Amor do passado, dor do presente. Parte 13 - FINAL COM A FERNANDA

Um conto erótico de Guilherrme
Categoria: Heterossexual
Contém 2625 palavras
Data: 27/04/2026 18:56:14

Eu estava parado diante daquela porta, enquanto aguardava alguém atender, ansioso, suando frio, e com medo. E se for tarde demais para tentar alguma coisa? O coração batia tão forte que eu tinha a impressão de que qualquer pessoa passando na rua conseguiria ouvir. Era o fim da linha. Ou talvez o começo de uma que eu ainda não sabia se merecia trilhar. Respirei fundo, sentindo o ar fresco da manhã, e apertei a campainha.

O tempo que levei esperando alguém atender pareceu uma eternidade. Quando a porta finalmente se abriu, meu fôlego travou, mas não era ela. Uma mulher que eu nunca tinha visto na vida me encarava com um olhar curioso, mas gentil.

— Oi... A Fernanda mora aqui? — perguntei, gaguejando, com a voz travando, me lembrando a época de adolescente apaixonado.

A moça abriu um sorriso acolhedor.

— Sim, ela mora aqui, sim. Só que ela não está no momento. Tudo bem se você esperar um pouco? Pode entrar, fica à vontade na sala. Você é algum amigo dela?

— Digamos que sim — respondi, tentando forçar um sorriso que não chegou aos olhos.

Entrei na casa e o ambiente me envolveu imediatamente. Tudo ali lembrava a Fernanda. Aquele aroma suave, de casa cuidada, de paz. Sentei no sofá, sentindo o tecido sob minhas mãos, e tentei controlar a ansiedade. A moça me pediu para ficar à vontade e se retirou para os fundos. Foi quando eu ouvi um choro agudo.

Aquele som cortou o silêncio da sala e me deixou em alerta. Logo em seguida, a moça voltou carregando um bebezinho no colo. Ele devia ter pouco mais de um ano, estava com as bochechas coradas e os olhos úmidos, claramente manhoso.

— É seu filho? — perguntei, sentindo uma curiosidade repentina.

A moça riu, balançando a criança de leve para acalmá-la.

— Não, não. É o filho da dona Fernanda. Eu sou a babá.

Senti como se o chão tivesse desaparecido sob meus pés. Meus olhos se arregalaram e o mundo pareceu girar por um segundo. Um filho? A Fernanda tinha um filho? Naquele instante, uma onda de choque percorreu meu corpo. Meu primeiro pensamento foi doloroso: ela seguiu em frente. Ela tinha reconstruído a vida dela com outra pessoa enquanto eu estava preso na teia de mentiras da Raquel. Mesmo assim, eu não conseguia ir embora. Eu precisava vê-la uma última vez, mesmo que fosse para entender que eu realmente a tinha perdido para sempre.

— Eu posso...? — estendi os braços, um instinto que eu não sabia que tinha me guiando.

A criança estava choramingando, mas, para a surpresa da babá e a minha própria, no momento em que a segurei nos braços, o pequeno se aquietou. Ele me olhou com olhos curiosos, grandes e profundos, que pareciam ler a minha alma.

— Que mocinho lindo — comentei, sentindo um calor estranho no peito enquanto olhava para ele. — Me diz uma coisa... e a Fernanda? Ela casou? Está noiva?

A babá me olhou de um jeito estranho, quase achando graça da minha ignorância.

— Ué, moço, quanto tempo faz que você não vê a Fernanda? A dona Fernanda não tem ninguém, não. Pelo menos não que eu saiba. Ela praticamente vive a vida por esse pequeno. Não só ela, né? Os avós vivem paparicando ele o tempo todo.

— Entendi. — Senti um alívio egoísta, mas o mistério ainda pairava no ar. Fiquei ali com o garoto por mais um tempo. Era uma sensação de paz que eu não sentia há anos. Depois de alguns minutos, a babá pegou a criança de volta para levá-la para mamar.

Foi então que ouvi o som da chave na fechadura. A porta da sala se abriu e Fernanda entrou.

— Dona Odete, cheguei! — ela disse, distraída, enquanto fechava a porta atrás de si.

Quando ela se virou e me viu em pé no meio de sua sala, o tempo parou. O rosto dela ficou pálido, uma brancura de papel. Foi como se a alma dela tivesse saído do corpo por um segundo. O silêncio que se seguiu foi cortante.

— O que você está fazendo aqui? — ela perguntou, a voz trêmula. — Como você sabe onde eu estava? Foi o...

