partir.

— Agora vai — ele disse. — E não se atrasa amanhã.

Saí do prédio cambaleando. O ar da noite tava frio, mas eu não sentia nada. Só o gosto na boca. Só a vergonha. Só o medo.

O celular vibrou na bolsa. Era o Carlos.

— Amor, cadê você? Já fiz o jantar.

Fechei os olhos. As lágrimas caíram.

— Tô indo — falei, a voz estranhamente calma. — O trabalho atrasou.

— Tudo bem. — A voz do Carlos era doce, confiante. — Te espero.

Desliguei e fiquei ali, parada na frente do prédio, olhando pro céu escuro.

*O que você fez?*, pensei. *O que você tá fazendo?*

A resposta veio, cruel e implacável: *O que você precisava fazer. Por ele. Por vocês.*

Naquela noite, cheguei em casa e encontrei o Carlos no sofá. Ele tava vendo TV, uma cerveja na mão, os olhos grudados na tela. Quando entrei, ele sorriu.

— Oi — disse. — Já tava ficando preocupado.

— Desculpa a demora. — Sentei do lado dele, apoiei a cabeça no ombro dele. — O Sérgio é muito exigente.

— Eu sei. — Ele me beijou a testa. — Mas você tá fazendo um ótimo trabalho. Ele me falou hoje.

Meu coração apertou. Aquele elogio, vindo da boca do Carlos, foi um soco no estômago. O Sérgio me elogiou enquanto eu tava de joelhos, com a boca cheia dele. E o Carlos repetia o elogio como se fosse verdade.

— Ele falou?

— Falou. Que você é dedicada, competente, que faz hora extra sem reclamar. — Ele me abraçou. — Fiquei orgulhoso.

Fechei os olhos. As lágrimas queimavam, mas não deixei cair.

— Amanhã vou ter que ficar até mais tarde — falei, a voz neutra. — Reunião com investidores.

— Tudo bem. — Ele me apertou contra o peito. — Eu espero.

O jantar foi quase normal. O Carlos falou do trabalho, dos planos, de trocar de apartamento no ano que vem. Falou de tudo, menos do que importava. E eu sorria, respondia, fazia pergunta. Atuava.

Depois do jantar, lavando a louça junto, ele me puxou por trás. Os braços na minha cintura, o queixo no meu ombro.

— Eu te amo — ele disse, baixinho. — Sei que as coisas tão difíceis. Sei que andei ausente, preocupado com grana. Mas eu te amo, Marina. Mais que tudo.

Me virei nos braços dele, olhei pra cara dele — a cara que eu conhecia melhor que qualquer outra, as ruguinhas nos olhos, a cicatriz no queixo, os lábios que sorriam mesmo na merda.

— Também te amo — falei, e a verdade doeu.

Ele me beijou. Não foi o beijo apressado de quem tá cansado, nem o beijo mecânico de quem cumpre obrigação. Era um beijo de saudade. De reconexão.

Eu correspondi. Os braços subiram, os dedos no cabelo dele, e me deixei levar. Precisava disso. Precisava sentir que ainda era dele. Precisava apagar o gosto do Sérgio com o gosto do Carlos.

— Vamos pro quarto? — ele sussurrou na minha boca.

— Vamos.

Na cama, o Carlos foi mais carinhoso do que de costume. As mãos percorreram meu corpo com um carinho que quase doía, os lábios acharam cada pedaço de pele. Ele me amava — era o que ele fazia. E eu me deixei levar.

Mas quando ele se ajeitou em cima de mim, quando ia meter, eu fiz uma coisa que nunca tinha feito.

— Deixa eu... — Empurrei ele de leve, virando ele de costas. — Deixa eu fazer diferente.

Ele me olhou, meio surpreso, os olhos brilhando.

— Diferente como?

Não respondi. Desci com a boca pelo peito, pela barriga, até a virilha. Senti o corpo dele ficar tenso quando meus lábios acharam o pau. Ele não tava acostumado. Eu nunca tinha feito aquilo. Mas queria. Precisava.

— Marina... não precisa...

— Eu quero.

Abri a boca e chupei. O pau do Carlos era familiar, confortável, nada a ver com o monstro que eu tinha engolido horas antes. Cabia inteiro na boca sem esforço. O gosto era limpo, quase neutro. Não era amargo. Não era forte. Era Carlos.

Me concentrei no movimento, na língua, na sucção. Queria que ele sentisse prazer. Queria que ele soubesse que eu desejava ele. Queria provar pra mim mesma que esse era o homem da minha vida.

