A cadeirante e o psicólogo

Um conto erótico de Tesãoeamor
Categoria: Heterossexual
Contém 873 palavras
Data: 27/04/2026 13:41:39

Certamente esse conto será um dos menos lindos do site, não escrevo sobre nenhum assunto polêmico, nesse texto não teremos incesto, estupro ou relações proibidas de diferença de idade. Esse conto é uma longa história de admiração, amor e principalmente sem se importar com obstáculos.

Não somente com cadeirantes, mas se tem algo que esse conto respeita e leva em conta é não ser capacitista ou tratar quem tem alguma limitação como coitada, trato como uma mulher que leva uma vida como todas as pessoas.

Sou psicólogo há muitos anos e nunca me envolvi com pacientes, claro que muitas vezes sinto vontade, desejos, interesse, mas por isso nós fazemos terapia também, e você faz a sua leitor(a)?

O ar no consultório de Leonardo era denso, impregnado com o cheiro de livros antigos e o rigor clínico de sua personalidade. Ele era um homem de métodos, camisas impecavelmente passadas e uma seriedade que mantinha o mundo a uma distância profissional segura. Até que a porta se abriu.

O Primeiro Impacto foi algo que ele nunca sentiu.

Não foi apenas o som das rodas sobre o piso de madeira que chamou sua atenção, mas o perfume. Antes mesmo de vê-la, o rastro de baunilha amadeirada e gardênia invadiu o ambiente, quebrando a neutralidade asséptica do consultório.

Silvia entrou com a confiança de quem sabe que o espaço lhe pertence. Ela era uma visão em tons de ouro e seda:

O Cabelo: Ondas loiras e volumosas caíam como uma cascata desordenada sobre os ombros, brilhando sob a luz.

Ela vestia um vestido de cetim verde-esmeralda que contrastava com sua pele alva. O corte realçava o colo, onde um colar fino de ouro repousava, subindo e descendo com sua respiração pausada. Nos pés, embora imóveis no apoio da cadeira de rodas de design minimalista e preto fosco, usava sandálias de tiras finas que demonstravam um cuidado estético impecável.

Leonardo, que estava de pé organizando alguns prontuários em sua camisa de linho azul-marinho com as mangas dobradas até o antebraço, esqueceu-se de terminar o movimento.

O Jogo de Olhares era inevitável e acelerava o coração.

"Doutor," ela disse, a voz sendo um sussurro rouco que parecia uma carícia. "Espero que minha pontualidade não tenha assustado sua rotina."

Ele se sentou, tentando recuperar a postura de autoridade. "Pelo contrário, Silvia. A precisão é uma virtude."

Mas a análise clínica morreu ali. Silvia não se comportava como uma paciente. Ela manobrou a cadeira para perto da mesa dele, cruzando as pernas com um movimento lento que fez o tecido do vestido deslizar, revelando a curva das coxas. Ela o encarava fixamente, os olhos claros analisando cada detalhe do rosto sério dele, da barba curta e bem aparada aos lábios cerrados.

"Você parece tenso, Leonardo," ela provocou, omitindo o título de 'doutor' deliberadamente. "O que seus livros dizem sobre um homem que não consegue sustentar o olhar de uma mulher?"

A Sedução do Intelecto e do Tato, ambos Demi sexuais.

A sessão, se é que poderia ser chamada assim, tornou-se um duelo de tensões. Silvia brincava com uma mecha do cabelo ondulado, enrolando-a no dedo enquanto falava de seus desejos, mas seus olhos diziam coisas que as palavras apenas sugeriam.

A temperatura da sala parecia ter subido dez graus. Leonardo sentia o nó da gravata — que ele nem estava usando — apertar. Ele se inclinou para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos, tentando manter o tom profissional, mas sua voz saiu uma oitava mais grave.

"Me diga, Silvia... o que você realmente veio buscar aqui hoje?"

Ela soltou um riso baixo e impulsionou a cadeira para frente, parando tão perto que os joelhos dela quase tocaram os dele. Ela estendeu a mão, não para cumprimentá-lo, mas para tocar levemente o relógio de pulso dele.

"Eu vim buscar o que está escondido atrás dessa fachada de controle," ela sussurrou, deslizando a ponta dos dedos pela palma da mão dele.

A Perda do Controle não poderia mas esperar, o tesão, o pênis duro de lado, a buceta pulsando, não tinha como esconder.

O toque foi o gatilho. A barreira entre o ético e o instintivo rompeu-se com um estalo invisível. Leonardo, o homem da lógica, sentiu o pulso acelerar. Ele não recuou. Pelo contrário, sua mão envolveu a nuca dela, os dedos mergulhando naquelas ondas loiras e macias.

O perfume dela agora era inebriante, vindo diretamente da curva do pescoço. Silvia inclinou a cabeça para trás, soltando um suspiro trêmulo de antecipação.

"Você não deveria ter feito isso," ele murmurou, a boca a centímetros da dela.

"Eu sei," ela respondeu, puxando-o pela gola da camisa. "Mas você passou a vida inteira fazendo o que deveria. Experimente, por uma vez, fazer o que você quer."

O beijo foi urgente, faminto, misturando a seriedade dele com a audácia dela. Leonardo a puxou para mais perto, o metal frio da cadeira de rodas chocando-se com o calor de seus corpos, enquanto os papéis sobre a mesa eram esquecidos, espalhados pelo chão. Naquele consultório silencioso, a única lei que restava era o som da respiração ofegante e a descoberta de que, sob a seda e o linho, ambos eram feitos apenas de desejo.

Continua....

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