— Foi o Doda — interrompi me aproximando dela lentamente. — Ele viu o quanto eu estava destruído. Eu insisti, Fernanda. Implorei para que ele me desse seu endereço. Eu não estava aguentando mais. Eu precisava desesperadamente falar com você.

— Guilherme, a gente já conversou — ela disse, tentando manter a postura, mas eu via a mágoa transbordando nos olhos dela. — Você já sabe o que aconteceu, você já me pediu desculpas. Se você quer o perdão, eu te perdoo. Mas você me machucou muito. Você me abandonou no momento em que eu mais precisei.

— Eu não abandonei apenas você, Fernanda — falei, sentindo as lágrimas queimarem meus olhos. — Eu abandonei a mim mesmo. Eu abandonei tudo o que eu acreditava até aqui. Eu acreditei em uma mentira que estava estampada na minha cara o tempo todo, mas por conta do meu orgulho, das minhas falhas de caráter e da minha cegueira, eu não consegui enxergar a verdade. Eu fui um covarde.

— Sei... — ela comentou, desviando o olhar, a voz carregada de ceticismo.

Olhei para o corredor onde a babá tinha sumido com a criança e tomei coragem para fazer a pergunta que estava entalada na minha garganta.

— Quem é o pai?

Fernanda me olhou como se eu tivesse acabado de dizer uma loucura.

— Pai de quem, criatura?

— Quem é o pai daquele lindo que está com a babá lá no quarto? — perguntei de forma enfática, sentindo meu coração acelerar de novo. — Esse filho é meu, Fernanda?

Ela sustentou meu olhar por um longo tempo. Vi a luta interna no rosto dela, o conflito entre a raiva e a verdade que não podia mais ser escondida.

— Não — ela respondeu finalmente, mas continuou olhando fixo nos meus olhos. — Esse filho é meu. Afinal de contas, fui eu que criei sozinha. Porque o pai dele me expulsou da vida dele sem nem me dar a chance de falar.

Aquelas palavras foram como um soco no meu estômago, mas um soco que trazia consigo uma luz cegante. Meus olhos se encheram de lágrimas de uma alegria que eu nunca imaginei sentir.

— Eu... — comecei, mas as palavras falharam. — Você me deu um filho! Eu não acredito que eu sou pai... você não sabe como eu estou feliz, Fernanda!

Apesar de toda a mágoa, ela se comoveu. Eu via nos olhos dela que, por mais que ela tentasse se enganar, ainda sentia algo por mim. Ela ainda era a mesma Fernanda que eu amava, a mulher que permaneceu fiel ao nosso amor mesmo quando eu falhei miseravelmente.

Fui até ela e me ajoelhei aos seus pés, pegando a mão dela entre as minhas.

— Fernanda... por favor. Volta para mim. Eu não aguento mais ficar sem você, foi tirado tempo de nós. Eu já não tenho mais trabalho, eu nem pretendia ficar nessa cidade, já estou até negociando o meu apartamento para ir embora para qualquer lugar. Mas Deus me deu a oportunidade de vir até aqui hoje. E agora eu descubro que você me deu a maior alegria que qualquer homem poderia ter. Eu quero ser o pai que esse menino merece e o homem que você sempre mereceu.

— Guilherme... — ela suspirou, as lágrimas dela finalmente caindo. — Eu estou muito magoada com você. Mas eu não posso negar... eu te amo. Eu sempre amei você. Eu achei que estava tentando descobrir a verdade sobre a Raquel só para limpar o meu nome, mas a verdade é que eu não deixei de pensar em você por um único segundo. Eu tentei te apagar da minha vida, mas você fez questão de permanecer nela através do pequeno Gabriel.

— Esse é o nome dele? Gabriel? — perguntei, sorrindo em meio às lágrimas.

Fernanda chamou a babá, que trouxe o pequeno Gabriel de volta. Eu o tomei nos braços de novo, mas dessa vez sabendo quem ele era. Dei um beijo na testa dele e o segurei firme, balançando-o de um lado para o outro enquanto riamos juntos. Eu era pai. Eu tinha uma família.

Mas então, algo chamou minha atenção. Olhei atentamente para o pescoço da Fernanda. Ela carregava um colar que me pareceu estranhamente familiar. Senti um estalo na memória e olhei diretamente nos olhos dela.

— Me fala, Fernanda... onde você conseguiu esse colar?

Ela tocou a joia, com um olhar nostálgico.