O Carlos gemeu, os dedos no meu cabelo.

— Isso... isso é bom... muito bom...

Continuei, e em poucos minutos ele gozou. O líquido era pouco, quente, e eu engoli sem pensar. Não era como com o Sérgio. Não tinha imposição. Não tinha humilhação. Era amor.

— Eu te amo — ele disse, ofegante, me puxando pro abraço.

— Também te amo.

Deitei do lado dele, a cabeça no peito, sentindo o coração batendo forte. Ficamos assim um tempão, em silêncio, os corpos colados.

Quando a respiração do Carlos ficou lenta e funda, quando tive certeza de que ele dormia, levantei com cuidado.

Fui pro banheiro. Tranquei a porta.

Encostei na parede fria e fechei os olhos. A mão desceu entre as pernas, os dedos acharam o clitóris já sensível. O corpo pedia. O corpo precisava.

Comecei a me masturbar, devagar no começo, depois mais rápido. Pensei no Carlos. No beijo. Nas mãos. No jeito que ele me amava.

Mas a imagem não vinha. O prazer não vinha.

Tentei de novo. Pensei na cara dele, no sorriso, na voz dizendo *eu te amo*. Nada.

O corpo tava ali, molhado, pulsando, esperando.

E aí, contra minha vontade, a imagem do Sérgio apareceu. O pauzão grosso, as veias saltadas. A mão no meu cabelo. A voz mandando *continua*. O gosto amargo na garganta. O medo. A humilhação.

E o orgasmo veio.

Explodiu como um raio, meus dedos trabalhando frenéticos, a boca mordendo os lábios pra não gemer. O corpo se contorceu, as pernas tremeram, e eu gozei pensando no chefe filho da puta que tinha me dominado horas antes.

Fiquei ali, ofegante, a testa na parede fria. A vergonha queimando a cara. As lágrimas caindo.

*O que você fez?*, pensei. *O que você tá fazendo?*

A resposta veio cruel: *Você gozou pensando nele. Pensando no pau dele.*

Me lavei, me enxuguei, voltei pra cama. O Carlos tava na mesma posição, o braço estendido onde eu devia estar. Deitei do lado dele, encaixei o corpo no espaço vazio, e senti os braços dele me envolverem mesmo dormindo.

— Te amo — ele murmurou, sem abrir os olhos.

— Também te amo.

Fechei os olhos, mas o sono não veio. Fiquei acordada a noite inteira, sentindo o corpo do Carlos quente contra o meu, e pensando no Sérgio, *Eu vou aguentar, pelo Carlo e por nossa família.*

NOTA DO AUTOR:

QUEM QUISER DAR UMA CONVERSADA E/OU VER FOTOS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DOS CONTOS, MINHAS REDES ABAIXO. SÓ ME MANDAR MENSAGEM QUE TAMBÉM FAÇO IMAGENS PERSONALIZADAS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DESCRITAS NOS CONTOS. ELAS ESTÃO ME DANDO MUITO TRABALHO PRA FAZER E TO PENSANDO EM ABRIR UM GRUPO NO TELEGRAM CASO HAJA INTERESSE DE VOCÊS ONDE POSSO POSTAR CAPITULOS EXTRAS DOS CONTOS OU CAPÍTULOS ADIATADOS AO SITE.

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Comentários

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Oi tudo bem com você.

Seu conto é ótimo muito bem escrito, estou amando, a história realmente é inédita mas é muito boa, aliás o ineditismo nas relações humanas é raro mesmo, o ser humano tem muitas taras em comum ,desde o prazer de ser corno ou corna até a parafilia.

Você está contando muito bem essa história, parabéns.

Beijinhos da titia Suely Brodyaga 😘 😘 😘 😘 😘 😘 😘 😘 😘

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Oi Dr. jakkil, vai ser de novo aquela história do corrupto e da esposa exemplar? Ela dando tudo para o velho asqueroso mas amando tudo e dando ao marido nada mais do que traição e humilhação, ele sem saber, ou mesmo se souber não reagindo, deixando sua mulher ser usada das formas mais pervertidas? E no final nem ela nem o velho tendo qualquer consequência. Essa história.de que é por amor e pelo marido não convence, porque a partir dessa masturbação a traição já foi consumada, não é mais assédio. É uma pena vc é um.excelente escritor, espero sinceramente que haja conflitos na trama e que não seja apenas um conto de submissão de uma traidora que justifica que tudo foi feito por amor. E um corno cego que não enxerga o óbvio que está na sua frente. Até porque o Carlos já conhece a fama dele e em uma empresa tudo se espalha.

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