Mensagem não lida

Um conto erótico de Ksado Uberlândia
Categoria: Heterossexual
Contém 448 palavras
Data: 26/04/2026 05:13:23

celular da Ana vibrou em cima da mesa às 23:47.

Lucas, o marido dela, tava no banho. A tela acendeu: Felipe.

“cê tá sozinha?”

Ana bloqueou a tela rápido demais. Mas não deu tempo. Lucas saiu do banheiro com a toalha na cintura, cabelo pingando.

“Quem era?”

“Ninguém. Spam.”

Ele não insistiu. Só que o jeito que ela mordeu o lábio entregou tudo.

Mais tarde, 00:36

Lucas fingiu dormir. Ana esperou a respiração dele pesar e saiu pra varanda. Digitou:

Ana: Ele tá aqui. Não posso falar.

Felipe: Então fala com o corpo. Tô subindo.

Ana: Você é louco. Ele tá em casa.

Felipe: Por isso mesmo. Quero te ouvir tentar ficar quieta.

Cinco minutos depois, batidinha de leve na porta de serviço. Ana abriu só uma fresta.

Felipe entrou já puxando ela pela cintura, voz no pé do ouvido:

“Você treme toda vez que faz coisa errada, Ana. Adoro isso.”

“Calado”, ela sussurrou, olhando pro corredor. “Se ele acordar…”

“Se ele acordar, cê geme o nome dele. Mas nós dois sabemos pra quem é que teu corpo responde.”

Ele subiu a mão pela coxa dela, por baixo do vestido de dormir.

“Cê tá molhada. Mentiu pra mim ou pra ele hoje?”

“Pros dois”, ela respondeu, arfando. “Mas agora eu só quero ser tua.”

Um barulho no quarto. Os dois congelaram.

Lucas: “Amor?”

O silêncio cortou. Ana respondeu, a voz saindo mais firme do que ela esperava:

“Tô bebendo água. Já volto.”

Felipe mordeu o lóbulo da orelha dela e riu baixinho:

“Fala pra ele dormir. Prometo que eu te faço gozar sem fazer barulho nenhum… ou faço você gritar e a gente vê o que acontece.”

Ana fechou os olhos, sentindo os dedos dele já dentro dela, provocando devagar.

“Você não presta”, ela gemeu, quase sem som.

“E você adora”, ele devolveu, com a outra mão tapando a boca dela. “Fala baixo, vai. Diz que é minha.”

Ela cedeu, a testa encostada no peito dele:

“Sou tua… só tua… mas só hoje.”

Felipe parou por um segundo, encarando ela:

“Hoje. Amanhã a gente vê se você aguenta ficar sem.”

Quando ele foi embora, 20min depois, Ana voltou pra cama. Lucas se mexeu, puxou ela pra perto ainda meio dormindo.

“Tava onde?”

“Na varanda. Esfriar a cabeça.”

Ele beijou o ombro dela e voltou a dormir. Ana ficou olhando pro teto, o corpo ainda pulsando, o gosto da traição misturado com um tesão que ela não sentia há anos.

E o celular, em silêncio agora, guardava uma nova mensagem não lida:

Felipe: Terça que vem. Mesmo horário. Traz esse vestido.

Esse foi meu primeiro conto.....espero que gostem e desculpa se errei ou faltou alguma coisa...

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