— É uma história antiga. No dia em que meu pai morreu, eu estava destruída. Conheci um rapaz que passou a noite toda conversando comigo, me dando conforto. Antes de ir embora, ele me deu esse colar. Disse que um dia nós dois nos reconheceríamos. Eu nunca mais o usei, mas tenho usado recentemente, não sei por quê. Por que a pergunta?

Senti um arrepio percorrer meu corpo. Coloquei a mão no bolso e retirei aquela moeda da sorte—a mesma que eu carregava desde a infância, a mesma que a garota do ponto de ônibus tinha me dado no dia da chuva. Mostrei a moeda para a Fernanda.

Os olhos dela se arregalaram em choque.

— Não pode ser! É você? — ela exclamou, levando as mãos à boca.

— Me desculpa por não ter te reconhecido logo de cara — falei, sentindo que o destino finalmente tinha fechado o círculo. — Eu confesso que passei anos procurando por aquela menina, mas nunca achei o rastro dela. E no final, a vida acabou me entregando você de novo, de um jeito que eu nunca imaginei.

Não precisávamos de mais palavras. Eu a puxei para um abraço apertado, e ali, no meio da sala, selamos um beijo carregado de todo o amor, paixão e arrependimento que tínhamos guardado. Era o início de uma nova história, escrita sobre os escombros da antiga.

O tempo passou, e as feridas foram cicatrizando. Eu fiz o pedido oficial de namoro no mesmo banco onde nos conhecemos, agora como adultos, querendo ressignificar aquele lugar. Casamo-nos pouco tempo depois, em uma cerimônia simples, mas cheia de amor. Naquele dia, a prima da Fernanda acabou pegando o buquê, e quem se deu bem foi o Doda, que laçou ela de uma vez!

Nossa lua de mel foi em Búzios, no Rio. Nosso anjo ficou com os avós, para podermos curtir mais á vontade. Passei o dia com ela na praia, curtindo o sol e as ondas do mar.

De noite, tava eu e a Fernanda deitados na cama, só de calcinha e cueca no começo, mas isso não durou muito. A gente começou trocando um beijo bem gostoso, daqueles que vão ficando mais molhados e urgentes. A língua dela entrava na minha boca devagar e depois com mais fome, e eu correspondia do mesmo jeito.

Minha mão direita foi descendo pelas costas dela até chegar naquela bunda macia e empinada. Agarrei com vontade, apertando a carne entre os dedos, sentindo ela gemer baixinho contra a minha boca. Enquanto isso, fui puxando a calcinha dela pra baixo, devagar, até conseguir tirá-la pelas pernas. Ela já tava sem sutiã fazia um tempo, então aqueles peitos redondos e firmes estavam ali, livres para meus toques e beijos.

Não aguentei e desci a boca direto pro seio direito dela. Encaixei ele inteiro na boca, chupando com força mas com carinho, a língua girando em volta do bico duro enquanto eu sugava. Ela arqueou as costas, empurrando o peito mais pra dentro da minha boca. Ao mesmo tempo, guiei minha mão direita até a xoxota dela. Comecei esfregando devagar com dois dedos, sentindo ela já molhada. Fiz movimentos circulares bem lentos no grelinho, pressionando de leve e depois soltando, depois desci um pouco e enfiei a ponta do dedo médio bem devagar na entrada da buceta, entrando e saindo só um pouquinho enquanto o polegar continuava trabalhando o clitóris em círculos firmes. Ela tava ficando cada vez mais molhada, os gemidos saindo mais roucos.

Depois de um tempo chupando aqueles peitos, alternando de um pro outro, lambendo, sugando e dando leves mordidinhas nos bicos, eu comecei a descer pelo corpo dela. Beijei a barriga, passei a língua ao redor do umbigo, desci mais, roçando o queixo na pele macia das coxas até chegar onde eu queria.

Encaixei minha boca bem na buceta dela. Primeiro dei uma lambida longa, de baixo pra cima, sentindo o gosto doce e quente. Depois colei os lábios em volta do grelinho e comecei a chupar devagar, sugando ele pra dentro da boca enquanto minha língua batia rapidinho por cima.

— Oh amor, isso, chupa gostoso vai! — Ela pedia, implorava por mais, enquanto eu seguia chupando com vontade.

Ela segurou minha cabeça com as duas mãos, com os dedos enfiados no meu cabelo. Eu aumentei o ritmo, chupando com mais vontade, com a minha língua girando e pressionando, depois desci e enfiei a língua o máximo possível dentro da xoxota molhada, fodendo ela com a boca. Voltava pro clitóris, chupava forte, fazia barulhinho de sucção, lambia rápido de lado e de cima, variando o ritmo pra ela não se acostumar. A Fernanda tava tremendo, gemendo alto, a buceta pulsando contra a minha boca.

