Aos pés do mestre – Parte 1: A introdução

Um conto erótico de Podobr
Categoria: Homossexual
Contém 1265 palavras
Data: 01/04/2026 05:07:26

Heron era um cara normal: 1,70 de altura, corpo magro, pele parda, 23 anos, cabelos escuros e encaracolados. Um menino comum para os padrões da sociedade. Heron era um tanto sociável, saía para festas, tinha contatinhos, se divertia, ria. Ele estava fazendo um estágio na prefeitura e ganhava até que bem, trabalhando pouco, o que era motivo de inveja de seus colegas da faculdade do curso noturno. Heron cursava Fisioterapia à noite em uma faculdade pública boa e conceituada, tirava notas na média, às vezes boas, e assim ia levando a vida.

Assumidamente gay e morando sozinho, Heron sentia um certo vazio, uma necessidade que vinha crescendo com o passar dos anos. Ele buscava diferentes religiões, hobbies e atividades esportivas, mas nada parecia preencher esse vazio. Relacionamentos e amizades pareciam vagos; sua família, que o aceitava e o amava, também deixava um gosto estranho. Heron se sentia incompleto, e mesmo assim não sabia o porquê.

Em uma noite quente de março começava mais um ano letivo. Heron, pronto para cursar suas disciplinas, estava lá, sentadinho em sua cadeira. Estranhamente, ele foi o primeiro a entrar na sala e então se perguntou:

— Que estranho… será que errei de sala?

Passaram alguns minutos, e os alunos começaram a chegar. De repente, Cíntia, sua amiga, senta ao seu lado e comenta:

— Nossa, Heron! Que saudade! Como você está?

— Vou bem, Cíntia. Saudade de você também. Pronta para mais um semestre?

— Ai, nem me fale dessa merda de faculdade… estou louca para terminar isso e me mandar. Mas fazer o quê? Ainda tem alguns semestres pela frente.

— Nem me fale… mas vamos pensar que vai ser um bom ano, para começar com o pé direito, não é mesmo?

— Se você diz… sempre vendo o lado positivo, não é?

— Claro, assim que tem que ser.

O professor entra na sala, os alunos se acomodam. Um silêncio se instala. Heron fica prestando atenção, tomando notas e, volta e meia, respondendo às falas de Cíntia.

— Ei, você tá entendendo isso? — cochichou Cíntia.

— Acho que sim, depois te explico melhor — cochichou Heron.

— Ai, tô contando contigo, hein, Heron! Quero passar nessa merda de uma vez. Cê viu o TikTok da Paloma? Ai, acho que ela tá traindo o namorado de novo, aquela vaca…

E seguiram fofocando em cochichos. Cíntia, por mais que reclamasse bastante, mantinha um ar leve e entusiasmado. Já Heron ficava mais apático e entediado, mas sempre respondendo à amiga.

Passaram-se mais alguns minutos. Heron se espreguiçou e, sem querer, deixou o lápis cair no chão. Ao se abaixar para pegar, acabou olhando para o lado, mais para o canto oposto da sala. Heron estava sentado bem ao fundo e, ao observar rapidamente, avistou uma carteira onde estava sentado um homem. Um arrepio instantâneo subiu pela nuca de Heron.

“Quem é esse cara?”, ele se perguntou.

O homem em questão era branco, tinha mais ou menos 1,80 de altura, ombros largos, o corpo parecia de alguém que fazia atividades físicas com frequência. Tinha pele clara, cabelos curtos e lisos, olhos grandes e profundos, um semblante calmo e imponente.

Heron não conseguia parar de olhar para ele. Ficou brevemente fascinado, sentiu o arrepio novamente. “Isso é tesão, não posso negar.” Observava cada detalhe: as roupas, o corte de cabelo, os movimentos leves, tudo parecia novo e excitante. Era como uma faísca na vida monótona de Heron.

O cara se levantou e foi em direção à porta, e Heron, ainda fascinado, o observou andando calmamente. Ele estava com uma bermuda esportiva, uma camiseta do curso e calçava apenas chinelos. Foi aí que Heron pôde ver seus pés, que por sinal eram incríveis. De longe, viu que eram grandes e cheios de veias; os dedos não eram muito compridos nem muito grossos, eram proporcionais. Havia alguns pelos sobre os dedos, as unhas estavam aparadas e o calcanhar parecia liso.

