Continuando a história de Ana e FelipeAna colocou o mesmo vestido. Preto, seda, alça fina. O que o Felipe mandou.
Lucas viajou a trabalho. “Volto só quinta”, ele disse no beijo de despedida.
Às 23:40 o interfone tocou.
Ela abriu a porta sem perguntar quem era.
Felipe entrou já fechando a porta com o pé. Encostou ela na parede do hall, sem tirar os olhos dela.
“Puta que pariu, Ana. Você obedece bem demais pra uma mulher casada.”
“Cala a boca”, ela respondeu, já puxando ele pela camisa. “Se você fala alto os vizinhos escutam.”
“Então fala baixo você. Fala no meu ouvido o que você fez a semana inteira pensando em mim.”
Ele subiu as mãos pelas coxas dela, levantando o vestido.
“Fala, Ana. O que você fez quando lembrou dos meus dedos?”
“Eu me toquei”, ela admitiu, mordendo o pescoço dele. “No banho. Na cama dele. Pensando em você me chamando de safada.”
“Safada”, ele repetiu, roçando a boca na orelha dela. “E adulterinha. Fala. Diz que você é a minha adulterinha.”
Ana arfou, as unhas cravando nas costas dele.
“Sou. Sou tua adulterinha, Felipe. E hoje eu não quero pensar nele nem um segundo.”
“Então não pensa”, ele disse, ajoelhando na frente dela ali mesmo no hall. “Só sente.”
Ele puxou a calcinha dela pro lado com os dentes. Ela segurou o cabelo dele, olhando pra porta como se o Lucas fosse entrar a qualquer momento.
“Se ele me ligar agora…”, ela começou, a voz falhando.
“Atende”, Felipe disse, e lambeu devagar. “Quero te ouvir gemer o nome dele enquanto goza pra mim.”
O celular vibrou na mesinha. Nome na tela: Marido ❤️.
Os dois travaram. Ana cobriu a boca, em pânico. Felipe sorriu contra a pele dela.
“Atende, Ana. Ou eu paro.”
Ela deslizou o dedo na tela, tentando normalizar a respiração.
“Oi, amor”, conseguiu dizer.
“Oi, sumida. Já deitou?” A voz do Lucas sonolenta do hotel.
Felipe não parou. Pelo contrário. Enfiou dois dedos fundo, o polegar no ponto certo, e não tirou os olhos dela.
“Já… tô deitada sim”, Ana respondeu, a voz tremendo.
“Tá tudo bem? Sua voz tá estranha.”
“Tô… cansada. Saudade.”
Felipe sussurrou, só pra ela ouvir: “Fala que sente saudade do meu pau. Fala.”
Ana fechou os olhos com força, uma lágrima de tesão e culpa escorrendo.
“Muita saudade”, ela gemeu baixinho no telefone. “Muita.”
“Te amo”, Lucas disse do outro lado.
“Também te amo”, ela respondeu, e desligou na mesma hora, jogando o celular longe.
Aí ela quebrou. Gozou com a mão na boca pra abafar, as pernas tremendo, chamando o nome do Felipe entre sussurros.
“Filho da puta…”, ela ofegou quando voltou a si. “Você é um filho da puta.”
“E você gozou falando com ele”, Felipe disse, levantando e limpando a boca com o polegar. “Agora quem manda aqui?”
Ela puxou ele pelo colarinho até o quarto.
“Você. Hoje. Na cama dele. Faz eu esquecer meu próprio nome.”
E fez.
Ana está cada dia mais entregue á Felipe.......