— Aiin que tesão Guilherme! Vai gostoso, chupa mais!

Quando ela já tava quase lá, eu subi de novo, beijando todo o caminho de volta até ficar por cima dela. Posicionei o pau bem na entrada da buceta e comecei a meter devagar. Só a cabeça entrando e saindo, sentindo ela apertada e quente me engolindo aos poucos. Fui entrando mais fundo, centímetro por centímetro, até estar todo dentro. Aí comecei a bombear devagar, tirando quase tudo e voltando com calma, sentindo cada dobra da xoxota dela apertando meu caralho.

Aos poucos fui aumentando o ritmo. As estocadas ficaram mais fortes, mais rápidas. Nossas peles faziam um delicioso som ao se colidir, assim como meu saco quando batia na xoxota dela, enquanto eu estava fodendo. Eu metia fundo, girando um pouco o quadril pra esfregar diferente lá dentro. Ela tava louca, cravando as unhas nas minhas costas.

De repente ela me empurrou, me virou de costas na cama e subiu em cima de mim. Segurou meu pau com a mão, posicionou na buceta e desceu devagar, engolindo tudo de uma vez. Começou a cavalgar gostoso, subindo e descendo com vontade, jogou sua bunda emcima de mim, movimentando aquele rabo gostoso, batendo nas minhas coxas. Os peitos dela balançavam na minha frente, eu agarrei eles com as duas mãos, apertando enquanto ela rebolava e subia e descia cada vez mais rápido. A xoxota dela tava encharcada, escorrendo pelo meu pau. Ela apoiou as mãos no meu peito e acelerou, cavalgando com força.

Quando senti que não dava mais pra segurar, eu meti fundo umas últimas vezes, bem forte, e gozei pra dentro dela. Jatos quentes enchendo a xoxota enquanto eu pulsava lá dentro. Ela tremeu junto, gozando comigo, a buceta apertando meu pau como se quisesse tirar até a última gota.

Depois que acabei, eu saí devagar de dentro dela e puxei ela pra perto. A gente se abraçou forte, suados, ofegantes, o corpo dela colado no meu. Fiquei passando a mão nas costas dela bem devagar, dando beijinhos no pescoço enquanto a gente recuperava o fôlego, ainda sentindo o calor e a umidade entre as pernas dela.

Tempos depois, descobrimos que aquela foda gostosa, e outras acabaram nos dando mais um filho. Fernanda está grávida novamente.

Aos poucos, reconstruí minha carreira. Abri meu próprio escritório, focado em ética e justiça de verdade, longe das influências obscuras que quase me destruíram. Fernanda decidiu não processar a Raquel; ela queria apenas seguir em frente e deixar tudo aquilo de ruim para trás. Nunca mais ouvimos falar dela ou de sua família, e sinceramente, era melhor assim.

Hoje, estou vivendo a vida que eu achei que nunca mais teria. A vida com a minha Fernanda.

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Comentários

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Só tenho uma ressalva a fazer. Por que colocar no título do conto final com a Fernanda? Spoiler kkkk

Boa história. Abraços

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Talvez tenha outros finais alternativos, pelo menos foi o que pensei. Se tiver, nem vou ler, esse para mim é o único que importa. Kkkk

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Concordo, vou ler os outros, mas com certeza é esse que importa.

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O Gui cometeu o mesmo erro que cometeu com a Raquel, no qual o fez sentir culpado por esquecer sua promessa no orfanato, esquecendo de sua "irmã" Melina?????

Será que ele não aprendeu com seus erros?????

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Mas como assim, ele nem sabe onde ta a Melissa.

Ela nunca o procurou também. No final 3, ele encontra ela. Mas só no final 3

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Gostei muito do que li dessa história desde o início. O final foi ótimo, mas eu esperava que fosse maior. Não é porque não gostei, na verdade, eu amei. Acho que provavelmente é porque eu não queria que terminasse. rsrs

Obrigado por compartilhar essa história com a gente.

Parabéns, foi uma jornada incrível!

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Um excelente conto, gostei muito do desenvolvimento da história, que história, de filme...Emocionante e tudo mais.

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Conto muito bom

Conto maravilhoso

3 estrelas

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Gostei, final de filme de sessão da tarde, exatamente como eu gosto… 😊

Só acho que a Raquel merecia um castiguinho!!!

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Tem castigo pior do que praticamente descobrir que foi enganada a vida toda e ainda por cima ficar sem o cara que ela era obcecada?

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