Heron ficou encarando demais, e o cara olhou de volta por um momento. Ele parecia tranquilo, descontraído. Heron, envergonhado, voltou a prestar atenção na aula. As falas de Cíntia pareciam abafadas, sem sentido; o professor parecia distante. Uma ansiedade tomava conta de sua mente.

Heron estava hipnotizado por aquele homem, pelo olhar, pelo corpo, pelos pés. Como aquilo ocupava tanto espaço em sua mente?

“Se concentra na aula, esquece isso”, pensava ele. Mas a ansiedade persistia, e ele voltava a observá-lo. O cara mexia os pés de leve, coçando um com os dedos do outro. Aquilo quase deixou Heron excitado. Ele já sabia que tinha um fetiche por pés, mas nunca havia sentido algo tão intenso.

“Preciso tocar, sentir, lamber, cheirar… Não! Se controla! Você é mais que isso.”

E assim começava uma batalha interna na mente de Heron.

O cara olhou novamente para ele e fez uma expressão confusa, como se perguntasse: “Por que me olha tanto?”. Mas Heron já estava fascinado. A presença daquele homem fazia uma diferença enorme em sua vida.

As aulas foram passando, e a sensação de Heron se repetia. Ele respondia Cíntia no automático, anotava uma coisa ou outra e passava boa parte do tempo observando aquele homem intrigante. Foi então que o professor fez a chamada, e Heron ouviu o nome:

Diego.

Sim, esse era o nome de sua obsessão.

Heron decorava as roupas que Diego usava, seus andares, olhares, posturas, tudo era fascinante. Para sua alegria, Diego vinha várias vezes de chinelo, sempre mostrando seus pés. Às vezes usava tênis esportivo ou Vans, e Heron sabia tudo de cor.

Em um sábado à noite, Heron estava deitado em sua cama, entediado, olhando para o teto. Pensava que nada fazia muito sentido, até que se lembrou de Diego e começou a ficar agoniado, bolando ideias para se aproximar.

Procurou seu nome e curso no Instagram, fuçou bastante até encontrar o perfil. Era privado.

“É óbvio”, pensou.

Mas a foto de perfil de Diego, sorrindo em uma festa, já o deixava intrigado.

Num impulso, Heron apertou o botão de seguir e ficou ansioso.

“O que estou fazendo?”

“Ele deve ser hétero, certeza.”

“Será que ao menos consigo ver as fotos?”

A batalha mental recomeçava.

Enquanto isso, Diego vivia sua rotina normal: academia, futebol, festas. Até que percebeu a solicitação.

— Cara, acho que conheço esse doido de algum lugar — comentou com um amigo no bar.

— Que estranho nada, deve ser um gayzinho baba-ovo — respondeu o amigo.

— Como assim?

— Sempre tem um desses… quer ver?

O amigo checou o perfil.

— Tá vendo? Bandeira colorida na bio. Certeza que é gay.

— Ah… é o cara que fica me encarando na aula!

— Cê é muito lerdo…

Diego então teve uma ideia.

— Vou usar isso ao meu favor.

Mais tarde, Heron recebe a notificação: foi aceito.

Na mesma hora, começa a fuçar o perfil. Fotos comuns… até encontrar uma na praia: Diego descalço, olhando o mar. Na foto seguinte, seus pés em destaque.

Heron entra em êxtase. Observa cada detalhe. Não se aguenta e acaba se masturbando olhando para a foto e, sem querer, acaba, curtindo e descurtindo a foto repetidamente.

Diego, já em casa, vê as notificações.

“O que tem demais nos meus pés?”, pensa.

Inicialmente, queria apenas se aproximar para facilitar trabalhos da faculdade. Mas agora, uma nova curiosidade surgia.

“Será que ele é desses tarados por pés?”

No dia seguinte, Cíntia falta a aula por estar com uma gripe. Heron senta-se como de costume e derrepente chega Diego, que logo se senta na classe atrás dele.

Bermuda, camiseta de banda, Vans sem meia.

Heron fica inquieto.

“Por que ele mudou de lugar?”

Ele olha para trás.

Diego está ali, escorado, com um leve sorriso, encarando-o com um ar cínico.

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